26 ANOS SEM AYRTON SENNA

Para muitas pessoas o dia 1º de maio de 1994 não passa de uma data distante perdida no calendário.
 
Mas para milhares de outras pessoas espalhadas pelo mundo aquele dia jamais será esquecido. Um domingo muito triste que marcou a perda de um grande ídolo.
 
Vinte e seis anos se passaram e até hoje nos questionamos porque a carreira do nosso ídolo terminou naquela maldita curva Tamburello.
 
Inúmeras explicações foram apresentadas na tentativa de mostrar como tudo aconteceu.
 
Enfim, o ídolo se foi, mas ficou o mito.
 
Os domingos nunca mais foram os mesmos sem aquele piloto do capacete amarelo com uma lista azul e outra verde.
 
Perdi o interesse pela F1, surgiram outros pilotos vencedores e que conquistaram campeonatos, mas nenhum como o Senna.
 
Mesmo tantos anos depois o Ayrton Senna é admirado no mundo todo, inclusive por pessoas que sequer eram nascidas em 1994.
 
Particularmente preservo a memória do meu ídolo através da minha coleção de miniaturas, bem como do meu site AYRTON SENNA PARA SEMPRE.

No dia 1º de maio de 2019 participei do Senna Day, evento promovido pelo Instituto Ayrton Senna para marcar os vinte e cinco anos do legado do Ayrton Senna.

Corri a prova de cinco quilômetros no circuito de Interlagos. Mas esta foi uma corrida bem diferente daquelas que estou acostumado a participar nas ruas.

Em nenhum momento me preocupei em quanto tempo completaria o percurso. Aproveitei para admirar a vista e sentir a energia incrível.

Foi muito emocionante poder homenagear o meu ídolo na pista onde ele proporcionou muitas alegrias aos seus torcedores.

Em seguida visitei a exposição com inúmeros itens relacionados ao Senna.

Foi um dia que ficará guardado na minha memória.

 

Desde 2012 sou corredor de rua, uso o boné com as cores do capacete e me inspiro no Ayrton Senna quando enfrento dificuldades.

 

 

 

 

 

Valeu Ayrton!

TBT 35 ANOS DA PRIMEIRA VITÓRIA NA F1

No final da temporada de 1984 o Ayrton Senna anunciou a sua mudança para a Lotus, equipe pela qual teria condições de brigar pela vitória. A sua estreia foi no GP do Brasil no Autódromo de Jacarepaguá. Abandonou na volta 48 com problemas elétricos.

A próxima etapa do campeonato estava programada para o GP de Portugal no Autódromo do Estoril. O circuito era conhecido pois ele correu lá em 1984 e chegou em terceiro lugar.

No primeiro treino classificatório fez o melhor tempo: 1:21.708 . No segundo treino ele foi ainda mais rápido e conquistou a sua primeira pole position com o tempo de 1:21:007.

No domingo ele dividiria a primeira fila com o francês Alain Prost da McLaren, vice campeão em 1984.

Uma forte chuva caiu no autódromo português. O que esperar da combinação Senna e Chuva?

Saindo na pole o brasileiro conseguiu abrir uma boa vantagem em relação aos demais pilotos.

Pouco a pouco os mais experientes foram abandonando a prova enquanto Senna seguia tranquilo na liderança com a sua Lotus preta e dourada. No tempo limite de duas horas ele conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1.

Completaram o podium o italiano Michele Alboreto da Ferrari (único a terminar na mesma volta do líder) e o francês Patrick Tambay da Renault (uma volta atrás).

Também terminaram a prova o italiano Elio de Angelis da Lotus (uma volta), o inglês Nigel Mansell da Williams (duas voltas), o alemão Stefan Belof da Tyrrel (duas voltas), o inglês Derek Warwik da Renault (duas voltas), o sueco Stefan Johansson da Ferrari (cinco voltas) e o italiano Piercarlo Ghinzani da Osella (seis voltas).

Para o esporte esta foi a data definitiva para a formação de um mito na história da Fórmula 1. Esta seria a primeira das 41 vitórias de Ayrton Senna, mostrando que marcaria o seu nome na história do automobilismo.

 

 

TBT ABRIL 2015

O mês de abril de 2015 foi marcado pela minha participação na  3ª Corrida Unidos Pela Vida, realizada em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe.

