#TBT MAIO 2016

O mês de maio de 2016 foi marcado por quatro corridas.

CIRCUITO DAS ESTAÇÕES OUTONO

A corrida tinha um significado muito especial para mim pois teria a oportunidade de homenagear o meu ídolo Ayrton Senna. O boné lembrava o capacete, a camisa de manga comprida preta lembrava a Lotus, a camiseta vermelha representava a McLaren e os três títulos mundiais, o tênis amarelo lembrava a cor do capacete de 1985, ano da primeira vitória na F1.

No momento da largada a temperatura era de 2ºC. Segui num ritmo de trote lento e com muito cuidado para não me envolver em confusão. Fui me controlando até passar pela marca do três quilômetros.

Como estava me sentindo confiante resolvi aumentar o ritmo das minhas passadas e mantive controlado nos próximos três quilômetros. Caminhei nos trechos de subida do sétimo quilômetro.

Ao iniciar o quilômetro oito acelerei o ritmo e procurei reservar as energias para os instantes finais da prova.

Completei o percurso em 1 hora 18 minutos 38 segundos, o meu novo recorde para a distância de 10 km. Fiquei muito surpreso e feliz com o resultado, afinal de contas estava me recuperando de uma lesão e corri me inspirando no eterno ídolo Ayrton Senna.

 

MEIA MARATONA ECOLÓGICA DE CURITIBA

Esta é uma das provas tradicionais de Curitiba com corridas nas distâncias de 5, 10 e 21 quilômetros e conta com a participação de cerca de três mil corredores das mais diversas idades, inclusive cadeirantes.

A temperatura era de 11ºC, perfeitamente compatível com a nossa cidade. Cheguei cedo ao local de largada no Centro Cívico. Fiz os exercícios de alongamento e aquecimento e procurei um canto para ficar sozinho me concentrando.

A primeira largada aconteceu às 6:50 para os corredores cadeirantes. Dez minutos depois largaram os corredores que enfrentariam os 21 km da meia maratona. Os demais corredores, das distâncias de 5 e 10 km, largaram vinte minutos depois.

Larguei com cuidado para não me envolver em confusões. Procurei manter o mesmo ritmo pela maior distância possível e alternei um pouco de trote com caminhada. Poupei as minhas energias para o final da prova.

Como estava me recuperando de uma lesão no ombro esquerdo não tinha nenhuma preocupação com o tempo em que terminaria os 10 km. A maior preocupação era correr sem dores e concluir a prova bem fisicamente.

Fiquei muito contente por ter completado mais uma corrida de dez quilômetros. Corri com muita calma e sempre inspirado no meu ídolo Ayrton Senna.

Para a minha surpresa o tempo final foi de 1 hora 17 minutos e 05 segundos, o meu novo recorde pessoal para a distância de dez quilômetros.

 

1ª CORRIDA SOLIDÁRIA PROVOPAR ESTADUAL E BPTRAN

Logo que acordei às cinco horas da manhã percebi que estava chovendo e fiquei preocupado com a realização do evento. Mesmo assim segui com a minha rotina normal dos dias em que vou participar de uma corrida.

A chuva deu uma trégua algum tempo depois mas voltou a cair por volta das 6:30 quando saí de casa rumo ao local da largada. Chegando lá percebi uma chuva fraca apesar das muitas nuvens escuras no céu. Sem dúvida a preocupação era em relação ao momento da largada que estava prevista para às 8:10 horas.

Durante todo o tempo procurei me manter calmo e aguardei pelo momento da largada apesar da expectativa em torno da chuva. A única certeza era que em algum momento da prova ela estaria presente.

Antes mesmo da marca do primeiro quilômetro começou uma chuva forte. Muitos corredores preferiram aumentar o seu ritmo mas eu escolhi manter um ritmo seguro tomando cuidado com as inúmeras poças d’água.

Nos momentos em que a chuva deu uma trégua tive a oportunidade de correr um pouco mais e realizar algumas ultrapassagens. Mas a segurança estava sempre em primeiro lugar. Desta forma segui até o final da prova.

