#TBT JUNHO 2015

21/06 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

No sábado verifiquei qual seria a previsão do tempo. Para o horário da prova a temperatura era de 10ºC, condição climática que indicava que seria uma corrida difícil.

Por causa do frio resolvi sair em um ritmo lento e tomando cuidado para não me envolver em confusões. Aproveitei os trechos de descida para acelerar um pouco permaneci no mesmo ritmo por dois quilômetros.

Desde o início sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos cinco quilômetros, mas poderia melhorar o meu tempo de 2015. Procurei os espaços vazios para realizar as ultrapassagens e acelerar rumo a linha de chegada.

Para a minha surpresa terminei o percurso em 35 min 15 seg. Antes da corrida a minha intenção era baixar de 36 minutos, que era o melhor este ano.

 

28/06 – STADIUM MARATHON

Esta é uma corrida temática nas distâncias de cinco e onze quilômetros com largada e chegada no Estádio Durival Britto e Silva pertencente ao Paraná Clube. A corrida conta com a passagem em frente dos estádios Joaquim Américo Guimarães (Atlético Paranaense) e Major Antonio Couto Pereira (Coritiba).

Por causa da temperatura de 8ºC me mantive com o agasalho até cerca de meia hora antes da largada. Fiz meu alongamento e depois fiquei aquecendo por alguns minutos.

A largada aconteceu dentro do estádio, percorremos cerca de 200 metros da pista até chegar a saída. Mantive um ritmo tranquilo sem forçar ultrapassagens pois sabia que tinha um longo trecho de subida pela frente.

Após passar pela Arena da Baixada iniciou o trecho de descida em que finalmente teria a chance de aumentar o meu ritmo. Logo adiante passei por um dos momentos mais emocionantes de todas as corridas de que participei. Quando passava ao lado de um cadeirante que era conduzido pelo seu pai ele me estendeu a mão como se estivesse me convidando para correr ao seu lado.

Depois de passar pela marca dos 3 KM passei a alternar o ritmo entre a corrida e o trote, com o intuito de guardar energias para o final da prova.

Ao entrar na reta de chegada percebi um cadeirante poucos metros na minha frente. Era aquele mesmo que tinha corrido ao lado dele. Naquele instante o meu objetivo era alcançá-lo para cruzarmos a linha de chegada juntos. Consegui, olhei para o pai e dei os parabéns.

Não cheguei a ver o meu tempo de conclusão da prova, o objetivo era o de baixar o melhor tempo do ano (35 min 15 seg) e se possível terminar a prova num tempo melhor que a do ano passado (35 min 39 seg).

Para a minha surpresa percorri o percurso no tempo de 34 min 41 seg, que passou a ser o melhor de 2015.

Batel Run 2019

Neste domingo foi realizada a quinta edição da Batel Run, corrida organizada pela GL PROMO. Esta prova tem um significado para mim pois o local de largada e chegada é a Praça da Espanha, que fez parte da minha infância.

Tive a oportunidade de participar das edições anteriores nas distância de cinco quilômetros (2015 e 2018) e de dez quilômetros (2016 e 2017).

Para a edição de 2019 me inscrevi na prova de 10 km. Conhecendo as características do percurso sabia das dificuldades que enfrentaria e onde teria a oportunidade de desenvolver um ritmo mais rápido.

Passei um susto em um trecho da Martin Afonso, uma rua de Curitiba conhecida pelas suas subidas e descidas. Aproveitei uma das descidas para acelerar percebi que um carro furou o bloqueio e cruzou a rua.

Respirei fundo e segui adiante. Sabia que a partir da placa dos nove quilômetros não teria que enfrentar mais subidas.

Quando faltavam cerca trezentos metros olhei para o meu relógio e percebi que o tempo decorrido era de 1 hora e 13 minutos, não consegui visualizar quantos segundos. Teria condições de completar a prova antes do tempo previsto inicialmente.

