#TBT JUNHO 2015

21/06 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

No sábado verifiquei qual seria a previsão do tempo. Para o horário da prova a temperatura era de 10ºC, condição climática que indicava que seria uma corrida difícil.

Por causa do frio resolvi sair em um ritmo lento e tomando cuidado para não me envolver em confusões. Aproveitei os trechos de descida para acelerar um pouco permaneci no mesmo ritmo por dois quilômetros.

Desde o início sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos cinco quilômetros, mas poderia melhorar o meu tempo de 2015. Procurei os espaços vazios para realizar as ultrapassagens e acelerar rumo a linha de chegada.

Para a minha surpresa terminei o percurso em 35 min 15 seg. Antes da corrida a minha intenção era baixar de 36 minutos, que era o melhor este ano.

 

28/06 – STADIUM MARATHON

Esta é uma corrida temática nas distâncias de cinco e onze quilômetros com largada e chegada no Estádio Durival Britto e Silva pertencente ao Paraná Clube. A corrida conta com a passagem em frente dos estádios Joaquim Américo Guimarães (Atlético Paranaense) e Major Antonio Couto Pereira (Coritiba).

Por causa da temperatura de 8ºC me mantive com o agasalho até cerca de meia hora antes da largada. Fiz meu alongamento e depois fiquei aquecendo por alguns minutos.

A largada aconteceu dentro do estádio, percorremos cerca de 200 metros da pista até chegar a saída. Mantive um ritmo tranquilo sem forçar ultrapassagens pois sabia que tinha um longo trecho de subida pela frente.

Após passar pela Arena da Baixada iniciou o trecho de descida em que finalmente teria a chance de aumentar o meu ritmo. Logo adiante passei por um dos momentos mais emocionantes de todas as corridas de que participei. Quando passava ao lado de um cadeirante que era conduzido pelo seu pai ele me estendeu a mão como se estivesse me convidando para correr ao seu lado.

Depois de passar pela marca dos 3 KM passei a alternar o ritmo entre a corrida e o trote, com o intuito de guardar energias para o final da prova.

Ao entrar na reta de chegada percebi um cadeirante poucos metros na minha frente. Era aquele mesmo que tinha corrido ao lado dele. Naquele instante o meu objetivo era alcançá-lo para cruzarmos a linha de chegada juntos. Consegui, olhei para o pai e dei os parabéns.

Não cheguei a ver o meu tempo de conclusão da prova, o objetivo era o de baixar o melhor tempo do ano (35 min 15 seg) e se possível terminar a prova num tempo melhor que a do ano passado (35 min 39 seg).

Para a minha surpresa percorri o percurso no tempo de 34 min 41 seg, que passou a ser o melhor de 2015.

Lembranças de uma corrida na chuva

Em uma corrida de rua existem itens que podem ser definidos com antecedência: distância, percurso e altimetria por exemplo. No entanto, não podemos definir se no dia vai estar fazendo frio, calor ou chovendo.

Sendo assim os corredores devem estar preparados para enfrentar as mais diversas condições climáticas. Existem aqueles corredores que gostam de correr na chuva e os que não gostam.

Em seis anos e alguns meses tive a oportunidade de experimentar a sensação de correr com calor, frio, neblina e chuva.

Particularmente não gosto de correr na chuva principalmente dos riscos envolvidos. Mas posso dizer que tenho boas lembranças de algumas corridas que participei em condições desfavoráveis.

Uma delas foi a 1ª Corrida Solidária Provopar Estadual e Bptran. Antes mesmo da largada já existia uma grande expectativa em torno da chuva.

No primeiro quilômetro começou uma chuva forte. Muitos corredores preferiram aumentar o seu ritmo mas eu escolhi manter um ritmo seguro tomando cuidado com as inúmeras poças d’água.

No final de março sofri uma queda durante um treino e fraturei o meu ombro esquerdo. Apesar de ter me recuperado bem da fratura fiquei com dificuldade para correr por ter medo de sofrer uma queda e me machucar com gravidade.

Nos momentos em que a chuva dava uma trégua aproveitava para correr um pouco mais e realizar algumas ultrapassagens. Mas a segurança estava sempre em primeiro lugar. Desta forma segui até o final da prova.

Ao cruzar a linha de chegada travei o meu relógio mas não me preocupei em ver qual tinha sido o tempo decorrido para completar o percurso. Depois que cheguei em casa tomei um bom banho quente e então passei a analisar as minhas parciais da corrida.

Foi então que para a minha enorme surpresa verifiquei que completei os dez quilômetros em uma hora, dezesseis minutos e dez segundos, o meu novo recorde pessoal.

