#TBT JUNHO 2017

Na manhã do dia quatro de junho de 2017 tive a oportunidade de participar de uma corrida diferente.  No Parque Barigui fui um dos voluntários da Corrida Pernas pra que te quero no Circuito Infantil de Corridas de Rua de Curitiba.

Participaram desta corrida crianças cadeirantes portadoras de necessidades especiais. Em um primeiro momento os voluntários se organizam para instalar a terceira roda nas cadeiras das crianças.

Cada equipe era formada por quatro ou cinco corredores voluntários que deveriam se revezar na condução do cadeirante ao longo do percurso de dois quilômetros. Pouco antes da largada recebemos algumas orientações sobre como deveríamos conduzir a criança bem como tivemos a oportunidade de conversar com o pais.

Fiz parte da equipe que tinha a responsabilidade de levar uma bela menina chamada Laura. A nossa maior preocupação era como ela se comportaria ao longo do percurso longe da sua mãe.

Para a nossa enorme surpresa a Laura se comportou muito bem e ficou animada durante todo o tempo. Pouco importava qual era o nosso ritmo, pois o que interessava era que a Laura se divertisse.

Conduzi a cadeira nos cerca de trezentos metros finais. Era muito fácil perceber o quanto ela estava contente. Ao cruzarmos a linha de chegada ela ficou ainda mais alegre ao ver os pais.

Enfim, participar desta corrida foi uma experiência incrível. Foi muito emocionante e gratificante conhecer esta pessoinha linda e especial chamada Laura.

Retrospectiva 2018 – 1º Semestre

JANEIRO

A temporada de 2018 iniciou com a Corrida da Ponte, nas proximidades da Ponte Estaiada em Curitiba. Em relação a prova de 2017 o local de largada foi mantido mas o percurso de 10 km sofreu alterações na sua segunda metade. Como iria correr a prova de 5 km não me preocupei.

Por se tratar da primeira corrida do ano eu não tinha nenhuma expectativa com relação ao meu tempo para concluir a prova. Completei 38 minutos e 20 segundos, poderia ter sido menos mas fiquei satisfeito.

No domingo seguinte corri a prova de 5 KM da BATEL RUN, uma corrida que tem a largada e a chegada na Praça da Espanha em Curitiba. O local tem um significado especial para mim pois morei perto dali no início da minha infância e brinquei bastante na praça.

Apesar de ter corrido a prova de 10 km em 2016 e 2017 escolhi correr os 5 km em 2018. Como corri esta distância em 2015 estava tranquilo com relação ao percurso.

FEVEREIRO

O mês foi marcado por duas corridas. A primeira delas foi a de dez quilômetros da TRACK & FIELD MUELLER, que tem como local de largada e chegada o Shopping Center Mueller em Curitiba.

Nos anos anteriores corri a prova de 5 km mas em 2018 escolhi a prova de 10 km. Apesar de ter analisado as características do circuito preferi seguir em um ritmo de trote.

Em um determinado momento passei por um corredor e ele me chamou pelo nome. Em uma rápida conversa descobrimos que temos um amigo em comum.

Dali em diante passamos a correr juntos e fomos incentivando um o outro.  Aos poucos fomos superando as dificuldades do percurso.  Não me importei com o tempo final, o mais importante foi ter formado mais uma amizade no mundo das corridas de rua.

A segunda prova do mês foi a CORRIDA VERDE cujo percurso foi a pista do Parque Barigui e uma trilha que corta o bosque.  Mantive um ritmo tranquilo e ao entrar na trilha reduzi o ritmo das passadas pois sabia que ali era estreito e escorregadio. Depois que passei pela linha de chegada me hidratei e comi uma fruta.

MARÇO

No final do mês tive a oportunidade de participar de uma corrida diferente chamada RELAY YOUR RACE. Uma corrida de revezamento individual com as modalidades SHORT (5,0 km + 2,5 km) com duas largadas e LONG (7,5  km + 5,0 km + 2,5 km) com três largadas.

Me inscrevi na modalidade com duas largadas. A primeira delas aconteceu às 8 horas para a distância de 5 km, equivalente a duas voltas no percurso de 2,5 km. Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade.

Fui controlando o meu ritmo e completei as duas voltas em trinta e oito minutos, portanto teria vinte e dois minutos até a segunda largada, programada para às 9 horas. Aproveitei para me hidratar e conversar com alguns amigos que encontrei.

Decidi seguir em um ritmo de trote lento. Quando me aproximei da chegada vi que o cronômetro marcava 19:56 e acelerei as minhas passadas para cruzar a linha de chegada antes dos vinte minutos.

O resultado final foi a soma dos tempos das duas corridas. De acordo com o meu Garmin o meu tempo foi de 57 min e 59 seg. Foi uma prova desgastante fisicamente mas que deixou muitos ensinamentos.

ABRIL

O mês foi marcado pela Etapa Outono do Circuito das Estações. Larguei com tranquilidade e escolhi correr os cinco quilômetros em um ritmo lento.

No final do mês participei da prova de 10 km da corrida em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe que atende crianças vindas das mais diversas partes do Brasil. Em 2018 o percurso foi alterado em relação as provas realizadas nos anos anteriores.

