#TBT JULHO 2017

O mês de julho de 2017 foi marcado por três corridas.

02/07 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

Faltando vinte minutos para a largada a temperatura era de 9ºC e assim deveria permanecer durante toda a prova.  Coloquei os meu fones, conferi se os tênis estavam bem amarrados, fiz o meu alongamento, o aquecimento e iniciei a minha concentração. Neste momento fecho os olhos, me desligo totalmente do que está acontecendo em volta e respiro com calma.

Ao longo do percurso mantive um ritmo de corrida confortável, mas trotei e caminhei sempre que achei necessário.

Em nenhum instante me preocupei com o tempo decorrido. Completei a prova em 1 hora, 17 minutos e 19 segundos. O mais importante foi ter terminado bem e conquistado mais uma medalha para a coleção.

 

22/07 – TRACK & FIELD PATIO BATEL

A segunda corrida da Track & Field em Curitiba em 2017 teve como local de largada o Shopping Pátio Batel. Fiz uma largada bem tranquila com bastante cuidado para evitar me envolver em alguma confusão.

Escolhi um ritmo tranquilo e segui em frente sem me preocupar com o tempo. Afinal de contas as características do percurso não eram favoráveis para bater o meu recorde dos 5 km.

Em um determinado momento percebi na minha frente uma garota que estava falando no celular. Apesar de estar num ritmo lento ela estava se movimentado para o seu lado esquerdo e portanto saindo da área limitada para os corredores.

Neste local estávamos dividindo o espaço com os carros. Acelerei um pouco a minha passada e fiquei ao lado dela. Coloquei a mão no seu ombro esquerdo e puxei na minha direção. Ainda bem que foi só um susto.

Terminei a prova muito bem fisicamente e conquistei mais uma medalha para a minha coleção.

 

28/07 – 2ª CORRIDA SANTOS DUMONT

Foi uma corrida noturna promovida pelo CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) em homenagem a Alberto Santos Dumont (20/07/1873 – 23/07/1932).

Apenas os corredores que estavam devidamente inscritos poderiam acessar o local de largada, a pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. O dia e o horário de realização da prova foram completamente atípicos. Uma sexta-feira às dez horas da noite, enquanto as corridas noturnas são normalmente realizadas nos sábados por volta das oito horas.

A banda U2 Cover CWB animava os presentes cantando sucessos da banda irlandesa enquanto não chegava o momento da largada. Em um determinado local as pessoas podiam tirar fotos ao lado de um sósia do Santos Dumont, o homenageado da noite.

Também estiveram presentes os corredores Marílson Gomes dos Santos (duas vitórias na Maratona de Nova York três vitórias na Corrida de São Silvestre) e Juliana Gomes dos Santos (campeã pan-americana dos 1500 m e dos 5000 metros). Foi um grande prazer conhecê-los e receber um pouco da sua energia positiva.

Por se tratar de uma corrida noturna com cerca de cinco mil participantes procurei uma boa posição para largar com cuidado. No ano passado corri a prova de 10 km e em 2017 escolhi os 5 km.

Sabia que deveria aproveitar o primeiro quilômetro pois a maior parte do percurso usaria a pista do aeroporto. A iluminação se limitava às lanternas dos corredores que estavam na minha frente.

Fui controlando a distância que faltava para o término da prova. Ao passar pela marca dos 4 km passei a acelerar as minhas passadas e fiz algumas ultrapassagens.

O final do percurso foi na pista de pouso do Aeroporto do Bacacheri. Quando fiz a última curva me preparei para a minha arrancada, olhei para o pórtico da chegada e escolhi o caminho que iria percorrer.

Apesar de ter tido alguns problemas no último quilômetro terminei a corrida bem fisicamente. Para a minha grande surpresa o meu tempo de 34:35 ficou bem próximo do meu recorde pessoal dos 5 km.

Seis anos de corrida de rua – 2017

A temporada de 2017 teria um significado muito especial para mim. Em agosto completaria cinco anos no mundo das corridas de rua e em dezembro os cinquenta anos de idade.