Fiquei muito contente com o resultado alcançado pois o meu desempenho mostrou que eu tinha recuperado a segurança para voltar a correr.

 

Novembro desafiador

Em agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Naquela ocasião completei o percurso de cinco quilômetros em 39 minutos e 51 segundos. Devo admitir que algumas vezes durante a corrida me questionei sobre o motivo de estar ali.

Cruzei a linha de chegada ofegante mas muito contente com o resultado alcançado. A partir de então o meu desafio passou a ser o de melhorar o meu desempenho.

Durante o ano de 2013 tive a oportunidade de participar de corridas de 5 km em várias regiões de Curitiba. O meu condicionamento foi melhorando e com ele o meu desempenho nas provas.

Foi no mês de novembro que consegui o meu melhor tempo do ano. Completei em 35 minutos  e 29 segundos o percurso de 5 km da Graciosa Run, uma prova promovida pelo Graciosa Country Club .

Foram muitas as tentativas ao longo de 2014 mas o tempo que cheguei mais perto foi de 35 minutos e 39 segundos até o final de outubro.

Chegou novembro e com ele a pressão de bater o meu recorde. No início do mês comprei o Adidas Adizero Adios Boost.  Depois de alguns treinos com ele defini que a sua estreia em corrida seria na prova de 5 km da Maratona de Curitiba.

Na sexta-feira, dia 14, fui até a loja a Procorrer retirar o meu kit. Ao receber o meu número fiquei olhando para ele por alguns instantes: 3143. O número 31 é o inverso de 13 que é o dia do meu nascimento. No número 43, multiplicando 4 por 3 temos o resultado 12, o mês do meu aniversário. Isto mesmo, o meu número estava ligado a data do meu aniversário e logo pensei que ele iria me dar sorte na corrida de domingo.

No domingo cedo cheguei a Praça Nossa Senhora de Salete, quando faltavam cerca de quinze minutos para a largada me dirigi ao pelotão referente ao meu ritmo de corrida. Iniciei a minha concentração e revisei meu plano de corrida.

Larguei com muita calma para não me envolver em nenhuma confusão. Nos primeiros metros já percebi o potencial do Adios Boost e fui aumentando o ritmo das passadas.

Cheguei a marca de quatro quilômetros com o tempo de 28 min e 15 segundos. Diante da possibilidade de marcar um novo recorde usei aquelas energias que havia economizado para aumentar o ritmo das minhas passadas. Neste momento tão importante o Adios Boost respondeu prontamente quando foi solicitado.

Olhei lá na frente e mentalmente tracei um linha por onde deveria fazer as minhas ultrapassagens. Ao fazer a última curva e entrar na reta final chegou a hora de acelerar tudo. Observei atentamente o posicionamento dos corredores e comecei a ultrapassar cada um deles até cruzar a linha de chegada.

É claro que naquele momento com uma carga de adrenalina enorme nem olhei para o meu tempo final. Depois com calma resolvi olhar qual tinha sido o meu tempo final: 34 minutos e 20 segundos. Pois é, tinha acabado de baixar o meu tempo e definir um novo recorde para os cinco quilômetros.

Foi assim que novembro passou a ter um significado especial para mim. Na temporada de 2015 o meu melhor tempo foi de 34 minutos e 42 segundos em uma corrida realizada em agosto.

Em 2016 fiz a minha estreia nas corridas de 10 km. Portanto, participei de poucas provas de 5 km. No final de março sofri um queda que resultou em um fratura no ombro esquerdo. Na sequencia enfrentei problemas para voltar a correr. O meu melhor tempo nos 5 km foi 35 minutos e 20 segundos, ou seja, um minuto acima do meu recorde.

Em 2017 corri oito provas de 5 km e o melhor tempo foi 35 minutos e 35 segundos. Fiquei muito contente por ter chegado muito perto do meu recorde e ter conseguido completar os 5 km abaixo de 35 minutos.

Durante 2018 participei de corridas nas distâncias de 5, 10, 15 e 21 km. Os meses foram passando e o meu melhor tempo foi de 35 minutos e 10 segundos em uma corrida cujo percurso foi semelhante ao de 2014.

Chegou novembro e a pressão de bater o recorde que já dura quatro anos. Tenho apenas uma chance de bater o meu recorde em 2018. Por coincidência a corrida será no mesmo percurso.

