#TBT JUNHO 2015

21/06 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

No sábado verifiquei qual seria a previsão do tempo. Para o horário da prova a temperatura era de 10ºC, condição climática que indicava que seria uma corrida difícil.

Por causa do frio resolvi sair em um ritmo lento e tomando cuidado para não me envolver em confusões. Aproveitei os trechos de descida para acelerar um pouco permaneci no mesmo ritmo por dois quilômetros.

Desde o início sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos cinco quilômetros, mas poderia melhorar o meu tempo de 2015. Procurei os espaços vazios para realizar as ultrapassagens e acelerar rumo a linha de chegada.

Para a minha surpresa terminei o percurso em 35 min 15 seg. Antes da corrida a minha intenção era baixar de 36 minutos, que era o melhor este ano.

 

28/06 – STADIUM MARATHON

Esta é uma corrida temática nas distâncias de cinco e onze quilômetros com largada e chegada no Estádio Durival Britto e Silva pertencente ao Paraná Clube. A corrida conta com a passagem em frente dos estádios Joaquim Américo Guimarães (Atlético Paranaense) e Major Antonio Couto Pereira (Coritiba).

Por causa da temperatura de 8ºC me mantive com o agasalho até cerca de meia hora antes da largada. Fiz meu alongamento e depois fiquei aquecendo por alguns minutos.

A largada aconteceu dentro do estádio, percorremos cerca de 200 metros da pista até chegar a saída. Mantive um ritmo tranquilo sem forçar ultrapassagens pois sabia que tinha um longo trecho de subida pela frente.

Após passar pela Arena da Baixada iniciou o trecho de descida em que finalmente teria a chance de aumentar o meu ritmo. Logo adiante passei por um dos momentos mais emocionantes de todas as corridas de que participei. Quando passava ao lado de um cadeirante que era conduzido pelo seu pai ele me estendeu a mão como se estivesse me convidando para correr ao seu lado.

Depois de passar pela marca dos 3 KM passei a alternar o ritmo entre a corrida e o trote, com o intuito de guardar energias para o final da prova.

Ao entrar na reta de chegada percebi um cadeirante poucos metros na minha frente. Era aquele mesmo que tinha corrido ao lado dele. Naquele instante o meu objetivo era alcançá-lo para cruzarmos a linha de chegada juntos. Consegui, olhei para o pai e dei os parabéns.

Não cheguei a ver o meu tempo de conclusão da prova, o objetivo era o de baixar o melhor tempo do ano (35 min 15 seg) e se possível terminar a prova num tempo melhor que a do ano passado (35 min 39 seg).

Para a minha surpresa percorri o percurso no tempo de 34 min 41 seg, que passou a ser o melhor de 2015.

#TBT MAIO 2016

O mês de maio de 2016 foi marcado por quatro corridas.

CIRCUITO DAS ESTAÇÕES OUTONO

A corrida tinha um significado muito especial para mim pois teria a oportunidade de homenagear o meu ídolo Ayrton Senna. O boné lembrava o capacete, a camisa de manga comprida preta lembrava a Lotus, a camiseta vermelha representava a McLaren e os três títulos mundiais, o tênis amarelo lembrava a cor do capacete de 1985, ano da primeira vitória na F1.

No momento da largada a temperatura era de 2ºC. Segui num ritmo de trote lento e com muito cuidado para não me envolver em confusão. Fui me controlando até passar pela marca do três quilômetros.

Como estava me sentindo confiante resolvi aumentar o ritmo das minhas passadas e mantive controlado nos próximos três quilômetros. Caminhei nos trechos de subida do sétimo quilômetro.

Ao iniciar o quilômetro oito acelerei o ritmo e procurei reservar as energias para os instantes finais da prova.

Completei o percurso em 1 hora 18 minutos 38 segundos, o meu novo recorde para a distância de 10 km. Fiquei muito surpreso e feliz com o resultado, afinal de contas estava me recuperando de uma lesão e corri me inspirando no eterno ídolo Ayrton Senna.

 

MEIA MARATONA ECOLÓGICA DE CURITIBA

Esta é uma das provas tradicionais de Curitiba com corridas nas distâncias de 5, 10 e 21 quilômetros e conta com a participação de cerca de três mil corredores das mais diversas idades, inclusive cadeirantes.