A primeira experiência significativa foi enfrentar os 21 km da MEIA MARATONA ECOLÓGICA. Como estava acostumado com as provas de 10 km tive algumas dificuldades ao longo do percurso. No entanto tirei muitas lições durante as pouco mais de três horas.

Em junho tive a oportunidade maravilhosa de participar da PERNAS PRA QUE TE QUERO, uma prova em que os corredores conduzem crianças cadeirantes.

Em agosto tive a chance de participar de um outra Meia Maratona em um percurso mais tranquilo que a anterior. Tive dificuldades no percurso mas consegui completar em um tempo melhor que a que eu corri em maio.

Ainda tinha pela frente o maior desafio do ano, completar a Maratona de Curitiba, mas enfrentei problemas que prejudicaram bastante a minha corrida.

Infelizmente o sonho de correr os 42 km foi adiado.

22/01/17 CORRIDA DA PONTE 00:36:18 5,0
29/01/17 BATEL RUN 01:20:44 10,0
19/02/17 TRACK&FIELD MUELLER 00:35:34 5,0
12/03/17 BPTRAN 01:17:35 10,0
09/04/17 ESTAÇÕES OUTONO 00:43:04 5,0
30/04/17 UNIDOS PELA VIDA 00:35:09 5,0
07/05/17 MEIA MARATONA ECOLÓGICA 03:14:59 21,0
21/05/17 STADIUM 00:49:44 6,5
04/06/17 PERNAS PRA QUE TE QUERO 00:14:45 2,0
02/07/17 ESTAÇÕES INVERNO 01:17:19 10,0
23/07/17 TRACK&FIELD BATEL 00:37:00 5,0
28/07/17 SANTOS DUMONT 00:34:35 5,0
06/08/17 MEIA MARATONA UNINTER 03:02:08 21,0
27/08/17 BANCÁRIOS 00:37:59 5,0
17/09/17 TRACK&FIELD BARIGUI 00:36:41 5,0
01/10/17 ESTAÇÕES PRIMAVERA 01:23:39 10,0
08/10/17 FOGO 01:26:56 10,0
22/10/17 CIRCUITO BB 01:19:32 10,0
19/11/17 MARATONA DE CURITIBA 02:29:13 16,6
26/11/17 ESTAÇÕES VERÃO 01:20:38 10,0

 

Corridas Marcantes

Comecei a correr em agosto de 2012 e desde estão tive a oportunidade de participar cento e quinze provas. É claro que algumas delas me marcaram seja pelas características do percurso, das condições da corrida ou então pela conquista de um recorde pessoal.

Mas hoje vou contar a respeito das duas edições que participei da CORRIDA SANTOS DUMONT, corrida noturna promovida pelo CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), criado em 1982 com a finalidade de exercer a vigilância da circulação aérea em geral, bem como orientar as aeronaves.

Particularmente não gosto de corridas noturnas mas me inscrevi na 1ª CORRIDA SANTOS DUMONT por causa de uma característica do percurso. Os últimos quilômetros seriam na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri.

O dia de realização da prova e a sua largada foram completamente atípicos. Uma sexta-feira às dez horas da noite, enquanto as corridas noturnas são normalmente realizadas nos sábados por volta das oito horas.

A maioria dos corredores estava usando a lanterna de LED na cabeça para auxiliar na iluminação. Procurei manter um ritmo seguro sem arriscar nas ultrapassagens, pois a segurança era mais importante. Em algumas ruas os moradores estavam na calçada incentivando os corredores que passavam. Sem dúvida é muito bom receber este tipo de energia positiva.

Logo após completar a distância de 7 KM entrei nas dependências do CINDACTA II. A lanterna permitia uma visibilidade de cerca de cinco metros na minha frente. Segui num ritmo lento e procurando me manter próximo dos outros corredores. Pouco depois de completarmos a distância de 8 KM finalmente chegamos a tão esperada pista de pouso.

A chegarmos no final da pista vimos um grupo sinalizando por onde deveríamos seguir. Fizemos com cuidado a curva até entrarmos na reta final. Pouco antes da chegada tinha um túnel onde passamos comemorando.

O meu tempo para completar o percurso foi de 1 hora 18 minutos 26 segundos. Por se tratar de uma corrida noturna não pode ser comparado com o meu melhor tempo para a distância de 10 km.