Ao cruzar a linha de chegada travei o cronômetro mas não me preocupei em ver qual tinha sido o tempo decorrido para completar o percurso. Depois que cheguei em casa tomei um bom banho quente e então passei a analisar as minhas parciais da corrida.

Foi então que para a minha enorme surpresa verifiquei que completei os dez quilômetros em uma hora, dezesseis minutos e dez segundos, o meu novo recorde pessoal.

 

STADIUM MARATHON

A Stadium Marathon é uma corrida em cujo percurso estão os estádios Durival Britto e Silva (Vila Capanema), Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada) e Major Antonio Couto Pereira (Alto da Glória).

Às 7:30 horas os corredores saíram para as provas de cinco e onze quilômetros. A largada foi com chuva e exigiu muito cuidado. Como conhecia uma parte do percurso procurei manter um ritmo constante e sem tentar fazer ultrapassagens arriscadas.

Além disso, como sabia das dificuldades que enfrentaria na segunda metade da prova procurei poupar as minhas energias. Mesmo nos locais onde tinha a oportunidade de correr num ritmo mais rápido escolhi dar prioridade para a segurança, afinal de contas o asfalto molhado exige um cuidado redobrado.

De acordo com a organização da prova o percurso teria a distância de onze quilômetros, ou seja, um a mais que os habituais dez quilômetros da maioria das provas. Procurei manter no meu campo visual os corredores que iam cerca de cinquenta metros na minha frente.

Ao passar pela marca de 10 km acelerei um pouco o meu ritmo com o objetivo de reduzir a distância que me separava deles. No entanto, para a minha surpresa atingi os 11 km bem antes da entrada do estádio da Vila Capanema.

Sem saber qual a distância que tinha a percorrer acelerei o ritmo das minhas passadas, ultrapassei os dois corredores que estavam poucos metros adiante e segui sem olhar para trás. Após cruzar a linha de chegada a distância percorrida era de doze quilômetros, um a mais do que o previsto.

 

Posso dizer que as quatro corridas foram muito importantes para a minha recuperação. Aos poucos comecei a recuperar o meu ritmo de corrida .

Seis anos de corrida de rua – 2015

A primeira corrida no ano foi realizada no Parque Barigui.  A Barigui Race foi uma prova bastante tranquila, completei os cinco quilômetros em 36 min e 49 seg.

Em meados de março mais uma vez enfrentei os 5 km da Corrida Noturna Unimed. Corri com muito cuidado e completei a prova em 37 min e 46 seg.

No final de semana seguinte participei da primeira etapa do Circuito de Corridas de Rua da Prefeitura de Curitiba. Corri a prova de 5 km e completei o percurso em 37 min e 57 min.

No mês de abril corri mais uma edição da corrida Unidos pela Vida. Foi uma corrida bastante tranquila e terminei o percurso com 37 min e 16 seg.

No mês de maio tive a oportunidade de participar de três corridas. A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações, que voltou ao percurso de 2013. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 37 min e 47 seg.

Duas semanas depois corri a prova de 5 km da 1/2 Maratona Ecológica de Curitiba. Mantive um bom ritmo ao longo do percurso e terminei em 36 min e 21 seg. Para encerrar o mês de maio participei de mais uma edição da Graciosa Run. A grande expectativa era de concluir a prova em um tempo menor que a do ano anterior. Enfrentei alguns problemas e terminei a prova em 36 min 00 seg.

O mês de junho foi marcado por três corridas. A primeira foi a segunda etapa do Circuito de Corridas promovido pela Prefeitura de Curitiba. Esta foi realizada em um percurso diferente da anterior. Tive um bom desempenho e percorri os 5 km em 36 min.

No domingo seguinte foi a vez da Etapa Inverno do Circuito das Estações. Fiz uma boa corrida e completei a prova em 35 min e 15 seg, bem melhor que o tempo da Etapa Outono.

O primeiro semestre do ano foi encerrado com a corrida Stadium Marathon. Foi uma prova bem tranquila que completei no tempo de 34 min e 42 seg, bem próximo do meu recordo dos 5 km.

O segundo semestre iniciou com a prova de 5 km da Batel Run. Como o percurso era conhecido tive facilidade para definir a minha estratégia. Corri com tranquilidade e completei a prova em 36 min e 36 seg.