A temperatura era de 11ºC, perfeitamente compatível com a nossa cidade. Cheguei cedo ao local de largada no Centro Cívico. Fiz os exercícios de alongamento e aquecimento e procurei um canto para ficar sozinho me concentrando.

A primeira largada aconteceu às 6:50 para os corredores cadeirantes. Dez minutos depois largaram os corredores que enfrentariam os 21 km da meia maratona. Os demais corredores, das distâncias de 5 e 10 km, largaram vinte minutos depois.

Larguei com cuidado para não me envolver em confusões. Procurei manter o mesmo ritmo pela maior distância possível e alternei um pouco de trote com caminhada. Poupei as minhas energias para o final da prova.

Como estava me recuperando de uma lesão no ombro esquerdo não tinha nenhuma preocupação com o tempo em que terminaria os 10 km. A maior preocupação era correr sem dores e concluir a prova bem fisicamente.

Fiquei muito contente por ter completado mais uma corrida de dez quilômetros. Corri com muita calma e sempre inspirado no meu ídolo Ayrton Senna.

Para a minha surpresa o tempo final foi de 1 hora 17 minutos e 05 segundos, o meu novo recorde pessoal para a distância de dez quilômetros.

 

1ª CORRIDA SOLIDÁRIA PROVOPAR ESTADUAL E BPTRAN

Logo que acordei às cinco horas da manhã percebi que estava chovendo e fiquei preocupado com a realização do evento. Mesmo assim segui com a minha rotina normal dos dias em que vou participar de uma corrida.

A chuva deu uma trégua algum tempo depois mas voltou a cair por volta das 6:30 quando saí de casa rumo ao local da largada. Chegando lá percebi uma chuva fraca apesar das muitas nuvens escuras no céu. Sem dúvida a preocupação era em relação ao momento da largada que estava prevista para às 8:10 horas.

Durante todo o tempo procurei me manter calmo e aguardei pelo momento da largada apesar da expectativa em torno da chuva. A única certeza era que em algum momento da prova ela estaria presente.

Antes mesmo da marca do primeiro quilômetro começou uma chuva forte. Muitos corredores preferiram aumentar o seu ritmo mas eu escolhi manter um ritmo seguro tomando cuidado com as inúmeras poças d’água.

Nos momentos em que a chuva deu uma trégua tive a oportunidade de correr um pouco mais e realizar algumas ultrapassagens. Mas a segurança estava sempre em primeiro lugar. Desta forma segui até o final da prova.

Ao cruzar a linha de chegada travei o cronômetro mas não me preocupei em ver qual tinha sido o tempo decorrido para completar o percurso. Depois que cheguei em casa tomei um bom banho quente e então passei a analisar as minhas parciais da corrida.

Foi então que para a minha enorme surpresa verifiquei que completei os dez quilômetros em uma hora, dezesseis minutos e dez segundos, o meu novo recorde pessoal.

 

STADIUM MARATHON

A Stadium Marathon é uma corrida em cujo percurso estão os estádios Durival Britto e Silva (Vila Capanema), Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada) e Major Antonio Couto Pereira (Alto da Glória).

Às 7:30 horas os corredores saíram para as provas de cinco e onze quilômetros. A largada foi com chuva e exigiu muito cuidado. Como conhecia uma parte do percurso procurei manter um ritmo constante e sem tentar fazer ultrapassagens arriscadas.

Além disso, como sabia das dificuldades que enfrentaria na segunda metade da prova procurei poupar as minhas energias. Mesmo nos locais onde tinha a oportunidade de correr num ritmo mais rápido escolhi dar prioridade para a segurança, afinal de contas o asfalto molhado exige um cuidado redobrado.

De acordo com a organização da prova o percurso teria a distância de onze quilômetros, ou seja, um a mais que os habituais dez quilômetros da maioria das provas. Procurei manter no meu campo visual os corredores que iam cerca de cinquenta metros na minha frente.

Ao passar pela marca de 10 km acelerei um pouco o meu ritmo com o objetivo de reduzir a distância que me separava deles. No entanto, para a minha surpresa atingi os 11 km bem antes da entrada do estádio da Vila Capanema.

Sem saber qual a distância que tinha a percorrer acelerei o ritmo das minhas passadas, ultrapassei os dois corredores que estavam poucos metros adiante e segui sem olhar para trás. Após cruzar a linha de chegada a distância percorrida era de doze quilômetros, um a mais do que o previsto.