Cruzei a linha de chegada com 1:14:09. Peguei a minha medalha, um copo d’água e duas frutas.

Tirei algumas fotos e fiquei por alguns instantes conversando com alguns amigos. Em um determinado momento percebi os batedores chegando com a última colocada.

Imediatamente lembrei quando cheguei em último na Meia Maratona de Curitiba em maio de 2018. Corri para perto do pórtico da chegada e comecei a aplaudir.

Enfim, foi uma manhã de domingo com muitas emoções. Fiquei muito contente com o resultado. Foi o meu melhor tempo em três corridas de dez quilômetros da Batel Run.

ANOKMTEMPO
201550:36:36
2016101:19:59
2017101:20:44
201850:39:23
2019101:14:09

A última vez que completei uma corrida de 10 km abaixo de 01:15 foi em outubro de 2016. O meu melhor tempo em 2018 foi de 01:16:10.

Terei a chance de melhorar o meu tempo ao longo do ano.



Desafio para 2019

No início de 2018 estabeleci o desafio de percorrer a distância de 600 km entre caminhadas, treinos e corridas. Montei um planilha no Excel para registrar os quilômetros percorridos a cada mês.

Alcancei a marca no final de outubro. Com dois meses pela frente então defini a distância de 700 km como a nova marca a ser atingida até o final do ano.

Cheguei no meu objetivo no dia sete de dezembro. Fiquei muito contente por ter conseguido superar a distância que havia sido definida inicialmente.

Terminei o ano com 740 km percorridos. E agora qual será o desafio para o ano de 2019?

Aproveitei o primeiro dia do ano para fazer um treino sem preocupação com a distância e o ritmo. Durante o percurso relembrei os muitos momentos vividos durante a temporada de 2018.

Em nenhum momento pensei em uma distância para meu desafio para 2019, segui em um ritmo tranquilo e esperei que o número surgisse naturalmente.

Depois de percorrer nove quilômetros alternando caminhada, trote e corrida escolhi como desafio a distância de 800 km.

Para chegar nesta marca enfrentarei muitos outros desafios durante a temporada.

Primeira corrida fora de casa

Desde agosto de 2012 tive a oportunidade de participar de corridas de rua nas mais diversas regiões da cidade de Curitiba. Em setembro participei da Etapa Primavera do Circuito das Estações realizada na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Portanto, em seis anos e alguns meses não corri nenhuma fora da minha cidade.

Em meados de 2018 recebi um convite para visitar a cidade de Brasília. Verifiquei o calendário e me programei para o feriado de quinze de novembro, pois no dia dezoito seria realizada uma etapa do Circuito Banco do Brasil de Corrida.

Escolhi o percurso de 10 km e me preparei para enfrentar as condições climáticas de Brasília. Cheguei no dia quinze e aproveitei para fazer o passeio com o ônibus panorâmico que passa por diversos pontos turísticos da Capital Federal.

Na sexta-feira visitei o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, e o Congresso Nacional, onde estão localizados o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.

No sábado pela manhã visitei o Memorial JK e a Catedral de Brasília. No período da tarde visitei o Parque Sarah Kubitschek, local de realização da corrida de domingo, fiz uma caminhada lenta pela pista de cerca de 8 km.

Apreciei com enorme prazer a paisagem e tive a oportunidade de me deparar com o gavião carcará e com a coruja buraqueira.

A minha maior preocupação era como o meu organismo iria reagir durante a corrida no clima seco de Brasília. Mesmo sabendo da existência de quatro postos de hidratação no percurso de dez quilômetros resolvi correr com a minha mochila de hidratação.

Cheguei no Parque Sarah Kubitschek com cerca de uma hora de antecedência. Conversei com algumas pessoas e depois e iniciei o meu ritual de concentração.

Foi então que passou por mim o piloto Felipe Nasr. Fui atrás dele e consegui tirar uma foto.

Depois me dirigi para o local da largada. No caminho encontrei um casal de amigos que mudou recentemente para Brasília. Conversamos rapidamente e trocamos energias positivas.

