Jolie fala sobre os refugiados em entrevista para a Vogue

Em uma entrevista exclusiva concedida para a revista britânica, Vogue, a cineasta estadunidense e ganhadora do Oscar se recorda das duas últimas décadas que vem trabalhando com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR/UNHCR) e discute sobre sua jornada com relação a adoção de seus três filhos, Maddox, Pax e Zahara.

Escrito por Liam Freeman e traduzido pelo Angelina Jolie Brasil.

No que diz respeito à atuação e ao cinema, Angelina Jolie teve uma carreira bastante invejável durante seus 45 anos de idade. Nascida na realeza de Hollywood, sendo filha de Jon Voight e de Marcheline Bertrand, já falecida, ela estudou no prestigiado “Lee Strasberg Theatre and Film Institute” antes de estrelar em filmes como “Garota, Interrompida” (1999) – através do qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2000 – e “A Troca” de Clint Eastwood (2008).

Posteriormente, ela fez sua estréia na direção no ano de 2011, com o longa “Na Terra de Amor e Ódio”, que aborda a Guerra da Bósnia, para o qual ela procurou apenas os colaboradores mais experientes – atores de elenco nascidos na região dos Bálcãs, que ela consultou sobre a produção e o diálogo. Mas talvez seja seu trabalho humanitário com os refugiados que tenha lhe ensinado suas maiores lições.

“Eu me sentia como se fosse uma estudante aos pés deles”, disse Jolie à Vogue. “Aprendi mais com os [refugiados] sobre família, resiliência, dignidade e sobrevivência do que posso expressar.” Mãe de seis filhos, ela passou quase duas décadas trabalhando com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, primeiro como Embaixadora da Boa Vontade e, a partir de 2012, como Enviada Especial, por sua dedicação à causa.

A primeira missão de Jolie foi em Serra Leoa, na África, nos anos finais da guerra civil que se estendeu de 1991 a 2002. Desde então, ela viajou para países como o Líbano, para conhecer crianças refugiadas sírias, o Curdistão, para destacar as necessidades mais críticas de 3,3 milhões de iraquianos que se encontravam deslocados internamente. Tailândia, onde famílias de Myanmar estão abrigadas em campos de refugiados no norte do país e, mais recentemente, na Colômbia, onde mais de 4 milhões de venezuelanos vivem no exílio.

Então, o que o papel da Enviada Especial do ACNUR implica? Além de chamar a atenção necessária para as grandes crises que resultam em deslocamentos populacionais em massa, Jolie representa a Agência e o Comissário em nível diplomático.

“Meu trabalho, agora, consiste em lutar ao lado dos meus colegas para que os refugiados tenham direitos, proteção e para que resistam aos retornos forçados. Nós também fazemos pressão para conseguirmos melhores oportunidades de aprendizado. O ACNUR é uma agência de proteção. Ajudamos aqueles que fugiram da guerra e da perseguição, que tiveram seus direitos violados”, explica ela.

Um dia antes do Dia Mundial dos Refugiados – um dia internacional designado pelas Nações Unidas (ONU) para homenagear os refugiados em todo o mundo, que é comemorado em 20 de junho – conversamos com Jolie sobre seu trabalho com o ACNUR e como isso transformou sua percepção sobre a maternidade.

A razão de ser do ACNUR é salvar vidas, proteger direitos e construir um futuro melhor para os refugiados. O que existe nessas causas que se relacionam com você pessoalmente?

Eu vejo todas as pessoas como iguais. Eu vejo o abuso e o sofrimento e não consigo aguentar. Em todo o mundo, as pessoas fogem de ataques de bombas, estupro, mutilação genital feminina, espancamentos, perseguição, assassinato. Essas pessoas não fogem para melhorar suas vidas. Elas fogem porque não podem sobreviver de outra maneira. O que eu realmente quero é acabar com o aquilo que força as pessoas a saírem de suas terras. Quero ver prevenção quando pudermos, proteção quando for necessário e responsabilidade quando os crimes forem cometidos.

Segundo o ACNUR, o mundo agora tem uma população de quase 80 milhões de pessoas deslocadas à força – a mais alta já registrada. Nos seus anos de trabalho com o ACNUR, você testemunhou este aumento dramático em primeira mão. Quais foram as principais causas?

Vejo falta de vontade em proteger e defender os direitos humanos básicos, vejo falta de diplomacia e responsabilidade. Muitas pessoas lucram com o caos de países que são dependentes e que encontram-se quebrados e isso me deixa doente. Também vemos líderes espalharem o medo visando ganhos políticos, para que o nacionalismo aumente assim como também a raiva pelo próximo. Mas, por outro lado, também vejo uma incrível generosidade com relação aos refugiados em muitos países e uma força extraordinária e resiliência dos próprios refugiados. Este não é um cenário sem esperança. Apenas cinco conflitos representam dois terços de todo o deslocamento transfronteiriço – Síria, Venezuela, Afeganistão, Sudão do Sul e Myanmar. Mudando a dinâmica lá, conseguiremos mudar o cenário do deslocamento global atual.

Antes da pandemia, você esteva trabalhando na Venezuela e em Bangladesh. Você pode nos contar algumas das coisas que testemunhou lá e qual é a situação agora?