 

Posso dizer que as quatro corridas foram muito importantes para a minha recuperação. Aos poucos comecei a recuperar o meu ritmo de corrida .

2.800 KM

No sábado realizei o meu treino no percurso de cinco quilômetros da Corrida da Ponte. Apesar de conhecer as características de cada trecho preferi treinar em um ritmo de trote. Fui acelerando aos poucos mas sem preocupação com o tempo.

Ao chegar em casa fui atualizar a minha planilha onde registro as distâncias percorridas nos treinos e corridas. Em poucos minutos percebi que ultrapassei a marca de 2.800 quilômetros percorridos desde setembro de 2011 quando deixei o sedentarismo de lado e comecei a caminhar.

Tudo começou com uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Aos poucos o condicionamento físico foi melhorando. Evoluir para a corrida foi uma questão de tempo.

Em agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. O começo foi um pouco complicado mas logo me adaptei a atividade física que passaria a fazer parte da minha vida.

Durante seis anos e alguns meses tive a oportunidade de correr em vários lugares da cidade de Curitiba. Formei amizades, enfrentei desafios e aprendi a conhecer e respeitar os meus limites.

Por um longo período permaneci na zona de conforto das corridas de cinco quilômetros. Em 2016 decidi fazer a transição para a distância de dez quilômetros. Participei de várias provas durante o ano.

No final de 2016 ao definir as minhas provas de 2017 decidi colocar duas provas importantes para comemorar os meus cinquenta anos de idade.

O primeiro grande desafio foi a Meia Maratona Ecológica de Curitiba. Terminei a corrida exausto mas tirei muitas lições dos vinte e um quilômetros que percorri. Três meses depois participei de uma outra Meia Maratona. Desta vez corri com tranquilidade e terminei a prova bem fisicamente.

Faltava agora enfrentar as subidas e descidas da Maratona de Curitiba. Infelizmente por motivos alheios à minha vontade não completei o percurso.

Posso dizer que o ano de 2017 foi muito importante para mim. Pela decisão de enfrentar novos desafios no mundo das corridas e rua e nas inúmeras lições aprendidas após cada corrida.

É claro que fiquei muito triste por não ter completado a maratona mas estou certo tudo o que aconteceu comigo nos últimos anos vai tornar um corredor ainda melhor.

 

 

Cinco anos depois do primeiro passo

No dia dezoito de setembro de 2011 dei os meus primeiros passos para caminhada que marcou a minha saída do sedentarismo. Foram cerca de 6,8 km percorridos em uma hora nas ruas próximas da minha casa.

Nos dias seguintes a rotina foi repetida a rotina de sair de casa para caminhar. Aos poucos passei a caminhar em um ritmo um pouco mais rápido.

No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração, um evento promovido pelo Hospital Cardiológico Constantini e que conta com a participação de um grande número de pessoas.

Com saída da Praça do Japão e chegada no Parque Barigui a caminhada de cerca de cinco quilômetros foi bem tranquila. Chegando lá haviam ônibus para levar o pessoal de volta para o ponto inicial.

A transição da caminhada para a corrida foi uma questão de tempo. O condicionamento físico foi melhorando e no início de agosto de 2012 enfrentei a minha primeira corrida de 5 KM. Foi na Corrida da Esperança realizada nas ruas do Centro Cívico.

Mantive o ritmo de trote até me sentir seguro e então passar a acelerar as passada. Completei  o percurso em pouco menos de quarenta minutos. Foi uma sensação incrível cruzar a linha de chegada. Assim eu entrei para o maravilhoso e emocionante mundo das corridas de rua.

Em novembro participei da Corrida da Longevidade realizada no Parque Tingui. Por ser um iniciante nas corridas de rua preferi me inscrever na caminhada cuja distância era de três quilômetros. Corri na maior parte do percurso e completei a prova em vinte três minutos.

No entanto eu tinha muito o que melhorar para não chegar exausto no final das provas. Ao longo de 2013 tive a oportunidade de participar de treze provas de cinco quilômetros. Aprendi a controlar o meu ritmo durante corrida de acordo com as características do circuito.

O meu tempo que foi de 39 minutos e 51 segundos na minha primeira corrida em 2011 baixou para 35 minutos e 29 segundos em uma prova realizada no início de novembro de 2013.