Em julho de 2017 participei da 2ª CORRIDA SANTOS DUMONT. Desta vez me inscrevi na prova de cinco quilômetros. A animação ficou por conta da banda U2 Cover CWB cantando sucessos da banda irlandesa enquanto não chegava o momento da largada.

Em um determinado local as pessoas podiam tirar fotos ao lado de um sósia do Santos Dumont, o homenageado da noite. Também estiveram presentes os corredores Marílson Gomes dos Santos (duas vitórias na Maratona de Nova York três vitórias na Corrida de São Silvestre) e Juliana Gomes dos Santos (campeã pan-americana dos 1500 m e dos 5000 metros). Foi um grande prazer conhecê-los e receber um pouco da sua energia positiva.

Por se tratar de uma corrida noturna com cerca de cinco mil participantes procurei uma boa posição para largar com cuidado. Procurei manter a calma mas fui logo procurando espaço para desenvolver um bom ritmo. Sabia que deveria aproveitar o primeiro quilômetro pois a maior parte do percurso usaria a pista do aeroporto.

Mantive um ritmo confortável e fui controlando a distância que faltava para o término da prova. Ao passar pela marca dos 4 km passei a acelerar as minhas passadas e fiz algumas ultrapassagens. Quando fiz a última curva me preparei para a minha arrancada.

Para a minha grande surpresa o meu tempo de 34:35 ficou bem próximo do meu recorde pessoal dos cinco quilômetros. Fiquei um pouco chateado por não ter batido a minha marca por poucos segundos mas contente por ter conseguido o meu melhor tempo em corridas noturnas.

Infelizmente em 2018 o CINDACTA II não realizou a corrida noturna em homenagem a Santos Dumont.

 

 

Cinco anos de corridas de rua – Final

Certo dia estava atualizando a planilha onde registro várias informações sobre as minhas corridas e vi que no dia cinco de agosto de 2012 participei da minha primeira corrida.

Pois é, há cinco anos eu dava as minhas primeiras passadas no emocionante e fascinante mundo das corridas. Neste período tive a oportunidade de participar de várias corridas, viver emoções, reencontrar pessoas que não via há muitos anos e formar novas amizades.

No mês de julho participei de três provas. A primeira delas foi a Etapa Inverno do Circuito das Estações. Sem dúvida o principal pensamento que passava pela minha cabeça era como iria me comportar quando passasse pela placa dos 5 km.

Decidi que não iria prestar atenção nas placas e segui no meu ritmo.  a primeira placa que eu vi foi a que marcava os 8 km. Já estava próximo do final e comecei a acelerar as minhas passadas. completei os 10 km em 1 hora, 17 min e 37 seg.

A corrida seguinte foi a de 5 km da Track&Field Pátio Batel. Segui num ritmo tranquilo e percorri os 5km em 37 minutos.

No final de julho participei de uma das corridas mais esperadas: a Corrida de Santos Dumont. Nesta prova a largada e a chegada são na pista de pouso do Aeroporto do Bacacheri.

Por se tratar de uma corrida noturna com cerca de cinco mil participantes procurei uma boa posição para largar com cuidado. No ano passado corri a prova de 10 km e em 2017 escolhi os 5 km. Procurei manter a calma mas fui logo procurando espaço para desenvolver um bom ritmo.

Sabia que deveria aproveitar o primeiro quilômetro pois a maior parte do percurso usaria a pista do aeroporto. A iluminação se limitava às lanternas dos corredores que estavam na minha frente. Mantive um ritmo confortável e fui controlando a distância que faltava para o término da prova.

Ao passar pela marca dos 4 km passei a acelerar as minhas passadas e fiz algumas ultrapassagens. Quando fiz a última curva me preparei para a minha arrancada. Olhei para o pórtico da chegada e escolhi o caminho que iria percorrer. Apesar de ter tido alguns problemas no último quilômetro terminei a corrida bem fisicamente.

Para a minha grande surpresa o meu tempo de 34:35 ficou bem próximo do meu recorde pessoal dos 5 km. Fiquei um pouco chateado por não ter batido a minha marca por poucos segundos mas fiquei contente por ter conseguido o meu melhor tempo em corridas noturnas.