Como já conhecia novo percurso sabia das dificuldades que enfrentaria ao longo dos dez quilômetros. Terminei com o tempo de 1 hora 24 minutos 45 segundos. Um tempo bem acima do meu recorde dos 10 km , mas o importante foi ter completado mais uma prova.

MAIO

No início do mês enfrentei a corrida mais esperada do primeiro semestre: a Meia Maratona Internacional de Curitiba. Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade e tentando encaixar um ritmo confortável.

Diante dos problemas enfrentados no km 12 e no km 16 decidi continuar caminhando lentamente e com muito cuidado conseguia trotar com alguma dificuldade. Pouco antes do km 18 dois socorristas e um monitor se aproximaram com as suas motos. Um deles me perguntou se eu queria terminar a prova. Eu disse que sim, pois se tinha chegado até ali iria até o fim. Ele falou que eu poderia ficar tranquilo e me acompanharia até o final.

Onde poderia buscar motivação para continuar? Fiz uma breve viagem no tempo até chegar no dia 24 de março de 1991. Naquele domingo em Interlagos Ayrton Senna venceu pela primeira vez o GP do Brasil apenas com a sexta marca do seu carro.

Enfim nada poderia me impedir de terminar a minha terceira meia maratona. Pouco antes de cruzar a linha de chegada fiz questão de agradecer aqueles que me escoltaram ao longo de três quilômetros. Esta não foi a meia maratona que imaginei para mim. Mas tenho a plena certeza que posso contar com a energia e o incentivo de um grande número de pessoas.

JUNHO

O mês foi marcado por três corridas. A primeira delas foi a de 5 km do Circuito Banco do Brasil. Instantes antes da largada encontrei alguns colegas do BB que iriam fazer a sua primeira corrida de 5 KM. Aproveitei a ocasião para conversar um pouco com eles e passar tranquilidade e muita energia positiva.

Apesar de conhecer as características do percurso sabia que seria difícil bater o meu recorde de 34:20. Talvez conseguisse terminar em um tempo próximo dos 37 minutos.

Por causa do frio tive dificuldades para manter a minha frequencia cardíaca no nível adequado. Escolhi um ritmo confortável e segui em frente. Acelerei um pouco as minhas passadas quando faltavam cerca de 500 metros para o final.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de  37 minutos. Depois de pegar a minha medalha entrei na fila para ganhar uma camiseta autografada pelos jogadores de volei Gustavo Endres, André Heller e Emanuel Rego.

Alguns minutos depois fui acompanhar a entrega de troféus para os cinco primeiros colocados da categoria Funcionário BB. Enfim, foi muito gratificante ver colegas de trabalho participando da sua primeira corrida de rua. Sem dúvida é um importante vitória na luta com o sedentarismo.

No domingo seguinte participei da corrida 15 KM de Santa Felicidade. A largada e a chegada aconteceram no Dom Antônio, um dos inúmeros restaurantes do tradicional bairro italiano de Curitiba.

Sabendo que enfrentaria um percurso desafiador escolhi a estratégia de dividir os quinze quilômetros em três partes de 5 km. Procurei sempre ter alguém no meu campo visual para usar como referência e mantive um ritmo confortável.

Como tinha decidido que usaria o percurso como treino não tinha um tempo definido para conclusão. Participar de uma corrida com uma distância entre 10 e 21 km foi uma experiência diferente. Fiquei muito contente por encontrar várias pessoas amigas antes, durante e depois da corrida.

Para encerrar o primeiro semestre participei da A. YOSHII RUNNING, patrocinada pela construtora A. YOSHII e com largada e chegada na Praça da Espanha.

Sabia que enfrentaria vários trechos de subido ao longo do percurso, pois já tive oportunidade de correr outras provas naquele local.

Após passar pela placa que sinaliza a marca dos 4 km passei a aumentar o ritmo das minhas passadas, pois sabia que a partir dali teria um longo trecho de descida.

Segui em um ritmo tranquilo até me aproximar da reta de chegada. Foi então que ouvi o locutor gritar “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Corro usando o boné com as cores do capacete do Senna e cruzar a linha de chegada ouvindo o nome do meu ídolo sem dúvida foi o momento mais emocionante da minha corrida.

Sem dúvida o primeiro semestre de 2018 me proporcionou muitas emoções no mundo das corridas de rua.

DATA CORRIDA TEMPO KM TÊNIS
21/01/18 CORRIDA DA PONTE 00:38:20 5,0 PURE BOOST
28/01/18 BATEL RUN 00:39:23 5,0 PURE BOOST
04/02/18 TRACK&FIELD MUELLER 01:24:38 10,0 PURE BOOST
18/02/18 CORRIDA VERDE 00:38:10 5,0 ULTRA BOOST PRETO
25/03/18 RELAY YOUR RACE 00:57:59 7,5 PURE BOOST
08/04/18 ESTAÇÕES OUTONO 00:38:42 5,0 ULTRA BOOST PRETO
22/04/18 PEQUENO PRÍNCIPE 01:22:41 10,0 ULTRA BOOST VERMELHO
06/05/18 MEIA MARATONA 03:08:59 21,0 ULTRA BOOST PRETO
03/06/18 BANCO DO BRASIL 00:37:00 5,0 ULTRA BOOST VERMELHO
10/06/18 SANTA FELICIDADE 02:09:21 15,0 ULTRA BOOST VERMELHO
24/06/18 AIOSHII 00:38:49 5,0 ULTRA BOOST VERMELHO

Circuito das Estações Verão 2018

Neste domingo participei da Etapa Verão do Circuito das Estações. Seria mais uma corrida se nela não tivessem envolvidos alguns desafios pessoais.