 

Larguei com muito cuidado e segui em um ritmo tranquilo mas preocupado em me hidratar desde o início.

Logo começou uma chuva fina e refrescante. Mas por causa do asfalto molhado tive que reduzir o meu ritmo.

Realizei algumas ultrapassagens e quando possível aumentava um pouco o ritmo das passadas sempre com muita segurança.

Fui economizando as minhas energias para o final da prova.

 

Cheguei na marca dos sete quilômetros com o tempo de cinquenta e cinco minutos. Portanto, teria vinte e um minutos para percorrer os três quilômetros restantes e repetir o meu melhor tempo no ano nas corridas de dez quilômetros.

Consegui percorrer os dois quilômetros seguintes ewm um ritmo constante e passei pela marca dos nove quilômetros com o tempo de uma hora e dez minutos.

No entanto, com o asfalto molhado seria muito complicado percorrer o último quilômetro em cerca de seis minutos. Acelerei um pouco e fui ultrapassando quem estava no meu caminho. Procurei desviar com segurança das poças d’água e ao entrar na reta de chegada respirei fundo e iniciei a minha arrancada.

Completei a prova com o tempo de 1:17:10, um minuto acima do meu melhor tempo em 2018 nas corridas de 10 km.

Depois de pegar a minha medalha, um copo d’água e duas frutas me dirigi ao local onde os campeões Felipe Nasr (IMSA WeatherTech SportsCar Championship), Robert Scheidt (iatista bicampeão olímpico) e Emanuel Rego (volei de praia / campeão olímpico) autografavam camisetas e tiravam fotos.

Fiquei muito contente com o resultado alcançado.  Não me preocupei como foram as minhas parciais durante a corrida. Resolvi fazer a análise somente depois que chegasse em casa em Curitiba.

KM PARCIAL ACUMULADO
1 0:07:30 0:07:30
2 0:07:47 0:15:17
3 0:08:20 0:23:37
4 0:08:24 0:32:01
5 0:07:42 0:39:43
6 0:07:50 0:47:33
7 0:07:41 0:55:14
8 0:07:23 1:02:37
9 0:07:23 1:10:00
10 0:07:10 1:17:10

 

Apesar da chuva fina e de ter me hidratado me senti desconfortável e não consegui desenvolver um bom ritmo de corrida. Isto acabou se refletindo no meu tempo final.

Depois de analisar o meu desempenho na corrida pude concluir que correr com o Adizero Adios Boost não foi uma boa escolha. Deveria ter corrido com o Ultra Boost preto que tem o melhor tempo dos 10 km em 2018.

Para finalizar a temporada vou participar da prova de 5 km da CWB NIGHT RUN, ocasião em que terei mais uma chance de bater o meu recorde da distância.

Novembro desafiador

Em agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Naquela ocasião completei o percurso de cinco quilômetros em 39 minutos e 51 segundos. Devo admitir que algumas vezes durante a corrida me questionei sobre o motivo de estar ali.

Cruzei a linha de chegada ofegante mas muito contente com o resultado alcançado. A partir de então o meu desafio passou a ser o de melhorar o meu desempenho.

Durante o ano de 2013 tive a oportunidade de participar de corridas de 5 km em várias regiões de Curitiba. O meu condicionamento foi melhorando e com ele o meu desempenho nas provas.

Foi no mês de novembro que consegui o meu melhor tempo do ano. Completei em 35 minutos  e 29 segundos o percurso de 5 km da Graciosa Run, uma prova promovida pelo Graciosa Country Club .

Foram muitas as tentativas ao longo de 2014 mas o tempo que cheguei mais perto foi de 35 minutos e 39 segundos até o final de outubro.

Chegou novembro e com ele a pressão de bater o meu recorde. No início do mês comprei o Adidas Adizero Adios Boost.  Depois de alguns treinos com ele defini que a sua estreia em corrida seria na prova de 5 km da Maratona de Curitiba.