 

 

 

 

500 KM com o Adidas Ultra Boost

Em maio de 2016 tive a oportunidade de adquirir um tênis Adidas Ultra Boost vermelho.  Como usava um Ultra Boost amarelo desde novembro de 2015 não tive nenhuma dificuldade para me adaptar. Passei a revezar os tênis nos treinos e corridas.

A quilometragem percorrida foi aumentando.  O amortecimento não teve alteração significativa mas percebi uma mudança na aderência devido ao desgaste natural da sola.

A cada corrida analisava o comportamento do Ultra Boost e logo decidi que ao atingir a marca dos quinhentos quilômetros encerraria o uso do tênis.

A marca significativa foi atingida no dia 16/12/12017 depois de um treino de 10 km. Com certeza ele vai ser guardado com muito carinho. Em um ano e sete meses participei de trinta corridas e sem dúvida vivi muitos bons momentos com ele.

A minha segunda corrida foi com chuva na maior parte do percurso. Fiquei preocupado porque dois meses antes tinha sofrido uma fratura no ombro e ainda não consegui evoluir do trote para a corrida.

Não teria a mínima chance de fazer uma boa corrida. Mas apesar das adversidade aos poucos fui me sentindo seguro para aumentar o ritmo das passadas.

Em outubro de 2016 participei da Corrida do Fogo. Era para sem mais uma corrida de 10 km mas para a minha surpresa o Ultra Boost me proporcionou o meu novo recorde pessoal com 1 hora, 10 minutos e 46 segundos.

Em 2017 o meu melhor momento foi no mês de maio quando tive a oportunidade de participar da minha primeira Meia Maratona. Terminei a corrida exausto mas fiquei contente por ter vencido o desafio.

 

Adidas Ultra Boost (fabricado 01/16)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para a temporada de 2018 terei disponíveis o Pure Boost  e dois modelos de Ultra Boost.

 

Adidas Pure Boost (Fabricado em 06/17)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adidas Ultra Boost LTD Gold (Fabricado em 07/16)

 

 

 

 

 

 

 

Adidas Ultra Boost (Fabricado em 03/15)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixando o sedentarismo de lado

Em setembro de 2011 deixei o sedentarismo de lado e resolvi dar uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Em uma hora percorri quase sete quilômetros. A partir de então as caminhadas de uma hora passaram a ser uma rotina. Aos poucos percebi uma melhora no meu condicionamento e consegui caminhar mais rápido. Da caminhada para o trote foi uma questão de tempo.

No início de agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Segui num ritmo confortável sem me preocupar com o tempo. Quando percebi que poderia completar os cinco quilômetros antes dos quarenta minutos acelerei as minhas passadas. Terminei a prova um pouco ofegante.

Em novembro tive a oportunidade de participar de uma corrida de três quilômetros. Fiquei satisfeito com o resultado pois consegui correr num ritmo mais rápido que na primeira corrida.

Era grande a expectativa para a temporada de 2013, pois teria condições de participar de várias provas de cinco quilômetros. Afinal de contas agora eu fazia parte do fascinante mundo das corridas.

Estabeleci como objetivo completar os cinco quilômetros abaixo dos trinta e seis minutos.  Consegui atingir esta marca em uma prova realizada no mês de maio. Cheguei ao final do ano com doze corridas de cinco quilômetros e o meu melhor tempo foi de 35:29 na minha penúltima prova do ano.

Para o ano de 2014 foram programadas treze provas. O fato de conhecer alguns percursos com certeza ajudou bastante.  Após cada prova passei a analisar as minhas parciais de cada quilômetro percorrido. Em meados de novembro consegui completar os cinco quilômetros em 34 minutos e 20 segundos.

Em 2015 tive a oportunidade de participar de vinte e quatro provas em diversos lugares de Curitiba, bem como pude formar novas amizades. Ao planejar a temporada de 2016 decidi que estava no momento de deixar o conforto dos cinco quilômetros e finalmente enfrentar os 10 km.

No final de março sofri uma queda e fraturei o ombro esquerdo. Felizmente não precisei engessar o ombro mas de muitas sessões de fisioterapia. Na minha primeira prova depois da fratura tive dificuldades para evoluir do trote para a corrida. Conseguia correr no máximo por cinquenta metros e logo tinha que voltar para o trote.

Por causa da fratura eu tinha medo de correr e sofrer uma nova queda. Precisei de muita paciência para recuperar a  confiança para voltar a correr. Em uma determinada prova alternei o trote com a corrida. A partir do momento em que me senti seguro passei aumentar gradativamente a distância. Foi assim até conseguir correr por um quilômetro sem parar. Com a recuperação da segurança passei a melhorar o meu tempo.