Vi pessoas em seu estado mais humano, que sofreram violência e dificuldades inimagináveis e que estão apenas tentando cuidar de suas famílias. Qualquer um de nós faria o mesmo se estivéssemos naquela situação. Como todos nós, eles querem estar seguros, querem ter uma casa e querem ser livres. As realidades para refugiados ou para as pessoas deslocadas são extremamente difíceis. Eles são, frequentemente, vítimas de estupro e de abuso sexual. Eles estão lutando contra os mesmos tipos de doenças que podemos encontrar em qualquer comunidade em tempos de paz, no entanto, eles não tem acesso à assistência médica em que você ou eu poderíamos confiar. Além disso, os refugiados geralmente vivem em tendas em campos extremamente expostos às condições naturais. No mês passado, refugiados em Bangladesh foram atingidos por um ciclone.

Há regiões ou grupos de pessoas com as quais você está especialmente preocupada agora?

Estou realmente preocupada com as pessoas no Iêmen. Elas passaram por cinco anos de um conflito brutal. Elas sofreram ataques aéreos, bombardeios indiscriminados, violência sexual e tortura. Metade dos hospitais foram destruídos. As pessoas estão à beira da fome. E agora elas foram atingidas pelo Covid-19. No entanto, a comunidade internacional forneceu menos da metade dos fundos necessários para manter as operações de ajuda até o final deste ano. Isso significa que, em agosto, o dinheiro acabará e os programas que mantêm as pessoas vivas terão que ser encerrados no meio de uma guerra e uma pandemia. É horrível e indicativo do padrão global: não somos capazes de ajudar a pôr fim às guerras ou de fazer o suficiente para permitir que as pessoas sobrevivam. O ACNUR permanecerá e entregará o que puder, mas será muito difícil esticar os fundos de ajuda para atender às necessidades sem recebermos nenhuma ajuda.

Como a pandemia afetou os refugiados, direta ou indiretamente?

Infelizmente, estamos apenas no início do impacto econômico e social da crise e isso afetará as pessoas deslocadas, uma vez que os níveis de financiamento humanitário já eram tão baixos. É realmente assustador. É um momento de solidariedade e de entender que os refugiados estão na linha de frente na luta pela sobrevivência e pelos direitos humanos.

Você tem uma sensação de dicotomia entre a vida em Hollywood e o trabalho de campo com o ACNUR ou com a Fundação Maddox Jolie-Pitt (MJP) no Camboja?

Muitos colegas do ACNUR, mas principalmente os próprios refugiados, foram meus mentores. Lembro-me de uma das minhas primeiras missões de campo, na Serra Leoa, quando, em certo momento, depois de ouvir as histórias das pessoas, comecei a chorar. Havia uma avó incrível lá, cuidando de seus netos órfãos, que me levantou e me disse para que eu não chorasse, mas que eu ajudasse. Isso sempre ficou comigo. Minha vida como artista é sobre comunicação e arte. Às vezes, o foco é mais no entretenimento, mas, mais recentemente, meu trabalho como diretora tem sido muito mais sobre as questões globais em que eu me concentro. “Primeiro Mataram Meu Pai” é um filme que une esses mundos. Mas, no fundo, o filme retrata a história dos anos mais difíceis no país em que meu filho nasceu. Então, a maternidade também influencia meu trabalho. E não, não vejo uma divisão.

Você construiu uma casa no Camboja. Por que você sente esta forte afinidade com o país?

O Camboja foi o país que me conscientizou sobre os refugiados. Isso me fez participar de assuntos estrangeiros de uma maneira que nunca tinha feito e me juntar ao ACNUR. Acima de tudo, isso me fez ser mãe. Em 2001, eu estava participando de uma atividade em uma escola de Samlout, brincando com blocos no chão junto com uma criança e isso ficou tão claro para mim quanto a luz do dia. Naquele momento eu pensei: ‘Meu filho está aqui’. Alguns meses depois, conheci o bebê Mad em um orfanato. Não sei explicar e não acredito em mensagens ou superstições. Mas foi muito real e claro. Samlout foi a primeira e a última fortaleza do Khmer Vermelho. Foi para onde fui pela primeira vez com o ACNUR, porque fica perto da fronteira com a Tailândia, onde as pessoas estavam lutando para voltar. Estava cheio de minas terrestres. Eu escolhi investir e morar lá para tentar ajudar a melhorar uma das áreas mais desafiadoras do país. Encontramos 48 minas terrestres em minha propriedade. Minha casa fica em um complexo que eu compartilho com a sede da minha fundação. É 100% executado localmente, como deveria ser, e trabalho com uma grande equipe de pessoas.

Você tem três filhos adotivos, Maddox, Pax e Zahara, e três filhos biológicos, Shiloh, Vivienne e Knox. Quais são as coisas mais importantes a considerar ao criar irmãos adotivos e biológicos?

Esta é uma maneira bonita de formar uma família. O importante é falar com liberdade sobre tudo isso e compartilhar. “Adoção” e “orfanato” são palavras positivas em nossa casa. Com meus filhos adotivos, não posso falar sobre gravidez, mas falo com muitos detalhes e com muito amor sobre minha jornada em encontrá-los e como foi olhar nos olhos deles pela primeira vez. Todas as crianças adotadas vêm com um belo mistério de um mundo que está se encontrando com o seu. Quando eles são de outra raça e de terra estrangeira, esse mistério, esse presente, é muito grande. Para eles, nunca devem perder o contato com o lugar de onde vieram. Eles têm raízes que você não tem. Honre-os. Aprenda com eles. É a jornada mais incrível de se compartilhar. Eles não estão entrando no seu mundo, vocês estão entrando no mundo um do outro.