Na sexta-feira, dia 14, fui até a loja a Procorrer retirar o meu kit. Ao receber o meu número fiquei olhando para ele por alguns instantes: 3143. O número 31 é o inverso de 13 que é o dia do meu nascimento. No número 43, multiplicando 4 por 3 temos o resultado 12, o mês do meu aniversário. Isto mesmo, o meu número estava ligado a data do meu aniversário e logo pensei que ele iria me dar sorte na corrida de domingo.

No domingo cedo cheguei a Praça Nossa Senhora de Salete, quando faltavam cerca de quinze minutos para a largada me dirigi ao pelotão referente ao meu ritmo de corrida. Iniciei a minha concentração e revisei meu plano de corrida.

Larguei com muita calma para não me envolver em nenhuma confusão. Nos primeiros metros já percebi o potencial do Adios Boost e fui aumentando o ritmo das passadas.

Cheguei a marca de quatro quilômetros com o tempo de 28 min e 15 segundos. Diante da possibilidade de marcar um novo recorde usei aquelas energias que havia economizado para aumentar o ritmo das minhas passadas. Neste momento tão importante o Adios Boost respondeu prontamente quando foi solicitado.

Olhei lá na frente e mentalmente tracei um linha por onde deveria fazer as minhas ultrapassagens. Ao fazer a última curva e entrar na reta final chegou a hora de acelerar tudo. Observei atentamente o posicionamento dos corredores e comecei a ultrapassar cada um deles até cruzar a linha de chegada.

É claro que naquele momento com uma carga de adrenalina enorme nem olhei para o meu tempo final. Depois com calma resolvi olhar qual tinha sido o meu tempo final: 34 minutos e 20 segundos. Pois é, tinha acabado de baixar o meu tempo e definir um novo recorde para os cinco quilômetros.

Foi assim que novembro passou a ter um significado especial para mim. Na temporada de 2015 o meu melhor tempo foi de 34 minutos e 42 segundos em uma corrida realizada em agosto.

Em 2016 fiz a minha estreia nas corridas de 10 km. Portanto, participei de poucas provas de 5 km. No final de março sofri um queda que resultou em um fratura no ombro esquerdo. Na sequencia enfrentei problemas para voltar a correr. O meu melhor tempo nos 5 km foi 35 minutos e 20 segundos, ou seja, um minuto acima do meu recorde.

Em 2017 corri oito provas de 5 km e o melhor tempo foi 35 minutos e 35 segundos. Fiquei muito contente por ter chegado muito perto do meu recorde e ter conseguido completar os 5 km abaixo de 35 minutos.

Durante 2018 participei de corridas nas distâncias de 5, 10, 15 e 21 km. Os meses foram passando e o meu melhor tempo foi de 35 minutos e 10 segundos em uma corrida cujo percurso foi semelhante ao de 2014.

Chegou novembro e a pressão de bater o recorde que já dura quatro anos. Tenho apenas uma chance de bater o meu recorde em 2018. Por coincidência a corrida será no mesmo percurso.

 

 

 

 

Treinando em um local diferente

Durante a semana fiquei imaginando onde faria o meu treinamento deste sábado. Com a ajuda do aplicativo Google Earth planejei alguns percursos mas nenhum deles me deixou plenamente satisfeito.

A intenção era treinar em um lugar diferente daqueles que estou acostumado. No entanto, apenas alguns minutos antes de sair de casa decidi que o treino seria na Ciclovia do Alto da XV.

Não defini a distância mas escolhi seguir no ritmo de trote. No caminho encontrei várias pessoas no sentindo contrário e aproveitei para trocar energia com elas.

Como não estou acostumado com a região tomei muito cuidado ao atravessar os cruzamentos. Por sorte em pelo menos quatro oportunidades o motorista reduziu a velocidade e me deu passagem.

Não tinha a menor ideia de onde chegaria se continuasse adiante. Mas quando o meu Tom Tom  marcava a distância de 8,5 km resolvi voltar.