Na segunda metade da temporada enfrentaria onze provas e o objetivo era o de completar os dez quilômetros em menos de 1 hora e 15 minutos. Em setembro percorri os dez quilômetros da Etapa Primavera do Circuito das Estações em 1 hora, 13 minutos e 47 segundos, uma marca que me deixou muito contente depois dos problemas que enfrentei no primeiro semestre.

Na segunda semana de outubro participei da 1ª Corrida do Fogo, em comemoração ao aniversário do Corpo de Bombeiros do Paraná. Desde o início tive condições de desenvolver um bom ritmo de corrida e completei o percurso em 1 hora, 10 minutos e 46 segundos. Posso dizer que a temporada foi positiva apesar das dificuldades enfrentadas em decorrência na fratura no ombro.

Assim que foi divulgado o calendário das corridas de 2017 iniciei o planejamento da minha temporada. Dentre as provas escolhidas pelo menos duas deveriam ser significativas para comemorar os meus cinquenta anos de idade.

Uma delas seria a Meia Maratona Ecológica de Curitiba programada para o mês de maio e a outra a Maratona Internacional de Curitiba prevista para novembro. Dois grandes desafios a serem enfrentados em 2017.

A preocupação era me preparar para enfrentar os vinte e um quilômetros. Era importante reprogramar o cérebro e as pernas para a nova distância. Depois de algumas provas de cinco e de dez quilômetros finalmente chegou o dia sete de maio. Lá estava eu pronto para a largada da minha primeira Meia Maratona.

Devo confessar que ao longo do percurso pensei algumas vezes sobre o que eu estava fazendo ali. Enfrentei problemas mas apesar de todo o cansaço em nenhum momento pensei em desistir.  Várias pessoas me incentivaram principalmente nos metros finais. Sem dúvida os erros cometidos ficaram de lição. Percorri os vinte e um quilômetros em uma hora e quinze minutos. Cruzei a linha de chegada exausto mas contente por tem vencido este primeiro desafio.

Nos meses seguintes participei de outras provas. Neste intervalo de tempo surgiu a oportunidade de fazer a inscrição para outra meia maratona. Analisei as características do percurso e percebi que seria interessante participar desta prova.

Sabia que não seria fácil enfrentar os 21 km novamente. Como tinha um bom tempo até o dia da prova tive condições de treinar. Conversei com um amigo que me passou várias dicas. No dia seis de agosto lá estava aguardando a largada da meia maratona. Cerca de quinze minutos antes da largada escolhi um canto e me desliguei de tudo o que estava em volta de mim. Fechei os olhos, respirei com calma e relembrei a minha estratégia.

Procurei largar com calma e manter um ritmo lento. A minha estratégia consistia em dividir a prova em três partes de sete quilômetros. Cheguei muito bem ao final da primeira parte. Procurei sempre ter alguém dentro do meu campo visual em uma distância que me permitisse ter um referencial para manter o meu ritmo.

Completei os 14 km em pouco menos de duas horas. Passei a controlar a distância restante mas sem me preocupar com o tempo. Aumentei um pouquinho o ritmo depois de passar pela marca dos vinte quilômetros.

Iniciei a contagem regressiva da distância que faltava para o final. Fui num trote lento e quando faltavam cerca de vinte metros senti a panturrilha direita e depois a esquerda. Parei por alguns segundos e pensei “Agora não, falta só mais um pouquinho, estamos quase chegando”. Respirei fundo e procurei reunir o pouco de energia que me restava. Fui dando um passo atrás do outro até a linha de chegada.

Travei o relógio mas nem olhei para quanto tinha sido o tempo final. Somente ao chegar em casa fui analisar com calma as minhas parciais e vi que o tempo final tinha sido de 3:02:08.

Para comemorar os meus seis anos longe do sedentarismo participei da corrida Track & Field Park Shopping Barigui. Percorri os cinco quilômetros em 36 minutos e 41 segundos.

Nestes seis anos foram percorridos 2.671 km entre caminhadas, treinos e corridas. Até a Maratona de Curitiba enfrentarei três provas de dez quilômetros e muitos treinos.

 

 

Cinco anos de corridas de rua – Parte 2

Temporada de 2013 – 2º Semestre

No primeiro domingo de julho participei da prova de 5 km da Corrida Track & Field Mueller. A largada foi em frente ao Shopping Mueller. Como tinha conhecimento das características do circuito sabia que não teria condições de melhorar o meu tempo.

Devido aos trechos de subida a prova era mais de resistência do que de velocidade. Sendo assim segui em um ritmo bem lento e fui poupando as minhas energias para o final.