O início do ano de 2014 foi marcado por uma corrida de dez quilômetros. Foi uma corrida diferente  mas não foi agradável mesmo se tratando de apenas uma experiência. Terminei exausto e decidi que não enfrentaria uma corrida de dez quilômetros tão cedo.

Na semana seguinte retomei as corridas de 5 KM.  No entanto o mais perto que cheguei do meu recorde pessoal foi uma diferença de dez segundos.  Apenas na penúltima corrida do ano que consegui baixar o meu tempo. O novo recorde para os cinco quilômetros passou a ser de 34 minutos e 20 segundos.

O ano de 2015 foi marcado por vinte provas de cinco quilômetros mas em nenhuma delas consegui melhorar o meu tempo. Ao final da temporada e após analisar os meus resultados resolvi que em 2016 participaria de provas de dez quilômetros. As exceções seriam duas etapas da Track & Field (Pátio Batel e Mueller) e a Barigui Night Run.

A primeira prova de 10 KM do ano foi completada em 1 hora 19 minutos e 19 segundos, um tempo próximo daquela corrida de 2014. Como estava acostumado a correr 5 KM sabia que tinha muito o que melhorar.

Era preciso saber dividir o rimo ao longo dos dez quilômetros. Três meses depois o meu recorde pessoal para a distância passou a ser de 1 hora 18 minutos e 48 segundos.

Por causa de uma queda durante um treino fraturei o ombro em pelo menos em três provas apenas trotei, pois não consegui correr por causa do medo de sofrer uma queda e me machucar.

A partir da metade do mês de maio passei a correr com um tênis Adidas Ultra Boost. Logo na primeira corrida com ele melhorei o meu tempo para 1 hora 17 minutos e 07 segundos. Na semana seguinte enfrentei uma corrida co muita chuva e sem a menor chance para melhorar o meu tempo.

No entanto para a minha enorme surpresa completei o percurso em 1 hora 16 minutos e 10 segundos. Duas semanas depois participei de mais uma corrida com chuva e por oito segundos não repeti o meu recorde.

No dia dezenove de junho corri a minha última prova no primeiro semestre. Foram nove provas num total de noventa quilômetros percorridos, duas corridas com chuva e tempo reduzido em cinquenta e cinco segundos em relação ao da primeira prova do ano.

O segundo semestre iniciou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. A referência era a Etapa Outono realizada em maio. Analisando as parciais de cada quilômetro defini a minha estratégia de corrida e consegui reduzir o meu tempo para 1 hora 15 minutos e 16 segundos. Além de ser o meu melhor tempo no Circuito das Estações este passou a ser o meu novo recorde pessoal.

A corrida seguinte foi completamente diferente daquelas que eu já participei. Aconteceu num dia e horário atípicos: sexta-feira às vinte e duas horas. Foi a Corrida Santos Dumont promovida pelo CINDACTA II com direito aos últimos quilômetros serem percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. Sem dúvida foi uma emoção muito grande.

Em agosto participei de duas corridas em dias seguidos. A primeira foi de cinco quilômetros (Barigui Night Run) no sábado à noite e a outra de dez quilômetros no domingo de manhã (PMPR) Não preciso nem explicar que o resultado foi decepcionante.

Eu achava que a minha cota de corridas na chuva já tinha sido cumprida com duas corridas. Mas enfrentei outra que foi bem pior, com várias poças d’água e riachos no meio do caminho.

O final de agosto foi marcado pela Etapa Primavera do Circuito das Estações. A expectativa era muito grande pois foi na Etapa Inverno que estabeleci o meu recorde pessoal dos 10 KM.

cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36 minutos e 11 segundos e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Segui controlando o meu ritmo e cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos, com uma diferença de 1 minuto 33 segundos em relação ao meu recorde anterior.

Em comparação com a primeira corrida do ano baixei o meu tempo em cinco minutos e trinta e seis segundos. Ainda terei mais seis corridas até o final do ano e a possibilidade de reduzir ainda mais o meu recorde.

 

Circuito das Estações Etapa Outono

Apesar de se chamar Outono a primeira etapa do Circuito das Estações 2016 deveria se chamar Inverno 1 em Curitiba por causa da baixa temperatura.

A corrida deste domingo tinha um significado muito especial para mim pois teria a oportunidade de homenagear o meu ídolo Ayrton Senna. O boné lembrava o capacete, a camisa de manga comprida preta lembrava a Lotus, a camiseta vermelha representava a McLaren e os três títulos mundiais, o tênis amarelo lembrava a cor do capacete de 1985, ano da primeira vitória na F1.

