#TBT JULHO/2018

O mês foi marcado por uma caminhada e duas corridas.

01 – 4ª CAMINHADA PELA SAÚDE

O primeiro domingo do mês de julho não foi marcado por uma corrida mas sim pela minha participação na 4ª Caminhada pela Saúde promovida pelo Hospital das Nações.

Na estrutura montada no estacionamento do hospital os participantes poderiam pegar a sua camiseta, medir a glicemia, verificar a pressão arterial e calcular o IMC (Índice Massa Corporal). Também haviam frutas e água para os participantes.

Nas ruas por onde passamos pudemos notar os moradores na frente de suas casas acenando e mandando a sua energia positiva. Com certeza foi o momento mais emocionante da caminhada.

Percorremos em pouco mais de uma hora a distância de três quilômetros.  Para mim foi uma situação completamente diferente pois neste tempo estou acostumado a percorrer cerca de nove quilômetros correndo.

Sem dúvida participar desta caminhada foi muito gratificante, pois durante a caminhada vi pessoas que estavam ali iniciando uma nova etapa de suas vidas depois de decidir parar de fumar e outras que estavam se recuperando de uma cirurgia.

08 – TRACK & FIELD PATIO BATEL

Cheguei cedo na arena do evento e fui logo retirar o meu chip. A estrutura estava montada no estacionamento do shopping. Havia um espaço exclusivo para os corredores fazerem o seu aquecimento.

Para esta prova o meu principal objetivo era completar o percurso em trinta e sete minutos. Desde o início procurei colocar em prática as dicas que recebi dos meus amigos.

Consegui manter um ritmo confortável durante dois quilômetros. Reduzi um pouco o ritmo das minhas passadas no início do terceiro quilômetro. Em seguida retomei o meu ritmo inicial e fui controlando a distância a ser percorrida.

Ao iniciar o último quilômetro percebi que teria condições de terminar a prova antes dos trinta e sete minutos.

De acordo com a cronometragem da prova completei o percurso de cinco quilômetros em 35:48. Poderia ter conseguido um tempo melhor mas fiquei muito contente por ter concluído em um tempo abaixo daquele que havia estabelecido.

 

15 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

A grande novidade desta prova foi o novo percurso. Particularmente fiquei muito contente com a mudança pois sempre critiquei a arena dos eventos realizados no Jockey Clube do Paraná.

A arena foi montada na Praça Nossa Senhora de Salete. Os percursos de 5 e de 10 km eram conhecidos da maioria dos corredores. O local tem para mim dois momentos significativos. O primeiros deles foi em agosto de 2012 quando fiz a minha estreia no mundo das corridas.

Nos anos seguintes participei de várias provas neste percurso mas sem dúvida o momento mais emocionante foi em novembro de 2014. Na ocasião completei os cinco quilômetros em 34 minutos e 10 segundos, tempo que é o meu recorde.

Larguei com tranquilidade mas procurando espaço para desenvolver um bom ritmo. Na metade do terceiro quilômetro enfrentei um trecho de subida e reduzi o ritmo. Um pouco antes de chegar em frente ao Museu Oscar Niemeyer comecei a acelerar o ritmo das passadas. Não tinha condições de bater o meu recorde mas poderia concluir com um tempo aproximado de 36 minutos.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de 36 minutos e 15 segundos. Mas o melhor momento foi quando após pegar a minha medalha alguém me abordou e disse era leitor do meu blog e contou que depois de ler a reportagem sobre a minha participação na Meia Maratona de Curitiba procurou saber quem eu era. Foi um grande prazer conhecer quem me acompanha nas redes sociais e no blog www.normanbitner.blog.br.

 

 

 

Oito anos longe do sedentarismo

No dia 18 de setembro de 2011 resolvi fazer uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Defini como tempo uma hora por dia.

Percorri a distância de 6,84 km. No dia seguinte caminhei em um ritmo mais rápido e percorri 7,69 km em uma hora.

A caminhada passou a ser um hábito e com o passar do tempo percebi a melhora do meu condicionamento.

Em agosto de 2012 tive a oportunidade de participar da minha corrida de rua. Sem dúvida foi uma experiência completamente diferente, pois até então estava acostumado a caminhar e a trotar.

Cruzei a linha de chegada ofegante mas consegui completar o percurso de cinco quilômetros em pouco menos de quarenta minutos.

As caminhadas diárias continuaram, mas alternadas com um pouco de trote e corrida. O condicionamento físico foi melhorando e no mês de novembro participei da minha segunda corrida.

