Oito anos de corrida de rua

O dia cinco de agosto marca o meu aniversário no mundo das corridas de rua. Foi lá em 2012 que participei da minha primeira corrida.

A minha estreia foi na Corrida e Caminhada da Esperança, com largada no Centro Cívico em Curitiba. Na ocasião tinha cerca de dez meses de caminhadas quando decidi participar da minha primeira corrida.

O momento da largada mais parecia um estouro de boiada, com os participantes saindo correndo de forma alucinada. Lembro que fiquei muito assustado com aquilo e a minha maior preocupação era não ser atropelado por algum daqueles malucos.

Cheguei na marca do primeiro quilômetro em um tempo de 8min 25 seg. Aumentei um pouco o ritmo na sequencia até encontrar um longo trecho de subida. Preferi caminhar do que forçar o ritmo e ficar cansado.

Sendo assim percorri o terceiro quilômetro em nove minutos. Como caminhei consegui descansar e recuperar as minhas energias. Segui acelerando e quando entrei na reta final olhei para o cronômetro no portal da chegada e percebi a possibilidade de completar os 5 km em 40 minutos.

Procurei espaço para poder ultrapassar e cruzei a linha de chegada com 39 min 51 seg. Por ser a minha primeira corrida cheguei exausto. Valeu a pena pela oportunidade de ter participado de uma corrida de rua, ter enfrentado os meus limites e, é claro, ter conquistado a primeira medalha.

Sendo assim, o primeiro domingo de agosto passou a ser o dia da comemoração do meu aniversário no emocionante e fascinante mundo das corridas de rua.

2012 – Corrida da Esperança

2013 – Corrida da Esperança 5 km

2014 – Circuito das Estações Inverno 5 km

2015 – Circuito das Estações Primavera 5 km

2016 – Barigui Night Run 5 km

2017 – Meia Maratona Uninter – 21 km

2018 – Meia Maratona Uninter – 21 km

2019 – Meia Maratona Uninter – 21 km

2020 – Run The World Etapa Melbourne – 3 km

 

Nestes oito anos enfrentei muitos desafios e superei os meus limites. Sempre procurei compartilhar a minha energia positiva com os corredores que encontrei pelo caminho.

Formei inúmeras amizades e passei a ser considerado inspirador para muitos corredores.

 

 

#TBT JULHO 2017

O mês de julho de 2017 foi marcado por três corridas.

02/07 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

Faltando vinte minutos para a largada a temperatura era de 9ºC e assim deveria permanecer durante toda a prova.  Coloquei os meu fones, conferi se os tênis estavam bem amarrados, fiz o meu alongamento, o aquecimento e iniciei a minha concentração. Neste momento fecho os olhos, me desligo totalmente do que está acontecendo em volta e respiro com calma.

Ao longo do percurso mantive um ritmo de corrida confortável, mas trotei e caminhei sempre que achei necessário.

Em nenhum instante me preocupei com o tempo decorrido. Completei a prova em 1 hora, 17 minutos e 19 segundos. O mais importante foi ter terminado bem e conquistado mais uma medalha para a coleção.

 

22/07 – TRACK & FIELD PATIO BATEL

A segunda corrida da Track & Field em Curitiba em 2017 teve como local de largada o Shopping Pátio Batel. Fiz uma largada bem tranquila com bastante cuidado para evitar me envolver em alguma confusão.

Escolhi um ritmo tranquilo e segui em frente sem me preocupar com o tempo. Afinal de contas as características do percurso não eram favoráveis para bater o meu recorde dos 5 km.

Em um determinado momento percebi na minha frente uma garota que estava falando no celular. Apesar de estar num ritmo lento ela estava se movimentado para o seu lado esquerdo e portanto saindo da área limitada para os corredores.

Neste local estávamos dividindo o espaço com os carros. Acelerei um pouco a minha passada e fiquei ao lado dela. Coloquei a mão no seu ombro esquerdo e puxei na minha direção. Ainda bem que foi só um susto.

Terminei a prova muito bem fisicamente e conquistei mais uma medalha para a minha coleção.