Você adotou Maddox do Camboja e seu filho Pax, do Vietnã – dois países em guerra um com o outro. Esta foi uma decisão consciente?

Isso é uma verdade, eu pensei sobre isso. Originalmente, pensei em não adotar no Vietnã porque Mad era cambojano e os dois países têm uma história complexa. Então eu estava lendo um livro sobre direitos humanos e me vi olhando para a imagem de um combatente vietnamita mantido em cativeiro por americanos. Pensei em meu próprio país e em nosso envolvimento no sudeste da Ásia. Pensei em focar num futuro em que fossemos todos da mesma família. Sou muito abençoada por ter sido autorizada a ser mãe deles. Sou grata por isso todos os dias.

Depois de escolher se separar de seu parceiro e do pai de seus filhos, o ator Brad Pitt, como você sustentou um ambiente saudável para seus filhos?

Separei para o bem-estar da minha família. Essa foi a decisão certa. Eu continuo focada no processo de cura deles. Muitas pessoas se aproveitaram do meu silêncio e meus filhos veem muitas mentiras sobre eles na mídia, mas eu os lembro de que eles conhecem suas próprias verdades e suas próprias mentes. Na verdade, são seis jovens muito corajosos e muito fortes.

Você pode discutir alguns dos projetos nos quais trabalhará nos próximos meses?

Trabalharei com o ACNUR nesta crise global, mantendo-me conectada e conscientizando as realidades de campo. E continuarei trabalhando com a “BBC World Service”, em uma iniciativa de alfabetização midiática para jovens. Também estou colaborando com a Anistia Internacional em um projeto de livro sobre os direitos das crianças. Entrei no confinamento da quarentena pensando que seria um bom momento para aprender a cozinhar. Mas isso nunca aconteceu. Eu conheço meus limites.

Fonte: Vogue

Jolie faz videoconferência e escreve sobre os refugiados

Nesta quinta-feira, dia 18 de Junho de 2020, o site oficial da renomada revista “TIME” publicou um novo artigo escrito pela Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), Angelina Jolie, através do qual ela abordou a atual crise de refugiados. Além do artigo, Jolie participou de várias conversas de vídeos com diferentes profissionais que trabalham com a UNHCR. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil. Agradecimentos especiais ao nosso colaborador, Gui Leite.

Escrito por Angelina Jolie

Enquanto a injustiça causada pela discriminação e pelo racismo nos Estados Unidos explodem na linha da frente, nós também devemos abordar a perseguição e a opressão que aumentam ao redor do mundo, privando milhões de pessoas de seus direitos, liberdade e segurança física.

A Agência para Refugiados da ONU publicou seu último relatório anual sobre o estado dos deslocamentos humanos no mundo e podemos fazer uma leitura bastante clara. Quase 80 milhões de pessoas – o número mais alto desde que os registros começaram, de acordo com os dados disponíveis – foram expulsas de suas casas por extrema perseguição e violência, e passaram a viver como refugiados, como pessoas que precisam de abrigo ou como pessoas deslocadas dentro de seus próprios países. Pela primeira vez, o deslocamento forçado está afetando mais de um por cento da humanidade, ou seja, 1 em cada 97 pessoas.

São pessoas que fogem de ataques a escolas e hospitais, da violência sexual em massa, perseguições e fome em cidades inteiras, opressões de grupos terroristas assassinos e décadas de perseguição institucionalizada em razão da religião, do gênero ou da sexualidade.

Não é apenas o número total de pessoas deslocadas à força que é chocante. Mais pessoas estão sendo forçadas a deixar suas casas em larga escala em mais lugares e com uma das taxas mais rápidas das quais podemos nos lembrar. O deslocamento global quase dobrou desde 2010. O número de refugiados na África Subsaariana triplicou no mesmo período. E o número de países em que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados está trabalhando, buscando ajudar as pessoas deslocadas internamente, passou de 15 em 2005 para 33 em 2020. Isso ocorre antes da devastação econômica total das greves do COVID-19, ameaçando a fome e a insegurança mais profundas para milhões de pessoas.

Eu testemunhei a mudança com meus próprios olhos. Meus primeiros 10 anos no UNHCR, a partir de 2000, foram focados principalmente em ajudar os refugiados a voltar para suas casas em países como Camboja, Bósnia e Serra Leoa. Envolveu a limpeza de minas terrestres, a reconstrução de casas, a abertura de estradas e a retomada do mercado. As instituições internacionais – ainda que imperfeitas – apresentaram uma pequena quantidade de justiça e responsabilidade.

Em meados da década de 1990, até por volta de 2010, o número de pessoas deslocadas permaneceu relativamente estável em todo o mundo, porque, embora os novos deslocamentos continuassem, muitos refugiados foram repatriados após acordos de paz, construíram casas permanentes em seus países anfitriões ou foram reassentados em novos países.