Ao analisar o percurso alguns dias antes da prova notei que tinha muitas semelhanças com aquele em que obtive em novembro de 2014 o meu recorde nas corridas de 5 km.

Portanto, o meu primeiro desafio era bater o recorde de 34:20 que no dia dezesseis de novembro completou quatro anos.  O fato do percurso ser conhecido ajudou bastante na definição da estratégia.

Na hipótese de não conseguir atingir a marca desejada o desafio seria terminar com o tempo mais próximo possível do melhor tempo do ano: 35:10.

Larguei com cuidado e consegui manter um bom ritmo no primeiro quilômetro. Tive dificuldades para realizar ultrapassagens e reduzi o meu ritmo. Passei pela marca dos 2 km com o tempo de 13: 38 e que ainda me colocava em condições de buscar o recorde.

O calor incomodou e não consegui desenvolver um bom ritmo de corrida. Ao completar a distância de três quilômetros e verificar o tempo decorrido percebi que não teria condições de bater o meu recorde.

A estratégia passou a correr para terminar a prova com um tempo próximo de trinta e cinco minutos. Sabia que depois de passar em frente do Museu Oscar Niemeyer poderia acelerar o ritmo as minhas passadas até cruzar a linha de chegada.

Quando visualizei a chegada respirei fundo, iniciei a minha arrancada e fui ultrapassando os corredores que estavam no meu caminho.

Travei o meu relógio mas não olhei para o tempo. Peguei as frutas, o copo d’água e a garrafa de isotônico.

Depois de me hidratar peguei uma carona até o Parque Barigui onde aconteceria mais uma ação do Pernas Pra Que Te Quero, desta vez em uma etapa do Circuito Infantil de Corrida da Prefeitura de Curitiba.

Como não estava inscrito não poderia participar da corrida com as crianças cadeirantes. Mas eu não poderia ficar ali apenas olhando, me aproximei de uma equipe e passei a auxiliar na instalação do dispositivo de segurança na cadeira de rodas.

Ajudei as demais equipes e ao mesmo tempo ia passando a minha energia positiva para os seus integrantes.

Depois me dirigi para o local da largada e foi possível notar a ansiedade dos corredores.  Em seguida escolhi um ponto do percurso para acompanhar a passagem dos cadeirantes.

Enfim foi uma experiência emocionante e gratificante poder fazer parte de um momento muito feliz da vida destas crianças.

Ao chegar em casa tomei um bom banho e depois fui analisar os dados registrados pelo meu Garmin. Completei o percurso de cinco quilômetros em 35:17, o meu segundo melhor tempo no ano e o melhor tempo nas quatro estações de 2018.

No meu desafio de percorrer 600 km em 2018 atingi a marca estabelecida no final de outubro. Com dois meses pela frente defini uma nova marca a ser alcançada: 700 km.

Hoje cheguei na marca de 695,40 km e fiquei mais perto do meu desafio. Não tenho nenhuma corrida definida para o mês de dezembro mas com alguns treinos poderei facilmente superar os 700 km antes do final do ano.

 

 

 

Sete anos longe do sedentarismo

No dia 18 de setembro de 2011 resolvi fazer uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Foram 6,84 km em uma hora. No dia seguinte consegui percorrer uma distância maior no mesmo tempo.

A caminhada se tornou um hábito e aos poucos o condicionamento foi melhorando. Certo dia vi uma reportagem sobre a Caminhada do Coração, promovida por um hospital de Curitiba.

Compareci no dia e local divulgados e lá encontrei um número enorme de pessoas das mais diversas idades, inclusive muitas delas pacientes do Hospital Cardiológico Constantini.

Saímos em um ritmo lento da Praça do Japão em direção ao Parque Barigui. Foram cerca de 4,7 km em cinquenta minutos. No caminho eram feitas algumas pausas para que as pessoas pudessem descansar um pouco.

Chegando no parque haviam diversos ônibus para levar os caminhantes de volta para a praça. Apesar do ritmo ter sido bem mais lento do que eu estava a costumado a caminhada foi muito positiva.

Continuei com o habito de caminhar diariamente e em agosto de 2012 resolvi participar de uma corrida de rua.

Escolhi a distância de cinco quilômetros. Enfrentei algumas dificuldades ao longo do percurso mas consegui completar a prova em pouco menos de quarenta minutos.

Apesar de ter ficado ofegante em alguns momento posso dizer que esta primeira corrida foi uma experiência interessante.

Naquele dia sequer imaginava que aquela tinha sido a minha estreia no mundo das corridas de rua.

Com o passar do tempo surgiram novas oportunidades para participar de outras corridas e acordar cedo nos domingos passou a ser algo normal para mim.

Cada corrida um percurso diferente pelas ruas de Curitiba, com subidas, descidas e muitos desafios. Algumas corridas foram tranquilas e outras bastante desafiadoras.

A evolução foi natural, aprendi a controlar o meu ritmo ao longo do percurso e fui melhorando o meu condicionamento. Além de proporcionar uma melhora na qualidade de vida a prática da corrida nos permite formar amizades.