Além disso, o número 2045 lembrava a data de 01/05/1994 graças a uma rápida combinação:

5 – 4 = 1 ———–> dia 1º

5 ——————->  mês 5

20 – 1 = 19

5 + 4 = 9

01/05/1994

No momento da largada a temperatura era de 2ºC. Segui num ritmo de trote lento e com muito cuidado para não me envolver em confusão. Fui me controlando até passar pela marca do três quilômetros.

Como estava me sentindo confiante resolvi aumentar o ritmo das minhas passadas e mantive controlado nos próximos três quilômetros.  Caminhei nos trechos de subida do sétimo quilômetro.

Ao iniciar o quilômetro oito acelerei o ritmo e procurei reservar as energias para os instantes finais da prova. No entanto, em nenhum momento me preocupei com o tempo decorrido e com a hipótese de baixar o meu tempo pessoal.

Completei o percurso em 1 hora 18 minutos 38 segundos, o meu novo recorde para a distância de 10 km. Fiquei muito surpreso e feliz com o resultado, afinal de contas estou me recuperando de uma lesão e corri me inspirando no eterno ídolo Ayrton Senna.

Corrida de superação pós fratura no ombro

Hoje aconteceu em Curitiba a Corrida Unidos Pela Vida, uma prova beneficente em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe. A largada foi em frente do Estádio Durival Britto e Silva e o percurso de 10 km foi nas ruas do bairros Rebouças e Jardim Botânico.

Para mim seria uma prova desafiadora porque pouco antes da marca de 1 km eu passaria pelo local onde sofri uma queda há quatro semanas e que me rendeu uma fratura. Devo confessar que não fazia a mínima ideia de qual seria o meu comportamento ao chegar no local.

Esta foi a minha segunda corrida depois da fratura, larguei com cuidado e segui num ritmo de trote. Tentei não pensar na queda e quando me aproximei do lugar reduzi um pouco o meu ritmo e dei uma olhada ao mesmo tempo rápida e detalhada.

Segui adiante procurando manter o ritmo. Pouco depois da marca dos dois quilômetros acelerei um pouco a minha passada e consegui correr por cerca de trezentos metros. Como não tinha definido nenhuma estratégia para a prova preferi manter um ritmo confortável alternando o trote com um pouco de caminhada.

Assim fui me preservando para os últimos quilômetros da prova. Por uma falha da sinalização da organização não entrei no portão que dava acesso ao interior do estádio, onde terminava o percurso.

Sendo assim percorri 8,54 km em 1 hora 07 minutos e 01 segundo. Neste ritmo eu completaria os dez quilômetros em em 1 hora, 18 minutos e 48 segundos, o  meu novo recorde para a distância.

Não estava preocupado com o meu tempo na prova. Primeiramente queria passar pelo local da queda sem traumas e depois queria voltar a correr.

O meu próximo desafio será a etapa Outono do Circuito das Estações.

Corrida de superação

Hoje aconteceu a primeira etapa do Circuito de Corridas de Rua de Curitiba promovido pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude. Seria apenas mais uma corrida de 10 km mas para mim ela tinha um desafio muito grande.

Durante um treino no dia vinte e seis de março sofri uma queda. O resultado foi uma fratura de três centímetros na cabeça do úmero na intersecção com o manguito rotador. Para completar o quadro também uma bursite acromial.

O úmero é um osso longo e o maior do membro superior articulando com a escápula, o rádio e com a ulna através das articulações do ombro e do cotovelo. A cabeça do úmero articula-se com a cavidade glenóide da escápula.

O manguito rotador é um grupo de músculos e seus tendões que age para estabilizar o ombro. No meu caso os tendões e os ligamentos foram preservados.

Na terça-feira questionei o ortopedista a respeito da fratura e se ela me impedia de correr. Ele me respondeu que não havia nenhum comprometimento e que eu poderia correr normalmente. A única recomendação era de que o movimento dos braços fossem suaves.

Não estabeleci nenhuma estratégia de corrida principalmente com relação ao tempo de conclusão da prova. Larguei com cuidado e segui num ritmo lento, não fiz ultrapassagens arriscadas e mesmo quando tinha espaço disponível não acelerei.