Larguei no final do pelotão com o intuito de evitar a tradicional confusão do momento da largada.

Alternei o trote e a caminhada e quando faltavam cerca de trezentos metros para o final acelerei as minhas passadas.

Nem me preocupei em ver em quantos minutos completei o percurso.

Depois de algum tempo notei que percorri os cinco quilômetros em trinta e sete minutos e dezesseis segundos, melhor que o tempo da corrida de 2014.

No entanto o mais importante foi ter participado de um evento de uma causa tão nobre. Além disso tive a oportunidade de reencontrar várias pessoas conhecidas.

 

TBT ABRIL 2016

No final de março de 2016 durante um treino sofri uma queda e fraturei a cabeça do úmero esquerdo.

Fiquei com os movimentos do braço esquerdo limitados

A primeira corrida do mês de abril estava programada para o dia nove. Era a prova de cinco quilômetros da Corrida Noturna UNIMED.

Como não estava em condições de correr e por se tratar de uma corrida noturna eu não fui.

A minha primeira corrida depois da fratura foi a prova de 10 km da primeira etapa do Circuito Adulto de Corrida de Rua de Curitiba.

Não estabeleci nenhuma estratégia de corrida principalmente com relação ao tempo de conclusão da prova. Larguei com cuidado e segui num ritmo lento, não fiz ultrapassagens arriscadas e mesmo quando tinha espaço disponível não acelerei.

Preferi alternar o trote lento com a caminhada passei a acelerar as minhas passadas quando entrei no último quilômetro. Sem dúvida o que mais me incentivou durante o percurso foi quando ouvi a Marcha da Vitória nos meus fones. Lembrei dos momentos dramáticos vividos pelo ídolo Ayrton Senna nas voltas finais da sua primeira vitória no Brasil.

Terminei a prova em 1 hora 26 minutos 23 segundos, mas o tempo pouco importou pois o que mais interessava era chegar bem ao final do percurso. Sei que nas próximas corridas ainda não terei condições para acelerar as minhas passadas.

No domingo seguinte participei da Corrida Unidos Pela Vida, uma prova beneficente em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe.

Para mim seria uma prova desafiadora porque pouco antes da marca de 1 km eu passaria pelo local onde sofri a queda que me rendeu uma fratura. Devo confessar que não fazia a mínima ideia de qual seria o meu comportamento ao chegar no local.

Esta foi a minha segunda corrida depois da fratura, larguei com cuidado e segui num ritmo de trote. Tentei não pensar na queda e quando me aproximei do lugar reduzi um pouco o meu ritmo e dei uma olhada ao mesmo tempo rápida e detalhada.

Segui adiante procurando manter o ritmo. Pouco depois da marca dos dois quilômetros acelerei um pouco a minha passada e consegui correr por cerca de trezentos metros. Como não tinha definido nenhuma estratégia para a prova preferi manter um ritmo confortável alternando o trote com um pouco de caminhada.

Assim fui me preservando para os últimos quilômetros da prova. Fiquei contente por ter conseguido superar um momento importante.

TBT ABRIL 2017

Em abril de 2017 participei de duas corridas, mas a que me marcou mais e ficará gravada na minha memória foi a Etapa Outono do Circuito das Estações.

Larguei com tranquilidade e fui buscando espaço para poder desenvolver um ritmo confortável de corrida. Como conhecia o percurso sabia que tinha que controlar o meu ritmo para poder enfrentar o percurso de dez quilômetros.

Ao longo do terceiro quilômetro percebi uma dificuldade para aumentar o ritmo das minhas passadas. Conseguia trotar por distâncias bem curtas e logo voltava a caminhar. Fui num ritmo bem lento, com uma respiração tranquila e me hidratando com o copo de água que tinha comigo.

Quando me aproximei da placa que marcava os cinco quilômetros reduzi ainda mais o meu ritmo e esperei que a ambulância ficasse do meu lado.

A enfermeira desceu da ambulância e perguntou como eu estava me sentindo. Expliquei que tinha um pouco de tontura e que as pernas não me obedeciam.

O primeiro procedimento foi verificar a minha pressão arterial e os batimentos cardíacos. Ambos estavam normais e eu preferi seguir dentro da ambulância até o final da prova. Durante o trajeto fomos conversando e fui ficando mais tranquilo.