Agradeço a todas aquelas pessoas que sempre me incentivaram seja correndo ao meu lado ou torcendo por mim. Muito obrigado pela enorme energia positiva que vocês me transmitiram durante estes cinco anos.

2ª Corrida Santos Dumont

 

 

Nesta sexta-feira aconteceu a 2ª Corrida Santos Dumont, corrida noturna promovida pelo CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) em homenagem a Alberto Santos Dumont (20/07/1873 – 23/07/1932).

Apenas os corredores que estavam devidamente inscritos poderiam acessar o local de largada, a pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. O dia e o horário de realização da prova foram completamente atípicos. Uma sexta-feira às dez horas da noite, enquanto as corridas noturnas são normalmente realizadas nos sábados por volta das oito horas.

Na edição deste ano a banda U2 Cover CWB animava os presentes cantando sucessos da banda irlandesa enquanto não chegava o momento da largada. Em um determinado local as pessoas podiam tirar fotos ao lado de um sósia do Santos Dumont, o homenageado da noite.

Também estiveram presentes os corredores Marílson Gomes dos Santos (duas vitórias na Maratona de Nova York três vitórias na Corrida de São Silvestre) e Juliana Gomes dos Santos (campeã pan-americana dos 1500 m e dos 5000 metros). Foi um grande prazer conhecê-los e receber um pouco da sua energia positiva.

Por se tratar de uma corrida noturna com cerca de cinco mil participantes procurei uma boa posição para largar com cuidado. No ano passado corri a prova de 10 km e em 2017 escolhi os 5 km. Procurei manter a calma mas fui logo procurando espaço para desenvolver um bom ritmo.

Sabia que deveria aproveitar o primeiro quilômetro pois a maior parte do percurso usaria a pista do aeroporto. A iluminação se limitava às lanternas dos corredores que estavam na minha frente.

Mantive um ritmo confortável e fui controlando a distância que faltava para o término da prova. Ao passar pela marca dos 4 km passei a acelerar as minhas passadas e fiz algumas ultrapassagens. Quando fiz a última curva me preparei para a minha arrancada Olhei para o pórtico da chegada e escolhi o caminho que iria percorrer.

Apesar de ter tido alguns problemas no último quilômetro terminei a corrida bem fisicamente. Para a minha grande surpresa o meu tempo de 34:35 ficou bem próximo do meu recorde pessoal dos 5 km. Fiquei um pouco chateado por não ter batido a minha marca por poucos segundos mas fiquei contente por ter conseguido o meu melhor tempo em corridas noturnas.

O meu próximo desafio será a Meia Maratona UNINTER no próximo dia seis de agosto. Esta será a minha segunda experiência na distância de 21 km. Espero ter um melhor desempenho em relação a Meia Maratona que fiz em maio deste ano.

 

 

 

Cinco anos depois do primeiro passo

No dia dezoito de setembro de 2011 dei os meus primeiros passos para caminhada que marcou a minha saída do sedentarismo. Foram cerca de 6,8 km percorridos em uma hora nas ruas próximas da minha casa.

Nos dias seguintes a rotina foi repetida a rotina de sair de casa para caminhar. Aos poucos passei a caminhar em um ritmo um pouco mais rápido.

No final do mês tive a oportunidade de participar da Caminhada do Coração, um evento promovido pelo Hospital Cardiológico Constantini e que conta com a participação de um grande número de pessoas.

Com saída da Praça do Japão e chegada no Parque Barigui a caminhada de cerca de cinco quilômetros foi bem tranquila. Chegando lá haviam ônibus para levar o pessoal de volta para o ponto inicial.

A transição da caminhada para a corrida foi uma questão de tempo. O condicionamento físico foi melhorando e no início de agosto de 2012 enfrentei a minha primeira corrida de 5 KM. Foi na Corrida da Esperança realizada nas ruas do Centro Cívico.

Mantive o ritmo de trote até me sentir seguro e então passar a acelerar as passada. Completei  o percurso em pouco menos de quarenta minutos. Foi uma sensação incrível cruzar a linha de chegada. Assim eu entrei para o maravilhoso e emocionante mundo das corridas de rua.

