CIRCUITO VIRTUAL RUN THE WORLD

O circuito é uma realização da Elite Eventos com o objetivo de motivar os atletas a manterem uma atividade física regular .

Devido ao espaço limitado no quintal da minha casa escolhi a modalidade corrida de três quilômetros para participar das etapas NOVA YORK, RIO DE JANEIRO, LONDRES, TÓQUIO, CAIRO e SIDNEY.

No dia vinte e quatro de abril realizei a primeira etapa. Montei um percurso de cinquenta metros, por causa da distância curta não consegui manter o mesmo ritmo que estava acostumado a fazer na rua.

Depois de alguns minutos me adaptei ao ritmo de trote.

Nas etapas seguintes resolvi testar o uso da máscara. A respiração é muito complicada e tive que reduzir o meu ritmo. Foi uma experiência muito desgastante.

No dia vinte e quatro de maio completei a sexta e última etapa. Alguns dias depois recebi as medalhas e o troféu.

A última vez que recebi uma medalha após uma corrida foi no dia dezesseis de fevereiro. Correr em casa é completamente diferente de correr na rua, mas fiquei contente por ter completado o circuito.

 

Jolie fala sobre as crianças e o COVID-19 em artigo

Em um artigo publicado no dia 09 de Abril de 2020 pela renomada revista TIME, Angelina Jolie escreveu sobre a pandemia do COVID-19 e a vulnerabilidade das crianças ao redor do mundo. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil.

Escrito por Angelina Jolie

Das muitas maneiras pelas quais a pandemia está nos fazendo repensar nossa humanidade, nenhuma é mais importante ou urgente do que a proteção geral das crianças. Elas podem não ser tão suscetíveis ao vírus quanto outros grupos, mas são especialmente vulneráveis a muitos dos impactos secundários da pandemia na sociedade.

As consequências econômicas do COVID-19 foram rápidas e brutais. As proibições e os pedidos para que as pessoas permaneçam em suas casas resultaram na perda de empregos e insegurança econômica, aumentando a pressão e a incerteza para muitas famílias. Sabemos que o estresse em casa aumenta o risco de violência doméstica, seja em uma economia desenvolvida ou em um campo de refugiados.

Na América, estima-se que 1 em cada 15 crianças é exposta à violência doméstica a cada ano – 90% delas são testemunhas oculares da violência. Uma média de 137 mulheres em todo o mundo são mortas por um parceiro ou membro da família todos os dias. Nunca saberemos em quantos desses casos há uma criança no quarto ao lado – ou no próprio quarto.

Isolar uma vítima da família e dos amigos é uma tática bem conhecida de controle por parte dos agressores. Isso significa que o distanciamento social necessário pode, inadvertidamente, alimentar um aumento direto no trauma e no sofrimento de crianças vulneráveis. Já existem relatos de um aumento na violência doméstica em todo o mundo, incluindo assassinatos violentos.

Chega no momento em que as crianças são privadas das próprias redes de apoio que as ajudam a lidar com o problema: de seus amigos e professores de confiança, às atividades após a escola e às visitas à casa de um parente querido que proporcionam uma fuga de seu ambiente abusivo.

O COVID-19 separou as crianças de seus amigos, da educação regular e da liberdade de movimento. Com mais de um bilhão de pessoas vivendo trancadas em casa ao redor do mundo, tem havido muito foco em como evitar que as crianças falhem na questão da educação, bem como em elevar seus espíritos e mantê-las alegres durante o isolamento.

Para muitos estudantes, as escolas são uma fonte de oportunidades e uma espécie de escudo, oferecendo proteção – ou pelo menos uma suspensão temporária – da violência, exploração e outras circunstâncias difíceis, incluindo exploração sexual, casamento forçado e trabalho infantil.

Não trata-se apenas do fato de que as crianças perderam suas redes de apoio. O isolamento também significa menos olhos adultos voltados para suas situações. Em casos de abuso infantil, os serviços de proteção são mais frequentemente acionados por terceiros, como professores, orientadores, coordenadores de programas após a escola e por treinadores.

Tudo isso gera a questão: o que estamos fazendo agora para proteger as crianças vulneráveis de sofrerem danos durante o confinamento que as afetarão pelo resto de suas vidas?