A ambulância parou alguns metros antes da linha de chegada. Cruzei a linha para fechar o meu tempo e fui até o ambulatório onde foram verificadas a frequencia cardíaca, a pressão arterial e a oximetria. Como estavam todos bem fui logo liberado.

Peguei a medalha, me hidratei e comi duas frutas. Esperei um pouco e fui embora para casa.

O que aconteceu foi o resultado de uma noite de pouco sono. Mas felizmente eu soube reconhecer que não estava bem e tomei a decisão certa ao parar.

Claro que fiquei muito triste com o que aconteceu pois desejava cruzar a linha de chegada vibrando com mais um prova completada.

Mas e se decidisse continuar até o final o que poderia acontecer nos próximos cinco quilômetros? Os riscos de sofrer uma queda e se machucar com gravidade seriam cada vez maiores.

 

TBT ABRIL 2018

Em abril de 2018 participei de duas corridas. A primeira delas foi a de 5 km do Circuito das Estações Outono.

Larguei com calma e escolhi seguir em um ritmo tranquilo, alternando o trote com a corrida, sem nenhuma preocupação com o tempo necessário para completar a prova.

Quando faltavam cerca de trezentos metros para o final ouvi nos meus fones o início de Tema da Vitória.

Acelerei o ritmo das minhas passadas. Ao entrar na reta de chegada observei atentamente os corredores que estavam no meu caminho e tracei uma linha para ultrapassá-los.

Fiquei muito contente por ter completado mais uma prova.

Duas semanas depois participei da prova de 10 km da corrida em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe que atende crianças vindas das mais diversas partes do Brasil.

Em 2018 o percurso foi alterado em relação as provas realizadas nos anos anteriores.

Como já conhecia novo percurso sabia das dificuldades que enfrentaria ao longo dos dez quilômetros. Larguei com calma e segui tranquilo até encontrar um ritmo de corrida confortável.

De acordo com a cronometragem da prova terminei com o tempo de 1 hora 24 minutos 45 segundos. Um tempo bem acima do meu recorde dos 10 km , mas o importante foi ter completado mais uma prova.

TBT ABRIL 2019

Em 2019 o mês de abril foi marcado por duas corridas: a ZOO RUN e a 12ª CORRIDA E CAMINHADA DO HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE.

Participei da prova de 10 km da ZOO RUN, que teve parte do seu percurso passando por dentro do Zoológico de Curitiba.

Enfim, poder estar em contato com a natureza foi uma experiência muito gratificante. Não me preocupei com o meu ritmo e aproveitei para curtir o percurso.

Quando iniciei o último quilômetro aumentei o ritmo das minhas passadas e comecei a ultrapassar quem estava no meu caminho.

Poucos metros antes da última curva ouvi alguém gritando o meu nome e me incentivando. Olhei para a chegada, respirei fundo e iniciei a minha arrancada.

Completei o percurso em 01:22:22 e fiquei muito contente com o resultado apesar das dificuldades enfrentadas.

Duas semanas depois corri a prova de 5 km da corrida do Pequeno Príncipe, hospital pediátrico referência no Brasil.

Cheguei cedo na Praça da Espanha, local da largada e chegada das provas de 5 e de 10 km. Em um primeiro momento aproveitei para fazer uma viagem no tempo. A praça tem um significado especial para mim pois no início da minha infância ia brincar ali.

Fiquei muito contente por ter participado desta corrida que marcou os 100 anos de fundação do Hospital Pequeno Príncipe.

 

AYRTON SENNA – 60 ANOS

Como estaria Ayrton Senna hoje aos sessenta anos?

Sem dúvida muitos fãs estão fazendo esta pergunta, tentando imaginar qual seria a sua aparência e o que ele estaria fazendo nos dias atuais.

Gerenciando a carreira do sobrinho Bruno Senna na Fórmula 1 ou e dedicando ao seu Instituto.

Em uma pesquisa no Google podemos encontrar algumas fotos envelhecidas  por aplicativos.

Mas jamais saberemos como seria o nosso ídolo aos sessenta anos de idade.

Ele deixou as pistas naquele triste primeiro de maio de 1994. Surgiram as mais diversas teorias para explicar o que provocou o acidente.

Particularmente não me preocupei com tais teorias, pois de nada adianta discutir de quem foi a culpa, se tivesse feito tal coisa o acidente não teria acontecido, etc.

