Cinco anos depois do primeiro passo

No dia dezoito de setembro de 2011 dei os meus primeiros passos para caminhada que marcou a minha saída do sedentarismo. Foram cerca de 6,8 km percorridos em uma hora nas ruas próximas da minha casa.

Nos dias seguintes a rotina foi repetida a rotina de sair de casa para caminhar. Aos poucos passei a caminhar em um ritmo um pouco mais rápido.

No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração, um evento promovido pelo Hospital Cardiológico Constantini e que conta com a participação de um grande número de pessoas.

Com saída da Praça do Japão e chegada no Parque Barigui a caminhada de cerca de cinco quilômetros foi bem tranquila. Chegando lá haviam ônibus para levar o pessoal de volta para o ponto inicial.

A transição da caminhada para a corrida foi uma questão de tempo. O condicionamento físico foi melhorando e no início de agosto de 2012 enfrentei a minha primeira corrida de 5 KM. Foi na Corrida da Esperança realizada nas ruas do Centro Cívico.

Mantive o ritmo de trote até me sentir seguro e então passar a acelerar as passada. Completei  o percurso em pouco menos de quarenta minutos. Foi uma sensação incrível cruzar a linha de chegada. Assim eu entrei para o maravilhoso e emocionante mundo das corridas de rua.

Em novembro participei da Corrida da Longevidade realizada no Parque Tingui. Por ser um iniciante nas corridas de rua preferi me inscrever na caminhada cuja distância era de três quilômetros. Corri na maior parte do percurso e completei a prova em vinte três minutos.

No entanto eu tinha muito o que melhorar para não chegar exausto no final das provas. Ao longo de 2013 tive a oportunidade de participar de treze provas de cinco quilômetros. Aprendi a controlar o meu ritmo durante corrida de acordo com as características do circuito.

O meu tempo que foi de 39 minutos e 51 segundos na minha primeira corrida em 2011 baixou para 35 minutos e 29 segundos em uma prova realizada no início de novembro de 2013.

O início do ano de 2014 foi marcado por uma corrida de dez quilômetros. Foi uma corrida diferente  mas não foi agradável mesmo se tratando de apenas uma experiência. Terminei exausto e decidi que não enfrentaria uma corrida de dez quilômetros tão cedo.

Na semana seguinte retomei as corridas de 5 KM.  No entanto o mais perto que cheguei do meu recorde pessoal foi uma diferença de dez segundos.  Apenas na penúltima corrida do ano que consegui baixar o meu tempo. O novo recorde para os cinco quilômetros passou a ser de 34 minutos e 20 segundos.

O ano de 2015 foi marcado por vinte provas de cinco quilômetros mas em nenhuma delas consegui melhorar o meu tempo. Ao final da temporada e após analisar os meus resultados resolvi que em 2016 participaria de provas de dez quilômetros. As exceções seriam duas etapas da Track & Field (Pátio Batel e Mueller) e a Barigui Night Run.

A primeira prova de 10 KM do ano foi completada em 1 hora 19 minutos e 19 segundos, um tempo próximo daquela corrida de 2014. Como estava acostumado a correr 5 KM sabia que tinha muito o que melhorar.

Era preciso saber dividir o rimo ao longo dos dez quilômetros. Três meses depois o meu recorde pessoal para a distância passou a ser de 1 hora 18 minutos e 48 segundos.

Por causa de uma queda durante um treino fraturei o ombro em pelo menos em três provas apenas trotei, pois não consegui correr por causa do medo de sofrer uma queda e me machucar.

A partir da metade do mês de maio passei a correr com um tênis Adidas Ultra Boost. Logo na primeira corrida com ele melhorei o meu tempo para 1 hora 17 minutos e 07 segundos. Na semana seguinte enfrentei uma corrida co muita chuva e sem a menor chance para melhorar o meu tempo.

No entanto para a minha enorme surpresa completei o percurso em 1 hora 16 minutos e 10 segundos. Duas semanas depois participei de mais uma corrida com chuva e por oito segundos não repeti o meu recorde.

No dia dezenove de junho corri a minha última prova no primeiro semestre. Foram nove provas num total de noventa quilômetros percorridos, duas corridas com chuva e tempo reduzido em cinquenta e cinco segundos em relação ao da primeira prova do ano.

O segundo semestre iniciou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. A referência era a Etapa Outono realizada em maio. Analisando as parciais de cada quilômetro defini a minha estratégia de corrida e consegui reduzir o meu tempo para 1 hora 15 minutos e 16 segundos. Além de ser o meu melhor tempo no Circuito das Estações este passou a ser o meu novo recorde pessoal.

A corrida seguinte foi completamente diferente daquelas que eu já participei. Aconteceu num dia e horário atípicos: sexta-feira às vinte e duas horas. Foi a Corrida Santos Dumont promovida pelo CINDACTA II com direito aos últimos quilômetros serem percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. Sem dúvida foi uma emoção muito grande.

Em agosto participei de duas corridas em dias seguidos. A primeira foi de cinco quilômetros (Barigui Night Run) no sábado à noite e a outra de dez quilômetros no domingo de manhã (PMPR) Não preciso nem explicar que o resultado foi decepcionante.

Eu achava que a minha cota de corridas na chuva já tinha sido cumprida com duas corridas. Mas enfrentei outra que foi bem pior, com várias poças d’água e riachos no meio do caminho.

O final de agosto foi marcado pela Etapa Primavera do Circuito das Estações. A expectativa era muito grande pois foi na Etapa Inverno que estabeleci o meu recorde pessoal dos 10 KM.

cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36 minutos e 11 segundos e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Segui controlando o meu ritmo e cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos, com uma diferença de 1 minuto 33 segundos em relação ao meu recorde anterior.

Em comparação com a primeira corrida do ano baixei o meu tempo em cinco minutos e trinta e seis segundos. Ainda terei mais seis corridas até o final do ano e a possibilidade de reduzir ainda mais o meu recorde.