circuito-das-estações-primavera-01Cheguei ao Jockey Club do Paraná pouco antes das sete horas da manhã e me dirigi ao local onde estavam sendo entregues os chips para os corredores inscritos.

Notei que estavam inscritos três mil participantes, um número bem inferior a última etapa do ano passado, disputada no mesmo local.

Na sequencia passei pelo espaço exclusivo para os assinantes da revista O2. Aproveitei para comer uma fruta e me hidratar um pouco. Conversei com algumas pessoas que encontrei por lá e depois iniciei o meu alongamento e o aquecimento.

Faltando quinze minutos para a largada segui para o meu pelotão. Aproveitei aqueles instantes para me concentrar na estratégia de corrida, procurando mentalizar cada trecho.

O momento da largada é muito complicado, pois o piso é irregular até o portão de saída do Jockey. Além disso, por causa da chuva do dia anterior havia algumas poças de água e um pouco de lama. Larguei com muito cuidado e passei a acelerar assim que passei pelo portão.

Fiz algumas ultrapassagens e quando cheguei perto da marca dos quinhentos metros comecei a sentir uma pequena dor no calcanhar direito. Como ela mudava de lugar conforme as passadas eram dadas logo percebi que tratava de uma pedra. Pois é, tinha uma pedra no meio do caminho. Apesar de suportável a dor era incômoda e poderia atrapalhar a minha corrida.

Estava na metade do primeiro quilômetro da corrida e tinha que tomar uma decisão muito importante. Fazer um pit stop para retirar a tal pedra ou seguir adiante. Decidi continuar em frente e torcer para que a pedra deixasse de incomodar.

A dor incomodava e ao mesmo tempo atrapalhava a minha passada, pois a pedra se deslocava dentro do tênis. Alguns minutos depois percebi que havia tomado a decisão certa, pois as dores passaram e então pude melhorar as minhas passadas.

Sem a pedra me incomodando consegui correr num ritmo mais rápido nos dois quilômetros seguintes. Cheguei ao final do terceiro quilômetro com o tempo de vinte e dois minutos e seis segundos.

No caminho vi diversas pessoas correndo lado a lado formando os chamados paredões. Fui atrapalhado e tive muitas dificuldades para realizar as ultrapassagens. Fui dezesseis segundos mais lento, mas mesmo assim cheguei a marca dos quatro quilômetros com o tempo de vinte e nove minutos e quarenta e seis segundos.

Em uma conta rápida, teria que percorrer o último quilômetro em menos de cinco minutos e quarenta e cinco segundos para bater o meu recorde. Sabia que seria um tanto complicado correr neste ritmo com tanta gente no meio do caminho.

Mais uma medalha para a coleção

Mais uma medalha para a coleção

Acelerei as minhas passadas e procurei aproveitar ao máximo os espaços vazios que surgiam na minha frente.

Completei a prova no tempo de  trinta e seis minutos e dois segundos. Fiquei contente com o meu resultado diante das dificuldades enfrentadas ao longo do percurso.

Foi muito legal poder correr no mesmo percurso onde foi disputado o Circuito das Estações de 2013. Enfim, somei mais cinco quilômetros na minha conta e adicionei  mais uma medalha na coleção.

 

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