Mas nos últimos 10 anos, a pouca justiça e as poucas soluções disponíveis para os refugiados secou. Eu visitei refugiados sírios cerca de uma dúzia de vezes desde o início do conflito naquela região. Os refugiados que conheci quando crianças agora têm seus próprios filhos e ainda vivem nos mesmos acampamentos sem segurança, com provisões cada vez menores e sem perspectivas de um acordo político justo e equitativo em seu país que lhes permita voltar para casa em segurança.

Vários fatores parecem estar em jogo. A década passada começou com uma recessão global que alimentou dificuldades, raiva e descontentamento. Muitos países e comunidades em todo o mundo mostraram extraordinária generosidade para os refugiados que vivem em seu meio. Mas, mesmo que, em todo o mundo, médicos, enfermeiros e profissionais de saúde estejam à linha de frente da resposta ao COVID-19, os refugiados são frequentemente vistos como um fardo, recebidos com xenofobia e racismo, denegridos e desumanizados na política e na mídia.

Vários fatores parecem estar em jogo. A década passada começou com uma recessão global que alimentou dificuldades, raiva e descontentamento. Muitos países e comunidades em todo o mundo mostraram extraordinária generosidade para os refugiados que vivem em seu meio. Mas, mesmo que, em todo o mundo, médicos refugiados, enfermeiros e profissionais de saúde atendam à linha de frente da resposta ao COVID-19 , os refugiados são frequentemente vistos como um fardo, recebidos com xenofobia e racismo e denegridos e desumanizados na política e na mídia.

Somos rápidos em criticar os registros de direitos humanos dos adversários, mas silenciosos quando conflitos que criam deslocamento e miséria envolvem nossos aliados. Quando começamos a escolher quais países ou povos iremos ajudar, da assistência humanitária até nossas políticas de asilo, somos nós mesmos os discriminadores: atribuindo diferentes níveis de importância a diferentes povos, raças, religiões e etnias, violando o princípio fundamental de que todos nascem iguais.

Em nossos anos escolares, nós americanos não somos ensinados o suficiente a respeitar e admirar as culturas e contribuições de países com histórias muito mais antigas do que as nossas. Ou, na verdade, a ter uma compreensão verdadeiramente profunda de nossa própria história e das condições s em que nosso país foi construído. Essa é uma das razões pelas quais, nos meus vinte e poucos anos, eu queria trabalhar com o ACNUR.

O que ficou claro para mim, através do meu trabalho, é que a luta pelos direitos humanos e pela igualdade é universal. É uma luta única, onde quer que vivamos, por mais diferentes que sejam as circunstâncias. Existe uma linha divisória em todo o mundo, entre aqueles que têm direitos e liberdade e aqueles que não têm. Quem escolhemos ajudar e o quanto estamos preparados e dispostos para mudar e lutar, não deve parar em nossas fronteiras.

Fonte: TIME

Fonte: Angelina Jolie Brasil

Jolie faz videoconferência com ex-refugiada

Três anos atrás, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Angelina Jolie, esteve presente em um desfile de moda durante o ao Dia Mundial do Refugiado, quando visitava o abrigo RefuSHE para meninas abandonadas e órfãs, localizado na cidade de Nairobi, no Quênia.

A RefuSHE é uma organização não governamental pioneira que procura preencher uma lacuna crucial no atendimento aos refugiados mais vulneráveis da África Oriental: meninas e mulheres jovens, entre 13 e 23 anos, que fugiram da guerra, da perseguição e da violência sexual em seus países de origem e que precisam de um sistema de apoio.

A comunidade fornece abrigo e aconselhamento sobre traumas e conduz um programa de educação multidisciplinar, que inclui cursos de matemática, inglês e suaíli, além de treinamento vocacional junto à “Artisan Collective”, promovendo habilidades de liderança e negócios através da produção de tecidos tingidos à mão e lenços.

Recentemente, Jolie conversou via “Zoom” com Chantale Zuzi, uma das garotas que ela conheceu através da RefuSHE. Ela nasceu na República Democrática do Congo, onde enfrentou perseguição por ser albina e perdeu tragicamente seus pais antes de se tornar adolescente. Foi reassentada em Massachusetts, no ano de 2018, através do Programa para Refugiados Menores Não Acompanhados (Unaccompanied Refugee Minors Program).

Agora com 18 anos, Zuzi está em casa com suas mães adotivas, Deborah e Alisa, terminando remotamente seu primeiro ano do ensino médio e colocando as habilidades de costura que aprendeu na RefuSHE para criar máscaras e ajudar na proteção contra COVID-19, durante seu tempo livre. Ela sonha em estudar arte e desenvolvimento internacional na Universidade de Columbia e, um dia, trabalhar para as Nações Unidas.

“Seria ótimo se todos os refugiados jovens tivessem a oportunidade de ir à escola e terem um futuro. E tenho certeza de que eles retribuirão muito à comunidade,” disse Zuzi durante a videoconferência.

Jolie concordou: “Você e eu sabemos a sorte que qualquer comunidade teria em ter tantas meninas como você e como muitas de suas irmãs ao redor do mundo, que sofreram tanto e são mulheres fortes, jovens, que querem apenas uma oportunidade de fazer o bem e estarem seguras. Eu acho triste o fato de uma criança ter que desejar isso – algo que ela já não tinha quando nasceu – ter segurança “.

Zuzi e Jolie estão ansiosas pelo próximo desfile de moda da RefuSHE, “Fashion Challenge: Reimagined”, uma competição interativa de design online, marcada para a próxima semana. Felizmente, com o novo formato digital, “Mais pessoas aprenderão sobre o trabalho, o programa, os designs e todo o resto”, disse Jolie.

