Férias em MG – Parte 5

Férias em MG – Parte 5

22/09 – Quinto Dia

A programação da sexta-feira era o passeio para as cidades de São João Del Rei e Tiradentes. A expectativa era muito grande pois em 2016 não tive a oportunidade de conhecer estas cidades históricas.

Depois de uma longa viagem chegamos em São João Del Rei, distante cerca de 183 km de Belo Horizonte. Em um primeiro momento conhecemos a Igreja de São Francisco de Assis, fundada pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

A igreja é um dos principais marcos da arte colonial brasileira, tornando-se famosa pela beleza de sua arquitetura, pela riqueza de sua talha e pela participação nas obras do mestre Aleijadinho, autor do projeto, mais tarde modificado por Francisco Cerqueira.

Devido à sua importância, a igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN junto com todo o seu acervo.

Igreja de São Francisco de Assis

Atrás da igreja está localizado o Cemitério da Ordem Terceira de São Francisco, onde visitamos o túmulo de Tancredo Neves (04/03/1910 – 21/04/1985) e sua esposa Dona Risoleta Neves (20/07/1917 – 21/09/2003).

Em seguida caminhamos até a Matriz de Nossa Senhora do Pilar. É um grande representante da arte colonial brasileira, contendo rica decoração em talha dourada, pinturas e estatuária, sendo tombada pelo IPHAN. Nesta igreja não é permitido tirar fotos.

Depois fomos até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Como ela estava fechada não pudemos conhecer o seu interior. Perto dali está localizado o Solar dos Neves, casarão que pertence à família Neves.

Foi a residência do presidente Tancredo de Almeida Neves entre os anos de 1957 e 1985. Depois, a esposa dele, Risoleta Guimarães Tolentino Neves, utilizou-se do casarão até a sua morte, no ano de 2003. Atualmente é utilizado como residência do neto Aécio Neves em suas visitas à cidade. 

Solar dos Neves

Permanecemos algum tempo admirando a beleza das casas. Foi então que percebemos que a poucos metros dali uma pessoas acenava para nós numa das sacadas.

Tratava-se de uma religiosa de 84 anos e que nos contou que se chamava Irmã Maria Helena e era filha do Dr. Paulo de Almeida Lustosa, um dentista que desenvolveu um medicamento para aliviar as dores de dente.

Depois de alguns minutos de conversa ela nos abençoou e se recolheu para o interior da casa. Sem dúvida este foi um dos momentos mais gratificantes do nosso passeio.

Solar da Família Lustosa

Algum tempo depois seguimos para o nosso almoço que seria em um restaurante localizado no caminho entre São João Del Rei e Tiradentes. Durante cerca de uma hora apreciamos a boa cozinha mineira.

Chegando em Tiradentes primeiramente visitamos a Igreja Matriz de Santo Antônio, construída em 1710 é a segunda igreja em ouro do Brasil. No seu interior há um órgão datado de 1788, considerado um dos quinze mais importantes do mundo.

Igreja Matriz de Santo Antônio

Em nossa caminhada pela cidade de Tiradentes conhecemos o monumento em homenagem a Tiradentes e passamos em frente a casa em que morou Padre Toledo, um dos cabeças da Inconfidência Mineira. Foi um dos locais onde se conspirou em 1789.

Alferes Joaquim José da Silva Xavier

Também visitamos o Chafariz São José, construído em 1749 para abastecer a então vila com água potável, também era utilizado para lavagem de roupa e para bebedouro de animais, principalmente cavalos.

Por volta das quatro e meia da tarde fomos até a estação do trem de onde partiríamos para um passeio até São João Del Rei. Exatamente às cinco horas a Maria Fumaça nº 41 partiu para uma viagem de cinquenta minutos.

Maria Fumaça

Durante o caminho fomos brindados com um belo pôr do sol. Na chegada em São João Del Rei fomos recepcionados pelos moradores locais que acenavam diante da passagem do trem.

Tão logo desembarcamos nos dirigimos até o local onde estava o ônibus que nos levaria de volta a Belo Horizonte. No caminho fizemos uma parada em um local chamado Café com Prosa.

Após fazer o meu lanche fui conversar com o proprietário do estabelecimento. Logo uma cachorra se aproximou de mim. O dono contou que ela tinha sido abandonada ali há alguns anos.

Então agachei e comecei a agradar ela. Em pouco tempo ela retribuiu o meu carinho com uma lambida. Antes de me despedir tirei uma foto.

 

 

 

 

 

 

 

A viagem de ida e volta foi cansativa mas o passeio foi muito gratificante.

Norman Bitner

Nascido em Curitiba - PR. Administrador, bancário, atleticano, corredor de rua, canhoto.