Estávamos despreparados para esse momento porque ainda precisamos levar a proteção das crianças suficientemente a sério como sociedade. Os impactos profundos e duradouros do trauma na saúde das crianças são pouco compreendidos e muitas vezes minimizados. As mulheres que encontram forças para contar a alguém sobre seus abusos, costumam ficar chocadas com a quantidade de pessoas que optam por não acreditar nelas, dão desculpas por comportamentos abusivos ou as culpam. Muitas vezes, elas não estão preparadas para o risco de serem reprovadas pelo sistema de bem-estar infantil com poucos recursos, ou para encontrar juízes e outros profissionais do direito que não são treinados para lidar com trauma, com relacionamentos abusivos e que não levam a sério os efeitos gerados nas crianças.

Há sinais de esperança. No meu estado natal, Califórnia, a Dra. Nadine Burke Harris argumentou que a violência doméstica e outras Experiências Adversas na Infância (Adverse Childhood Experiences ACEs) são os principais componentes dos problemas de saúde mais destrutivos e dispendiosos dos Estados Unidos. Ela está liderando uma unidade que busca realizar uma triagem de rotina nas crianças, que passam por essas experiências adversas, pelos prestadores de cuidados de saúde visando possibilitar intervenções precoces.

Embora estejamos fisicamente separados um do outro sob a quarentena, podemos fazer questão de ligar para familiares ou amigos, principalmente onde sabemos ter alguém que seja vulnerável. Podemos nos educar sobre os sinais de estresse e violência doméstica, saber o que procurar e com que seriedade devemos ver aquilo . Podemos ajudar os abrigos locais de nossas cidades que recebem vítimas de violência doméstica.

A Parceria Global para Acabar com a Violência contra as Crianças (Global Partnership to End Violence Against Children) oferece vários recursos para ajudar a proteger as crianças durante a pandemia, incluindo guias online sobre como mantê-las seguras e sobre como conversar com as crianças a respeito de questões difíceis. A Rede de Atendimento Infantil (Child Helpline Network) pode encaminhar pais, ou qualquer pessoa preocupada, a um número de telefone para pedir conselhos e informações. E existem sites que podem ajudar se você tiver preocupações sobre seu próprio relacionamento.

Costuma-se dizer que é preciso uma vila para criar um filho. Será necessário um esforço de todo o país para oferecer às crianças a proteção e os cuidados que merecem.

Fonte: Angelina Jolie Brasil

Artigo original: Children Seem to Be Less /vulnerable to the Coronavirus. Here´s the Pandemic May Still Put Them at Risk

 

 

CORRIDA VIRTUAL

A corrida virtual vem ganhando muitos adeptos entre os corredores. Ela pode ser realizada no horário e no local que o corredor escolher.

Basta escolher o kit que deseja receber casa, escolher a distância e realizar a inscrição.

Por causa da pandemia de coronavirus as corridas de rua deixaram de ser realizadas.

Quem mora em apartamento ou não possui espaço disponível em casa teve que afastar os móveis para poder montar um percurso de poucos metros para a sua corrida.

Quem tem em quintal em casa conseguiu um espaço um pouco melhor para continuar praticando a corrida.

Em casa consegui montar um percurso de cerca quarenta metros. Mas por causa das limitações não consigo desenvolver o mesmo ritmo quando corro na rua.

Recentemente fiz a minha inscrição no circuito virtual RUN THE WORLD, organizado pela Elite Eventos. 

O circuito virtual acontece nas modalidades: CORRIDA ou ATIVIDADE FÍSICA com mínimo de 500 calorias, na modalidade CORRIDA há as opções de distâncias de 3KM, 5KM e 10KM.

Considerando o meu espaço limitado escolhi a distância de 3 km.

Já participei de três das seis etapas do circuito.  Posso dizer que foram corridas bem diferentes daquelas que estou acostumado a participar nas ruas de Curitiba.

Atualmente vivemos entre tantas incertezas. Não temos a menor ideia de quando poderemos voltar a correr nas ruas nem quais serão as condições.

 

#TBT MAIO 2019

O mês de maio foi marcado por três corridas.

