
2025 começou como mais um ano de treinos, metas e quilômetros acumulados. Eu não imaginava que ele se tornaria um divisor de águas — não apenas na minha vida como corredor, mas na forma como eu enxergo meu próprio corpo, minha disciplina e minha capacidade de recomeçar.
Primeiro Semestre — Construção, Constância e Evolução
Os primeiros meses foram marcados por treinos consistentes. Fiz corridas de 5 km, 10 km e até 15 km, alternando ritmos, testando tênis diferentes e construindo uma base sólida. Meu corpo respondia bem, os tempos caíam aos poucos e a confiança crescia.
Até que chegou 22 de junho.
22/06 — A Torção, a Caminhada e a Fratura
Antes da largada de uma corrida, torci o pé. Senti o incômodo na hora, mas decidi caminhar a prova. Cruzei a linha de chegada com um desconforto que já não parecia normal.
Procurei atendimento imediatamente e, na sequência, fui para o hospital. O diagnóstico veio como um balde de água fria: fratura do quinto metatarso direito.
A partir dali, tudo mudou.
Imobilização, Pausa e a Difícil Arte de Esperar
Foram um mês e meio com o pé imobilizado. Nada de corrida, nada de impacto, nada de pressa.
É curioso como o silêncio dos treinos faz barulho na cabeça. Mas eu sabia que precisava respeitar o tempo do corpo.
Agosto — O Recomeço Invisível
Em 13 de agosto, iniciei a fisioterapia esportiva, com exercícios de Pilates. Foi ali que a mágica começou a acontecer.
A fisioterapia não só fortaleceu meu pé — ela me devolveu a segurança, a confiança e a coragem de voltar a correr sem medo de cair ou me machucar novamente.
Comecei com pequenos trotes. Sem dor. Sem pressa. E, aos poucos, fui aumentando a distância.
14/09 — A Primeira Corrida Pós-Fratura
Nesse dia, completei meus primeiros 5 km depois da fratura. Foi mais do que uma corrida: foi uma vitória pessoal.
Minha ortopedista me liberou para correr até 10 km, e eu segui respeitando cada limite.
Outubro — A Virada
Em 19 de outubro, fiz minha primeira corrida oficial pós-fratura. E, para minha surpresa, bati meu recorde pessoal.
Duas semanas depois, bati novamente. E, na semana seguinte, veio o recorde dos 5 km.
Eu não estava apenas recuperado. Eu estava melhor do que antes.
Novembro e Dezembro — Consolidação e Maturidade
Os treinos se estabilizaram. Os tempos continuaram fortes. A confiança se tornou rotina.
Fechei o ano correndo com leveza, segurança e uma sensação profunda de gratidão.
O Que 2025 Me Ensinou
Este foi o ano em que eu quebrei o pé. Mas também foi o ano em que eu descobri que:
- Recomeçar é uma habilidade.
- A paciência é tão importante quanto a disciplina.
- A fisioterapia é parte essencial da vida de quem corre.
- O corpo fala — e quando a gente escuta, ele responde.
- A superação não acontece no dia da prova, mas nos dias silenciosos em que ninguém vê.
2025 termina com mais do que recordes. Termina com a certeza de que eu posso cair, levantar e voltar ainda mais forte.
Da fratura à corrida: uma jornada de superação
CORRIDA E CAMINHADA AMIGOS DO HC 2025
7ª Corrida do Fogo – Em busca do RP