Durante o ano de 2013 participei de várias corridas de 5 km. Acordar cedo nos domingos passou a ser algo normal para mim.

Cada corrida um percurso diferente pelas ruas de Curitiba, com subidas, descidas e muitos desafios. Algumas corridas foram tranquilas e outras bastante desafiadoras.

A evolução foi natural, aprendi a controlar o meu ritmo ao longo do percurso e fui melhorando o meu condicionamento. Além de proporcionar uma melhora na qualidade de vida a prática da corrida nos permite formar amizades.

Permaneci por um bom tempo na zona de conforto dos 5 km. Foi então que em 2016 resolvi enfrentar as corridas de 10 km. Demorei um pouco para me adaptar a nova distância.

Em 2017 em duas oportunidades enfrentei os 21 km da Meia Maratona. Foram provas desgastantes mas posso dizer que aprendi bastante em cada quilômetro percorrido.

No início de 2018 estabeleci como desafio percorrer a distância de 600 km até o fim do ano. Participei de corridas de 5, 10, 15 e 21 km e alcancei a marca estabelecida no final de outubro.

O mês de novembro marcou a minha primeira corrida fora de Curitiba. Fui até Brasília correr a prova de 10 km do Circuito Banco do Brasil.

Para o ano de 2019 uma nova meta foi estabelecida. Desta vez o desafio é percorrer a distância de 800 km até trinta e um de dezembro.

Posso dizer que nestes oito anos longe do sedentarismo formei muitas amizades, reencontrei algumas pessoas que eu não via há anos e que também fazem parte do emocionante e fascinante mundo das corridas .

Sem dúvida um dos melhores momentos que vivi foi quando após cruzar a linha de chegada uma corredora me disse “Muito obrigado por ter me ajudado a não desistir”.

Receber este tipo de reconhecimento é muito gratificante. Hoje depois de tantos anos no mundo das corridas de rua procuro sempre incentivar as pessoas a deixarem o sedentarismo de lado e começarem a praticar uma atividade física.

Feriado em Brasília – 3º dia

Na manhã do meu terceiro dia em Brasília visitei o Memorial JK. Foi projetado por Oscar Niemeyer, inaugurado em 12 de setembro de 1981 e é dedicado ao ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek fundador da cidade de Brasília.

Logo que cheguei me deparei com o Ford Galaxie 500 ano 1974, o último carro particular de JK e que foi restaurado pelo Exército Brasileiro entre 19 de maio e 24 de agosto de 2010.

Na entrada um funcionária me orientou a respeito dos espaços do Memorial e que não era permitido tirar fotos com o uso de flash. Caminhei lentamente pela galeria com fotos e objetos que marcaram a vida de JK.

A galeria termina em um local com TVs que mostram a história de Brasília. Não existe um roteiro de visita, o visitante decide para qual espaço ele irá em seguida.

Na Sala de Metas há fotos que representam as metas definidas para o governo: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação. Em destaque estão um retrato em tamanho natural do Presidente pintado por Cândido Portinari em 1956 e a ampliação a carta escrita por JK em 1961, dirigida ao povo brasileiro na sua despedida do governo.

Em um outro espaço está a reprodução da biblioteca particular do antigo apartamento no Rio de Janeiro. Entre as inúmeras obras há uma coleção de Shaekespeare presenteada pela Rainha Elizabeth II.

Perto dali está o gabinete onde Dona Sarah trabalhou desde a inauguração do Memorial.

No segundo piso e no centro do memorial me deparei com a câmara mortuária que recebe luz natural através de um vitral concebido por Marianne Peretti, que reflete tonalidades de cor de acordo com a posição do sol.

Também no segundo piso o memorial conta com inúmeras fotos, comendas, objetos de JK e Dona Sarah. Em destaque estão os trajes que eles usaram no baile da posse em 1956.

Retornando ao piso térreo me dirigi ao Café JK onde tive a oportunidade de saborear uma fatia de torta alemã e suco de morango.

Ao sair do Memorial percebi que permaneci pouco mais de duas horas ali dentro e tive a oportunidade de fazer uma fantástica viagem no tempo.

As informações eram tantas que em nenhum momento olhei no relógio e não tinha nenhuma vontade de sair dali.

Para finalizar a minha visita a este local incrível tirei uma foto ao lado de um casal muito simpático que estava sentado em um banco.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em seguida fui visitar a Catedral de Brasília que estava fechada na quinta-feira. É a catedral católica que serve a Brasília e é a sede da Arquidiocese de Brasília.

Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958 e a sua estrutura ficou pronta em 1960, onde apareciam somente a área circular de setenta metros de diâmetro, da qual se elevam dezesseis colunas de concreto (pilares de secção parabólica) num formato hiperboloide, que pesam noventa toneladas.

Foi concluída e dedicada em 31 de maio de 1970. Seus vitrais são de autoria da artista plástica Marianne Peretti.

Entrei lentamente e passei a admirar a beleza interna da Catedral. Olhei para um lado, para o outro e depois para cima.

Fiquei impressionado com toda aquela maravilha. Sentei em um dos bancos e fiz as minhas orações.

Inúmeras pessoas das mais diversas regiões do Brasil e até de outros países tiravam muitas fotos daquele local maravilhoso e repleto de energia positiva.

 

Ao deixar a Catedral resolvi ir caminhando em um ritmo lento até a Torre de TV de Brasília, torre de transmissão televisiva inaugurada em 1967 e com 224 metros de altura.

Foi projetada por Lúcio Costa e é um dos poucos edifícios de Brasília que não são criação do Niemeyer.

Como o mirante está em reforma o acesso não é permitido.

 

 

Perto dali está o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, inaugurado em 1974 e faz parte do Complexo Esportivo Ayrton Senna, que engloba o Ginásio de Esportes Nilson Nelson e o Autódromo Internacional Nelson Piquet.

 

 

 

 

 

 

 

Depois retornei para o meu hotel e após tomar um banho fui almoçar no Pátio Brasil Shopping.  Fui até o cinema mas como não tinha nenhum filme interessante para assistir resolvi ir até o Parque Sarah Kubitschek.

A minha intenção era fazer uma caminhada pelo parque e perceber a energia positiva do local de realização da corrida de domingo. Há pistas específicas para caminhantes, corredores, ciclistas, patinadores e skatistas.

Segui lentamente e fui admirando a paisagem. Em um determinado momento me deparei com um gavião carcará atravessando a pista.  Me aproximei com muito cuidado para tirar um foto dele.

Trata-se de uma espécie de ave de rapina da família dos falconídeos. Mede cerca de 60 cm de altura e a sua envergadura chega a 123 cm.

Pode ser encontrado no centro e no sul da América do Sul.

Continuei caminhando e mais adiante me deparei com um exemplar da  coruja-buraqueira. O nome é devido ao fato de viver em buracos cavados no chão.

Apesar de ser capaz de cavar o próprio buraco ela prefere buracos abandonados de outros animais, como os tatus. Tem hábitos diurnos e pode ser encontrada do Canadá à Terra do Fogo, bem como em todo o Brasil com exceção da Amazônia.

 

 

 

 

 

 

 

Enfim, o passeio de sábado foi bastante gratificante e enriquecedor. Saindo do parque fui ao shopping fazer um lanche e em seguida retornei para o hotel.

Tomei um banho relaxante e me preparei para escolher o tênis que usaria no domingo. Decidi pelo Adizero Adios Boost e deixei tudo preparado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3ª Corrida do Fogo

Para marcar o último domingo do mês de setembro participei da 3ª Corrida do Fogo. Nas edições anteriores corri a prova de dez quilômetros. Foi na 1ª Corrida do Fogo que estabeleci o meu recorde para a distância: 1 hora e 10 minutos.

Em  2018 escolhi a prova de cinco quilômetros apesar de saber que não teria condições de bater o meu recorde da distância: 34 minutos e 20 segundos.

Analisei o percurso e identifiquei os trechos de subida e descida. Assim estabeleci o meu ritmo de corrida. Larguei com tranquilidade e segui em um ritmo confortável.

Completei o percurso em 38 minutos e 29 segundos, bem acima do meu recorde. No entanto o mais importante foi completar a minha 120ª corrida de rua e encontrar várias pessoas queridas antes, durante e depois da corrida.

Depois de pegar a minha medalha e me hidratar segui para a Praça do Japão, ponto inicial da 14ª Caminhada do Coração promovida pelo Hospital Cardiológico Constantini. De lá saíram milhares de pessoas em um ritmo bem lento em direção ao Parque  Barigui.

A caminhada serviu para relaxar as pernas depois de uma corrida de cinco quilômetros. A Caminhada do Coração tem um significado muito especial para mim. Foi em 2011 que deixei o sedentarismo de lado.

Pouco antes da chegada no Parque Barigui tive o enorme prazer de encontrar um colega do trabalho que no início do ano fez a cirurgia de redução do estômago. Fiquei muito feliz em ver o quanto melhorou a sua qualidade de vida.

O percurso de sete quilômetros foi percorrido em cerca de uma hora e vinte minutos.  Durante a caminhada tiver a oportunidade de conversar com diversas pessoas sobre a importância da atividade física.

