15ª Caminhada do Coração

A Caminhada do Coração é um evento realizado pelo Hospital Cardiológico Constantini desde o ano de 2005 com a finalidade de de estimular a população a praticar mais atividades físicas, além de prevenir os riscos do sedentarismo, como as doenças cardiovasculares.

Em 2011 tive a oportunidade de participar da 7ª Caminhada do Coração.Foi uma experiência muito gratificante.

Em 2019 a caminhada chegou a sua 15ª edição. Cheguei cerca de uma hora antes para garantir a minha camiseta. Às nove horas o evento foi aberto pelo cardiologista Dr. Constantino Constantini.

Depois de alguns minutos de alongamento a partiu em ritmo lento em direção ao Parque Barigui. No caminho tive a oportunidade de encontrar com o Dr. Constantini e tirar um foto com ele.

Chegamos ao nosso destino cerca de uma hora depois. Durante a caminhada conversei com várias pessoas e compartilhei muita energia positiva.

Sem dúvida o ritmo deste domingo foi muito diferente daquele que estou acostumado. Mas posso dizer que foi uma experiência muito emocionante e gratificante.

O momento mais emocionante foi conhecer uma jovem de noventa e quatro anos de idade que participou da caminhada do início ao fim.

Fiquei muito feliz de ter participado de mais uma Caminhada do Coração e chegar aos 717 km percorridos em 2019.

Em outubro estarei em férias e poderei realizar mais treinos. Tenho programadas a Corrida do Fogo e a etapa Florianópolis do Circuito Banco do Brasil, ambas de 10 km.

Desafio cumprido

No início de 2018 estabeleci como desafio percorrer a distância de 600 km entre caminhadas, treinos e corridas.

O número 600 pode assustar mas se ele for dividido pelos doze meses fica mais fácil concluir que o era possível cumprir o desafio.

A cada mês fui percorrendo um distância superior a 50 km. Sendo assim no final do mês de outubro alcancei a marca dos 600 km.

Como tinha pela frente os meses de novembro e dezembro coloquei mais cem quilômetros no meu desafio. Ao final da primeira semana de dezembro atingi a nova marca estabelecida.

O que fazer tendo ainda três semanas para o final do ano? Como marcar a minha conquista?

Completei o ano de 2018 com a distância de 740,23 km percorridos. Para comemorar planejei uma doação de sangue. No entanto, fui convencido por uma amiga a adiar para o início de fevereiro.

O ano de 2019 iniciou com um novo desafio: percorrer 800 km. Já no primeiro dia do ano fiz um treino de 9 km.

Cheguei ao final de janeiro com a distância de 109,81 km, ou seja, com uma sobra de 43,15 km em relação a média mensal projetada.

Hoje, dois de fevereiro, foi o dia da doação de sangue. Junto comigo estavam várias pessoas do grupo de corrida do qual participo.

Aguardei alguns instantes até chegar a minha vez. Doar sangue é um ato de solidariedade que permite salvar quatro vidas.

Junto com os 450 ml do meu sangue também estava um pouco da minha energia positiva. Enfim, foi um momento muito gratificante.


Sete anos longe do sedentarismo

No dia 18 de setembro de 2011 resolvi fazer uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Foram 6,84 km em uma hora. No dia seguinte consegui percorrer uma distância maior no mesmo tempo.

A caminhada se tornou um hábito e aos poucos o condicionamento foi melhorando. Certo dia vi uma reportagem sobre a Caminhada do Coração, promovida por um hospital de Curitiba.

Compareci no dia e local divulgados e lá encontrei um número enorme de pessoas das mais diversas idades, inclusive muitas delas pacientes do Hospital Cardiológico Constantini.

Saímos em um ritmo lento da Praça do Japão em direção ao Parque Barigui. Foram cerca de 4,7 km em cinquenta minutos. No caminho eram feitas algumas pausas para que as pessoas pudessem descansar um pouco.

Chegando no parque haviam diversos ônibus para levar os caminhantes de volta para a praça. Apesar do ritmo ter sido bem mais lento do que eu estava a costumado a caminhada foi muito positiva.

Continuei com o habito de caminhar diariamente e em agosto de 2012 resolvi participar de uma corrida de rua.