Preferi alternar o trote lento com a caminhada passei a acelerar as minhas passadas quando entrei no último quilômetro. Sem dúvida o que mais me incentivou durante o percurso foi quando ouvi a Marcha da Vitória nos meus fones. Lembrei dos momentos dramáticos vividos pelo ídolo Ayrton Senna nas voltas finais da sua primeira vitória no Brasil.

Terminei a prova em 1 hora 26 minutos 23 segundos, mas o tempo pouco importou pois o que mais interessava era chegar bem ao final do percurso. Sei que nas próximas corridas ainda não terei condições para acelerar as minhas passadas. Vou precisar de um tempo para adquirir uma segurança para voltar a correr.

 

 

Batel Run 2016

Neste domingo participei da minha segunda prova da temporada. A corrida Batel Run teve a sua largada na Praça da Espanha, local que marcou a minha infância. Desde o início sabia que teria dificuldades para enfrentar as diversas subidas do percurso.

Poucos metros depois da largada após a primeira curva enfrentei a primeira subida. Segui mantendo um bom ritmo sem forçar nas ultrapassagens. Em seguida passei a alternar entre o trote e a caminhada visando me preservar para as outras subidas mais adiante.

Cheguei na marca de cinco quilômetros com o tempo 38:57, portanto se mantivesse o ritmo conseguiria completar a prova antes dos oitenta minutos. Mesmo tendo espaço suficiente para fazer ultrapassagens achei melhor seguir com o trote.

Sem dúvida o trecho mais complicado do percurso foi a Martin Afonso com as suas muitas subidas e descidas alternadas. Aproveitei para acelerar um pouco as passadas nas descidas e em todas as oportunidades o Adidas Ultra Boost correspondeu imediatamente.

Depois de enfrentar a última subida comecei a acelerar e acompanhar a distância que faltava para o final. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 1:19:59, portanto abaixo dos esperados oitenta minutos.

Sei que cometi alguns erros durante a prova mas que certamente serão corrigidos nas próximas corridas, pois aos poucos vou me acostumar com a distância de 10 km. Enfim, valeu a pena participar de uma prova bem organizada e conquistar mais uma medalha para a minha coleção.

Meus números foram os seguintes:

Calorias: 1.621

BPM médio: 163

Velocidade máxima atingida: 20,40 km/h

Distância Tempo Frequência Cardíaca Média
1.00 KM 00:06:43 173 BPM
2.00 KM 00:08:18 168 BPM
3.00 KM 00:08:03 166 BPM
4.00 KM 00:06:46 169 BPM
5.00 KM 00:09:07 156 BPM
6.00 KM 00:09:41 153 BPM
7.00 KM 00:07:51 166 BPM
8.00 KM 00:09:10 142 BPM
9.00 KM 00:07:45 178 BPM
10.00 KM 00:06:35 171 BPM
1:19:59

 

Corrida da Ponte

Neste domingo teve início a temporada 2016 de  corridas de rua. A prova foi realizada onde está localizada a Ponte Estaiada de Curitiba. Ela marcou o começo de uma nova fase para mim, deixei a linha do conforto do 5 KM e resolvi encarar os 10 KM.

O percurso da prova tinha cinco quilômetros, portanto na prova de dez seriam duas voltas. Como moro perto da ponte tive oportunidade de treinar no local em alguns dias. Sabia que a minha principal dificuldade seria coordenar o cérebro e as pernas para a nova distância, afinal de contas estava acostumado com as provas de 5 KM.

Larguei com tranquilidade e procurei me preservar para enfrentar as subidas. Aproveitei os trechos de descida para realizar algumas ultrapassagens. Completei o primeiro quilômetro em um tempo bem abaixo do esperado.

Ainda tinha nove quilômetros pela frente e passei a alternar o trote com a caminhada. A minha maior preocupação era a de completar a prova bem não importando o tempo. Quando olhava para o relógio era para verificar a frequencia cardíaca e o ritmo atual, nem prestava atenção no tempo decorrido.

Consegui manter um ritmo constante ao longo do terceiro e do quarto quilômetros. No entanto neste trecho encontrei uma dificuldade que me deixou irritado. Um menino de bicicleta mudava de direção a todo instante e eu não conseguia ultrapassá-lo.

Completei a primeira volta da prova em 38:42, agora tinha mais cinco quilômetros pela frente. Apesar de ter um bom espaço livre preferi seguir em ritmo lento do que acelerar. Caminhei mais do que trotei, pois escolhi poupar as minhas energias para os 100 metros finais.

