120 medalhas

No dia cinco de agosto de 2012 tive a oportunidade de participar da Corrida da Esperança.

Completei o percurso de cinco quilômetros no tempo de 39 minutos e 51 segundos e marquei a minha estreia no mundo das corridas de rua.

Cruzei a linha de chegada ofegante mas fiquei muito contente por ter superado o meu desafio de enfrentar uma corrida de rua.

Sequer imaginava que aquela foi a primeira de muitas outras corridas que participaria a partir de então.

O tempo foi passando e pude participar de outras corridas. Cada uma delas representava um novo desafio a ser enfrentado. Calor, frio, chuva, vento, subidas e descidas. A melhora no condicionamento aconteceu naturalmente.

A cada prova concluída uma medalha era acrescentada a minha coleção. Inicialmente guardava as medalhas em uma caixa. Depois de algum tempo a caixa acabou ficando pequena. Foi então que tive a ideia de pendurá-las lado a lado.

A coleção foi crescendo, cada medalha representando um desafio superado ou então um recorde pessoal conquistado.

Acordar cedo nos domingos para correr pelas ruas de Curitiba passou a fazer parte da minha rotina. Alguns percursos eram fáceis e outros bastante desafiadores. Formei muitas amizades e também reencontrei pessoas que não via há muitos anos.

No início de agosto de 2017 completei cinco anos no fascinante e emocionante mundo das corridas de rua.

Comemorei esta data significativa participando da Meia Maratona Uninter.

Apesar de ter sido a minha segunda corrida de 21 km fiquei muito contente por ter enfrentado esta prova tão desafiadora.

Sendo assim a minha coleção chegou a noventa e quatro medalhas.

Um dos meus desafios em 2018 foi enfrentar um corrida de 15 km, uma distância intermediária entre os 10 km que eu já estava acostumado e os 21 km da meia maratona. Foi uma experiência muito interessante e ao mesmo tempo um treino para a meia maratona que enfrentaria no mês de agosto.

No dia trinta de setembro participei de uma corrida de cinco quilômetros e conquistei a 120ª medalha para a minha coleção. Em seis anos e alguns meses foram percorridos muitos quilômetros, enfrentei desafios e vivi muitas emoções.

É muito difícil apontar qual é a medalha mais bonita, a mais significativa ou então a corrida mais emocionante. Guardo lembranças de todas elas.