 

28/07 – 2ª CORRIDA SANTOS DUMONT

Foi uma corrida noturna promovida pelo CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) em homenagem a Alberto Santos Dumont (20/07/1873 – 23/07/1932).

Apenas os corredores que estavam devidamente inscritos poderiam acessar o local de largada, a pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. O dia e o horário de realização da prova foram completamente atípicos. Uma sexta-feira às dez horas da noite, enquanto as corridas noturnas são normalmente realizadas nos sábados por volta das oito horas.

A banda U2 Cover CWB animava os presentes cantando sucessos da banda irlandesa enquanto não chegava o momento da largada. Em um determinado local as pessoas podiam tirar fotos ao lado de um sósia do Santos Dumont, o homenageado da noite.

Também estiveram presentes os corredores Marílson Gomes dos Santos (duas vitórias na Maratona de Nova York três vitórias na Corrida de São Silvestre) e Juliana Gomes dos Santos (campeã pan-americana dos 1500 m e dos 5000 metros). Foi um grande prazer conhecê-los e receber um pouco da sua energia positiva.

Por se tratar de uma corrida noturna com cerca de cinco mil participantes procurei uma boa posição para largar com cuidado. No ano passado corri a prova de 10 km e em 2017 escolhi os 5 km.

Sabia que deveria aproveitar o primeiro quilômetro pois a maior parte do percurso usaria a pista do aeroporto. A iluminação se limitava às lanternas dos corredores que estavam na minha frente.

Fui controlando a distância que faltava para o término da prova. Ao passar pela marca dos 4 km passei a acelerar as minhas passadas e fiz algumas ultrapassagens.

O final do percurso foi na pista de pouso do Aeroporto do Bacacheri. Quando fiz a última curva me preparei para a minha arrancada, olhei para o pórtico da chegada e escolhi o caminho que iria percorrer.

Apesar de ter tido alguns problemas no último quilômetro terminei a corrida bem fisicamente. Para a minha grande surpresa o meu tempo de 34:35 ficou bem próximo do meu recorde pessoal dos 5 km.

#TBT JULHO/2018

O mês foi marcado por uma caminhada e duas corridas.

01 – 4ª CAMINHADA PELA SAÚDE

O primeiro domingo do mês de julho não foi marcado por uma corrida mas sim pela minha participação na 4ª Caminhada pela Saúde promovida pelo Hospital das Nações.

Na estrutura montada no estacionamento do hospital os participantes poderiam pegar a sua camiseta, medir a glicemia, verificar a pressão arterial e calcular o IMC (Índice Massa Corporal). Também haviam frutas e água para os participantes.

Nas ruas por onde passamos pudemos notar os moradores na frente de suas casas acenando e mandando a sua energia positiva. Com certeza foi o momento mais emocionante da caminhada.

Percorremos em pouco mais de uma hora a distância de três quilômetros.  Para mim foi uma situação completamente diferente pois neste tempo estou acostumado a percorrer cerca de nove quilômetros correndo.

Sem dúvida participar desta caminhada foi muito gratificante, pois durante a caminhada vi pessoas que estavam ali iniciando uma nova etapa de suas vidas depois de decidir parar de fumar e outras que estavam se recuperando de uma cirurgia.

08 – TRACK & FIELD PATIO BATEL

Cheguei cedo na arena do evento e fui logo retirar o meu chip. A estrutura estava montada no estacionamento do shopping. Havia um espaço exclusivo para os corredores fazerem o seu aquecimento.

Para esta prova o meu principal objetivo era completar o percurso em trinta e sete minutos. Desde o início procurei colocar em prática as dicas que recebi dos meus amigos.

Consegui manter um ritmo confortável durante dois quilômetros. Reduzi um pouco o ritmo das minhas passadas no início do terceiro quilômetro. Em seguida retomei o meu ritmo inicial e fui controlando a distância a ser percorrida.

Ao iniciar o último quilômetro percebi que teria condições de terminar a prova antes dos trinta e sete minutos.

De acordo com a cronometragem da prova completei o percurso de cinco quilômetros em 35:48. Poderia ter conseguido um tempo melhor mas fiquei muito contente por ter concluído em um tempo abaixo daquele que havia estabelecido.