No estacionamento do parque vários ônibus estavam à disposição para levar o pessoal de volta para a Praça do Japão. Fui caminhando do local onde a caminhada terminou até onde estavam os ônibus.

Entre a corrida e a caminhada foram percorridos quatorze quilômetros. Foi uma manhã de domingo muito gratificante.

 

 

 

4ª Caminhada pela Saúde

O primeiro domingo do mês de julho não foi marcado por uma corrida mas sim pela minha participação na 4ª Caminhada pela Saúde promovida pelo Hospital das Nações.

Na estrutura montada no estacionamento do hospital os participantes poderiam pegar a sua camiseta, medir a glicemia, verificar a pressão arterial e calcular o IMC (Índice Massa Corporal). Também haviam frutas e água para os participantes.

Cerca de meia hora antes do início da caminhada tivemos uma aula de alongamento e aquecimento. O percurso de três quilômetros seria nas ruas próximas do hospital. Um caminhão de som seguiu na frente num ritmo bem lento, afinal de contas no grupo tínhamos pessoas das mais diversas idades e condições, bem como crianças.

Nas ruas por onde passamos pudemos notar os moradores na frente de suas casas acenando e mandando a sua energia positiva. Com certeza foi o momento mais emocionante da caminhada.

Percorremos em pouco mais de uma hora a distância de três quilômetros.  Para mim foi uma situação completamente diferente pois neste tempo estou acostumado a percorrer cerca de nove quilômetros correndo.

Sem dúvida participar desta caminhada foi muito gratificante, pois durante a caminhada vi pessoas que estavam ali iniciando uma nova etapa de suas vidas depois de decidir parar de fumar e outras que estavam se recuperando de uma cirurgia.

Certa vez alguém me questionou porque eu participo de caminhada se corro há quase seis anos. A resposta que dei foi simples. Disse que foi a partir de uma caminhada que deixei de lado o sedentarismo. No final de setembro de 2011 participei da Caminhada do Coração promovida pelo Hospital Constantini.

 

3.000 KM

O número 3.000 pode ter os mais diversos significamos dependendo do que está associado a ele: distância, massa, volume, tempo, etc.

No meu caso este número representa a quantidade de quilômetros percorridos desde que no dia dezoito de setembro de 2011 escolhi deixar de lado o sedentarismo e comecei a caminhar. No início eram caminhadas de cerca de uma hora nas ruas próximas da minha casa.

A partir de então elas passaram a ser diárias, o condicionamento físico foi melhorando e logo percebi os benefícios proporcionados por esta atividade. No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração promovida pelo Hospital Cardiológico Constantini.

Este é um evento para aos pacientes do hospital e também para as pessoas que estão iniciando na prática da caminhada. O grupo sai da Praça do Japão e segue em um ritmo lento rumo ao Parque Barigui. Sem dúvida foi um grande incentivo para continuar caminhando.

Em agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Me inscrevi na prova de cinco quilômetros sem ideia de em quanto tempo iria percorrer a distância. Larguei com calma para não me envolver em nenhuma confusão e escolhi um ritmo confortável.

Pouco antes da chegada percebi que tinha condições de concluir o percurso antes dos quarenta minutos. Acelerei o ritmo das minhas passadas e terminei a minha primeira corrida com o tempo de 39 min 51 seg. Terminei exausto mas contente por ter completado a prova e conquistado a minha primeira medalha.

Deste dia em diante passei a fazer parte do emocionante e maravilhoso mundo das corridas de rua.  Logo surgiu o pensamento de quando seria a próxima corrida e o que precisaria aprimorar até lá.

 

Segui o caminho natural para um iniciante nas corridas de rua. Nos anos seguintes participei de diversas corridas de 5  km com os mais variados percursos. Conheci um grande número de pessoas e formei novas amizades.

Ao longo do ano de 2015 percebi que estava no momento de deixar o conforto dos 5 km e evoluir para os 10 km.  Então passei a aumentar a distância dos meus treinos pois no início de 2016 pretendia participar de uma prova de 10 km.

No final do mês de março sofri uma queda durante um treino e fraturei o ombro esquerdo. Isto atrapalhou um pouco a minha adaptação a nova distância. Com o passar do tempo recuperei o meu ritmo de corrida e perdi o medo de sofrer uma nova queda.

Em outubro na 1ª Corrida do Fogo finalmente melhorei o meu tempo e o novo recorde pessoal para os 10 km passou a ser 1:10:46. Apesar de ainda ter cinco corridas programas até o final do ano passei a pensar no planejamento da temporada de 2017.