Sete jovens designers de Chicago, onde a RefuSHE tem seus escritórios nos EUA, competirão criando uma aparência única de passarela que incorpora tecido tingido à mão feito por sete membros do Artisan Collective da RefuSHE. Os pares de concorrentes são: Concetta Cipriano e Solange, Amy Fenderson e Aimé, Taylor Graves e Clementine, Fraley Le e Cecile, Lagi Nadeau e Marth, Xochil Herrera Scheer e Bersherb e Kate Van Asten e Jessica.

O show será exibido ao vivo na próxima quinta-feira (18), às 18h30min, com votação aberta ao público. As vencedoras serão anunciadas no Dia Mundial do Refugiado, no sábado, dia 20 de Junho. Lenços, com as mesmas impressões exibidos na passarela estarão disponíveis para compra na loja online da RefuSHE, com 100 por cento dos rendimentos reinvestidos ao Artisan Collective e seus membros.

Também na videoconferência, Zuzi expressou sua gratidão: “Aos Estados Unidos por me dar a oportunidade de estar aqui. Eu vou deixar meu país orgulhoso”.

Jolie disse: “Você faz parte das pessoas que ajudam a construir uma América forte, você, mulheres como você, garotas como você. E nosso país foi construído por muitas pessoas, que vieram de diferentes partes do mundo – é assim que damos nosso melhor. Então, eu espero ser a América da forma que você nos vê, é assim que devemos ser… A América que devemos ser é a América que você vê. Espero que possamos ver isso acontecer.”

Vídeo

Fonte: Harper’s BAZAAR

 

Fonte: Angelina Jolie Brasil 

 

 

Jolie fala sobre as crianças e o COVID-19 em artigo

Em um artigo publicado no dia 09 de Abril de 2020 pela renomada revista TIME, Angelina Jolie escreveu sobre a pandemia do COVID-19 e a vulnerabilidade das crianças ao redor do mundo. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil.

Escrito por Angelina Jolie

Das muitas maneiras pelas quais a pandemia está nos fazendo repensar nossa humanidade, nenhuma é mais importante ou urgente do que a proteção geral das crianças. Elas podem não ser tão suscetíveis ao vírus quanto outros grupos, mas são especialmente vulneráveis a muitos dos impactos secundários da pandemia na sociedade.

As consequências econômicas do COVID-19 foram rápidas e brutais. As proibições e os pedidos para que as pessoas permaneçam em suas casas resultaram na perda de empregos e insegurança econômica, aumentando a pressão e a incerteza para muitas famílias. Sabemos que o estresse em casa aumenta o risco de violência doméstica, seja em uma economia desenvolvida ou em um campo de refugiados.

Na América, estima-se que 1 em cada 15 crianças é exposta à violência doméstica a cada ano – 90% delas são testemunhas oculares da violência. Uma média de 137 mulheres em todo o mundo são mortas por um parceiro ou membro da família todos os dias. Nunca saberemos em quantos desses casos há uma criança no quarto ao lado – ou no próprio quarto.

Isolar uma vítima da família e dos amigos é uma tática bem conhecida de controle por parte dos agressores. Isso significa que o distanciamento social necessário pode, inadvertidamente, alimentar um aumento direto no trauma e no sofrimento de crianças vulneráveis. Já existem relatos de um aumento na violência doméstica em todo o mundo, incluindo assassinatos violentos.

Chega no momento em que as crianças são privadas das próprias redes de apoio que as ajudam a lidar com o problema: de seus amigos e professores de confiança, às atividades após a escola e às visitas à casa de um parente querido que proporcionam uma fuga de seu ambiente abusivo.

O COVID-19 separou as crianças de seus amigos, da educação regular e da liberdade de movimento. Com mais de um bilhão de pessoas vivendo trancadas em casa ao redor do mundo, tem havido muito foco em como evitar que as crianças falhem na questão da educação, bem como em elevar seus espíritos e mantê-las alegres durante o isolamento.

Para muitos estudantes, as escolas são uma fonte de oportunidades e uma espécie de escudo, oferecendo proteção – ou pelo menos uma suspensão temporária – da violência, exploração e outras circunstâncias difíceis, incluindo exploração sexual, casamento forçado e trabalho infantil.

Não trata-se apenas do fato de que as crianças perderam suas redes de apoio. O isolamento também significa menos olhos adultos voltados para suas situações. Em casos de abuso infantil, os serviços de proteção são mais frequentemente acionados por terceiros, como professores, orientadores, coordenadores de programas após a escola e por treinadores.

Tudo isso gera a questão: o que estamos fazendo agora para proteger as crianças vulneráveis de sofrerem danos durante o confinamento que as afetarão pelo resto de suas vidas?

Estávamos despreparados para esse momento porque ainda precisamos levar a proteção das crianças suficientemente a sério como sociedade. Os impactos profundos e duradouros do trauma na saúde das crianças são pouco compreendidos e muitas vezes minimizados. As mulheres que encontram forças para contar a alguém sobre seus abusos, costumam ficar chocadas com a quantidade de pessoas que optam por não acreditar nelas, dão desculpas por comportamentos abusivos ou as culpam. Muitas vezes, elas não estão preparadas para o risco de serem reprovadas pelo sistema de bem-estar infantil com poucos recursos, ou para encontrar juízes e outros profissionais do direito que não são treinados para lidar com trauma, com relacionamentos abusivos e que não levam a sério os efeitos gerados nas crianças.