 

SENNA DAY FESTIVAL

No dia 1º de maio de 2019 o legado do Ayrton Senna completou vinte e cinco anos. Para marcar a data o Instituto Ayrton Senna promoveu o SENNA DAY FESTIVAL, evento realizado no Autódromo de Interlagos com a presença de diversas atrações.

Tive a oportunidade de participar da corrida de 5 KM. Sabia que aquela seria uma corrida completamente diferente das que participei.

Desde o início não tive a menor preocupação no tempo para completar o percurso pois o mais importante era aproveitar o momento e lembrar do meu ídolo.

Alguns minutos antes da largada o meu coração estava acelerado. Os corredores cantando Olê, Olê, Olê, Senna, Senna.

Segui em um ritmo tranquilo pois queria aproveitar a vista incrível da pista.

Aproveitei cada metro da pista, caminhei, trotei e corri. Também incentivei outros corredores lembrando da primeira vitória do Senna no Brasil quando as últimas voltas ele deu apenas com a sexta marcha.

Foi uma experiência incrível correr na pista de Interlagos. Uma corrida completamente diferente das que tive a oportunidade de participar.

 

MEIA MARATONA INTERNACIONAL DE CURITIBA

No primeiro domingo de maio tive a oportunidade de participar da minha sexta meia maratona.

Um ano depois eu voltei ao local para enfrentar novamente os vinte e um quilômetros. O meu grande desafio era fazer uma meia maratona diferente daquela de 2018.

Decidi seguir em um ritmo tranquilo e confortável. Desde o início fui me preservando para enfrentar os trechos mais complicados.

Duas horas depois da largada passei pela placa dos 14 KM. Mantendo o ritmo conseguiria terminar no tempo limite de três horas. Segui adiante com muito cuidado.

Para me incentivar desde o momento da largada ouvi o Tema da Vitória, música que marcou as conquistas do meu ídolo Ayrton Senna. A cada passo eu ficava mais perto da linha de chegada. Quando faltavam cerca de quinhentos metros senti algumas dores na panturrilha esquerda e depois na direita.

Respirei fundo e lembrei da última volta do Senna no GP do Brasil de 1991 apenas com a sexta marcha.

Quando entrei na reta de chegada percebi várias pessoas aplaudindo e me incentivando. Ouvindo o Tema da Vitória fui com muito cuidado e com passos lentos. Neste momento o choro foi inevitável.

Terminei a minha sexta Meia Maratona com o tempo de três horas e sete minutos. Na maior parte do percurso eu estava sozinho e mantive tranquilo e com foco no meu objetivo.

Não completei os vinte e um quilômetros em menos do que três horas. Mas o mais importante que consegui superar a lembrança do sofrimento da prova de 2018.

 

2ª CORRIDA DA CASA MILITAR

Para encerrar o mês de maio participei da Corrida da Casa Militar, órgão de assessoramento e apoio ao Governo do Estado do Paraná. O local da largada foi o Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado.

O percurso das provas de cinco e de dez quilômetros era bastante conhecido dos corredores apesar de algumas alterações em relação que é utilizado em outras corridas realizadas.

Sem dúvida o grande desafio para os corredores era enfrentar o frio de aproximadamente 8ºC. Larguei com cuidado e procurei fazer algumas ultrapassagens logo no início da corrida.

Segui em um ritmo confortável até chegar na placa que marcava 4 KM, quando então comecei a acelerar o ritmo das minhas passadas,

Completei o percurso em 36:48, o meu melhor tempo no ano em corridas de 5 KM. Fiquei muito contente com o resultado. O frio não atrapalhou a minha corrida.

#TBT MAIO 2018

No dia seis de maio de 2018 participei da Meia Maratona Internacional de Curitiba.

Pela terceira vez enfrentei a distância de 21 KM.

Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade e escolhi seguir em um ritmo confortável.

Tão logo entrei no km 12 as primeiras dores apareceram na panturrilha direita, justamente no trecho do percurso onde poderia desenvolver uma boa velocidade.

Diante daquela situação mudei a minha estratégia de corrida e passei a alternar  a caminhada com o trote lento pois fiquei com medo que a dor voltasse.