Quando finalmente terminaram as subidas comecei a acelerar as minhas passadas para aproveitar as descidas. Completei o percurso no tempo de 38 min e 11 seg e conquistei mais uma medalha para a coleção.

No início de agosto retornei ao local da minha primeira corrida. Pela segunda vez iria participar da prova de 5 km da Corrida da Esperança.  O fato de já conhecer o percurso ajudou bastante para controlar o ritmo de corrida em cada trecho.

A principal expectativa era a de melhorar o meu tempo em relação ao da minha primeira corrida. É claro que também existia uma expectativa muito grande para bater o meu recorde.

Quando percebi que não teria condições de chegar perto da marca dos 35 min 36 seg corri para completar a prova em um tempo menor que 39 min 51 seg. Completei a prova em 39 min e 40 seg. Fiquei muito contente com o resultado alcançado.

Duas semanas depois participei da Etapa Primavera do Circuito das Estações. Sem dúvida o fato de conhecer o percurso foi um fator positivo.

Corri com muita tranquilidade e completei o percurso de 5 km no tempo de 37 min e 44 seg, um desempenho melhor que o da Etapa Inverno.

A última prova do Circuito das Estações estava marcada para o final de novembro. Até lá teria outras corridas para enfrentar.

O mês de setembro foi marcado pela Corrida da Polícia Civil do Paraná. Como desconhecia as características do percurso iniciei com muita calma. Preferi seguir em um ritmo confortável até perceber que não teria mais subidas pela frente.

Aos poucos fui aumentando o ritmo das passadas e completei o percurso de 5 km em 36 min 22 seg. Fiquei satisfeito com o meu desempenho pois terminei a prova bem fisicamente.

Em outubro tive a oportunidade de participar de mais uma corrida noturna: a Night Run. O percurso era muito semelhante ao das corridas do Circuito das Estações. No entanto a iluminação das ruas torna a corrida noturna completamente diferente da diurna.

Escolhi um ritmo de trote por considerar mais seguro. Afinal de contas não tinha nenhuma preocupação com o tempo necessário para completar a prova. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 39 min 12 seg.

Na semana seguinte participei da Corrida UNIMED, desta vez diurna.  Logo após ter completado o primeiro quilômetro vi um garota cair desmaiada na calçada.

Parei imediatamente, pedi ajuda para o pessoal do apoio e segui adiante. Porém de certa forma aquela cena me abalou emocionalmente e não consegui manter o meu ritmo de corrida. Consegui melhorar quando estava quase na metade do último quilômetro. Terminei a prova em 40 min e 52 seg, o meu pior tempo nas corridas de 5 km.

 

No primeiro domingo de novembro participei da Graciosa Run, promovida pelo Graciosa Country Club, um tradicional clube de Curitiba.

Procurei me preservar nos trechos de subida e fui controlando o meu ritmo. Quando iniciei o quinto quilômetro olhei para o meu relógio e percebi que tinha condições de bater o meu recorde pessoal.

Passei a verificar a distância restante para o final da prova e o tempo disponível  em relação ao meu recorde de 35 min e 36 seg. Completei o percurso em 35 min e 29 seg, o meu novo recorde e a marca a ser batida.

Em meados de novembro participei da caminhada de 6 km do Circuito Caixa. Segui em um ritmo bem tranquilo e aproveitei para conversar com quem estava ao meu lado.

Sem dúvida foi um experiência diferente percorrer uma distância maior do que aquela que estava acostumado. Aos poucos fui evoluindo o meu ritmo da caminhada para o trote. Completei o percurso em 01 hora 04 min 13 seg.

Para encerrar a temporada de 2013 corri a Etapa Verão do Circuito das Estações Adidas, a última chance para tentar bater o meu recorde pessoal. Porém enfrentei algumas dificuldades durante o percurso e não consegui correr no ritmo desejado. Completei a prova em 38 min 36 seg, o pior tempo das quatro etapas do Circuito das Estações.

No início do ano tinha o objetivo de participar de uma corrida por mês. Posso dizer que fiquei muito contente pois tive a oportunidade de correr em vários lugares de Curitiba.

É difícil indicar qual foi a melhor corrida nem qual a medalha mais bonita. Cada corrida teve uma emoção diferente, seja pelas dificuldades enfrentadas ao longo do percurso ou pela conquista de um recorde pessoal.

Ao longo do ano conheci pessoas das mais diversas idades cada qual com o seu condicionamento físico. Também formei laços de amizade com vários corredores.

Agora restava aguardar a divulgação do calendário de corridas de 2014.