Instantes antes da largada de uma corrida não sabemos se quem está ao nosso lado é um médico, advogado, engenheiro, professor, etc. Cada um de nós tem os seus objetivos. Alguns corredores são competitivos, buscam terminar entre os primeiros e/ou conseguir bater o seu recorde pessoal. Outras pessoas estão ali para correr por prazer sem preocupação com o tempo.

No entanto todos estão em busca de uma melhor qualidade de vida e dispostos a compartilhar a sua energia positiva.

Depois de de três anos participando de corridas de rua chegou o momento de deixar a zona de conforto das provas de cinco quilômetros. Em 2016 enfrentei o desafio das corridas de dez quilômetros. Demorei um pouco para me adaptar a nova distância.

Em 2017 tive a oportunidade de participar de duas meias maratonas em Curitiba. Foram provas muito desgastantes mas posso dizer que aprendi bastante em cada um dos quilômetros percorridos.

Desde que comecei a correr participei de provas nas distâncias de 5, 10, 15 e 21 quilômetros. Cada uma delas teve as suas dificuldades, os seus desafios e muita emoção na chegada.

Apesar de ter participado de quatro meias maratonas (duas em 2017 e duas em 2018) ainda não me considero preparado para enfrentar os 42.195 metros da maratona.

Posso dizer que nestes sete anos longe do sedentarismo formei muitas amizades e reencontrei algumas pessoas que eu não via há anos e que também fazem parte do emocionante e fascinante mundo das corridas.

Sem dúvida é muito gratificante saber que hoje sou um exemplo para muita gente que tinha vontade de deixar o sedentarismo de lado mas não sabia como começar.

Para 2018 estabeleci o desafio de percorrer a distância de seiscentos quilômetros até o final do ano. Elaborei uma planilha para controlar a quantidade de quilômetros percorridos a cada mês.

Portanto, a média mensal deveria ser de cinquenta quilômetros mensais. Mas já no primeiro mês ultrapassei esta marca.

Sendo assim fui acumulando uma vantagem nos meses seguintes e deverei atingir os 600 KM antes do prazo.

 

 

 

 

Corrida Verde

Hoje tive a oportunidade de participar da prova de 5 KM da Corrida Verde, organizada pela Thomé & Santos e realizada no Parque Barigui. O percurso utilizou a pista do próprio parque. Os últimos 600 metros foram percorridos em uma trilha que passa pelo bosque.

Devido ao grande número de corredores preferi correr num ritmo de trote. Quando tinha espaço disponível aproveitava para acelerar um pouco e realizar algumas ultrapassagens.

Como não estava preocupado com o tempo de conclusão da prova mantive um ritmo tranquilo. Ao entrar na trilha que corta o bosque reduzi o ritmo das passadas pois sabia que ali era estreito e escorregadio.

Depois que passei pela linha de chegada me hidratei e comi uma fruta. Em seguida iniciei uma caminhada lenta sem definir uma distância específica. Tinha duas garrafas de 500 ml de água para me hidratar pelo caminho.

Ao atingir a distância de 6 km decidi parar e chamar um táxi para voltar pra casa.  Com a distância percorrida hoje atingi a marca de 93,89 KM no ano, que representa 15,65% da distância a ser percorrida até o final de 2018.

A minha próxima corrida está programada para o dia quatro de março. Até o final de fevereiro pretendo fazer alguns treinos e ultrapassar a marca dos 100 KM.

Cinco anos de corridas de rua – Parte 1

Em setembro de 2011 resolvi deixar de lado o sedentarismo e iniciei a prática da caminhada.  O começo foi complicado mas aos poucos o meu condicionamento foi melhorando e em agosto de 2012 decidi enfrentar a minha primeira corrida de rua.

Fiz a minha inscrição para a prova de 5 km da Corrida e Caminhada da Esperança. Larguei com muito cuidado para não me envolver em nenhuma confusão com os corredores que passavam por mim.

Segui em um ritmo confortável mas sem nenhuma preocupação com o tempo que demoraria para chegar até o fim.

Devo admitir que por algumas vezes passou pela minha cabeça a pergunta “O que eu estou fazendo aqui?”, mas em nenhum momento pensei em parar e segui em frente.

Faltando cerca de trezentos metros para o final consegui ver o pórtico da chegada. Olhei rapidamente para o meu relógio e percebi que poderia completar os 5 km em menos de quarenta minutos. Acelerei as minhas passadas e completei a prova com o tempo de  39 min 51 seg.

Terminei a corrida exausto mas muito  contente por ter conquistado a minha primeira medalha. Diante de tanta empolgação veio a expectativa sobre quando seria a próxima corrida.

No mês de novembro tive a oportunidade de participar da minha segunda corrida. Fiz a minha inscrição nos 3 km do Circuito da Longevidade, pois não me considerava preparado para enfrentar os 6 km. Percorri a distância em ritmo de trote no tempo de 23 min 01 seg e conquistei a segunda medalha.

Nos três meses que separaram as duas corridas consegui evoluir do ritmo da caminhada rápida para o trote e melhorei o meu condicionamento físico. Depois destas duas experiências tinha que planejar as provas de 2013.  Assim que tomei conhecimento do calendário  escolhi algumas corridas que me interessaram.

 

Temporada de 2013 – 1º semestre

A minha primeira prova do ano foi a Corrida Noturna UNIMED que teve como local de largada e chegada o Campus da Universidade Positivo.