Alguns metros depois de iniciar o km 16 foi a vez de doer a panturrilha esquerda. Continuei caminhando lentamente e com muito cuidado conseguia trotar com alguma dificuldade.

Como estava sozinho não tinha com quem compartilhar as minhas dificuldades e pegar um pouco de energia positiva. Pouco antes de completar a distância de dezoito quilômetros dois socorristas e um monitor se aproximaram com as suas motos.

Um deles me perguntou se eu queria terminar a prova. Respondi que sim, pois se tinha chegado até ali iria até o fim. Ele falou que eu poderia ficar tranquilo e me acompanharia até o final.

Tinha três longos quilômetros pela frente e passei a me questionar onde poderia buscar motivação para continuar.

Fiz uma breve viagem no tempo até chegar no dia 24 de março de 1991. Naquele domingo em Interlagos Ayrton Senna venceu pela primeira vez o GP do Brasil apenas com a sexta marca do seu carro.

Enfim nada poderia me impedir de terminar a minha terceira meia maratona. Os carros que passavam por mim buzinavam e as pessoas gritavam palavras de incentivo.

Os meus pensamentos e energias estavam todos direcionados para a linha de chegada.

Quando faltavam cerca de duzentos metros tentei aumentar um pouco o ritmo das passadas. Mas como não tinha forças segui bem devagar.

Vi várias pessoas me aplaudindo e incentivando.

Algumas gritavam o meu nome, mas eu não conseguia identificar as vozes.

Pouco antes de cruzar a linha de chegada fiz questão de agradecer aqueles que me escoltaram ao longo de três quilômetros.

Esta não foi a meia maratona que imaginei para mim. Mas tenho a plena certeza que contei com a energia e o incentivo de um grande número de pessoas.

Alguns dias depois a minha história foi contada no site  EU ATLETA com o título “Memórias do último: corredor supera obstáculos e dores por conquista pessoal”.

Nos dias seguintes recebi inúmeras mensagens de pessoas ligadas ao mundo das corrida de rua. Fiquei emocionado com a quantidade de carinho e energia positiva.

Por causa do meu exemplo de superação me tornei um inspirador para muitos corredores.

Devo confessar que durante muito tempo me questionei o que tinha feito para ser considerado inspirador.

Hoje me sinto orgulhoso.

#TBT MAIO 2017

MEIA MARATONA ECOLÓGICA DE CURITIBA

Depois de ter enfrentado várias provas de 10 km durante o ano de 2016 e no início de 2017 chegou o momento de encarar os 21 km da Meia Maratona Ecológica de Curitiba.

Passei a aumentar a distância dos meus treinos para me preparar física e mentalmente para a distância que enfrentaria.

No entanto, a distância de 21 km não significa 10 + 10 + 1, pois existem muitos fatores envolvidos durante a corrida. Sendo assim preferi manter um ritmo de trote lento. Ao longo do percurso recebi várias palavras de incentivo, principalmente quando passei da marca dos 17 km.

Ao passar em cada cruzamento procurava cumprimentar quem estava ali para ir recolhendo energias positivas.

Em um certo momento vi uma garota vindo em sentido contrário. Ao bater na minha mão ela resolveu me acompanhar. Seguimos juntos por cerca de dois quilômetros. Como ela não tinha número de inscrição perguntei o seu nome quando nos separamos e agradeci a sua companhia.

Continuei no trote lento e ao chegar na rotatória em frente da Prefeitura vi que tinha cerca de duzentos metros até a linha de chegada. Era o momento de usar o pouco de energia que me restava.

Contornei a rotatória e quando ia acelerar as passadas senti a panturrilha esquerda. Comecei a mancar e logo lembrei do meu ídolo Ayrton Senna nas voltas finais do GP do Brasil de 1991.

Muitos pensamentos passaram pela minha cabeça, olhei para o lado e vi várias pessoas me incentivando e mandando energias positivas. A dor passou e eu consegui completar a prova com o tempo de 3:14:59.

 

#TBT MAIO 2016

O mês de maio de 2016 foi marcado por quatro corridas.