Prefiro lembrar das muitas alegrias que o Ayrton Senna proporcionou ao longo da sua carreira.

O tempo foi passando, a saudade foi aumentando e os domingos não foram mais os mesmos.

A lembrança do meu ídolo está nos vídeos, nos livros e na minha coleção de miniaturas.

São carros, capacetes e estátuas nos mais diversos tamanhos.

O meu maior desejo sempre foi ter uma réplica do capacete do Ayrton Senna na minha coleção.

Em 2018 tive a oportunidade de comprar a réplica do capacete da primeira vitória em Mônaco.

Para a minha enorme surpresa a minha réplica tem o número 84/500.

Portanto o meu capacete representa dois momentos significativos em Mônaco: 1984 e 1987.

 

Desde agosto de 2012 sou corredor de rua. Uso o boné com as cores do capacete e entre as músicas que escuto nos meus fones está o Tema da Vitória.

Já enfrentei momentos difíceis em algumas corridas e me inspirei no Ayrton Senna para superá-los.

 

 

 

Valeu Ayrton!

#AyrtonSennaParaSempre

 

 

 

 

 

 

1ª ETAPA SMELJ 2020

O domingo foi marcado pela primeira etapa do Circuito de Corrida de Rua da Prefeitura de Curitiba.

As provas da Prefeitura são muito disputadas por terem as inscrições gratuitas.

Conhecendo as características do percurso defini o tempo para conclusão em torno de uma hora e vinte minutos.

As largadas dos corredores de 10 e de 5 km ocorreram em momentos diferentes.

Larguei com calma e procurei manter um ritmo tranquilo. Mesmo nas descidas me controlei para não embalar.

No meu caminho encontrei um casal andando e mexendo no celular. Reduzi o meu ritmo e ao passar por eles e disse ” Calçada! Calçada!” e apontei para a calçada.

Um pouco mais adiante vi uma corredora parar repentinamente para amarrar o tênis. Como ela não estava na minha trajetória não tive problema, mas vi alguns corredores quase se chocarem com ela.

Não sei se eles são iniciantes no mundo da corrida. No primeiro caso era claro que a atenção estava voltada para a mensagem que estava sendo digitada. Celular e corrida não combinam. O jovem casal deveria estar na calçada.

Sem dúvida o caso da corredora que parou para amarrar o tênis foi mais grave. Ao perceber que o tênis está desamarrado a recomendação é indicar que está reduzindo a velocidade e ir para a calçada.

Felizmente não aconteceu nenhum acidente.

Ao iniciar o último quilômetro comecei a acelerar o meu ritmo. Faltando cerca de duzentos metros para o final. Visualizei o espaço e iniciei as ultrapassagens.

Completei o percurso em 1 hora 21 minutos, bem próximo do tempo estabelecido. Fiquei muito contente com o resultado e por ter encontrado muitas pessoas queridas antes, durante e depois da corrida.

 

MEIA DE CURITA 2020

Neste domingo enfrentei pela oitava vez os 21 quilômetros da Meia Maratona. O percurso era bastante desafiador e o meu objetivo era completar em menos de três horas.

A grande novidade do percurso era a largada e a chegada em lugares diferentes.

Larguei com tranquilidade e segui em um ritmo tranquilo. Dividi o percurso em três partes de sete quilômetros.

Completei o primeiro terço da prova em cerca de 55 minutos, antes do tempo planejado.

Cheguei na metade da prova (10,5 km) com o tempo de 1 hora 20 minutos. Portanto em condições de completar no tempo planejado.

No entanto no km 17 a situação complicou. Senti um desconforto muscular na coxa esquerda. Naquele momento mesmo com tempo suficiente para terminar a prova antes de três horas escolhi seguir em um ritmo mais lento para terminar sem dores.

Um poucos mais adiante passei a contar com a escolta das motos. Trotei um pouco em alguns momentos mas logo voltei para a caminhada.

Ao entrar no último quilômetro notei várias pessoas na calçada incentivando e mandando muita energia positiva.

Faltando cerca de duzentos metros para a chegada as panturrilhas começaram a doer. Respirei fundo, me concentrei e lembrei do meu ídolo Ayrton Senna na última volta da sua primeira vitória no Brasil, com apenas uma marcha.

Segui com muito cuidado, chorando de emoção. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 3 horas e 20 minutos.