Escolhi a distância de cinco quilômetros. Enfrentei algumas dificuldades ao longo do percurso mas consegui completar a prova em pouco menos de quarenta minutos.

Apesar de ter ficado ofegante em alguns momento posso dizer que esta primeira corrida foi uma experiência interessante.

Naquele dia sequer imaginava que aquela tinha sido a minha estreia no mundo das corridas de rua.

Com o passar do tempo surgiram novas oportunidades para participar de outras corridas e acordar cedo nos domingos passou a ser algo normal para mim.

Cada corrida um percurso diferente pelas ruas de Curitiba, com subidas, descidas e muitos desafios. Algumas corridas foram tranquilas e outras bastante desafiadoras.

A evolução foi natural, aprendi a controlar o meu ritmo ao longo do percurso e fui melhorando o meu condicionamento. Além de proporcionar uma melhora na qualidade de vida a prática da corrida nos permite formar amizades.

Instantes antes da largada de uma corrida não sabemos se quem está ao nosso lado é um médico, advogado, engenheiro, professor, etc. Cada um de nós tem os seus objetivos. Alguns corredores são competitivos, buscam terminar entre os primeiros e/ou conseguir bater o seu recorde pessoal. Outras pessoas estão ali para correr por prazer sem preocupação com o tempo.

No entanto todos estão em busca de uma melhor qualidade de vida e dispostos a compartilhar a sua energia positiva.

Depois de de três anos participando de corridas de rua chegou o momento de deixar a zona de conforto das provas de cinco quilômetros. Em 2016 enfrentei o desafio das corridas de dez quilômetros. Demorei um pouco para me adaptar a nova distância.

Em 2017 tive a oportunidade de participar de duas meias maratonas em Curitiba. Foram provas muito desgastantes mas posso dizer que aprendi bastante em cada um dos quilômetros percorridos.

Desde que comecei a correr participei de provas nas distâncias de 5, 10, 15 e 21 quilômetros. Cada uma delas teve as suas dificuldades, os seus desafios e muita emoção na chegada.

Apesar de ter participado de quatro meias maratonas (duas em 2017 e duas em 2018) ainda não me considero preparado para enfrentar os 42.195 metros da maratona.

Posso dizer que nestes sete anos longe do sedentarismo formei muitas amizades e reencontrei algumas pessoas que eu não via há anos e que também fazem parte do emocionante e fascinante mundo das corridas.

Sem dúvida é muito gratificante saber que hoje sou um exemplo para muita gente que tinha vontade de deixar o sedentarismo de lado mas não sabia como começar.

Para 2018 estabeleci o desafio de percorrer a distância de seiscentos quilômetros até o final do ano. Elaborei uma planilha para controlar a quantidade de quilômetros percorridos a cada mês.

Portanto, a média mensal deveria ser de cinquenta quilômetros mensais. Mas já no primeiro mês ultrapassei esta marca.

Sendo assim fui acumulando uma vantagem nos meses seguintes e deverei atingir os 600 KM antes do prazo.

 

 

 

 

3.000 KM

O número 3.000 pode ter os mais diversos significamos dependendo do que está associado a ele: distância, massa, volume, tempo, etc.

No meu caso este número representa a quantidade de quilômetros percorridos desde que no dia dezoito de setembro de 2011 escolhi deixar de lado o sedentarismo e comecei a caminhar. No início eram caminhadas de cerca de uma hora nas ruas próximas da minha casa.

A partir de então elas passaram a ser diárias, o condicionamento físico foi melhorando e logo percebi os benefícios proporcionados por esta atividade. No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração promovida pelo Hospital Cardiológico Constantini.

Este é um evento para aos pacientes do hospital e também para as pessoas que estão iniciando na prática da caminhada. O grupo sai da Praça do Japão e segue em um ritmo lento rumo ao Parque Barigui. Sem dúvida foi um grande incentivo para continuar caminhando.

Em agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Me inscrevi na prova de cinco quilômetros sem ideia de em quanto tempo iria percorrer a distância. Larguei com calma para não me envolver em nenhuma confusão e escolhi um ritmo confortável.

Pouco antes da chegada percebi que tinha condições de concluir o percurso antes dos quarenta minutos. Acelerei o ritmo das minhas passadas e terminei a minha primeira corrida com o tempo de 39 min 51 seg. Terminei exausto mas contente por ter completado a prova e conquistado a minha primeira medalha.