Foi uma experiência diferente das duas corridas anteriores. Correr à noite da iluminação das ruas exige uma atenção maior ao longo do percurso pois os buracos e outros obstáculos não são percebidos com facilidade.

Apesar desta ter sido a minha primeira corrida noturna posso dizer que não tive uma boa impressão mesmo tendo terminado bem fisicamente a prova.

Algumas semanas depois participei de uma outra corrida noturna chamada Barigui Night Race realizada no Parque Barigui.

Mesmo tendo conhecimento do percurso larguei com muito cuidado e logo consegui manter um bom ritmo.

Completei os cinco quilômetros em 36 min 31 seg e conquistei a minha quarta medalha. Fiquei satisfeito com o meu desempenho.

 

Depois de duas corridas noturnas consecutivas eu iria correr a minha primeira prova diurna do ano. Tratava-se da Etapa Outono do Circuito das Estações Adidas com um percurso e uma corrida para cada estação do ano.

Sem dúvida o meu desempenho foi melhor do que das corridas noturnas. Corri com tranquilidade e completei o percurso de 5 km no tempo de 35 min 56 seg. A partir de agora esta seria a marca a ser batida nas próximas corridas.

A prova seguinte foi a Corrida Unidos pela Vida e a minha principal expectativa era de melhorar o tempo. No entanto, muito antes do momento da largada fiz aquele que seria o meu ritual.

Procurei um canto, longe das inúmeras pessoas que estavam ali, fiz o meu alongamento, conferi se os tênis estavam bem amarrados, fechei os olhos, respirei com calma e fiquei em silêncio por alguns instantes.

Me desliguei completamente do que acontecia em volta de mim e me concentrei no que enfrentaria dentro de alguns minutos. Em seguida me dirigi ao local da largada e permaneci em silêncio.

Larguei com tranquilidade e segui procurando espaço para realizar as ultrapassagens e desenvolver um bom ritmo de corrida. A cada quilômetro percorrido o meu aplicativo do celular avisava a distância, o tempo e o ritmo.

Quando completei o quarto quilômetro percebi que teria condições de terminar a prova em um tempo próximo do meu recorde pessoal. Acelerei as minhas passadas e fui controlando o tempo acumulado e a distância que faltava para o final. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 35 min 36 seg, que passou a ser o meu novo recorde dos 5 km.

Para encerrar o primeiro semestre do ano participei da Etapa Inverno do Circuito das Estações. O fato de conhecer o percurso ajudou bastante mas as condições climáticas me impediram de manter um bom ritmo de corrida.

Completei a prova em um tempo de  37 min e 55 seg e conquistei mais uma medalha para a minha coleção.

Assim terminou o meu primeiro semestre de 2013 com duas corridas noturnas e três diurnas. A marca a ser batida nas corridas do segundo semestre é de 35 min 36 seg.

Retrospectiva Corridas 2016

JANEIRO

O ano começou com duas corridas de dez quilômetros, ambas muito complicadas pois estava acostumado a correr provas de cinco quilômetros. A primeira delas foi a Corrida da Ponte que foi completada em 1 hora, 19 minutos e 19 segundos.

Na semana seguinte corri a prova da Batel Run e completei o percurso em 1 hora, 19 minutos e 59 segundos. Sei que cometi erros nas duas provas e que teria muito o que melhorar.

 

FEVEREIRO

Participei da prova de cinco quilômetros da Track & Field Pátio Batel, primeira etapa do circuito de Corridas Track & Field em Curitiba. Apesar de conhecer o percurso não consegui melhorar o meu tempo em relação a mesma prova do ano anterior.

 

MARÇO

No final do mês sofri uma queda enquanto caminhava e fraturei o ombro esquerdo. Por este motivo fiquei impedido de participar da Corrida Noturna UNIMED que estava marcada para o dia nove de abril.

 

ABRIL

Voltei a correr no dia dezessete de abril na primeira etapa do Circuito de Corridas promovido pela Prefeitura de Curitiba. Por causa da fratura eu tinha medo de correr  e sofrer uma nova queda. Não conseguia passar do trote para a corrida. Completei a prova em 1 hora, 20 minutos e 26 segundos. Eu sabia que a minha recuperação seria lenta e teria dificuldades para recuperar o meu ritmo de corrida.

 

MAIO

No dia vinte e dois participei de uma corrida na chuva na maior parte do tempo. Escolhi manter um ritmo seguro tomando cuidado com as inúmeras poças d’água. Nos momentos em que a chuva deu uma trégua tive a oportunidade de correr um pouco mais e realizar algumas ultrapassagens.  Mas a segurança estava sempre em primeiro lugar. Desta forma segui até o final da prova.

Para a minha enorme surpresa completei os dez quilômetros em uma hora, dezesseis minutos e dez segundos, o meu novo recorde pessoal.

No final do mês participei da Stadium Marathon, uma corrida cujo percurso passa pelo estádios do Paraná Clube, do Atlético Paranaense e do Coritiba.

 

JUNHO

O mês foi marcado por duas provas de dez quilômetros nas quais aproveitei para melhorar a minha confiança e correr por mais tempo. No dia cinco participei da Corrida do Artilheiro promovida pelo 5º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado. Terminei o primeiro semestre do ano com 107 quilômetros percorridos.