CIRCUITO DAS ESTAÇÕES OUTONO

A corrida tinha um significado muito especial para mim pois teria a oportunidade de homenagear o meu ídolo Ayrton Senna. O boné lembrava o capacete, a camisa de manga comprida preta lembrava a Lotus, a camiseta vermelha representava a McLaren e os três títulos mundiais, o tênis amarelo lembrava a cor do capacete de 1985, ano da primeira vitória na F1.

No momento da largada a temperatura era de 2ºC. Segui num ritmo de trote lento e com muito cuidado para não me envolver em confusão. Fui me controlando até passar pela marca do três quilômetros.

Como estava me sentindo confiante resolvi aumentar o ritmo das minhas passadas e mantive controlado nos próximos três quilômetros. Caminhei nos trechos de subida do sétimo quilômetro.

Ao iniciar o quilômetro oito acelerei o ritmo e procurei reservar as energias para os instantes finais da prova.

Completei o percurso em 1 hora 18 minutos 38 segundos, o meu novo recorde para a distância de 10 km. Fiquei muito surpreso e feliz com o resultado, afinal de contas estava me recuperando de uma lesão e corri me inspirando no eterno ídolo Ayrton Senna.

 

MEIA MARATONA ECOLÓGICA DE CURITIBA

Esta é uma das provas tradicionais de Curitiba com corridas nas distâncias de 5, 10 e 21 quilômetros e conta com a participação de cerca de três mil corredores das mais diversas idades, inclusive cadeirantes.

A temperatura era de 11ºC, perfeitamente compatível com a nossa cidade. Cheguei cedo ao local de largada no Centro Cívico. Fiz os exercícios de alongamento e aquecimento e procurei um canto para ficar sozinho me concentrando.

A primeira largada aconteceu às 6:50 para os corredores cadeirantes. Dez minutos depois largaram os corredores que enfrentariam os 21 km da meia maratona. Os demais corredores, das distâncias de 5 e 10 km, largaram vinte minutos depois.

Larguei com cuidado para não me envolver em confusões. Procurei manter o mesmo ritmo pela maior distância possível e alternei um pouco de trote com caminhada. Poupei as minhas energias para o final da prova.

Como estava me recuperando de uma lesão no ombro esquerdo não tinha nenhuma preocupação com o tempo em que terminaria os 10 km. A maior preocupação era correr sem dores e concluir a prova bem fisicamente.

Fiquei muito contente por ter completado mais uma corrida de dez quilômetros. Corri com muita calma e sempre inspirado no meu ídolo Ayrton Senna.

Para a minha surpresa o tempo final foi de 1 hora 17 minutos e 05 segundos, o meu novo recorde pessoal para a distância de dez quilômetros.

 

1ª CORRIDA SOLIDÁRIA PROVOPAR ESTADUAL E BPTRAN

Logo que acordei às cinco horas da manhã percebi que estava chovendo e fiquei preocupado com a realização do evento. Mesmo assim segui com a minha rotina normal dos dias em que vou participar de uma corrida.

A chuva deu uma trégua algum tempo depois mas voltou a cair por volta das 6:30 quando saí de casa rumo ao local da largada. Chegando lá percebi uma chuva fraca apesar das muitas nuvens escuras no céu. Sem dúvida a preocupação era em relação ao momento da largada que estava prevista para às 8:10 horas.

Durante todo o tempo procurei me manter calmo e aguardei pelo momento da largada apesar da expectativa em torno da chuva. A única certeza era que em algum momento da prova ela estaria presente.

Antes mesmo da marca do primeiro quilômetro começou uma chuva forte. Muitos corredores preferiram aumentar o seu ritmo mas eu escolhi manter um ritmo seguro tomando cuidado com as inúmeras poças d’água.

Nos momentos em que a chuva deu uma trégua tive a oportunidade de correr um pouco mais e realizar algumas ultrapassagens. Mas a segurança estava sempre em primeiro lugar. Desta forma segui até o final da prova.

Ao cruzar a linha de chegada travei o cronômetro mas não me preocupei em ver qual tinha sido o tempo decorrido para completar o percurso. Depois que cheguei em casa tomei um bom banho quente e então passei a analisar as minhas parciais da corrida.