Em novembro participei da Corrida da Longevidade realizada no Parque Tingui. Por ser um iniciante nas corridas de rua preferi me inscrever na caminhada cuja distância era de três quilômetros. Corri na maior parte do percurso e completei a prova em vinte três minutos.

No entanto eu tinha muito o que melhorar para não chegar exausto no final das provas. Ao longo de 2013 tive a oportunidade de participar de treze provas de cinco quilômetros. Aprendi a controlar o meu ritmo durante corrida de acordo com as características do circuito.

O meu tempo que foi de 39 minutos e 51 segundos na minha primeira corrida em 2011 baixou para 35 minutos e 29 segundos em uma prova realizada no início de novembro de 2013.

O início do ano de 2014 foi marcado por uma corrida de dez quilômetros. Foi uma corrida diferente  mas não foi agradável mesmo se tratando de apenas uma experiência. Terminei exausto e decidi que não enfrentaria uma corrida de dez quilômetros tão cedo.

Na semana seguinte retomei as corridas de 5 KM.  No entanto o mais perto que cheguei do meu recorde pessoal foi uma diferença de dez segundos.  Apenas na penúltima corrida do ano que consegui baixar o meu tempo. O novo recorde para os cinco quilômetros passou a ser de 34 minutos e 20 segundos.

O ano de 2015 foi marcado por vinte provas de cinco quilômetros mas em nenhuma delas consegui melhorar o meu tempo. Ao final da temporada e após analisar os meus resultados resolvi que em 2016 participaria de provas de dez quilômetros. As exceções seriam duas etapas da Track & Field (Pátio Batel e Mueller) e a Barigui Night Run.

A primeira prova de 10 KM do ano foi completada em 1 hora 19 minutos e 19 segundos, um tempo próximo daquela corrida de 2014. Como estava acostumado a correr 5 KM sabia que tinha muito o que melhorar.

Era preciso saber dividir o rimo ao longo dos dez quilômetros. Três meses depois o meu recorde pessoal para a distância passou a ser de 1 hora 18 minutos e 48 segundos.

Por causa de uma queda durante um treino fraturei o ombro em pelo menos em três provas apenas trotei, pois não consegui correr por causa do medo de sofrer uma queda e me machucar.

A partir da metade do mês de maio passei a correr com um tênis Adidas Ultra Boost. Logo na primeira corrida com ele melhorei o meu tempo para 1 hora 17 minutos e 07 segundos. Na semana seguinte enfrentei uma corrida co muita chuva e sem a menor chance para melhorar o meu tempo.

No entanto para a minha enorme surpresa completei o percurso em 1 hora 16 minutos e 10 segundos. Duas semanas depois participei de mais uma corrida com chuva e por oito segundos não repeti o meu recorde.

No dia dezenove de junho corri a minha última prova no primeiro semestre. Foram nove provas num total de noventa quilômetros percorridos, duas corridas com chuva e tempo reduzido em cinquenta e cinco segundos em relação ao da primeira prova do ano.

O segundo semestre iniciou com a Etapa Inverno do Circuito das Estações. A referência era a Etapa Outono realizada em maio. Analisando as parciais de cada quilômetro defini a minha estratégia de corrida e consegui reduzir o meu tempo para 1 hora 15 minutos e 16 segundos. Além de ser o meu melhor tempo no Circuito das Estações este passou a ser o meu novo recorde pessoal.

A corrida seguinte foi completamente diferente daquelas que eu já participei. Aconteceu num dia e horário atípicos: sexta-feira às vinte e duas horas. Foi a Corrida Santos Dumont promovida pelo CINDACTA II com direito aos últimos quilômetros serem percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. Sem dúvida foi uma emoção muito grande.

Em agosto participei de duas corridas em dias seguidos. A primeira foi de cinco quilômetros (Barigui Night Run) no sábado à noite e a outra de dez quilômetros no domingo de manhã (PMPR) Não preciso nem explicar que o resultado foi decepcionante.