Como em 2017 marcaria o meu aniversário de 50 anos de idade resolvi que deveria participar de duas corridas significativas. No primeiro semestre corri a Meia Maratona Ecológica de Curitiba, terminei exausto, mas aprendi bastante como me comportar em uma prova de longa distância.

No início de agosto tive a oportunidade de correr a minha segunda prova de 21 km. Conversei com alguns amigos e defini a minha estratégia para a Meia Maratona UNINTER. Foi uma prova mais tranquila, dividi os vinte e um quilômetros em três partes.

Os meses seguintes serviram de treino para a maratona programada para novembro. Infelizmente não completei a Maratona de Curitiba, é claro que fiquei muito chateado mas procurei tirar uma lição de tudo o que aconteceu comigo.

O principal desafio para 2018 é enfrentar novamente a Maratona de Curitiba. Também tenho o desafio pessoal de percorrer 600 km durante o ano.

 DESAFIO 600 KM JAN FEV MAR
KM 58,49 57,16 53,86
KM ACUMULADOS 58,49 115,65 169,51

2.800 KM

No sábado realizei o meu treino no percurso de cinco quilômetros da Corrida da Ponte. Apesar de conhecer as características de cada trecho preferi treinar em um ritmo de trote. Fui acelerando aos poucos mas sem preocupação com o tempo.

Ao chegar em casa fui atualizar a minha planilha onde registro as distâncias percorridas nos treinos e corridas. Em poucos minutos percebi que ultrapassei a marca de 2.800 quilômetros percorridos desde setembro de 2011 quando deixei o sedentarismo de lado e comecei a caminhar.

Tudo começou com uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Aos poucos o condicionamento físico foi melhorando. Evoluir para a corrida foi uma questão de tempo.

Em agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. O começo foi um pouco complicado mas logo me adaptei a atividade física que passaria a fazer parte da minha vida.

Durante seis anos e alguns meses tive a oportunidade de correr em vários lugares da cidade de Curitiba. Formei amizades, enfrentei desafios e aprendi a conhecer e respeitar os meus limites.

Por um longo período permaneci na zona de conforto das corridas de cinco quilômetros. Em 2016 decidi fazer a transição para a distância de dez quilômetros. Participei de várias provas durante o ano.

No final de 2016 ao definir as minhas provas de 2017 decidi colocar duas provas importantes para comemorar os meus cinquenta anos de idade.

O primeiro grande desafio foi a Meia Maratona Ecológica de Curitiba. Terminei a corrida exausto mas tirei muitas lições dos vinte e um quilômetros que percorri. Três meses depois participei de uma outra Meia Maratona. Desta vez corri com tranquilidade e terminei a prova bem fisicamente.

Faltava agora enfrentar as subidas e descidas da Maratona de Curitiba. Infelizmente por motivos alheios à minha vontade não completei o percurso.

Posso dizer que o ano de 2017 foi muito importante para mim. Pela decisão de enfrentar novos desafios no mundo das corridas e rua e nas inúmeras lições aprendidas após cada corrida.

É claro que fiquei muito triste por não ter completado a maratona mas estou certo tudo o que aconteceu comigo nos últimos anos vai tornar um corredor ainda melhor.

 

 

Deixando o sedentarismo de lado

Em setembro de 2011 deixei o sedentarismo de lado e resolvi dar uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Em uma hora percorri quase sete quilômetros. A partir de então as caminhadas de uma hora passaram a ser uma rotina. Aos poucos percebi uma melhora no meu condicionamento e consegui caminhar mais rápido. Da caminhada para o trote foi uma questão de tempo.

No início de agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Segui num ritmo confortável sem me preocupar com o tempo. Quando percebi que poderia completar os cinco quilômetros antes dos quarenta minutos acelerei as minhas passadas. Terminei a prova um pouco ofegante.

Em novembro tive a oportunidade de participar de uma corrida de três quilômetros. Fiquei satisfeito com o resultado pois consegui correr num ritmo mais rápido que na primeira corrida.

Era grande a expectativa para a temporada de 2013, pois teria condições de participar de várias provas de cinco quilômetros. Afinal de contas agora eu fazia parte do fascinante mundo das corridas.

Estabeleci como objetivo completar os cinco quilômetros abaixo dos trinta e seis minutos.  Consegui atingir esta marca em uma prova realizada no mês de maio. Cheguei ao final do ano com doze corridas de cinco quilômetros e o meu melhor tempo foi de 35:29 na minha penúltima prova do ano.