Quando iniciei o último quilômetro percebi um carro ao meu lado buzinando. Me acompanhou por cerca de duzentos metros e me incentivou. Aliás durante toda a prova vi pessoas me incentivando.

Passei então a controlar a distância que faltava para o final. Ao meu lado tinha uma garota que estava fazendo a sua primeira prova de 10 km. Fui acelerando aos poucos e quando cheguei na mar de cem metros para o final iniciei a minha arrancada.

Como tinha treinado tiros de 100 m com o Adidas Ultra Boost foi muito fácil acelerar. Ao cruzar a linha de chegada ouvi a mensagem do aplicativo Adidas com os dados finais: distância percorrida, tempo decorrido, calorias gastas e ritmo.

Não prestei atenção pois costumo analisar os dados em casa com mais calma. Mas um dos dados ouvi claramente: o ritmo de 4:06. O Ultra Boost proporciona uma boa aceleração em um tiro de 100 m.

Ufa, primeira corrida de 10 km do ano cumprida. Sei que tenho muito o que melhorar para as próximas provas. Agora a Corrida da Ponte faz parte do passado e o foco está voltado para a corrida Batel Run no dia 31 de janeiro.

Valeu a pena ter participado da prova e ter encontrado várias pessoas amigas. Sem dúvida foi muito bom ouvir o pessoal me incentivando ao longo do percurso.

Estes são os dados da minha telemetria.

Distância Tempo Tempo Frequência Cardíaca Média
1.00 KM 00:06:43 00:06:43 136 BPM
2.00 KM 00:08:12 00:14:55 155 BPM
3.00 KM 00:07:43 00:22:38 174 BPM
4.00 KM 00:07:45 00:30:23 175 BPM
5.00 KM 00:08:19 00:38:42 148 BPM
6.00 KM 00:08:02 00:46:44 147 BPM
7.00 KM 00:08:08 00:54:52 156 BPM
8.00 KM 00:07:54 01:02:46 170 BPM
9.00 KM 00:08:30 01:11:16 175 BPM
10.00 KM 00:08:03 01:19:19 142 BPM

Calorias: 1.546

Velocidade Máxima: 14,60 KM/H

Qual a medalha mais bonita?

Desde o mês de setembro de 2011 tive a oportunidade de participar de diversas corridas de rua.  Cada uma delas com as suas particularidades no percurso. Antes mesmo da largada uma grande expectativa tomava conta de mim. Enquanto fazia o aquecimento e o alongamento imaginava as dificuldades que enfrentaria pela frente.

Sem dúvida o primeiro obstáculo seria a largada, um momento que se assemelha muito a um estouro de boiada. Um grupo numeroso de corredores sai correndo desesperadamente sem uma direção definida. Prefiro largar devagar para evitar me envolver na confusão e sofrer uma queda, depois vou acelerando aos poucos e procuro espaços para fazer as ultrapassagens.

Até hoje não consegui entender o motivo porque as pessoas correm tanto na largada. Afinal de contas elas terão uma longa distância para percorrerem. Devo admitir que nas primeiras corridas eu largava neste ritmo forte, pois não queria atrapalhar os outros participantes que vinham logo atrás.

Sendo assim, o meu primeiro quilômetro da corrida era o mais rápido e na sequencia não conseguia manter o ritmo. Perto de completar o quarto quilômetro conseguia me recuperar. Foi difícil mas com o passar do tempo passei a me controlar no início da prova para poder acelerar o ritmo mais adiante de acordo com as características do percurso.

É claro que o ideal é sempre correr melhor do que na prova anterior. Poder superar uma marca pessoal é algo sensacional, mas nem sempre isto é possível. Independentemente do que acontece ao longo da prova o mais importante de tudo é que logo depois da linha de chegada tem uma medalha me esperando. No começo guardava as minhas medalhas numa caixa, depois de algum tempo faltou espaço para guardar tanta medalha.

Hoje elas estão posicionadas lado a lado em um porta-medalhas. Por diversas vezes eu fui questionado a respeito de qual medalha considero mais bonita. Posso dizer que é muito difícil responder, pois cada uma delas tem um significado. No entanto, é impossível não lembrar do personagem Mutley!

 

Mutley
Mutley
Medalha, medalha, medalha!!!
Medalha, medalha, medalha!!!