Durante muito tempo participei de corridas de 5 km. Naturalmente o condicionamento físico foi evoluindo e  meu tempo foi melhorando.

Em várias oportunidades fui questionado pelos amigos porque não mudava para as corridas de 10 km. A minha resposta era bem simples: a distância de 5 km é tranquila, completo em pouco mais de meia hora.

Em agosto de 2015 participei de uma corrida de 8 km.  Por causa da sua distância ela marcou o início da minha transição dos cinco para os dez quilômetros.

A prova não foi realizada na rua nem em um parque, mas sim em um local especial. Com distâncias de quatro, oito e dezesseis quilômetros a corrida aconteceu nas dependências do Quartel General da 5ª Região Militar, mais conhecido como Quartel do Pinheirinho, numa referência ao bairro onde está localizado.

Me inscrevi na distância de oito quilômetros, como uma forma de me desafiar e também começar a minha preparação para as corrida de dez quilômetros. Cheguei no quartel pouco antes das sete horas da manhã, logo encontrei alguns colegas do BB e ficamos conversando até o momento da largada.

No meu caso tinha que dar duas voltas no percurso de 4 km. Não tinha estabelecido nenhuma estratégia, pois desejava conhecer as características. Larguei com calma, mas na sequencia cometi um erro que foi fundamental para o meu desempenho na corrida.

O meu primeiro quilômetro foi muito rápido, no caso de uma corrida de cinco quilômetros poderia me recuperar com facilidade, mas com três quilômetros a mais ficou complicado.

Sendo assim resolvi alternar a corrida com um pouco de trote e caminhada. O percurso tinha cerca de um quilômetro de trilha na floresta, com um bom trecho de piso úmido e outro bem compactado. Por causa das irregularidades escolhi seguir num ritmo lento. Depois de voltar para o asfalto tive que enfrentar um subida de cerca de quatrocentos metros.

Ufa! O final da primeira volta estava bem perto. Nem me preocupei com o tempo, estava mais preocupado em tudo que teria que passar novamente. As pernas pareciam pesadas e não obedeciam os comandos do cérebro. Como não tinha nenhum compromisso com o tempo segui lentamente pelo trecho na floresta. Afinal de contas sabia da subida que teria pela frente assim que chegasse no asfalto.

Depois da subida comecei a acelerar ao som de Sultans of Swing e me preparei para a arrancada dos cem metros finais. Logo após da medalha estavam sendo entregues frutas, água e sorvete.

Terminei a prova sem dores, mas consciente que o erro cometido no início da prova e a falta de sincronismo entre cérebro e pernas influenciaram bastante no meu desempenho.

Enfim, valeu a pena ter participado de mais uma prova e ter iniciado a minha preparação para as corridas de dez quilômetros.

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