Para o ano de 2014 foram programadas treze provas. O fato de conhecer alguns percursos com certeza ajudou bastante.  Após cada prova passei a analisar as minhas parciais de cada quilômetro percorrido. Em meados de novembro consegui completar os cinco quilômetros em 34 minutos e 20 segundos.

Em 2015 tive a oportunidade de participar de vinte e quatro provas em diversos lugares de Curitiba, bem como pude formar novas amizades. Ao planejar a temporada de 2016 decidi que estava no momento de deixar o conforto dos cinco quilômetros e finalmente enfrentar os 10 km.

No final de março sofri uma queda e fraturei o ombro esquerdo. Felizmente não precisei engessar o ombro mas de muitas sessões de fisioterapia. Na minha primeira prova depois da fratura tive dificuldades para evoluir do trote para a corrida. Conseguia correr no máximo por cinquenta metros e logo tinha que voltar para o trote.

Por causa da fratura eu tinha medo de correr e sofrer uma nova queda. Precisei de muita paciência para recuperar a  confiança para voltar a correr. Em uma determinada prova alternei o trote com a corrida. A partir do momento em que me senti seguro passei aumentar gradativamente a distância. Foi assim até conseguir correr por um quilômetro sem parar. Com a recuperação da segurança passei a melhorar o meu tempo.

Na segunda metade da temporada enfrentaria onze provas e o objetivo era o de completar os dez quilômetros em menos de 1 hora e 15 minutos. Em setembro percorri os dez quilômetros da Etapa Primavera do Circuito das Estações em 1 hora, 13 minutos e 47 segundos, uma marca que me deixou muito contente depois dos problemas que enfrentei no primeiro semestre.

Na segunda semana de outubro participei da 1ª Corrida do Fogo, em comemoração ao aniversário do Corpo de Bombeiros do Paraná. Desde o início tive condições de desenvolver um bom ritmo de corrida e completei o percurso em 1 hora, 10 minutos e 46 segundos. Posso dizer que a temporada foi positiva apesar das dificuldades enfrentadas em decorrência na fratura no ombro.

Assim que foi divulgado o calendário das corridas de 2017 iniciei o planejamento da minha temporada. Dentre as provas escolhidas pelo menos duas deveriam ser significativas para comemorar os meus cinquenta anos de idade.

Uma delas seria a Meia Maratona Ecológica de Curitiba programada para o mês de maio e a outra a Maratona Internacional de Curitiba prevista para novembro. Dois grandes desafios a serem enfrentados em 2017.

A preocupação era me preparar para enfrentar os vinte e um quilômetros. Era importante reprogramar o cérebro e as pernas para a nova distância. Depois de algumas provas de cinco e de dez quilômetros finalmente chegou o dia sete de maio. Lá estava eu pronto para a largada da minha primeira Meia Maratona.

Devo confessar que ao longo do percurso pensei algumas vezes sobre o que eu estava fazendo ali. Enfrentei problemas mas apesar de todo o cansaço em nenhum momento pensei em desistir.  Várias pessoas me incentivaram principalmente nos metros finais. Sem dúvida os erros cometidos ficaram de lição. Percorri os vinte e um quilômetros em uma hora e quinze minutos. Cruzei a linha de chegada exausto mas contente por tem vencido este primeiro desafio.

Nos meses seguintes participei de outras provas. Neste intervalo de tempo surgiu a oportunidade de fazer a inscrição para outra meia maratona. Analisei as características do percurso e percebi que seria interessante participar desta prova.

Sabia que não seria fácil enfrentar os 21 km novamente. Como tinha um bom tempo até o dia da prova tive condições de treinar. Conversei com um amigo que me passou várias dicas. No dia seis de agosto lá estava aguardando a largada da meia maratona. Cerca de quinze minutos antes da largada escolhi um canto e me desliguei de tudo o que estava em volta de mim. Fechei os olhos, respirei com calma e relembrei a minha estratégia.

Procurei largar com calma e manter um ritmo lento. A minha estratégia consistia em dividir a prova em três partes de sete quilômetros. Cheguei muito bem ao final da primeira parte. Procurei sempre ter alguém dentro do meu campo visual em uma distância que me permitisse ter um referencial para manter o meu ritmo.

Completei os 14 km em pouco menos de duas horas. Passei a controlar a distância restante mas sem me preocupar com o tempo. Aumentei um pouquinho o ritmo depois de passar pela marca dos vinte quilômetros.