Duas semanas depois participei da segunda etapa do Circuito da Prefeitura de Curitiba e completei em uma hora, dezenove minutos e trinta segundos.

 

JULHO

O segundo semestre começou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. Larguei com muita tranquilidade e realizei algumas ultrapassagens. Consegui manter um bom ritmo ao longo de dois quilômetros. Foi uma corrida bem tranquila, completei o percurso em 1 hora, 15 minutos e 16 segundos, o meu novo recorde para os 10 KM.

Também participei da prova de 5 KM da Track & Field Shopping Mueller e de 10 KM da Corrida Santos Dumont. Como participei da corrida da Track & Field em 2013 e 2014 conhecia o percurso e as suas particularidades. Terminei a prova em 36 minutos e 50 segundos.

A 1ª Corrida de Santos Dumont aconteceu no dia 22 de julho à noite e foi promovida pelo CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo). A chegada foi na pista do Aeroporto do Bacacheri, completei o percurso em 1 hora 18 minutos 26 segundos.

 

AGOSTO

Quatro corridas marcaram o mês de agosto, sendo uma noturna de cinco quilômetros e as outras três diurnas de dez quilômetros. A corrida noturna foi a BARIGUI NIGHT RUN realizada no dia treze na pista do Parque Barigui.

No dia seguinte participei da Corrida da PMPR. Não tive um bom desempenho porque na noite anterior tinha participado da corrida noturna no Barigui.

No dia vinte e um corri a terceira etapa do Circuito de Rua de Curitiba. A prova começou com uma garoa fraca que foi aumentando e logo se tornou uma chuva forte. Durante todo o percurso enfrentei inúmeras poças d’água e completei em uma hora, dezenove minutos e quarenta e três segundos.

Na última corrida do mês consegui melhorar o meu tempo pessoal dos 10 KM ao terminar a Etapa Primavera do Circuito das Estações em uma hora, treze minutos e quarenta e três segundos.

As provas deste mês foram fundamentais para melhorar a minha autoconfiança.

 

SETEMBRO

Tirei férias em setembro e aproveitei para viajar. Visitei Belo Horizonte e as cidades históricas de Sabará, Congonhas, Ouro Preto e Mariana. Voltei para Curitiba uma semana antes da Corrida da Polícia Civil. Seria um experiência nova correr a prova de dez quilômetros, pois nos dois anos anteriores participei das corridas de cinco quilômetros.

Estudei a altimetria do percurso e estabeleci um estratégia de corrida. Completei a prova em 1 hora, 13 minutos e 47 segundos, um tempo muito próximo do meu recorde.

 

OUTUBRO

Para este mês estavam programadas três provas: a Corrida do Fogo, a quarta etapa do Circuito de Corridas de Rua de Curitiba e a do Circuito Caixa.

Estudei o percurso da Corrida do Fogo e diante das características do percurso defini uma estratégia para melhorar o meu tempo em torno de vinte segundos. No entanto para a minha surpresa baixei o meu tempo em quase três minutos. O novo recorde passou a ser de 1 hora, 10 minutos e 46 segundos.

As provas do circuito da Prefeitura contam com a participação de um número grande de corredores e não são adequadas para melhorar o tempo. Na última etapa do circuito completei a prova em uma hora, vinte minutos e seis segundos.

Na corrida da Caixa consegui o meu quarto melhor tempo do ano mas longe do recorde pessoal.

Depois que completei a minha primeira prova do ano em uma hora e dezenove minutos estabeleci que chegaria ao final da temporada com o tempo de uma hora e dez minutos. Atingi a marca desejada pouco antes dos nove meses.

 

NOVEMBRO

O mês foi marcado por duas provas. A primeira delas foi a de dez quilômetros da Maratona de Curitiba, completada em uma hora, dezesseis minutos e vinte segundos. A outra foi a Sport Night Run, uma corrida noturna na pista de 3,5 quilômetros do Parque Barigui.

DEZEMBRO

Para encerrar a temporada de 2016 participei da Etapa Verão do Circuito das Estações. Não tive um bom rendimento e o meu tempo final foi o pior das quatro etapas do Circuito.

Terei algumas semanas de descanso e no dia vinte e dois de janeiro vou correr a prova de cinco quilômetros da Corrida da Ponte.

DATA CORRIDA TEMPO KM
24/01/16 CORRIDA DA PONTE 01:19:19 10,0
31/01/16 BATEL RUN 01:19:59 10,0
21/02/16 TRACK FIELD BATEL 00:39:06 05,0
09/04/16 UNIMED XX:XX:XX XX,X
17/04/16 SMELJ 1 01:20:26 10,0
24/04/16 REBOUÇAS 01:18:48 10,0
01/05/16 ESTAÇÕES OUTONO 01:18:38 10,0
15/05/16 ECOLÓGICA 01:17:05 10,0
22/05/16 BPTRAN 01:16:10 10,0
29/05/16 STADIUM 01:33:02 12,0
05/06/16 ARTILHEIRO 01:16:18 10,0
19/06/16 SMELJ 2 01:19:30 10,0
10/07/16 ESTAÇÕES INVERNO 01:15:16 10,0
17/07/16 TRACK FIELD MUELLER 00:36:50 05,0
22/07/16 SANTOS DUMONT 01:18:26 10,0
13/08/16 BARIGUI NIGHT RUN 00:36:55 05,0
14/08/16 PMPR 01:19:52 10,0
21/08/16 SMELJ 3 01:19:43 10,0
28/08/16 ESTAÇÕES PRIMAVERA 01:13:43 10,0
25/09/16 POLICIA CIVIL 01:13:47 10,0
12/10/16 CORRIDA DO FOGO 01:10:46 10,0
16/10/16 SMELJ 4 01:20:06 10,0
23/10/16 CAIXA 01:14:39 10,0
20/11/16 MARATONA  01:16:20 10,0
26/11/16 SPORT NIGHT RUN 00:25:16 03,5
11/12/16 ESTAÇÕES VERÃO  01:18:44 10,0