Foi então que para a minha enorme surpresa verifiquei que completei os dez quilômetros em uma hora, dezesseis minutos e dez segundos, o meu novo recorde pessoal.

 

STADIUM MARATHON

A Stadium Marathon é uma corrida em cujo percurso estão os estádios Durival Britto e Silva (Vila Capanema), Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada) e Major Antonio Couto Pereira (Alto da Glória).

Às 7:30 horas os corredores saíram para as provas de cinco e onze quilômetros. A largada foi com chuva e exigiu muito cuidado. Como conhecia uma parte do percurso procurei manter um ritmo constante e sem tentar fazer ultrapassagens arriscadas.

Além disso, como sabia das dificuldades que enfrentaria na segunda metade da prova procurei poupar as minhas energias. Mesmo nos locais onde tinha a oportunidade de correr num ritmo mais rápido escolhi dar prioridade para a segurança, afinal de contas o asfalto molhado exige um cuidado redobrado.

De acordo com a organização da prova o percurso teria a distância de onze quilômetros, ou seja, um a mais que os habituais dez quilômetros da maioria das provas. Procurei manter no meu campo visual os corredores que iam cerca de cinquenta metros na minha frente.

Ao passar pela marca de 10 km acelerei um pouco o meu ritmo com o objetivo de reduzir a distância que me separava deles. No entanto, para a minha surpresa atingi os 11 km bem antes da entrada do estádio da Vila Capanema.

Sem saber qual a distância que tinha a percorrer acelerei o ritmo das minhas passadas, ultrapassei os dois corredores que estavam poucos metros adiante e segui sem olhar para trás. Após cruzar a linha de chegada a distância percorrida era de doze quilômetros, um a mais do que o previsto.

 

Posso dizer que as quatro corridas foram muito importantes para a minha recuperação. Aos poucos comecei a recuperar o meu ritmo de corrida .

#TBT MAIO 2015

O mês de maio de 2015 foi marcado por três corridas de cinco quilômetros.

A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações. O percurso voltou a ser o mesmo de 2013, com a largada no Jockey Clube do Paraná. Cheguei cedo e fui logo pegar o meu chip. Enquanto isto o locutor avisava que corredores não inscritos não poderiam entrar no pelotão de largada.

Encontrei algumas pessoas conhecidas com quem conversei e desejei boa sorte.

Larguei com muito cuidado e preferi me poupar para ter mais energias no último quilômetro. Segui acelerando e nos cem metros finais acelerei as minhas passadas.  Completei o percurso em trinta e sete minutos e quarenta e sete segundos. Fiquei satisfeito com o tempo levando em consideração o frio no início da prova.

Duas semanas depois participei da prova de cinco quilômetros da Meia Maratona Ecológica de Curitiba.

O fato de conhecer o percurso ajudou bastante. A largada foi em frente ao Museu Oscar Niemeyer, um dos belos pontos turísticos de Curitiba.

Apesar do frio consegui manter um bom ritmo no início da prova. Enfrentei alguns problemas na primeira metade do percurso e sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM. Fui controlando o ritmo e nos cem metros finais acelerei as passadas rumo a chegada.

Completei o percurso no tempo de 36 min 21 seg. Valeu a pena participar de mais uma corrida e ganhar mais uma medalha. Encontrei várias pessoas conhecidas antes, durante e depois da prova.

Para encerrar o mês de maio participei da prova de cinco quilômetros da Graciosa Run, promovida pelo Graciosa Country Club e contou com cerca de mil participantes entre corredores de 5 e 10 KM e de caminhantes.

A temperatura era de 11ºC e exigiu um bom aquecimento antes da largada. O primeiro quilômetro foi completado em sete minutos e trinta e cinco segundos. No segundo quilômetro consegui correr um pouco mais rápido e completei em seis minutos e quarenta e cinco segundos, tirei proveito dos trechos de descida para aumentar o meu ritmo e deixar para trás os corredores mais lentos.

Normalmente no meio do terceiro quilômetro fica o posto de hidratação. Como o asfalto fica molhado neste trecho precisei tomar muito cuidado para não escorregar e sofrer um queda.