Iniciei a contagem regressiva da distância que faltava para o final. Fui num trote lento e quando faltavam cerca de vinte metros senti a panturrilha direita e depois a esquerda. Parei por alguns segundos e pensei “Agora não, falta só mais um pouquinho, estamos quase chegando”. Respirei fundo e procurei reunir o pouco de energia que me restava. Fui dando um passo atrás do outro até a linha de chegada.

Travei o relógio mas nem olhei para quanto tinha sido o tempo final. Somente ao chegar em casa fui analisar com calma as minhas parciais e vi que o tempo final tinha sido de 3:02:08.

Para comemorar os meus seis anos longe do sedentarismo participei da corrida Track & Field Park Shopping Barigui. Percorri os cinco quilômetros em 36 minutos e 41 segundos.

Nestes seis anos foram percorridos 2.671 km entre caminhadas, treinos e corridas. Até a Maratona de Curitiba enfrentarei três provas de dez quilômetros e muitos treinos.

 

 

1º aniversário da fratura

Desde quando deixei de lado o sedentarismo e comecei a caminhar em setembro de 2011 eu havia sofrido apenas uma queda em que ralei o joelho. No dia vinte e seis de março de 2016 sofri uma queda enquanto caminhava durante um treino.

Até hoje não consegui entender como consegui cair em um local calmo e num piso sem irregularidades. Ralei as mãos, os braços e os joelhos. Ao chegar em casa a primeira providência foi lavar os ferimentos.

Como tenho uma boa cicatrização sabia que depois de alguns dias aqueles ralados nas mãos, nos braços e nos joelhos iriam desaparecer. Mas uma dor do braço me incomodava um pouco. Usei analgésico em spray que não surtiu efeito. Consultei com um ortopedista e após analisar a radiografia não identificou nenhuma fratura e prescreveu um anti-inflamatório.

Retornei três dias depois para uma nova avaliação. os testes feitos pelo ortopedista diagnosticaram um bursite. Então o médico solicitou uma ressonância magnética do ombro esquerdo.

As imagens da ressonância mostraram aquilo que não apareceu na radiografia, uma fratura sem desvio e com fragmento medindo três centímetros na cabeça do úmero junto à intersecção do manguito rotador. Tendões e ligamentos não foram lesionados.

Em seguida vieram muitas sessões de fisioterapia com a finalidade de melhorar a mobilidade do ombro esquerdo. O tratamento exigiu muita paciência para recuperar os movimentos.

Por causa desta lesão no ombro deixei de participar da Corrida Noturna Unimed, realizada dias depois da minha queda. Passei a caminhar lentamente atento aos buracos e imperfeições das calçadas, pois tinha medo de sofrer uma nova queda e me machucar.

Voltei a participar de corridas de rua em meados de abril. No entanto por causa da insegurança eu não passava do ritmo de trote. Simplesmente não conseguia acelerar as minhas passadas.

Depois de quatro corridas resolvi acelerar por uma distância curta. Ao perceber que aos poucos a segurança estava voltando passei a correr em distâncias maiores. Em outubro fiz a minha melhor prova de dez quilômetros no ano e marquei o meu recorde pessoal.

Um ano depois daquele tombo que resultou na primeira fratura da minha vida chegou o momento de passar por uma nova avaliação do ortopedista.

Cinco anos depois do primeiro passo

No dia dezoito de setembro de 2011 dei os meus primeiros passos para caminhada que marcou a minha saída do sedentarismo. Foram cerca de 6,8 km percorridos em uma hora nas ruas próximas da minha casa.

Nos dias seguintes a rotina foi repetida a rotina de sair de casa para caminhar. Aos poucos passei a caminhar em um ritmo um pouco mais rápido.

No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração, um evento promovido pelo Hospital Cardiológico Constantini e que conta com a participação de um grande número de pessoas.

Com saída da Praça do Japão e chegada no Parque Barigui a caminhada de cerca de cinco quilômetros foi bem tranquila. Chegando lá haviam ônibus para levar o pessoal de volta para o ponto inicial.

A transição da caminhada para a corrida foi uma questão de tempo. O condicionamento físico foi melhorando e no início de agosto de 2012 enfrentei a minha primeira corrida de 5 KM. Foi na Corrida da Esperança realizada nas ruas do Centro Cívico.

Mantive o ritmo de trote até me sentir seguro e então passar a acelerar as passada. Completei  o percurso em pouco menos de quarenta minutos. Foi uma sensação incrível cruzar a linha de chegada. Assim eu entrei para o maravilhoso e emocionante mundo das corridas de rua.