 

15 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

A grande novidade desta prova foi o novo percurso. Particularmente fiquei muito contente com a mudança pois sempre critiquei a arena dos eventos realizados no Jockey Clube do Paraná.

A arena foi montada na Praça Nossa Senhora de Salete. Os percursos de 5 e de 10 km eram conhecidos da maioria dos corredores. O local tem para mim dois momentos significativos. O primeiros deles foi em agosto de 2012 quando fiz a minha estreia no mundo das corridas.

Nos anos seguintes participei de várias provas neste percurso mas sem dúvida o momento mais emocionante foi em novembro de 2014. Na ocasião completei os cinco quilômetros em 34 minutos e 10 segundos, tempo que é o meu recorde.

Larguei com tranquilidade mas procurando espaço para desenvolver um bom ritmo. Na metade do terceiro quilômetro enfrentei um trecho de subida e reduzi o ritmo. Um pouco antes de chegar em frente ao Museu Oscar Niemeyer comecei a acelerar o ritmo das passadas. Não tinha condições de bater o meu recorde mas poderia concluir com um tempo aproximado de 36 minutos.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de 36 minutos e 15 segundos. Mas o melhor momento foi quando após pegar a minha medalha alguém me abordou e disse era leitor do meu blog e contou que depois de ler a reportagem sobre a minha participação na Meia Maratona de Curitiba procurou saber quem eu era. Foi um grande prazer conhecer quem me acompanha nas redes sociais e no blog www.normanbitner.blog.br.

 

 

 

#TBT JULHO 2019

07 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

Quando acordei às cinco horas a primeira coisa que fiz foi conferir a temperatura: 0ºC. Esta seria a temperatura que eu iria enfrentar durante a corrida.

Alguns minutos antes da largada verifiquei a temperatura: -1ªC. A minha estratégia era fazer uma corrida conservadora sem forçar o meu ritmo.

Como a manga da minha camisa cobria o meu relógio não conseguia conferir o meu ritmo e o tempo decorrido. Puxar a manga a todo instante iria tirar a minha concentração. Me senti aquecido próximo do km 6.

Segui em um ritmo lento mas seguro e caminhei nas subidas. Comecei a acelerar quando faltavam cerca de quinhentos metros para o final da prova.

Na chegada travei o meu cronômetro mas não prestei atenção no tempo final. Foi uma corrida muito sofrida em que me mantive bastante concentrado para não cometer nenhum erro.

Ao chegar em casa verifiquei no meu Garmin que completei o percurso em 1 hora, 21 minutos, 07 segundos, algo que me deixou muito surpreso.

 

20 – 80’s NIGHT RUN

Foi uma corrida noturna promovida pela Global Vita tendo como tema os anos 80.

Apesar de não gostar de corridas noturnas pelas suas características procuro participar de pelo menos uma por ano. Cheguei ao local do evento com uma antecedência cerca de uma hora em relação ao horário da largada.

Aproveitei para conversar com algumas pessoas. Faltando cerca de quinze minutos para a largada iniciei o meu ritual: alongamento, aquecimento, ajuste dos tênis e da lanterna de LED.

Sabendo das dificuldades que poderia enfrentar no percurso por causa da iluminação das ruas resolvi usar a minha lanterna. Assim consegui iluminar o meu caminho em torno de dois metros na frente.

Larguei com muito cuidado, demorei um pouco para encontrar o ajuste ideal da lanterna mas mantive um ritmo rápido e completei o primeiro quilômetro em em 6:04.

No km 3 reduzi o ritmo para enfrentar um subida. Depois fu me controlando até quando faltavam cerca de duzentos metros para o final. Pouco antes da última curva fui ofuscado pelo flash de um fotógrafo.

Por alguns segundos não consegui ver nada. Observei quem estava no meu caminho, tracei um linha a ser percorrida e acelerei. Estava tão rápido que quase atropelei uma fotógrafa que estava bem próxima da linha de chegada.

Desviei dela quando estava cerca de três metros. Fiquei muito preocupado depois, pois certamente ela deve ter se assustado.