Há sinais de esperança. No meu estado natal, Califórnia, a Dra. Nadine Burke Harris argumentou que a violência doméstica e outras Experiências Adversas na Infância (Adverse Childhood Experiences ACEs) são os principais componentes dos problemas de saúde mais destrutivos e dispendiosos dos Estados Unidos. Ela está liderando uma unidade que busca realizar uma triagem de rotina nas crianças, que passam por essas experiências adversas, pelos prestadores de cuidados de saúde visando possibilitar intervenções precoces.

Embora estejamos fisicamente separados um do outro sob a quarentena, podemos fazer questão de ligar para familiares ou amigos, principalmente onde sabemos ter alguém que seja vulnerável. Podemos nos educar sobre os sinais de estresse e violência doméstica, saber o que procurar e com que seriedade devemos ver aquilo . Podemos ajudar os abrigos locais de nossas cidades que recebem vítimas de violência doméstica.

A Parceria Global para Acabar com a Violência contra as Crianças (Global Partnership to End Violence Against Children) oferece vários recursos para ajudar a proteger as crianças durante a pandemia, incluindo guias online sobre como mantê-las seguras e sobre como conversar com as crianças a respeito de questões difíceis. A Rede de Atendimento Infantil (Child Helpline Network) pode encaminhar pais, ou qualquer pessoa preocupada, a um número de telefone para pedir conselhos e informações. E existem sites que podem ajudar se você tiver preocupações sobre seu próprio relacionamento.

Costuma-se dizer que é preciso uma vila para criar um filho. Será necessário um esforço de todo o país para oferecer às crianças a proteção e os cuidados que merecem.

Fonte: Angelina Jolie Brasil

Artigo original: Children Seem to Be Less /vulnerable to the Coronavirus. Here´s the Pandemic May Still Put Them at Risk

 

 

Angelina Jolie – Prêmios e Indicações

Honraria Dama da Grande Cruz da Ordem mais ilustre de São Miguel e São Jorge

A condecoração foi dada pelo trabalho da atriz contra a violência sexual em zonas de guerra e seu serviços relacionados à política externa britânica. O título presta homenagem a pessoas que fazem um trabalho extraordinário e de importância não militar em um país estrangeiro.

É a segunda distinção mais importante depois de Cavaleiro ou Dama da Grande Cruz.

 

Oscar

2013 Prêmio Humanitário Jean Hersholt;

2000 – Vencedora – Melhor atriz (coadjuvante/secundária), por Girl, Interrupted;

2009 – Indicada como melhor atriz, por Changeling;

Globo de Ouro

1998 – Vencedora – Melhor atriz (coadjuvante/secundária) em filme/série para televisão, por George Wallace;

1999 – Vencedora – Melhor atriz em filme para televisão, por Gia;

2000 – Vencedora – Melhor atriz (coadjuvante/secundária), por Girl, Interrupted;

2008 – indicada como melhor atriz de drama, por A Mighty Heart;

2009 – Indicada como melhor atriz de drama, por Changeling;

2011 – Indicada como melhor atriz comédia/musical, por The Tourist

Emmy Awards

1998 – Indicada como melhor atriz em minissérie ou filme para a televisão, por Gia;

1998 – Indicada como melhor atriz (coadjuvante/secundária) em minissérie ou filme para a televisão, por George Wallace;

The Saturn Awards

2002 – Indicada como melhor atriz, por Lara Croft: Tomb Raider;

2005 – Indicada como melhor atriz coadjuvante, por Sky Captain and the World of Tomorrow;

2009 – Vencedora – Melhor atriz por Changeling;

2011 – Indicada como melhor atriz por Salt;

MTV Movie Awards

2002 – Indicada como melhor performance feminina, por Lara Croft: Tomb Raider;

2002 – Indicação de melhor luta, por Lara Croft: Tomb Raider;

2006 – Indicação de melhor beijo (ao lado de Brad Pitt), por Mr. & Mrs. Smith;

2006 – Indicação de melhor luta (ao lado de Brad Pitt), por Mr. & Mrs. Smith’;

2009 – Indicação de momento por Wanted;

2009 – Indicação de melhor beijo (ao lado de James McAvoy), por Wanted;

2009 – Indicação como melhor performance feminina, por Wanted;

Satellite Awards

1999 – Vencedora – Melhor atriz em minissérie ou filme feito para a televisão, por Gia;

2007 – Indicada como melhor atriz por A Mighty Heart;

2008 – Vencedora – Melhor atriz, por Changeling;

Prêmios Screen Actors Guild

1998 – Vencedora – Melhor atriz em minissérie ou filme para a televisão, por Gia;

2000 – Vencedora – Melhor atriz coadjuvante, por Girl, Interrupted;

2008 – Indicada como melhor atriz, por A Mighty Heart;

2009 – Indicada como melhor atriz, por Changeling;

National Board of Review of Motion Pictures

1998 – Vencedora – Melhor performance, por Playing by Heart;

Angelina Jolie chega aos 39 anos mais linda do que nunca (parte 2)

Apesar de ser valorizada pela sua brilhante atuação, até então os filmes de Angelina Jolie não apresentaram um sucesso muito alto. No entanto, o lançamento de Lara Croft: Tomb Raider em 2001 fez dela uma estrela internacional. O filme rendeu cerca de US$ 270 milhões no mundo inteiro. Naquele mesmo ano estrelou o filme Pecado Original ao lado de Antonio Banderas.