Em novembro participei da Corrida da Longevidade realizada no Parque Tingui. Por ser um iniciante nas corridas de rua preferi me inscrever na caminhada cuja distância era de três quilômetros. Corri na maior parte do percurso e completei a prova em vinte três minutos.

No entanto eu tinha muito o que melhorar para não chegar exausto no final das provas. Ao longo de 2013 tive a oportunidade de participar de treze provas de cinco quilômetros. Aprendi a controlar o meu ritmo durante corrida de acordo com as características do circuito.

O meu tempo que foi de 39 minutos e 51 segundos na minha primeira corrida em 2011 baixou para 35 minutos e 29 segundos em uma prova realizada no início de novembro de 2013.

O início do ano de 2014 foi marcado por uma corrida de dez quilômetros. Foi uma corrida diferente  mas não foi agradável mesmo se tratando de apenas uma experiência. Terminei exausto e decidi que não enfrentaria uma corrida de dez quilômetros tão cedo.

Na semana seguinte retomei as corridas de 5 KM.  No entanto o mais perto que cheguei do meu recorde pessoal foi uma diferença de dez segundos.  Apenas na penúltima corrida do ano que consegui baixar o meu tempo. O novo recorde para os cinco quilômetros passou a ser de 34 minutos e 20 segundos.

O ano de 2015 foi marcado por vinte provas de cinco quilômetros mas em nenhuma delas consegui melhorar o meu tempo. Ao final da temporada e após analisar os meus resultados resolvi que em 2016 participaria de provas de dez quilômetros. As exceções seriam duas etapas da Track & Field (Pátio Batel e Mueller) e a Barigui Night Run.

A primeira prova de 10 KM do ano foi completada em 1 hora 19 minutos e 19 segundos, um tempo próximo daquela corrida de 2014. Como estava acostumado a correr 5 KM sabia que tinha muito o que melhorar.

Era preciso saber dividir o rimo ao longo dos dez quilômetros. Três meses depois o meu recorde pessoal para a distância passou a ser de 1 hora 18 minutos e 48 segundos.

Por causa de uma queda durante um treino fraturei o ombro em pelo menos em três provas apenas trotei, pois não consegui correr por causa do medo de sofrer uma queda e me machucar.

A partir da metade do mês de maio passei a correr com um tênis Adidas Ultra Boost. Logo na primeira corrida com ele melhorei o meu tempo para 1 hora 17 minutos e 07 segundos. Na semana seguinte enfrentei uma corrida co muita chuva e sem a menor chance para melhorar o meu tempo.

No entanto para a minha enorme surpresa completei o percurso em 1 hora 16 minutos e 10 segundos. Duas semanas depois participei de mais uma corrida com chuva e por oito segundos não repeti o meu recorde.

No dia dezenove de junho corri a minha última prova no primeiro semestre. Foram nove provas num total de noventa quilômetros percorridos, duas corridas com chuva e tempo reduzido em cinquenta e cinco segundos em relação ao da primeira prova do ano.

O segundo semestre iniciou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. A referência era a Etapa Outono realizada em maio. Analisando as parciais de cada quilômetro defini a minha estratégia de corrida e consegui reduzir o meu tempo para 1 hora 15 minutos e 16 segundos. Além de ser o meu melhor tempo no Circuito das Estações este passou a ser o meu novo recorde pessoal.

A corrida seguinte foi completamente diferente daquelas que eu já participei. Aconteceu num dia e horário atípicos: sexta-feira às vinte e duas horas. Foi a Corrida Santos Dumont promovida pelo CINDACTA II com direito aos últimos quilômetros serem percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. Sem dúvida foi uma emoção muito grande.

Em agosto participei de duas corridas em dias seguidos. A primeira foi de cinco quilômetros (Barigui Night Run) no sábado à noite e a outra de dez quilômetros no domingo de manhã (PMPR) Não preciso nem explicar que o resultado foi decepcionante.

Eu achava que a minha cota de corridas na chuva já tinha sido cumprida com duas corridas. Mas enfrentei outra que foi bem pior, com várias poças d’água e riachos no meio do caminho.

O final de agosto foi marcado pela Etapa Primavera do Circuito das Estações. A expectativa era muito grande pois foi na Etapa Inverno que estabeleci o meu recorde pessoal dos 10 KM.

cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36 minutos e 11 segundos e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Segui controlando o meu ritmo e cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos, com uma diferença de 1 minuto 33 segundos em relação ao meu recorde anterior.

Em comparação com a primeira corrida do ano baixei o meu tempo em cinco minutos e trinta e seis segundos. Ainda terei mais seis corridas até o final do ano e a possibilidade de reduzir ainda mais o meu recorde.