 

Sport Night Run

No sábado tive a oportunidade de participar da Sport Night Run no Parque Barigui. Escolhi a distância de 3,5 quilômetros que representava uma volta na pista do parque. Logo após a largada comecei a procurar espaços para fazer as ultrapassagens.

Pelo fato de a distância ser mais curta do que a que estou acostumado a correr preferi não forçar o ritmo e segui tranquilo até a marca de três quilômetros.

Acelerei aos poucos até chegar no início da reta. Dali até o final eram cinquenta metros, vi que alguns metros na minha frente tinham dois corredores e ultrapassei antes de cruzar a linha de chegada.

Completei o percurso em 25 minutos e 16 segundos. Foi uma corrida tranquila e uma oportunidade para testar o Adidas Ultra Boost Ltd.

Com esta prova completei vinte e oito corridas no ano. A última prova será a Etapa Verão do Circuito das Estações no dia onze de dezembro.

 

Cinco anos depois do primeiro passo

No dia dezoito de setembro de 2011 dei os meus primeiros passos para caminhada que marcou a minha saída do sedentarismo. Foram cerca de 6,8 km percorridos em uma hora nas ruas próximas da minha casa.

Nos dias seguintes a rotina foi repetida a rotina de sair de casa para caminhar. Aos poucos passei a caminhar em um ritmo um pouco mais rápido.

No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração, um evento promovido pelo Hospital Cardiológico Constantini e que conta com a participação de um grande número de pessoas.

Com saída da Praça do Japão e chegada no Parque Barigui a caminhada de cerca de cinco quilômetros foi bem tranquila. Chegando lá haviam ônibus para levar o pessoal de volta para o ponto inicial.

A transição da caminhada para a corrida foi uma questão de tempo. O condicionamento físico foi melhorando e no início de agosto de 2012 enfrentei a minha primeira corrida de 5 KM. Foi na Corrida da Esperança realizada nas ruas do Centro Cívico.

Mantive o ritmo de trote até me sentir seguro e então passar a acelerar as passada. Completei  o percurso em pouco menos de quarenta minutos. Foi uma sensação incrível cruzar a linha de chegada. Assim eu entrei para o maravilhoso e emocionante mundo das corridas de rua.

Em novembro participei da Corrida da Longevidade realizada no Parque Tingui. Por ser um iniciante nas corridas de rua preferi me inscrever na caminhada cuja distância era de três quilômetros. Corri na maior parte do percurso e completei a prova em vinte três minutos.

No entanto eu tinha muito o que melhorar para não chegar exausto no final das provas. Ao longo de 2013 tive a oportunidade de participar de treze provas de cinco quilômetros. Aprendi a controlar o meu ritmo durante corrida de acordo com as características do circuito.

O meu tempo que foi de 39 minutos e 51 segundos na minha primeira corrida em 2011 baixou para 35 minutos e 29 segundos em uma prova realizada no início de novembro de 2013.

O início do ano de 2014 foi marcado por uma corrida de dez quilômetros. Foi uma corrida diferente  mas não foi agradável mesmo se tratando de apenas uma experiência. Terminei exausto e decidi que não enfrentaria uma corrida de dez quilômetros tão cedo.

Na semana seguinte retomei as corridas de 5 KM.  No entanto o mais perto que cheguei do meu recorde pessoal foi uma diferença de dez segundos.  Apenas na penúltima corrida do ano que consegui baixar o meu tempo. O novo recorde para os cinco quilômetros passou a ser de 34 minutos e 20 segundos.

O ano de 2015 foi marcado por vinte provas de cinco quilômetros mas em nenhuma delas consegui melhorar o meu tempo. Ao final da temporada e após analisar os meus resultados resolvi que em 2016 participaria de provas de dez quilômetros. As exceções seriam duas etapas da Track & Field (Pátio Batel e Mueller) e a Barigui Night Run.

A primeira prova de 10 KM do ano foi completada em 1 hora 19 minutos e 19 segundos, um tempo próximo daquela corrida de 2014. Como estava acostumado a correr 5 KM sabia que tinha muito o que melhorar.

Era preciso saber dividir o rimo ao longo dos dez quilômetros. Três meses depois o meu recorde pessoal para a distância passou a ser de 1 hora 18 minutos e 48 segundos.

Por causa de uma queda durante um treino fraturei o ombro em pelo menos em três provas apenas trotei, pois não consegui correr por causa do medo de sofrer uma queda e me machucar.

A partir da metade do mês de maio passei a correr com um tênis Adidas Ultra Boost. Logo na primeira corrida com ele melhorei o meu tempo para 1 hora 17 minutos e 07 segundos. Na semana seguinte enfrentei uma corrida co muita chuva e sem a menor chance para melhorar o meu tempo.