Peguei a minha medalha, tomei água e caminhei um pouco para me recuperar do susto. Não pude conversar com a fotógrafa, pois ela estava na linha de chegada tirando fotos dos corredores.

Então procurei por alguém da equipe dela para explicar o que aconteceu e pedir desculpas pelo susto.

De acordo com o meu Garmin completei os 5 km em 37:27, o meu terceiro melhor tempo em corridas noturnas.

 

28 – A. YOSHII RUNING

A corrida patrocinada pela construtora A.YOSHII tem um significado muito especial para mim por causa do local de largada e chegada: a Praça da Espanha.

A praça fez parte do início da minha infância, pois morei a cerca de duas quadras dali. Portanto, a viagem no tempo é inevitável.

Sabendo das características do percurso de 5 km larguei com tranquilidade e fui controlando o meu ritmo até completar a distância de quatro quilômetros

A partir dali poderia acelerar o ritmo das minhas passadas, pois até o final teria somente descida.

De acordo com o meu Garmin completei o percurso em 37:27, o meu melhor tempo no ano para os 5 km.

 

#TBT JUNHO 2015

21/06 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

No sábado verifiquei qual seria a previsão do tempo. Para o horário da prova a temperatura era de 10ºC, condição climática que indicava que seria uma corrida difícil.

Por causa do frio resolvi sair em um ritmo lento e tomando cuidado para não me envolver em confusões. Aproveitei os trechos de descida para acelerar um pouco permaneci no mesmo ritmo por dois quilômetros.

Desde o início sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos cinco quilômetros, mas poderia melhorar o meu tempo de 2015. Procurei os espaços vazios para realizar as ultrapassagens e acelerar rumo a linha de chegada.

Para a minha surpresa terminei o percurso em 35 min 15 seg. Antes da corrida a minha intenção era baixar de 36 minutos, que era o melhor este ano.

 

28/06 – STADIUM MARATHON

Esta é uma corrida temática nas distâncias de cinco e onze quilômetros com largada e chegada no Estádio Durival Britto e Silva pertencente ao Paraná Clube. A corrida conta com a passagem em frente dos estádios Joaquim Américo Guimarães (Atlético Paranaense) e Major Antonio Couto Pereira (Coritiba).

Por causa da temperatura de 8ºC me mantive com o agasalho até cerca de meia hora antes da largada. Fiz meu alongamento e depois fiquei aquecendo por alguns minutos.

A largada aconteceu dentro do estádio, percorremos cerca de 200 metros da pista até chegar a saída. Mantive um ritmo tranquilo sem forçar ultrapassagens pois sabia que tinha um longo trecho de subida pela frente.

Após passar pela Arena da Baixada iniciou o trecho de descida em que finalmente teria a chance de aumentar o meu ritmo. Logo adiante passei por um dos momentos mais emocionantes de todas as corridas de que participei. Quando passava ao lado de um cadeirante que era conduzido pelo seu pai ele me estendeu a mão como se estivesse me convidando para correr ao seu lado.

Depois de passar pela marca dos 3 KM passei a alternar o ritmo entre a corrida e o trote, com o intuito de guardar energias para o final da prova.

Ao entrar na reta de chegada percebi um cadeirante poucos metros na minha frente. Era aquele mesmo que tinha corrido ao lado dele. Naquele instante o meu objetivo era alcançá-lo para cruzarmos a linha de chegada juntos. Consegui, olhei para o pai e dei os parabéns.

Não cheguei a ver o meu tempo de conclusão da prova, o objetivo era o de baixar o melhor tempo do ano (35 min 15 seg) e se possível terminar a prova num tempo melhor que a do ano passado (35 min 39 seg).

Para a minha surpresa percorri o percurso no tempo de 34 min 41 seg, que passou a ser o melhor de 2015.

#TBT MAIO 2015

O mês de maio de 2015 foi marcado por três corridas de cinco quilômetros.

A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações. O percurso voltou a ser o mesmo de 2013, com a largada no Jockey Clube do Paraná. Cheguei cedo e fui logo pegar o meu chip. Enquanto isto o locutor avisava que corredores não inscritos não poderiam entrar no pelotão de largada.