Deste dia em diante passei a fazer parte do emocionante e maravilhoso mundo das corridas de rua.  Logo surgiu o pensamento de quando seria a próxima corrida e o que precisaria aprimorar até lá.

 

Segui o caminho natural para um iniciante nas corridas de rua. Nos anos seguintes participei de diversas corridas de 5  km com os mais variados percursos. Conheci um grande número de pessoas e formei novas amizades.

Ao longo do ano de 2015 percebi que estava no momento de deixar o conforto dos 5 km e evoluir para os 10 km.  Então passei a aumentar a distância dos meus treinos pois no início de 2016 pretendia participar de uma prova de 10 km.

No final do mês de março sofri uma queda durante um treino e fraturei o ombro esquerdo. Isto atrapalhou um pouco a minha adaptação a nova distância. Com o passar do tempo recuperei o meu ritmo de corrida e perdi o medo de sofrer uma nova queda.

Em outubro na 1ª Corrida do Fogo finalmente melhorei o meu tempo e o novo recorde pessoal para os 10 km passou a ser 1:10:46. Apesar de ainda ter cinco corridas programas até o final do ano passei a pensar no planejamento da temporada de 2017.

Como em 2017 marcaria o meu aniversário de 50 anos de idade resolvi que deveria participar de duas corridas significativas. No primeiro semestre corri a Meia Maratona Ecológica de Curitiba, terminei exausto, mas aprendi bastante como me comportar em uma prova de longa distância.

No início de agosto tive a oportunidade de correr a minha segunda prova de 21 km. Conversei com alguns amigos e defini a minha estratégia para a Meia Maratona UNINTER. Foi uma prova mais tranquila, dividi os vinte e um quilômetros em três partes.

Os meses seguintes serviram de treino para a maratona programada para novembro. Infelizmente não completei a Maratona de Curitiba, é claro que fiquei muito chateado mas procurei tirar uma lição de tudo o que aconteceu comigo.

O principal desafio para 2018 é enfrentar novamente a Maratona de Curitiba. Também tenho o desafio pessoal de percorrer 600 km durante o ano.

 DESAFIO 600 KM JAN FEV MAR
KM 58,49 57,16 53,86
KM ACUMULADOS 58,49 115,65 169,51

50 ANOS

O dia treze de dezembro de 2017 marcou a minha chegada aos cinquenta anos de idade. Aconteceu tanta coisa neste meio século de vida que é difícil fazer uma retrospectiva. Afinal de contas a minha mãe não está mais aqui para me lembrar como foram os meus primeiros anos de vida.

O dia do meu nascimento também foi uma quarta-feira. Será coincidência? Tenho poucas recordações daquela época mas sei que o meu avô materno faleceu na véspera do meu primeiro aniversário. Talvez seja este o motivo pelo qual não comemoro o meu aniversário com festa.

Ao longo dos meus cinquenta anos conheci várias pessoas que com certeza fizeram parte da minha formação como pessoa e como profissional. Chorei nos momentos de tristeza. Vivi momentos de intensa alegria. Enfrentei desafios, superei alguns e  vibrei com as conquistas. Fique muito feliz ao reencontrar pessoas que não via há anos.

Enfim, se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi.

Fica aqui o meu sincero agradecimento a todas as pessoas que fizeram parte da minha vida. Que sempre me apoiaram e vibraram com as minhas conquistas.

 

 

 

Cuidando do coração

Esta semana compareci a CARDIOCARE – Clínica Cardiológica para a realização de três exames solicitados pelo meu cardiologista. O primeiro deles foi a Ecocardiografia Doppler com Fluxo em Cores, que é um exame de ultrassom que permite ver e analisar o coração em movimento, as válvulas cardíacas e os principais vasos que chegam e saem do coração.

Na sequencia foi realizado o Ecodoppler Colorido das Artérias Carótidas e Vertebrais. Trata-se de um exame complementar de diagnóstico que utiliza os ultrassons para estudar, em tempo real, a anatomia e circulação nas artérias carótidas e vertebrais (que fornecem sangue para o cérebro). Destina-se ao estudo do estado da parede arterial e a avaliação do fluxo de sangue nas artérias carótidas e vertebrais.