Como não tinha nenhuma preocupação com o horário de chegada em casa fui caminhando lentamente. Terminei o meu treino com a distância percorrida de 17,5 km.

Fiquei satisfeito pois pretendia treinar em um local diferente. Ao chegar em casa atualizei a minha planilha e verifiquei que o meu tênis Adidas Ultra Boost atingiu a marca de 267,55 km percorridos em dois anos e dois meses de uso.

Adidas Ultra Boost (fabricado em 03/15)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para a temporada de 2018 pretendo usar o Ultra Boost Gold LTD e o Pure Boost.

Ultra Boost Gold LTD (07/2016)

 

 

 

 

 

 

 

 

Adidas Pure Boost (Fabricado em 06/17)

 

 

2ª Corrida do Fogo

Em comemoração ao 105º aniversário do Corpo de Bombeiros do Paraná aconteceu em Curitiba a 2ª Corrida do Fogo com provas de 5 e 10 KM.

O percurso da prova foi alterado em relação ao da corrida de 2016. Ciente disto sabia que seria complicado melhorar o meu tempo de  1 hora, 10 minutos e 46 segundos.

Cerca de vinte minutos antes da largada começaram a cair os primeiros pingos de chuva. Aos poucos foi aumentando e os corredores foram se abrigar em uma área coberta até faltarem poucos minutos para a largada.

Naquele momento decidi pelo plano B. Larguei com calma e segui num ritmo seguro. Além disto procurei me preservar para enfrentar o trecho de subida mais adiante.

A chuva parou quando estava no final do segundo quilômetro mas mantive o mesmo ritmo. Somente quando passei pela placa que marcava os sete quilômetros acelerei um pouco as minhas passadas. Notei dois corredores que seguiam lentamente e aproveitei para incentivá-los, afinal de contas estávamos próximos do final da prova.

Quando visualizei a placa dos nove quilômetros aumentei um pouco o meu ritmo. Como não estava preocupado com o tempo não acelerei ao entrar na reta final.

Enfim foi uma prova muito desgastante pois a corrida na chuva exige bastante tanto da parte física quanto da emocional. Nas descidas tinha que manter o ritmo pois logo adiante teria que enfrentar mais uma subida.

Apesar das várias adversidades completei a corrida com segurança e acumulei mais dez quilômetros na conta. O meu próximo desafio será a corrida do Circuito Banco do Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cinco anos de corridas de rua – Parte 8

Temporada de 2017 – 1º Semestre

A temporada começou no dia 22 de janeiro com a prova de cinco quilômetros da Corrida da Ponte. Desde o início resolvi manter um ritmo forte e sempre procurando fazer o melhor traçado.

Seria complicado bater o recorde de 34 min e 20 seg. Sendo assim esperava completar a prova em torno dos trinta e seis minutos. Cruzei a linha de chegada com 36 min e 18 seg.

No domingo seguinte enfrentei a minha primeira prova de dez quilômetros do ano. Alguns dias antes tive a oportunidade de analisar o percurso e estimei um tempo de cerca de uma hora e vinte minutos.

Larguei com calma e fui controlando o ritmo de acordo com as características do percurso. Terminei a prova com 1 hora, 20 min e 44 seg. Esta corrida foi muito significativa para mim pois o local da largada e da chegada era a Praça da Espanha. Um local em que brincava na minha infância.

A praça foi reformada recentemente e está diferente daquela do início dos anos 70. Mas em poucos minutos fiz uma viagem no tempo.

Algumas quadras dali fica o prédio onde morei naquela época. Parei em frente ao portão e fiquei olhando para o corredor. Foi muito bom relembrar daquele tempo mesmo que por poucos minutos.

O mês de fevereiro foi marcado pela prova de 5 km da Track&Field Mueller. O percurso conhecido ajudou bastante na elaboração da estratégia. Me poupei na primeira metade para depois aumentar o ritmo das passadas.