Encontrei algumas pessoas conhecidas com quem conversei e desejei boa sorte.

Larguei com muito cuidado e preferi me poupar para ter mais energias no último quilômetro. Segui acelerando e nos cem metros finais acelerei as minhas passadas.  Completei o percurso em trinta e sete minutos e quarenta e sete segundos. Fiquei satisfeito com o tempo levando em consideração o frio no início da prova.

Duas semanas depois participei da prova de cinco quilômetros da Meia Maratona Ecológica de Curitiba.

O fato de conhecer o percurso ajudou bastante. A largada foi em frente ao Museu Oscar Niemeyer, um dos belos pontos turísticos de Curitiba.

Apesar do frio consegui manter um bom ritmo no início da prova. Enfrentei alguns problemas na primeira metade do percurso e sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM. Fui controlando o ritmo e nos cem metros finais acelerei as passadas rumo a chegada.

Completei o percurso no tempo de 36 min 21 seg. Valeu a pena participar de mais uma corrida e ganhar mais uma medalha. Encontrei várias pessoas conhecidas antes, durante e depois da prova.

Para encerrar o mês de maio participei da prova de cinco quilômetros da Graciosa Run, promovida pelo Graciosa Country Club e contou com cerca de mil participantes entre corredores de 5 e 10 KM e de caminhantes.

A temperatura era de 11ºC e exigiu um bom aquecimento antes da largada. O primeiro quilômetro foi completado em sete minutos e trinta e cinco segundos. No segundo quilômetro consegui correr um pouco mais rápido e completei em seis minutos e quarenta e cinco segundos, tirei proveito dos trechos de descida para aumentar o meu ritmo e deixar para trás os corredores mais lentos.

Normalmente no meio do terceiro quilômetro fica o posto de hidratação. Como o asfalto fica molhado neste trecho precisei tomar muito cuidado para não escorregar e sofrer um queda.

Fechei o terceiro quilômetro em sete minutos e cinquenta segundos, na sequencia aproveitei os trechos de descida para acelerar o meu ritmo.

Ao passar pela placa que marcava 4 KM olhei para o cronômetro e notei que o tempo decorrido era de vinte e nove minutos e dez segundos. Não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM (34 min 20 seg) e seria difícil de baixar o meu tempo da Graciosa Run de 2013 (35 min 29 seg).

Fui me controlando para ter energia para enfrentar o trecho de subida no final. Completei a prova em trinta e seis minutos cravados, distante do tempo da corrida de 2013 mas o meu melhor tempo em 2015.

 

 

TBT ABRIL 2018

Em abril de 2018 participei de duas corridas. A primeira delas foi a de 5 km do Circuito das Estações Outono.

Larguei com calma e escolhi seguir em um ritmo tranquilo, alternando o trote com a corrida, sem nenhuma preocupação com o tempo necessário para completar a prova.

Quando faltavam cerca de trezentos metros para o final ouvi nos meus fones o início de Tema da Vitória.

Acelerei o ritmo das minhas passadas. Ao entrar na reta de chegada observei atentamente os corredores que estavam no meu caminho e tracei uma linha para ultrapassá-los.

Fiquei muito contente por ter completado mais uma prova.

Duas semanas depois participei da prova de 10 km da corrida em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe que atende crianças vindas das mais diversas partes do Brasil.

Em 2018 o percurso foi alterado em relação as provas realizadas nos anos anteriores.

Como já conhecia novo percurso sabia das dificuldades que enfrentaria ao longo dos dez quilômetros. Larguei com calma e segui tranquilo até encontrar um ritmo de corrida confortável.

De acordo com a cronometragem da prova terminei com o tempo de 1 hora 24 minutos 45 segundos. Um tempo bem acima do meu recorde dos 10 km , mas o importante foi ter completado mais uma prova.

Retrospectiva 2019 – 2º semestre

JULHO

O semestre começou com a ETAPA INVERNO do CIRCUITO DAS ESTAÇÕES, com largada em frente do Shopping Mueller.

Alguns minutos antes da largada verifiquei a temperatura: -1ªC. A minha estratégia era fazer uma corrida conservadora sem forçar o meu ritmo.