O último exame foi o Teste Ergométrico realizado em uma esteira de acordo com o Protocolo Ellestad. Inicia com a velocidade de 2,7 km/h (1,7 mph), eleva-se para 4,8 km/h (3,0 mph) no segundo estágio; depois, a cada estágio, adiciona-se 1,6 km/h (1,0 mph).

O meu teste foi até o quarto estágio, quando foi atingida a Frequencia Cardíaca Máxima prevista para a minha idade, após o tempo de oito minutos e trinta e cinco segundos. Em seguida iniciou o período de recuperação, quando a velocidade da esteira é reduzida gradativamente.

O comportamento da Pressão Arterial e da Frequencia Cardíaca foi adequado . O teste foi eficaz e a aptidão cardiorrespiratória foi considerada boa.

Fiquei muito tranquilo com o resultado dos meus exames afinal de contas enfrentarei os quarenta e dois quilômetros da Maratona de Curitiba. Agora é manter o foco nos treinos.

Deixando o sedentarismo de lado

Em setembro de 2011 deixei o sedentarismo de lado e resolvi dar uma caminhada nas ruas próximas da minha casa. Em uma hora percorri quase sete quilômetros. A partir de então as caminhadas de uma hora passaram a ser uma rotina. Aos poucos percebi uma melhora no meu condicionamento e consegui caminhar mais rápido. Da caminhada para o trote foi uma questão de tempo.

No início de agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Segui num ritmo confortável sem me preocupar com o tempo. Quando percebi que poderia completar os cinco quilômetros antes dos quarenta minutos acelerei as minhas passadas. Terminei a prova um pouco ofegante.

Em novembro tive a oportunidade de participar de uma corrida de três quilômetros. Fiquei satisfeito com o resultado pois consegui correr num ritmo mais rápido que na primeira corrida.

Era grande a expectativa para a temporada de 2013, pois teria condições de participar de várias provas de cinco quilômetros. Afinal de contas agora eu fazia parte do fascinante mundo das corridas.

Estabeleci como objetivo completar os cinco quilômetros abaixo dos trinta e seis minutos.  Consegui atingir esta marca em uma prova realizada no mês de maio. Cheguei ao final do ano com doze corridas de cinco quilômetros e o meu melhor tempo foi de 35:29 na minha penúltima prova do ano.

Para o ano de 2014 foram programadas treze provas. O fato de conhecer alguns percursos com certeza ajudou bastante.  Após cada prova passei a analisar as minhas parciais de cada quilômetro percorrido. Em meados de novembro consegui completar os cinco quilômetros em 34 minutos e 20 segundos.

Em 2015 tive a oportunidade de participar de vinte e quatro provas em diversos lugares de Curitiba, bem como pude formar novas amizades. Ao planejar a temporada de 2016 decidi que estava no momento de deixar o conforto dos cinco quilômetros e finalmente enfrentar os 10 km.

No final de março sofri uma queda e fraturei o ombro esquerdo. Felizmente não precisei engessar o ombro mas de muitas sessões de fisioterapia. Na minha primeira prova depois da fratura tive dificuldades para evoluir do trote para a corrida. Conseguia correr no máximo por cinquenta metros e logo tinha que voltar para o trote.

Por causa da fratura eu tinha medo de correr e sofrer uma nova queda. Precisei de muita paciência para recuperar a  confiança para voltar a correr. Em uma determinada prova alternei o trote com a corrida. A partir do momento em que me senti seguro passei aumentar gradativamente a distância. Foi assim até conseguir correr por um quilômetro sem parar. Com a recuperação da segurança passei a melhorar o meu tempo.

Na segunda metade da temporada enfrentaria onze provas e o objetivo era o de completar os dez quilômetros em menos de 1 hora e 15 minutos. Em setembro percorri os dez quilômetros da Etapa Primavera do Circuito das Estações em 1 hora, 13 minutos e 47 segundos, uma marca que me deixou muito contente depois dos problemas que enfrentei no primeiro semestre.