No entanto para a minha enorme surpresa completei o percurso em 1 hora 16 minutos e 10 segundos. Duas semanas depois participei de mais uma corrida com chuva e por oito segundos não repeti o meu recorde.

No dia dezenove de junho corri a minha última prova no primeiro semestre. Foram nove provas num total de noventa quilômetros percorridos, duas corridas com chuva e tempo reduzido em cinquenta e cinco segundos em relação ao da primeira prova do ano.

O segundo semestre iniciou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. A referência era a Etapa Outono realizada em maio. Analisando as parciais de cada quilômetro defini a minha estratégia de corrida e consegui reduzir o meu tempo para 1 hora 15 minutos e 16 segundos. Além de ser o meu melhor tempo no Circuito das Estações este passou a ser o meu novo recorde pessoal.

A corrida seguinte foi completamente diferente daquelas que eu já participei. Aconteceu num dia e horário atípicos: sexta-feira às vinte e duas horas. Foi a Corrida Santos Dumont promovida pelo CINDACTA II com direito aos últimos quilômetros serem percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. Sem dúvida foi uma emoção muito grande.

Em agosto participei de duas corridas em dias seguidos. A primeira foi de cinco quilômetros (Barigui Night Run) no sábado à noite e a outra de dez quilômetros no domingo de manhã (PMPR) Não preciso nem explicar que o resultado foi decepcionante.

Eu achava que a minha cota de corridas na chuva já tinha sido cumprida com duas corridas. Mas enfrentei outra que foi bem pior, com várias poças d’água e riachos no meio do caminho.

O final de agosto foi marcado pela Etapa Primavera do Circuito das Estações. A expectativa era muito grande pois foi na Etapa Inverno que estabeleci o meu recorde pessoal dos 10 KM.

cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36 minutos e 11 segundos e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Segui controlando o meu ritmo e cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos, com uma diferença de 1 minuto 33 segundos em relação ao meu recorde anterior.

Em comparação com a primeira corrida do ano baixei o meu tempo em cinco minutos e trinta e seis segundos. Ainda terei mais seis corridas até o final do ano e a possibilidade de reduzir ainda mais o meu recorde.

 

Missão dupla

O dia dezenove de outubro marcou o início do horário de verão. No entanto, não tive problemas para acordar cedo para cumprir duas missões que estavam programadas. A primeira delas era participar da corrida de cinco quilômetros do Circuito de Corridas Caixa, com largada no Centro Cívico de Curitiba. A segunda missão era participar da 10ª Caminhada do Coração, promovida pelo Hospital Cardiológico Constantini, partindo da Praça do Japão em direção ao Parque Barigui.

Cheguei cedo na Praça Nossa Senhora de Salete, peguei o meu chip e fiz os meus alongamentos até o momento da largada. Aproveitei e conversei bastante com várias pessoas conhecidas que encontrei por lá.

Corrida Circuito Caixa - Etapa Curiitba
Corrida Circuito Caixa – Etapa Curiitba

Fiz uma largada com bastante cuidado para não me envolver em confusões, afinal de contas este momento parece um estouro de boiada, quando os participantes saem correndo desesperadamente.

Completei o primeiro quilômetro em um tempo de seis minutos e trinta e quatro segundos. Por causa dos inúmeros paredões que encontrei pela frente fui obrigado a reduzir o meu ritmo nos quilômetros seguintes.

Enfrentei muitas dificuldades para realizar as ultrapassagens e tive que mudar a minha estratégia de corrida. Sempre que percebia um espaço vazio muito grande logo adiante, entre 100 e 120 metros, eu dava um pique para aproveitar o potencial do Adidas Springblade. Sabia que seria algo arriscado por causa do desgaste.

Seguindo neste ritmo fechei os quatro quilômetros em um tempo de trinta minutos e vinte e dois segundos. Sendo assim, como não tinha condições de chegar perto do meu melhor tempo (35 minutos 29 segundos) corri para completar antes dos trinta e sete minutos.

Mais adiante, ao passar por uma esquina que estava com o trânsito bloqueado, vi um cara dentro de um táxi reclamando que estava esperando há muito tempo que iria demorar para chegar em casa. Falei para ele “Vai a pé cara!” e segui correndo.

10ª Caminhada do Coração
10ª Caminhada do Coração

Terminei a prova em trinta e seis minutos e cinquenta e um segundos. Peguei a minha medalha, a garrafa de isotônico, as frutas e segui para a Praça do Japão de táxi. Chegando lá a primeira coisa que fiz foi trocar o meu Adidas Springblade pelo Asics Nimbus 15. Os participantes seguiram caminhando num ritmo bem lento, em torno de 15 minutos / KM, equivalente a uma velocidade de 4 KM/H.

Devo confessar que para quem tinha acabado de completar uma corrida de cinco quilômetros com uma velocidade média de 8,14 KM/H foi complicado caminhar na metade da velocidade. Ao longo do caminho tive a oportunidade de conversar com diversas pessoas.

Como os participantes formavam um grupo compacto não existia a possibilidade de desenvolver um ritmo mais rápido. No meu caso foi bom para relaxar a minha musculatura. Sem dúvida participar da corrida e da caminhada foi um bom exercício para o coração.

Enfim, missão dada, missão cumprida!