Segui em um ritmo lento mas seguro e caminhei nas subidas. Comecei a acelerar quando faltavam cerca de quinhentos metros para o final da prova. Cruzei a linha de chegada com a temperatura de 2ºC.

Algumas semanas depois participei da 80 NIGHT RUN , uma corrida noturna que tinha como tema os anos 80.

Larguei com muito cuidado, demorei um pouco para encontrar o ajuste ideal da lanterna mas mantive um bom ritmo.

Quando faltavam cerca de duzentos metros para o final, pouco antes da última curva fui ofuscado pelo flash de um fotógrafo. Por alguns segundos não consegui ver nada. Observei quem estava no meu caminho, tracei um linha a ser percorrida e acelerei.

Completei os 5 km em 37 min 27 seg, o meu terceiro melhor tempo em corridas noturnas.

Para finalizar o mês corri a prova de 5 km da A YOSHII RUNNING. Ela tem um significado muito especial para mim por causa do local de largada e chegada: a Praça da Espanha, que fez parte da minha infância.

Fui controlando o meu ritmo e passei a acelerar o ritmo das minhas passadas no último quilômetro. Completei o percurso em 37 min 27 seg.

AGOSTO

O mês começou com a MEIA MARATONA UNINTER, uma corrida que foi a minha sétima meia maratona e marcou o meu aniversário de sete anos no mundo das corridas de rua.

Foi uma corrida tranquila dentro do que foi planejado. Mas ao chegar na placa dos 18 km o meu tempo estava acima do projetado. Faltando três quilômetros para o final mudei a minha estratégia. O mais importante era terminar bem.

Ao completar os vinte quilômetros senti uma dor na panturrilha esquerda. Fiz uma breve parada, alonguei um pouco, respirei fundo e segui bem lento no último quilômetro.

Mesmo percebendo que a dor tinha passado preferi continuar em um ritmo lento, pois temia que a dor voltasse mais perto do final.

Cruzei a linha de chegada com 03 h 05 min 37 seg. Fiquei contente com o resultado diante de todas as dificuldades enfrentadas.

No domingo seguinte corri a prova de 5 KM da corrida da PMPR. Como conhecia o percurso segui com tranquilidade. Ao entrar no último quilômetro acelerei as minhas passadas.

Para a minha surpresa quando me aproximei da linha de chegada o locutor gritou “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil!!!”. Fiquei muito contente, pois naquele momento estava ouvindo nos meus fones o Tema da Vitória.

A próxima corrida foi a 3ª ETAPA SMELJ. Assim como nas etapas anteriores a corrida foi realizada em um local diferente daqueles onde estou acostumado a correr. Portanto, as características do percurso eram um grande desafio.

Procurei manter um ritmo abaixo de 7:20/KM. Por causa das subidas a partir do km 6 preferi reduzir o meu ritmo. A partir de então o objetivo era terminar com um tempo de 1 h 20 min.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de 1 h 20 min 24 seg e fiquei muito contente por ter concluído mais uma corrida.

Finalizei o mês com a prova de 5 km da PUC NIGHT RUN. Ela não estava no meu calendário de provas. Fui convidado por colega do tempo de colégio para acompanhá-lo na sua estreia no mundo das corridas de rua.

Larguei com muito cuidado, com a lanterna eu tinha cerca de dois metros bem iluminados na minha frente. Isto com certeza me ajudou bastante.

Completei o percurso no tempo de 36:33 que para a minha surpresa foi o meu melhor tempo em corridas noturnas.

SETEMBRO

O mês foi marcado pela ETAPA PRIMAVERA do Circuito das Estações. As condições climáticas eram completamente diferentes da ETAPA INVERNO.

Com uma temperatura agradável planejei completar os dez quilômetros em um tempo abaixo de uma hora e vinte minutos.

Quando passei pela placa que marcava os 9 KM olhei rapidamente para o meu relógio e notei que teria condições de completar a prova no tempo pretendido.

Respirei fundo e segui em direção ao pórtico de chegada. Nos 100 metros finais recebi muito incentivo. Completei o percurso de dez quilômetros em 1 h 19 min 05 seg.