Na segunda semana de outubro participei da 1ª Corrida do Fogo, em comemoração ao aniversário do Corpo de Bombeiros do Paraná. Desde o início tive condições de desenvolver um bom ritmo de corrida e completei o percurso em 1 hora, 10 minutos e 46 segundos. Posso dizer que a temporada foi positiva apesar das dificuldades enfrentadas em decorrência na fratura no ombro.

Assim que foi divulgado o calendário das corridas de 2017 iniciei o planejamento da minha temporada. Dentre as provas escolhidas pelo menos duas deveriam ser significativas para comemorar os meus cinquenta anos de idade.

Uma delas seria a Meia Maratona Ecológica de Curitiba programada para o mês de maio e a outra a Maratona Internacional de Curitiba prevista para novembro. Dois grandes desafios a serem enfrentados em 2017.

A preocupação era me preparar para enfrentar os vinte e um quilômetros. Era importante reprogramar o cérebro e as pernas para a nova distância. Depois de algumas provas de cinco e de dez quilômetros finalmente chegou o dia sete de maio. Lá estava eu pronto para a largada da minha primeira Meia Maratona.

Devo confessar que ao longo do percurso pensei algumas vezes sobre o que eu estava fazendo ali. Enfrentei problemas mas apesar de todo o cansaço em nenhum momento pensei em desistir.  Várias pessoas me incentivaram principalmente nos metros finais. Sem dúvida os erros cometidos ficaram de lição. Percorri os vinte e um quilômetros em uma hora e quinze minutos. Cruzei a linha de chegada exausto mas contente por tem vencido este primeiro desafio.

Nos meses seguintes participei de outras provas. Neste intervalo de tempo surgiu a oportunidade de fazer a inscrição para outra meia maratona. Analisei as características do percurso e percebi que seria interessante participar desta prova.

Sabia que não seria fácil enfrentar os 21 km novamente. Como tinha um bom tempo até o dia da prova tive condições de treinar. Conversei com um amigo que me passou várias dicas. No dia seis de agosto lá estava aguardando a largada da meia maratona. Cerca de quinze minutos antes da largada escolhi um canto e me desliguei de tudo o que estava em volta de mim. Fechei os olhos, respirei com calma e relembrei a minha estratégia.

Procurei largar com calma e manter um ritmo lento. A minha estratégia consistia em dividir a prova em três partes de sete quilômetros. Cheguei muito bem ao final da primeira parte. Procurei sempre ter alguém dentro do meu campo visual em uma distância que me permitisse ter um referencial para manter o meu ritmo.

Completei os 14 km em pouco menos de duas horas. Passei a controlar a distância restante mas sem me preocupar com o tempo. Aumentei um pouquinho o ritmo depois de passar pela marca dos vinte quilômetros.

Iniciei a contagem regressiva da distância que faltava para o final. Fui num trote lento e quando faltavam cerca de vinte metros senti a panturrilha direita e depois a esquerda. Parei por alguns segundos e pensei “Agora não, falta só mais um pouquinho, estamos quase chegando”. Respirei fundo e procurei reunir o pouco de energia que me restava. Fui dando um passo atrás do outro até a linha de chegada.

Travei o relógio mas nem olhei para quanto tinha sido o tempo final. Somente ao chegar em casa fui analisar com calma as minhas parciais e vi que o tempo final tinha sido de 3:02:08.

Para comemorar os meus seis anos longe do sedentarismo participei da corrida Track & Field Park Shopping Barigui. Percorri os cinco quilômetros em 36 minutos e 41 segundos.

Nestes seis anos foram percorridos 2.671 km entre caminhadas, treinos e corridas. Até a Maratona de Curitiba enfrentarei três provas de dez quilômetros e muitos treinos.

 

 

Cinco anos depois do primeiro passo

No dia dezoito de setembro de 2011 dei os meus primeiros passos para caminhada que marcou a minha saída do sedentarismo. Foram cerca de 6,8 km percorridos em uma hora nas ruas próximas da minha casa.

Nos dias seguintes a rotina foi repetida a rotina de sair de casa para caminhar. Aos poucos passei a caminhar em um ritmo um pouco mais rápido.

No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração, um evento promovido pelo Hospital Cardiológico Constantini e que conta com a participação de um grande número de pessoas.

Com saída da Praça do Japão e chegada no Parque Barigui a caminhada de cerca de cinco quilômetros foi bem tranquila. Chegando lá haviam ônibus para levar o pessoal de volta para o ponto inicial.