1ª Corrida do Fogo

Em comemoração ao 104º aniversário do Corpo de Bombeiros do Paraná aconteceu em Curitiba a 1ª Corrida do Fogo com provas de 5 e 10 KM.

Alguns dias antes da prova procurei analisar o percurso principalmente em relação ao trechos de subida. Notei que o ponto mais alto estava localizado próximo da marca de 7 KM. A partir dali poderia acelerar até o final.

No entanto eu sabia que não seria fácil melhorar o meu tempo de 1 hora, 13 minutos e 43 segundos.  A largada seria única, isto é, os corredores de cinco e dez quilômetros largariam juntos e percorreriam o mesmo percurso por pouco mais de 2 KM.

No início da prova foi muito importante manter a calma para não me envolver em confusões. Demorei um pouco para encontrar uma posição em que tivesse condições de correr num bom ritmo. Sendo assim, completei o primeiro quilômetro e 6 min 35 seg.

Segui procurando espaço para fazer ultrapassagens e completei o segundo quilômetro em 6 min 40 seg. Mais adiante aconteceu a separação entre os corredores de cinco e dez quilômetros o que tornou a minha corrida mais confortável pois não necessitava ultrapassar muitas pessoas.

Passei pela marca de 3 KM com um tempo de 20 min 05 seg e uma boa vantagem em relação ao que havia sido planejado. Aproveitei para reduzir um pouco o ritmo  e me poupar para enfrentar as subidas. Após percorrer um trecho no ritmo de trote passei a acelerar novamente.

Cheguei na metade da prova com um tempo de 35 min 30 seg e pouco mais de um minuto de vantagem. Como tinha estabelecido a marca de 7 KM como referência ainda era cedo para fazer contas e projetar o meu tempo final.

Busquei o melhor posicionamento que me permitiria manter um boa velocidade sem a necessidade de fazer muitas ultrapassagens. Passei pelo ponto de referência com o tempo de 50 min 30 seg e uma vantagem de cinquenta segundos.

Enfim, teria condições de bater o meu recorde pessoal. Acelerei as minhas passadas com o intuito de aumentar a minha vantagem. Iniciei o último quilômetro com cerca de um minuto e meio abaixo do planejado e aumentei o meu ritmo.

Quando estava me aproximando da última curva me assustei com uma pessoa que atravessou na minha frente sem olhar. Naquele momento a minha única reação foi gritar saaaaaiiiiii. Ufa, consegui desviar e seguir em frente rumo ao final da prova. Percebi que tinha uma corredora na minha frente e usei como referência para a minha arrancada e cruzar a linha de chegada antes dela.

1ª Corrida do Fogo
1ª Corrida do Fogo

Assim como faço em todas as corridas não me preocupei em ver qual tinha sido o meu tempo final. Apenas travei o meu relógio. Prefiro analisar com calma cada uma das minhas parciais.

Para a minha enorme surpresa encerrei a prova com o tempo de 1 hora, 10 minutos e 46 segundos melhorando em 2 minutos e 57 segundos o meu tempo. Nos meus planos eu esperava baixar em torno de vinte segundos o meu recorde pessoal.

Fiquei muito contente com a minha nova marca pois eu esperava alcançá-la no final do ano. Agora é manter o foco nas próximas provas.

 

 

 

75 Medalhas

No dia cinco do mês de agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. A ansiedade era grande pois até então estava acostumado a correr nas ruas próximas da minha casa ou então no Parque Barigui.

Por ser a minha estreia não defini qual seria o tempo para percorrer o percurso de cinco quilômetros. Alternei a caminhada rápida com o trote. Ao avistar o pórtico da chegada percebi que tinha condições de concluir a prova em menos de quarenta minutos e aumentei o meu ritmo das minhas passadas.

Completei com o tempo de trinta e nove minutos e cinquenta e um segundos. Cheguei exausto mas muito contente com o resultado alcançado. Enfim, venci o meu primeiro desafio e com ele iniciei a minha coleção de medalhas.

Corrida da Esperança - 05/08/2012
Corrida da Esperança – 05/08/2012

Inicialmente elas eram apenas guardadas em uma caixa que em pouco tempo ficou pequena. Então resolvi comprar um porta medalhas para pendurá-las lado a lado.

O tempo passou, participei de muitas outras corridas cada uma com as suas características: calor, chuva, frio, subidas íngremes, etc. Pouco mais de quatro anos depois da minha primeira corrida a coleção tem setenta e cinco medalhas.

É claro que algumas medalhas possuem um significado especial seja pelas condições da corrida ou então por ter representado a conquista de um novo recorde pessoal.