OUTUBRO

O mês das minhas férias foi marcado por duas corridas. A primeira delas foi a 4ª CORRIDA DO FOGO , em comemoração ao aniversário de 107 anos do Corpo de Bombeiros do Paraná.

A possibilidade de chuva gerou uma certa preocupação. Mas apesar do céu cinzento a temperatura estava agradável para correr. Sabia que seria difícil bater o meu recorde pessoal de 01:10:46, na 1ª Corrida do Fogo.

Completei a prova com o tempo de 1 h 18 min 23 seg. Fiquei muito contente por ter encontrado muitas pessoas com energia positiva e ter completado mais uma corrida.

A segunda corrida foi a ETAPA FLORIANÓPOLIS do Circuito Banco do Brasil. Antes da largada tive a oportunidade de conversar com os atletas Marílson dos Santos (três vezes vencedor da São Silvestre e duas vezes da Maratona de Nova York) e Maurício Lima (bicampeão olímpico em Barcelona 92 e Atenas 2004 com a Seleção de Vôlei).

Mantive um ritmo tranquilo durante os dez quilômetros e cruzei a linha de chegada com o tempo de 1 h 15 min 05 seg.

Com esta prova ultrapassei a marca de 800 KM no ano, que era a minha meta a ser alcançada em 31/12.

NOVEMBRO

A única prova do mês foi a prova de dez quilômetros da MARATONA DE CURITIBA. Como não estava preocupado com o tempo final segui em um ritmo tranquilo e acelerei um pouco quando entrei no último quilômetro.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de 01 h 21 min 06 seg e ouvi o locutor gritar Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil e chorei de emoção.

DEZEMBRO

O último mês do ano foi marcado por três corridas. A primeira foi a prova de dez quilômetros da ETAPA VERÃO do Circuito das Estações. Conhecendo as características do percurso segui em um ritmo confortável.

Acelerei as minhas passadas depois de passar pela placa dos 8 km. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 1 h 22min 40 seg.

Na semana seguinte enfrentei os cinco quilômetros da 99 RUN, uma corrida noturna com renda revertida para o Hospital Infantil Pequeno Príncipe.

Por causa das inúmeras dificuldades do percurso percorri os cinco quilômetros em quarenta minutos.

Era para ser a minha última corrida do ano mas fui convencido a participar da CORRIDA DO TINGUI. Sabendo das dificuldades que enfrentaria durante o percurso decidi correr em um ritmo bem lento.

Quando me aproximei do pórtico de chegada respirei fundo, me concentrei e acelerei. Completei o percurso em 42 min 29 seg, um tempo bem acima do que estou acostumado a fazer em provas de 5 km.

Fiquei muito contente em completar mais uma corrida e ter encontrado tantas pessoas legais.

DATAKMTEMPOCORRIDA
07/07/191001:20:01ESTAÇÕES INVERNO
20/07/19500:37:2780 NIGHT RUN
28/07/19500:37:27A YOSHII
04/08/192103:05:37MEIA MARATONA UNINTER
11/08/19500:37:02PMPR
18/08/191001:20:023ª ETAPA SMELJ
24/08/19500:35:41PUC NIGHT RUN
08/09/191001:18:35ESTAÇÕES PRIMAVERA
06/10/191001:15:09CORRIDA DO FOGO
27/10/191001:15:06BB FLORIANÓPOLIS
17/11/191001:21:06Maratona Curitiba
01/12/191001:22:45ESTAÇÕES VERÃO
07/12/19500:40:0099 RUN
15/12/19500:42:29TINGUI

CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO 2019

Quando acordei às cinco horas a primeira coisa que fiz foi conferir a temperatura: 0ºC. Esta seria a temperatura que eu iria enfrentar durante a corrida deste domingo.

Cheguei ao local de realização da prova um pouco depois das seis horas. Como a estrutura estava montada dentro do Shopping Mueller os corredores ficaram protegidos do frio.

Alguns minutos antes da largada verifiquei a temperatura: -1ªC. A minha estratégia era fazer uma corrida conservadora sem forçar o meu ritmo.