A transição da caminhada para a corrida foi uma questão de tempo. O condicionamento físico foi melhorando e no início de agosto de 2012 enfrentei a minha primeira corrida de 5 KM. Foi na Corrida da Esperança realizada nas ruas do Centro Cívico.

Mantive o ritmo de trote até me sentir seguro e então passar a acelerar as passada. Completei  o percurso em pouco menos de quarenta minutos. Foi uma sensação incrível cruzar a linha de chegada. Assim eu entrei para o maravilhoso e emocionante mundo das corridas de rua.

Em novembro participei da Corrida da Longevidade realizada no Parque Tingui. Por ser um iniciante nas corridas de rua preferi me inscrever na caminhada cuja distância era de três quilômetros. Corri na maior parte do percurso e completei a prova em vinte três minutos.

No entanto eu tinha muito o que melhorar para não chegar exausto no final das provas. Ao longo de 2013 tive a oportunidade de participar de treze provas de cinco quilômetros. Aprendi a controlar o meu ritmo durante corrida de acordo com as características do circuito.

O meu tempo que foi de 39 minutos e 51 segundos na minha primeira corrida em 2011 baixou para 35 minutos e 29 segundos em uma prova realizada no início de novembro de 2013.

O início do ano de 2014 foi marcado por uma corrida de dez quilômetros. Foi uma corrida diferente  mas não foi agradável mesmo se tratando de apenas uma experiência. Terminei exausto e decidi que não enfrentaria uma corrida de dez quilômetros tão cedo.

Na semana seguinte retomei as corridas de 5 KM.  No entanto o mais perto que cheguei do meu recorde pessoal foi uma diferença de dez segundos.  Apenas na penúltima corrida do ano que consegui baixar o meu tempo. O novo recorde para os cinco quilômetros passou a ser de 34 minutos e 20 segundos.

O ano de 2015 foi marcado por vinte provas de cinco quilômetros mas em nenhuma delas consegui melhorar o meu tempo. Ao final da temporada e após analisar os meus resultados resolvi que em 2016 participaria de provas de dez quilômetros. As exceções seriam duas etapas da Track & Field (Pátio Batel e Mueller) e a Barigui Night Run.

A primeira prova de 10 KM do ano foi completada em 1 hora 19 minutos e 19 segundos, um tempo próximo daquela corrida de 2014. Como estava acostumado a correr 5 KM sabia que tinha muito o que melhorar.

Era preciso saber dividir o rimo ao longo dos dez quilômetros. Três meses depois o meu recorde pessoal para a distância passou a ser de 1 hora 18 minutos e 48 segundos.

Por causa de uma queda durante um treino fraturei o ombro em pelo menos em três provas apenas trotei, pois não consegui correr por causa do medo de sofrer uma queda e me machucar.

A partir da metade do mês de maio passei a correr com um tênis Adidas Ultra Boost. Logo na primeira corrida com ele melhorei o meu tempo para 1 hora 17 minutos e 07 segundos. Na semana seguinte enfrentei uma corrida co muita chuva e sem a menor chance para melhorar o meu tempo.

No entanto para a minha enorme surpresa completei o percurso em 1 hora 16 minutos e 10 segundos. Duas semanas depois participei de mais uma corrida com chuva e por oito segundos não repeti o meu recorde.

No dia dezenove de junho corri a minha última prova no primeiro semestre. Foram nove provas num total de noventa quilômetros percorridos, duas corridas com chuva e tempo reduzido em cinquenta e cinco segundos em relação ao da primeira prova do ano.

O segundo semestre iniciou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. A referência era a Etapa Outono realizada em maio. Analisando as parciais de cada quilômetro defini a minha estratégia de corrida e consegui reduzir o meu tempo para 1 hora 15 minutos e 16 segundos. Além de ser o meu melhor tempo no Circuito das Estações este passou a ser o meu novo recorde pessoal.

A corrida seguinte foi completamente diferente daquelas que eu já participei. Aconteceu num dia e horário atípicos: sexta-feira às vinte e duas horas. Foi a Corrida Santos Dumont promovida pelo CINDACTA II com direito aos últimos quilômetros serem percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. Sem dúvida foi uma emoção muito grande.