Na distância de cinco quilômetros o meu melhor tempo é de trinta e quatro minutos e vinte segundos, marca alcançada em novembro de 2014.  Em 2016 troquei as corridas de 5 KM pelas de 10 KM. O melhor tempo é de um hora, treze minutos e quarenta e três segundos.

Até o final do ano terei de enfrentar vários quilômetros de subidas e descidas nas ruas da cidade de Curitiba.

Cinco anos depois do primeiro passo

No dia dezoito de setembro de 2011 dei os meus primeiros passos para caminhada que marcou a minha saída do sedentarismo. Foram cerca de 6,8 km percorridos em uma hora nas ruas próximas da minha casa.

Nos dias seguintes a rotina foi repetida a rotina de sair de casa para caminhar. Aos poucos passei a caminhar em um ritmo um pouco mais rápido.

No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração, um evento promovido pelo Hospital Cardiológico Constantini e que conta com a participação de um grande número de pessoas.

Com saída da Praça do Japão e chegada no Parque Barigui a caminhada de cerca de cinco quilômetros foi bem tranquila. Chegando lá haviam ônibus para levar o pessoal de volta para o ponto inicial.

A transição da caminhada para a corrida foi uma questão de tempo. O condicionamento físico foi melhorando e no início de agosto de 2012 enfrentei a minha primeira corrida de 5 KM. Foi na Corrida da Esperança realizada nas ruas do Centro Cívico.

Mantive o ritmo de trote até me sentir seguro e então passar a acelerar as passada. Completei  o percurso em pouco menos de quarenta minutos. Foi uma sensação incrível cruzar a linha de chegada. Assim eu entrei para o maravilhoso e emocionante mundo das corridas de rua.

Em novembro participei da Corrida da Longevidade realizada no Parque Tingui. Por ser um iniciante nas corridas de rua preferi me inscrever na caminhada cuja distância era de três quilômetros. Corri na maior parte do percurso e completei a prova em vinte três minutos.

No entanto eu tinha muito o que melhorar para não chegar exausto no final das provas. Ao longo de 2013 tive a oportunidade de participar de treze provas de cinco quilômetros. Aprendi a controlar o meu ritmo durante corrida de acordo com as características do circuito.

O meu tempo que foi de 39 minutos e 51 segundos na minha primeira corrida em 2011 baixou para 35 minutos e 29 segundos em uma prova realizada no início de novembro de 2013.

O início do ano de 2014 foi marcado por uma corrida de dez quilômetros. Foi uma corrida diferente  mas não foi agradável mesmo se tratando de apenas uma experiência. Terminei exausto e decidi que não enfrentaria uma corrida de dez quilômetros tão cedo.

Na semana seguinte retomei as corridas de 5 KM.  No entanto o mais perto que cheguei do meu recorde pessoal foi uma diferença de dez segundos.  Apenas na penúltima corrida do ano que consegui baixar o meu tempo. O novo recorde para os cinco quilômetros passou a ser de 34 minutos e 20 segundos.

O ano de 2015 foi marcado por vinte provas de cinco quilômetros mas em nenhuma delas consegui melhorar o meu tempo. Ao final da temporada e após analisar os meus resultados resolvi que em 2016 participaria de provas de dez quilômetros. As exceções seriam duas etapas da Track & Field (Pátio Batel e Mueller) e a Barigui Night Run.

A primeira prova de 10 KM do ano foi completada em 1 hora 19 minutos e 19 segundos, um tempo próximo daquela corrida de 2014. Como estava acostumado a correr 5 KM sabia que tinha muito o que melhorar.

Era preciso saber dividir o rimo ao longo dos dez quilômetros. Três meses depois o meu recorde pessoal para a distância passou a ser de 1 hora 18 minutos e 48 segundos.

Por causa de uma queda durante um treino fraturei o ombro em pelo menos em três provas apenas trotei, pois não consegui correr por causa do medo de sofrer uma queda e me machucar.

A partir da metade do mês de maio passei a correr com um tênis Adidas Ultra Boost. Logo na primeira corrida com ele melhorei o meu tempo para 1 hora 17 minutos e 07 segundos. Na semana seguinte enfrentei uma corrida co muita chuva e sem a menor chance para melhorar o meu tempo.

No entanto para a minha enorme surpresa completei o percurso em 1 hora 16 minutos e 10 segundos. Duas semanas depois participei de mais uma corrida com chuva e por oito segundos não repeti o meu recorde.