Fechei o terceiro quilômetro em sete minutos e cinquenta segundos, na sequencia aproveitei os trechos de descida para acelerar o meu ritmo.

Ao passar pela placa que marcava 4 KM olhei para o cronômetro e notei que o tempo decorrido era de vinte e nove minutos e dez segundos. Não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM (34 min 20 seg) e seria difícil de baixar o meu tempo da Graciosa Run de 2013 (35 min 29 seg).

Fui me controlando para ter energia para enfrentar o trecho de subida no final. Completei a prova em trinta e seis minutos cravados, distante do tempo da corrida de 2013 mas o meu melhor tempo em 2015.

 

 

#TBT SENNA DAY FESTIVAL

No dia 1º de maio de 2019 o legado do Ayrton Senna completou vinte e cinco anos. Para marcar a data o Instituto Ayrton Senna promoveu o SENNA DAY FESTIVAL, evento realizado no Autódromo de Interlagos com a presença de diversas atrações.

Tive a oportunidade de participar da corrida de 5 KM. Sabia que aquela seria uma corrida completamente diferente das que participei.

Desde o início não tive a menor preocupação no tempo para completar o percurso pois o mais importante era aproveitar o momento e lembrar do meu ídolo.

Alguns minutos antes da largada o meu coração estava acelerado. O meu frequencímetro marcava 110 BPM. Os corredores cantando Olê, Olê, Olê, Senna, Senna.

Como não tinha nenhuma preocupação com o tempo para concluir o percurso segui em um ritmo tranquilo pois queria aproveitar a vista incrível da pista.

Aproveitei cada metro da pista, caminhei, trotei e corri. Também incentivei outros corredores lembrando da primeira vitória do Senna no Brasil quando as últimas voltas ele deu apenas com a sexta marcha.

Foi uma experiência incrível correr na pista de Interlagos. Uma corrida completamente diferente das que tive a oportunidade de participar.

Depois de receber a minha medalha, peguei um copo d’água para me hidratar. Fui até o posto médico para verificar a minha pressão arterial depois de tantas emoções. Para a minha surpresa a pressão estava em 12:8.

26 ANOS SEM AYRTON SENNA

Para muitas pessoas o dia 1º de maio de 1994 não passa de uma data distante perdida no calendário.
 
Mas para milhares de outras pessoas espalhadas pelo mundo aquele dia jamais será esquecido. Um domingo muito triste que marcou a perda de um grande ídolo.
 
Vinte e seis anos se passaram e até hoje nos questionamos porque a carreira do nosso ídolo terminou naquela maldita curva Tamburello.
 
Inúmeras explicações foram apresentadas na tentativa de mostrar como tudo aconteceu.
 
Enfim, o ídolo se foi, mas ficou o mito.
 
Os domingos nunca mais foram os mesmos sem aquele piloto do capacete amarelo com uma lista azul e outra verde.
 
Perdi o interesse pela F1, surgiram outros pilotos vencedores e que conquistaram campeonatos, mas nenhum como o Senna.
 
Mesmo tantos anos depois o Ayrton Senna é admirado no mundo todo, inclusive por pessoas que sequer eram nascidas em 1994.
 
Particularmente preservo a memória do meu ídolo através da minha coleção de miniaturas, bem como do meu site AYRTON SENNA PARA SEMPRE.

No dia 1º de maio de 2019 participei do Senna Day, evento promovido pelo Instituto Ayrton Senna para marcar os vinte e cinco anos do legado do Ayrton Senna.

Corri a prova de cinco quilômetros no circuito de Interlagos. Mas esta foi uma corrida bem diferente daquelas que estou acostumado a participar nas ruas.

Em nenhum momento me preocupei em quanto tempo completaria o percurso. Aproveitei para admirar a vista e sentir a energia incrível.

Foi muito emocionante poder homenagear o meu ídolo na pista onde ele proporcionou muitas alegrias aos seus torcedores.

Em seguida visitei a exposição com inúmeros itens relacionados ao Senna.

Foi um dia que ficará guardado na minha memória.

 

Desde 2012 sou corredor de rua, uso o boné com as cores do capacete e me inspiro no Ayrton Senna quando enfrento dificuldades.

 

 

 

 

 

Valeu Ayrton!