Como a manga da minha camisa cobria o meu relógio não conseguia conferir o meu ritmo e o tempo decorrido. Puxar a manga a todo instante iria tirar a minha concentração. Me senti aquecido próximo do km 6.

Segui em um ritmo lento mas seguro e caminhei nas subidas. Comecei a acelerar quando faltavam cerca de quinhentos metros para o final da prova.

Na chegada travei o meu cronômetro mas não prestei atenção no tempo final. Foi uma corrida muito sofrida em que me mantive bastante concentrado para não cometer nenhum erro.

Ao chegar em casa verifiquei no meu Garmin que completei o percurso em 1 hora, 21 minutos, 07 segundos, algo que me deixou muito surpreso.

Com a corrida de hoje alcancei a marca dos 524,56 KM percorridos em 2019, representando 65,57% da minha meta de 800 KM até o final do ano.

Circuito das Estações Verão 2018

Neste domingo participei da Etapa Verão do Circuito das Estações. Seria mais uma corrida se nela não tivessem envolvidos alguns desafios pessoais.

Ao analisar o percurso alguns dias antes da prova notei que tinha muitas semelhanças com aquele em que obtive em novembro de 2014 o meu recorde nas corridas de 5 km.

Portanto, o meu primeiro desafio era bater o recorde de 34:20 que no dia dezesseis de novembro completou quatro anos.  O fato do percurso ser conhecido ajudou bastante na definição da estratégia.

Na hipótese de não conseguir atingir a marca desejada o desafio seria terminar com o tempo mais próximo possível do melhor tempo do ano: 35:10.

Larguei com cuidado e consegui manter um bom ritmo no primeiro quilômetro. Tive dificuldades para realizar ultrapassagens e reduzi o meu ritmo. Passei pela marca dos 2 km com o tempo de 13: 38 e que ainda me colocava em condições de buscar o recorde.

O calor incomodou e não consegui desenvolver um bom ritmo de corrida. Ao completar a distância de três quilômetros e verificar o tempo decorrido percebi que não teria condições de bater o meu recorde.

A estratégia passou a correr para terminar a prova com um tempo próximo de trinta e cinco minutos. Sabia que depois de passar em frente do Museu Oscar Niemeyer poderia acelerar o ritmo as minhas passadas até cruzar a linha de chegada.

Quando visualizei a chegada respirei fundo, iniciei a minha arrancada e fui ultrapassando os corredores que estavam no meu caminho.

Travei o meu relógio mas não olhei para o tempo. Peguei as frutas, o copo d’água e a garrafa de isotônico.

Depois de me hidratar peguei uma carona até o Parque Barigui onde aconteceria mais uma ação do Pernas Pra Que Te Quero, desta vez em uma etapa do Circuito Infantil de Corrida da Prefeitura de Curitiba.

Como não estava inscrito não poderia participar da corrida com as crianças cadeirantes. Mas eu não poderia ficar ali apenas olhando, me aproximei de uma equipe e passei a auxiliar na instalação do dispositivo de segurança na cadeira de rodas.

Ajudei as demais equipes e ao mesmo tempo ia passando a minha energia positiva para os seus integrantes.

Depois me dirigi para o local da largada e foi possível notar a ansiedade dos corredores.  Em seguida escolhi um ponto do percurso para acompanhar a passagem dos cadeirantes.

Enfim foi uma experiência emocionante e gratificante poder fazer parte de um momento muito feliz da vida destas crianças.

Ao chegar em casa tomei um bom banho e depois fui analisar os dados registrados pelo meu Garmin. Completei o percurso de cinco quilômetros em 35:17, o meu segundo melhor tempo no ano e o melhor tempo nas quatro estações de 2018.

No meu desafio de percorrer 600 km em 2018 atingi a marca estabelecida no final de outubro. Com dois meses pela frente defini uma nova marca a ser alcançada: 700 km.

Hoje cheguei na marca de 695,40 km e fiquei mais perto do meu desafio. Não tenho nenhuma corrida definida para o mês de dezembro mas com alguns treinos poderei facilmente superar os 700 km antes do final do ano.