De acordo com a minha estratégia o tempo estimado para a conclusão da prova era entre 35 e 36 minutos. Segui num ritmo forte de de olho no relógio. Assim completei os 5 km em 35 min e 34 seg.

No mês de março foi a vez de enfrentar os dez quilômetros da Corrida do BPTRAN. Completei o percurso em 1 hora, 17 min 35 min.

Em abril participei de duas provas. A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações. No entanto percebi desde o início que não estava conseguindo evoluir do trote para a corrida. Após passar pela placa que marcava os três quilômetros vi que não teria condições de ir até o final.

Então decidi que na placa dos 4 km faria uma nova avaliação. Segui em um ritmo bem lento ma com contato visual com um grupo de corredores que estava um pouco na frente. Ao passar pelos 4 km o objetivo era o de chegar até os 5 km.

O ritmo era cada vez mais lento. Não tinha mais contato visual com ninguém. Assim que vi a placa dos 5 km decidi parar. Me aproximei da calçada, olhei para trás e vi a ambulância que estava me acompanhando.

A socorrista me questionou sobre como eu estava me sentindo. Respondi que estava com uma leve tontura e estava parando para evitar uma queda mais adiante. Ela verificou a minha pressão arterial e os batimentos cardíacos.

Sendo assim a segunda parte da minha corrida foi dentro da ambulância. No caminho eu e a socorrista fomos conversando. Poucos metros antes da linha de chegada desci da ambulância e segui para o ambulatório.

Um enfermeira verificou novamente a pressão arterial e os batimentos cardíacos e logo em seguida me liberou. Sem dúvida passei por um susto muito grande mas soube ficar atento ao sinais que o meu corpo estava dando.

No final de abril enfrentei os cinco quilômetros da corrida Unidos pela Vida. As características do percurso eram favoráveis para conseguir um tempo em torno de trinta e cinco minutos. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 35 min e 09 seg.

Quando defini o meu calendário de provas para 2017 resolvi que deveriam haver pelo menos duas provas importantes para comemorar o meu aniversário de cinquenta anos. As provas escolhidas foram a 1/2 Maratona Ecológica de Curitiba e a Maratona Internacional de Curitiba. No dia sete de maio chegou a hora de enfrentar o meu primeiro desafio.

Como esta era a minha primeira meia maratona não fiz nenhuma estimativa do tempo para a conclusão da prova. Devo admitir que em dois ou três momentos pensei “O que eu estou fazendo aqui?”. Mas jamais pensei em desistir, andei nos trechos de subida e segui adiante.

A distância de 21 km não significa 10 + 10 + 1, pois tem muitos fatores envolvidos durante a corrida.  Ao longo do percurso recebi várias palavras de incentivo, principalmente quando passei da marca dos 17 km.

Ao passar em cada cruzamento procurava cumprimentar quem estava ali para ir recolhendo energias positivas. Em um certo momento vi uma garota vindo em sentido contrário. Ao bater na minha mão ela resolveu me acompanhar.

Seguimos juntos por cerca de dois quilômetros. Como ela não tinha número de inscrição perguntei o seu nome quando nos separamos e agradeci a sua companhia. Continuei no trote lento acelerando um pouco nas descidas.

Faltando cerca de duzentos metros até a linha de chegada era o momento de usar o pouco de energia que ainda me restava. Mas quando ia acelerar as passadas senti a panturrilha esquerda. Comecei a mancar e logo lembrei do meu ídolo Ayrton Senna nas voltas finais do GP do Brasil de 1991.

Muitos pensamentos passaram pela minha cabeça naquele momento. Olhei para o lado e vi várias pessoas me incentivando e mandando energias positivas. A dor passou e eu consegui cruzar a linha de chegada. Enfim, é muito descrever o que senti depois de concluir a prova. Completei os 21 km em 3 horas, 14 min e 59 min.

No final do mês corri a prova de 6,5 km da Stadium Marathon. Não me preocupei com o tempo e segui num ritmo confortável. Terminei a prova em 49 min 44 seg.