Por causa do seu trabalho junto ao refugiados de Serra Leoa, Tanzânia e Paquistão, Angelina Jolie foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Após ter conhecido o Camboja durante as gravações do filme Lara Croft: Tomb Raider, Jolie adotou um bebê cambojano chamado Maddox, o primeiro dos seus filhos.

Posteriormente ela estrelou Uma vida em Sete Dias (2002), Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida (2003), Amor sem Fronteiras (2003) Roubando Vidas (2004), O Espanta Tubarões dublando a personagem Lola (2004), Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (2004), A Febre (2004) e Alexandre (2004).

Em 2005 surgiram os rumores de que Angelina estaria vivendo um caso amoroso com o ator Brad Pitt, com quem trabalhou no filme Sr. & Sra. Smith. Naquela época Brad estava casado com a atriz Jennifer Aniston. Algum tempo depois eles se divorciaram e o romance com Angelina Jolie se confirmou.

Em julho daquele ano Brad acompanhou Angelina numa viagem à Etiópia, onde adotaram a menina Zahara Marley que vivia num orfanato. Em dezembro foi anunciado que Brad Pitt tinha iniciado o processo legal de adoção de Maddox e Zahara, requerendo a mudança do sobrenome das crianças para Jolie-Pitt. Pouco mais de um mês depois o pedido foi atendido.

No dia 27 de maio de 2006, nasceu em Swakopmund, na Namíbia, o primeiro filho biológico do casal, uma menina a quem chamaram Shiloh Nouvel Jolie-Pitt. Em março de 2007 eles adotaram um menino do Vietnã que havia sido abandonado pela mãe biológica em um hospital. O seu nome é Pax Thien Jolie-Pitt.

Algum tempo depois iniciaram os rumores de uma segunda gravidez de Angelina. Durante o Festival de Cannes 2008, quando divulgava a animação Kung Fu Panda, ela confirmou que estava grávida de gêmeos. Ela e Brad decidiram que os filhos nasceriam na França. No dia doze de julho chegam Knox Léon e Vivienne Marcheline.

A partir de então Angelina passou a dividir a criação dos filhos com as suas atribuições junto ao ACNUR e a sua carreira de atriz. Quando ela estava trabalhando em algum filme ou então numa viagem humanitária as crianças ficavam com Brad Pitt.

Embaixadora do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
Embaixadora do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados

Nos últimos anos Angelina Jolie estrelou os filmes O Procurado (2008), A Troca (2008), Salt (2010) e O Turista (2010). Em 2011 participou da animação Kung Fu Panda 2 dublando a Mestre Tigresa. Foi também em 2011 que ela estreou como roteirista e produtora do filme Na Terra de Amor e Ódio, que descreve uma história de amor tendo como pano de fundo a Guerra da Bósnia. A ideia de escrever um roteiro de uma história de amor em tempo de guerra surgiu depois de uma viagem para a Bósnia e Herzegovina como um embaixador da Boa Vontade da ONU.

A Troca
A Troca
O Procurado
O Procurado
O Turista
O Turista
Na Terra do Amor e do Ódio
Na Terra do Amor e do Ódio

No entanto, os milhões de fãs espalhados pelo mundo estavam com saudades de ver Angelina Jolie nas telas do cinema. Com um orçamento estimado entre US$130 e US$200 milhões, iniciaram em junho de 2012 as filmagens de Malévola, com Angelina Jolie no papel principal. O filme produzido pela Walt Disney retrata a história de A Bela Adormecida a partir da perspectiva de Malévola. Durante os últimos meses a Disney divulgou trailers do filme, aumentando a ansiedade dos fãs. A estreia no Brasil foi no dia 29 de maio.

Malévola
Malévola

Angelina Jolie chega aos 39 anos mais linda do que nunca (parte 1)

Na próxima quarta-feira, dia quatro de junho, a Angelina Jolie completa trinta e nove anos. Até lá vou contar um pouco a respeito dela como atriz, defensora de causas humanitárias e mãe dedicada.

Nascida no dia 04/06/1975 na cidade de Los Angeles, Califórnia, Angelina Jolie Voight é filha dos atores Jon Voight e Marcheline Bertrand (09/05/1950 – 27/01/2007). Ela é irmã do cineasta James Haven Voight e afilhada da atriz Jaqueline Bisset e do ator e diretor Maxililian Schell.

A sua estreia no cinema aconteceu ainda criança, atuando ao lado do seu pai, no filme Lookin’ to Get Out (1982). A sua carreira iniciou dez anos mais tarde com o filme Cyborg 2 (1993). O seu primeiro papel principal foi em 1995 no filme Hackers.

As perspectivas da sua carreira começaram a melhorar depois que Angelina interpretou Cornelia Wallace no filme George Wallace em 1997. A sua atuação lhe rendeu um Globo de Ouro e uma indicação para o Emmy.