Eu achava que a minha cota de corridas na chuva já tinha sido cumprida com duas corridas. Mas enfrentei outra que foi bem pior, com várias poças d’água e riachos no meio do caminho.

O final de agosto foi marcado pela Etapa Primavera do Circuito das Estações. A expectativa era muito grande pois foi na Etapa Inverno que estabeleci o meu recorde pessoal dos 10 KM.

cheguei na metade da prova com um tempo acumulado de 36 minutos e 11 segundos e com uma vantagem de um minuto e meio em relação a corrida em que estabeleci o meu recorde. Fiz uma conta rápida para estimar o meu tempo final.

Segui controlando o meu ritmo e cruzei a linha de chegada com 1 hora 13 minutos 43 segundos, com uma diferença de 1 minuto 33 segundos em relação ao meu recorde anterior.

Em comparação com a primeira corrida do ano baixei o meu tempo em cinco minutos e trinta e seis segundos. Ainda terei mais seis corridas até o final do ano e a possibilidade de reduzir ainda mais o meu recorde.

 

1ª Corrida Santos Dumont

Esta corrida noturna foi promovida pelo CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), criado em 1982 com a finalidade de exercer a vigilância da circulação aérea em geral, bem como orientar as aeronaves.

Por se tratar de uma área militar o acesso foi permitido apenas aos corredores inscritos. Logo no portão de entrada tinha uma equipe controlando os corredores que chegavam.

O dia de realização da prova e a sua largada foram completamente atípicos. Uma sexta-feira às dez horas da noite, enquanto as corridas noturnas são normalmente realizadas nos sábados por volta das oito horas.

Aos poucos os corredores foram chegando e se aglomerando apesar do frio de 8ºC. Todos muito empolgados por causa do principal atrativo da prova, pois o final seria na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri.

Tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas, entre elas uma que faria a sua primeira corrida. Em poucos minutos de conversa dei várias dicas. Depois iniciei o meu ritual de concentração e alongamento.

Diferente do que acontece na maioria das corridas a separação dos corredores de 5 e 10 km foi a poucos metros da largada. A maioria deles estava usando a lanterna de LED na cabeça para auxiliar na iluminação.

Procurei manter um ritmo seguro sem arriscar nas ultrapassagens, pois a segurança era mais importante. Em algumas ruas os moradores estavam na calçada incentivando os corredores que passavam. Sem dúvida é muito bom receber este tipo de energia positiva.

Logo após completar a distância de 7 KM entrei nas dependências do CINDACTA II. A lanterna permitia uma visibilidade de cerca de cinco metros na minha frente. Segui num ritmo lento e procurando me manter próximo dos outros corredores.

Alcancei duas corredoras que também estavam num ritmo próximo do meu mas que estavam distantes de quem estava lá na frente. Ficamos lado a lado e num trote lento fomos iluminando o nosso caminho. Pouco depois de completarmos a distância de 8 KM finalmente chegamos a tão esperada pista de pouso.

Não era possível ter noção de distância por causa da escuridão. Era possível identificar apenas as luzes azuis do balizamento. Usamos como referência a linha tracejada, a sensação era de que estávamos muito longe da chegada.

A chegarmos no final da pista vimos um grupo sinalizando por onde deveríamos seguir. Fizemos com cuidado a curva até entrarmos na reta final. Pouco antes da chegada tinha um túnel onde passamos comemorando.

No entanto, quando me preparava para dar a minha arrancada fui ofuscado por holofote posicionado no pórtico de chegada. Foi uma pena, mas valeu a emoção de participar de uma corrida completamente diferente das outras.

O meu tempo para completar o percurso foi de 1 hora 18 minutos 26 segundos. É claro que por se tratar de uma corrida noturna não pode ser comparado com o meu melhor tempo para a distância de 10 km.

Em casa verifiquei no Facebook alguns comentários a respeito da morte de um corredor durante a corrida. Mas as informações não eram claras. Alguns minutos depois tomei conhecimento de que se tratava do marido de uma pessoa conhecida.

Sem dúvida é muito triste para nós corredores quando alguém morre durante uma prova. Mas isto serve de sinal de que devemos sempre estarmos atentos para o nosso estado de saúde principalmente no que diz respeito ao nosso coração.