Em agosto participei de duas corridas em dias seguidos. A primeira foi de cinco quilômetros (Barigui Night Run) no sábado à noite e a outra de dez quilômetros no domingo de manhã (PMPR) Não preciso nem explicar que o resultado foi decepcionante.

Eu achava que a minha cota de corridas na chuva já tinha sido cumprida com duas corridas. Mas enfrentei outra que foi bem pior, com várias poças d’água e riachos no meio do caminho.

O final de agosto foi marcado pela Etapa Primavera do Circuito das Estações. A expectativa era muito grande pois foi na Etapa Inverno que estabeleci o meu recorde pessoal dos 10 KM.

cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36 minutos e 11 segundos e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Segui controlando o meu ritmo e cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos, com uma diferença de 1 minuto 33 segundos em relação ao meu recorde anterior.

Em comparação com a primeira corrida do ano baixei o meu tempo em cinco minutos e trinta e seis segundos. Ainda terei mais seis corridas até o final do ano e a possibilidade de reduzir ainda mais o meu recorde.

 

Quatro meses depois

Já se passaram quatro meses daquela queda numa manhã de sábado e que resultou em uma fratura na cabeça do úmero. Foi a minha primeira fratura nos meus quarenta e oito anos e alguns meses de vida.

Felizmente não ocorreu nada de errado com os tendões e ligamentos, evitando assim uma cirurgia. Logo depois de tomar conhecimento da fratura combinada com uma bursite iniciei as sessões de fisioterapia.

Com exercícios diários fui lentamente recuperando os movimentos do braço esquerdo. Também demorei algum tempo para voltar a correr, pois tinha muito medo de sofrer uma nova queda e me machucar.

Depois de três meses da fratura consultei um ortopedista especialista em ombro. Ele falou que pelo tempo decorrido a fratura já deveria estar cicatrizada. A partir de agora os esforços serão concentrados nos exercícios para a recuperação da força muscular.

Depois de correr três provas apenas trotando notei que podia voltar a correr. No início foram cerca de duzentos metros, mas assim que ia recuperando a confiança aumentava a distância.

Durante as corridas a minha maior preocupação eram as dores ocasionadas pelo movimento com o braço. Pouco me importava com o tempo decorrido para completar os dez quilômetros.

Sei que ainda tenho muito o que exercitar para recuperar o meu braço. Mas sei que já consigo correr com segurança.

Cem dias depois da fratura

O tempo passou e cem dias ficaram para trás desde aquela manhã do dia vinte e seis de março.  Uma queda durante uma caminhada rendeu arranhões nas mãos e nos braços. O braço esquerdo ficou mais dolorido por ter recebido o peso do meu corpo.

Chegando em casa lavei os ferimentos e passei a tratar as dores com remédios em spray. No entanto o alívio era por um curto período de tempo. Resolvi então comparecer na emergência do Hospital XV. Como as radiografias não mostravam nenhuma fratura o médico prescreveu anti-inflamatório e pediu que eu retornasse depois de três dias.

Por precaução mantive o braço imobilizado neste período e aos poucos notei um alívio nas dores. Voltei ao hospital no dia marcado para a avaliação. Após realizar alguns testes o médico identificou uma bursite e solicitou uma ressonância magnética para uma melhor avaliação do estado do meu ombro.

Voltei alguns dias depois com o laudo do exame. Além da bursite diagnosticada anteriormente as imagens mostravam uma fratura sem deslocamento da cabeça do úmero na intersecção com o manguito rotador.

Segundo o laudo os ligamentos e os tendões foram preservados.  Fiz vários questionamentos a respeito da fratura e as explicações do médico me deixaram bem mais tranquilo. Ele então prescreveu sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade do braço.

No início a limitação de movimentos era bem nítida e demorou algumas semanas para que uma melhora fosse notada. Mas eu sabia que a minha recuperação seria lenta e um dia a melhora seria percebida.

Alguns dias antes de a fratura completar três meses consultei um ortopedista especialista em ombro. Ele explicou como é o processo de cicatrização de uma fratura e que no meu caso o processo deveria estar concluído.

Agora a nova etapa do tratamento consistirá no fortalecimento dos músculos.