Em 1998 ela apareceu no filme Gia, uma produção da HBO, onde interpretou uma supermodelo dos anos 80 chamada Gia Carangi. O filme descreve um mundo muito machista, inclui a questão da dependência das drogas e do drama emocional.

Gia: Fama e Destruição
Gia: Fama e Destruição

Angelina Jolie ganhou reconhecimento por seu papel em Gia, por sua atuação ela ganhou o seu segundo Globo de Ouro e foi novamente nomeada para um Emmy Award. Na sequencia ela se matriculou na Universidade de Nova York para estudar cinema.

Voltou a atuar em 1998 no filme Cozinha do Inferno e também em Playing by Heart, em que teve a oportunidade de contracenar com Sean Connery, Gillian Anderson, Ryan Phillippe e Jon Stewart. Foi elogiada pelo seu desempenho e ganhou o Prêmio Revelação da National Board of Review.

Cozinha do Inferno
Cozinha do Inferno
Colecionador de Ossos
Colecionador de Ossos
Alto Controle
Alto Controle

No ano de 1999 atuou em Alto Controle, uma comédia dramática, trabalhou ao lado de Denzel Washington em O Colecionador de Ossos, o seu primeiro sucesso comercial. No mesmo ano assumiu o papel de Lisa Rowe em Garota Interrompida, baseado na história de Susanna Kaysen, estrelada por Winona Ryder. Os críticos acreditavam que o filme seria o retorno triunfante de Winona, mas foi Angelina que encantou Hollywood. Sua atuação rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Naquele mesmo ano, ela ganhou seu terceiro Globo de Ouro e seu segundo Screen Actors Guild.

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante Garota Interrompida
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
Garota Interrompida

Malévola

Vinte e nove de maio de 2014, para muitas pessoas era mais uma quinta-feira no calendário. Mas para os fãs da atriz Angelina Jolie tratava-se de um dia muito significativo. Depois de meses de espera e muita expectativa chegava a estreia do filme Malévola.

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Como comprei o meu ingresso no dia anterior não precisei enfrentar a fila da bilheteria. Fui o primeiro a entrar na sala 7 para a sessão de filme legendado em 3D e ocupei a poltrona J207. Em poucos minutos a sala estava lotada e enquanto o filme não começava as pessoas comentavam a respeito das suas expectativas. Quando a sala escureceu o silêncio tomou conta da plateia.

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Não vou relatar nenhuma cena do filme, mas posso dizer que o filme é maravilhoso e a atuação de Angelina Jolie como a vilã Malévola é magnífica. No sábado, dia 31, retornei ao UCI para rever Malévola desta vez na versão dublada, comprei ingressos para as sessões 2D e 3D.

Antes de começar o filme conversei com as pessoas que estavam sentadas ao meu lado. É claro que não contei nada a respeito do que vi na estreia do filme. A minha expectativa era sobre como tinha ficado a dublagem da Malévola, sabia que a dubladora da Angelina Jolie seria a Miriam Ficher. Entre as dublagens feitas por ela estão as personagens Jane Smith em Sr. & Sra. Smith, Fox em O Procurado, Christine Collins A Troca e Evelyn Salt em Salt.

Posso dizer que na versão 2D notei detalhes em algumas cenas que não havia percebido quando assisti a versão 3D no dia da estreia. Enfim, apesar de ter conhecimento do que aconteceria na sequencia de cada cena a impressão era que estava assistindo o filme pela primeira vez.

Assim que o filme terminou deixei a sala e me dirigi até o local onde estavam sendo entregues os óculos 3D. Entrei na sala 7 poucos minutos antes do início do filme. E lá se foram cenas de muita emoção e medo.

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Malévola

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No próximo dia vinte e nove de maio acontecerá no Brasil a estreia do filme Malévola, que tem a atriz Angelina Jolie como a personagem vilã. Trata-se de um filme de fantasia dirigido por Robert Stromberg e produzido pela Walt Disney Pictures, a partir de um roteiro escrito por Paul Dini e Linda Woolverton. É uma adaptação animada de “A Bela Adormecida” (clássico de 1959) e retrata a história a partir da perspectiva da antagonista, Malévola.

Elenco

Angelina Jolie como Malévola, a auto-proclamada “Senhora de Toda Maldade”
Ella Purnell e Isobelle Molloy como Jovem Malévola
Elle Fanning como Princesa Aurora / Briar Rose, a Bela Adormecida
Eleanor Worthington Cox e Vivienne Jolie-Pitt como Jovem Princesa Aurora
Sharlto Copley como Rei Stefan
Toby Regbo e Michael Higgins como Jovem Stefan
Brenton Thwaites como Príncipe Phillip
Juno Temple como Thistlewit
Sam Riley como Diaval
Miranda Richardson como Rainha Ulla
Imelda Staunton como Knotgrass
Lesley Manville como Flittle
Kenneth Cranham como Rei Henry
Angus Wright como ajudante do Rei Henry
Peter Capaldi como Rei Kinloch

Em 23 de janeiro de 2014, foi anunciado que a cantora Lana Del Rey estaria no filme com a canção “Once Upon a Dream”, do filme de 1959 “A Bela Adormecida” como a canção título para Maleficent. Del Rey foi escolhida a dedo por Angelina Jolie para executar a canção. É muito grande a expectativa dos fãs da Angelina Jolie, pois o último filme do qual ela participou foi “O Turista” em 2010 ao lado de Johnny Depp.

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