No dia dezenove de junho corri a minha última prova no primeiro semestre. Foram nove provas num total de noventa quilômetros percorridos, duas corridas com chuva e tempo reduzido em cinquenta e cinco segundos em relação ao da primeira prova do ano.

O segundo semestre iniciou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. A referência era a Etapa Outono realizada em maio. Analisando as parciais de cada quilômetro defini a minha estratégia de corrida e consegui reduzir o meu tempo para 1 hora 15 minutos e 16 segundos. Além de ser o meu melhor tempo no Circuito das Estações este passou a ser o meu novo recorde pessoal.

A corrida seguinte foi completamente diferente daquelas que eu já participei. Aconteceu num dia e horário atípicos: sexta-feira às vinte e duas horas. Foi a Corrida Santos Dumont promovida pelo CINDACTA II com direito aos últimos quilômetros serem percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. Sem dúvida foi uma emoção muito grande.

Em agosto participei de duas corridas em dias seguidos. A primeira foi de cinco quilômetros (Barigui Night Run) no sábado à noite e a outra de dez quilômetros no domingo de manhã (PMPR) Não preciso nem explicar que o resultado foi decepcionante.

Eu achava que a minha cota de corridas na chuva já tinha sido cumprida com duas corridas. Mas enfrentei outra que foi bem pior, com várias poças d’água e riachos no meio do caminho.

O final de agosto foi marcado pela Etapa Primavera do Circuito das Estações. A expectativa era muito grande pois foi na Etapa Inverno que estabeleci o meu recorde pessoal dos 10 KM.

cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36 minutos e 11 segundos e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Segui controlando o meu ritmo e cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos, com uma diferença de 1 minuto 33 segundos em relação ao meu recorde anterior.

Em comparação com a primeira corrida do ano baixei o meu tempo em cinco minutos e trinta e seis segundos. Ainda terei mais seis corridas até o final do ano e a possibilidade de reduzir ainda mais o meu recorde.

 

Circuito das Estações Etapa Primavera 2016

Hoje participei da Etapa Primavera do Circuito das Estações em Curitiba.  A principal expectativa era a possibilidade de baixar o meu tempo nos 10 km, pois a marca de 1 hora, 15 minutos e 16 segundos foi estabelecida na Etapa Inverno. Um grande incentivo era o número que usaria na corrida: 1946. Este é o ano de nascimento de um tio que faleceu há vinte anos.

Larguei com cuidado para não me envolver em confusões nos metros iniciais. No entanto, logo em seguida acelerei o meu ritmo e iniciei as ultrapassagens. Completei primeiro quilômetro em um tempo bem abaixo da etapa em que estabeleci o meu recorde.

Segui adiante sempre buscando espaço para realizar as minhas ultrapassagens. Passei pela placa que marcava os dois quilômetros com uma vantagem de trinta e cinco segundos. Sabendo do trecho de subida que teria que enfrentar logo em seguida reduzi um pouco o meu ritmo.

Completei os três quilômetros um minuto antes da minha parcial da Etapa Inverno. Na sequencia passei a correr num ritmo mais forte que dos dois quilômetros iniciais. Ao completar os 4 KM tirei sete segundos em relação a parcial da prova anterior.

Continuei acelerando e cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36:11 e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Sabia que ainda teria que enfrentar alguns trechos de subida e que seria muito importante administrar bem o tempo de um minutos e meio. Sendo assim estimei o meu tempo final em torno de uma hora e treze minutos. Usando cerca de quinze segundos por quilômetro chegaria ao final em condições de bater o meu recorde.

No sexto quilômetro usei dezesseis segundos do tempo disponível. Aproveitei o sétimo quilômetro para reduzir um pouco o meu ritmo e recuperar as energias. Mesmo assim consegui recuperar três segundos e segui para os três quilômetros finais em busca do meu recorde.

Completei o oitavo quilômetro em 6 minutos 55 segundos e aumentei a minha vantagem para 1 minuto 36 segundos, a qual foi mantida até a placa que marcava os nove quilômetros.

Com um tempo acumulado de 1 hora 9 minutos 2 segundos e um quilômetro pela frente comecei a acelerar o ritmo das minhas passadas. A expectativa era qual seria o meu novo recorde para os 10 KM.

Cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos e 1 minuto 33 segundos abaixo do meu recorde estabelecido na Etapa Inverno do Circuito das Estações. Ufa! Este último quilômetro pareceu ser o mais longo da prova mas valeu a pena melhorar a minha marca pessoal.

Terei um período de descanso e enfrentarei o meu novo desafio na corrida da Polícia Civil no final de setembro.