Em junho fui convidado para participar de uma prova diferente. Tratava-se de uma corrida de crianças cadeirantes onde eu seria um dos voluntários que conduziriam as crianças em percurso de 1 km. Me senti muito feliz tanto como corredor como ser humano. Sem dúvida foi uma experiência muito emocionante e gratificante.

E assim terminou o meu primeiro semestre da temporada 2017 de corridas.

 

 

Stadium Marathon 6,5 KM

Neste domingo participei da minha oitava corrida no ano. A minha primeira decepção com a organização da prova foi na entrega dos kits. De acordo com o regulamento a entrega seria realizada na quinta e na sexta-feira quando na maioria das corridas ocorre na sexta e no sábado.

Sendo assim quem não conseguiu retirar nos dias indicados teve que chegar mais cedo no local da prova para pegar sua camiseta, o seu número de peito e o se chip.

Na corrida deste ano a largada aconteceria no Estádio Antonio Couto Pereira do Coritiba, depois de nos anos anteriores ter sido no Estádio Durival de Brito e Silva do Paraná Clube.

Ao chegar ao local no domingo tive a minha segunda decepção. Como o dia ainda não tinha amanhecido e a iluminação era péssima tive dificuldades para localizar onde estava a barraca da entrega dos kits.

Encontrei o guarda volumes mas ninguém soube me informar quem era responsável pela entrega dos kits. Depois de alguns minutos de espera finalmente apareceu alguém. De onde eu estava conseguia ver três pessoas, uma tentando localizar o envelope com o número e o chip, outra procurando a camiseta e a terceira segurando o celular para iluminar.

A terceira decepção foi com o atraso de dez minutos na largada. Larguei com tranquilidade e fui aumentando o ritmo aos poucos. Como conhecia o percurso aproveitei os trechos de descida para desenvolver uma boa velocidade. Alcancei a velocidade máxima de 12,63 km/h.

O que foi descida na ida virou subida na volta. Não estava preocupado com o tempo de conclusão da prova. Afinal de contas por causa da chuva fina e o asfalto molhado segui com mais cuidado.

Ao chegar no estádio me deparei com um túnel escuro e fumaça. Tinha luzes de led nas laterais mas praticamente não tinha referência alguma e não sabia quem estava na minha frente. Achei algo completamente desnecessário para um corrida.

Após cruzar a linha de chegada peguei a minha medalha, as frutas e o istônico. Mesmo com as várias decepções ganhei mais uma medalha para a coleção e acumulei mais 6,5 km para a minha conta.

 

Corrida Unidos pela Vida 2017

Neste domingo aconteceu em Curitiba a Corrida Unidos pela Vida, uma prova beneficente em prol do Hospital Pequeno Príncipe.  A largada foi em frente do Estádio Durival de Britto e Silva e o percurso foi nas ruas dos bairros Rebouças e Jardim Botânico.

Este ano escolhi o percurso de 5 km, já conhecido das outras vezes que participei da Unidos pela Vida. Para mim seria uma prova desafiadora porque pouco antes da marca de 1 km eu passaria pelo local onde sofri uma queda no final de março de 2016 e que me rendeu uma fratura. Devo confessar que não fazia a mínima ideia de qual seria o meu comportamento ao chegar no local.

Larguei com cuidado mas logo fui procurando espaço para fazer ultrapassagens. Estava tão concentrado que nem percebi quando passei pelo local da queda. No segundo quilômetro reduzi o meu ritmo pois sabia que teria que enfrentar um trecho de subida.

Como não estava preocupado com o meu recorde pessoal segui num ritmo tranquilo. Completei a prova com o tempo de 35 minutos e 09 segundos, o meu sexto melhor tempo nos cinco quilômetros.

Terminei a prova tão bem que resolvi voltar a pé para casa. E lá se foram mais cinco quilômetros em ritmo de caminhada lenta.