Depois de pegar a minha medalha segui para o Hospital das Nações de onde sairia uma caminhada em direção ao Jardim Botânico. A caminhada de 2,5 km serviu para relaxar as minhas pernas depois da corrida de 5 km.

No domingo seguinte enfrentei os 5 km da Track & Field Pátio Batel. Completei a prova em 38 min e 05 seg. A última prova de julho foi a terceira etapa do Circuito da Prefeitura. Escolhi correr num ritmo de trote e completei os 5 km em 37 min e 01 seg.

O mês de agosto iniciou com a Etapa Primavera do Circuito das Estações. Me preservei nos trechos de subida e depois que entrei no último quilômetro acelerei as minhas passadas. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 35 min e 24 seg, bem próximo do tempo da Etapa Inverno.

Para o mês de setembro apenas uma corrida estava programada. Enfrentei o percurso de cinco quilômetros da corrida da Polícia Civil do Paraná. Conhecendo as particularidades do percurso tive condições de desenvolver um bom ritmo e completar a prova em 36 min e 10 seg.

Duas corridas e uma caminhada estavam programadas para outubro. A primeira corrida foi a quarta etapa do Circuito da Prefeitura. Devido ao grande número de participantes foi complicado manter o ritmo. Terminei a prova em 37 min e 15 min. Duas semanas depois participei da prova de 5 km da corrida do Circuito CAIXA. Fiz uma corrida tranquila e completei o percurso em 35 min e 38 seg.

No dia quinze de novembro voltei ao local onde conquistei o meu recorde dos 5 km.  Portanto o grande desafio era completar a prova abaixo do tempo de 34 min 20 seg. Me poupei nos trechos de subida para depois aumentar o meu ritmo próximo do final. Completei a prova em 36 min 06 seg. Apesar de não ter batido o recorde fiquei contente em ter participado de mais uma corrida.

A última prova do no foi a Corrida do Judiciário com o percurso de 7 km. A distância diferente da que estava acostumado a correr complicou um pouco. Terminei a prova em 51 min e 57 seg.

 

Seis anos de corrida de rua – 2014

A primeira prova do ano foi a Corrida do Sol realizada no início de fevereiro no mesmo percurso das provas do Circuito das Estações. Escolhi a distância de dez quilômetros, iniciei com tranquilidade mas como a cabeça e as pernas não estavam sincronizadas tive problemas na segunda metade da prova. Terminei o percurso no tempo de 1 hora, 19 min e 07 seg.

No domingo seguinte participei da Barigui Race corrida realizada no Parque Barigui. Corri em um ritmo confortável e terminei a prova em 36 min e 21 seg.

O mês de março foi marcado por duas corridas. A primeira delas foi a corrida beneficente Unidos pela Vida, realizada em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe. Completei os cinco quilômetros no tempo de 38 min e 51 seg.

 A segunda corrida do mês foi a Track & Field Mueller. Por causa das características do percurso esta corrida seria um teste de resistência. Percorri o trecho de subida em um ritmo bem lento e sem a menor preocupação com o tempo decorrido. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 37 min e 57 seg, melhor que na prova de 2013.

Em abril foi a vez da Etapa Outono do Circuito das Estações Mizuno. Desta vez o Circuito mudou de nome e de percurso. O percurso de 5 km era semelhante ao da Corrida Noturna Unimed que participei no início de 2013. Me preservei nos trechos de subida para poder desenvolver um bom ritmo no final da prova. Completei o percurso em 36 min e 01 min.

No mês de maio participei da prova de 5 km da 1/2 Maratona Ecológica de Curitiba. Consegui desenvolver um bom ritmo de corrida e completei a prova em 36 min e 01 seg.

Para finalizar o primeiro semestre corri a prova de 5 km da Stadium Marathon,  uma corrida em que o percurso passava por dois estádios que forma sede de jogos da Copa do Mundo: Durival Britto e Silva do Paraná Clube (1950) e Joaquim Américo Guimarães do Atlético Paranaense (1994). Foi uma prova bastante tranquila e completei o percurso em 35 min 39 seg.

Em julho não participei de corridas e me dediquei aos treinamentos. No primeiro final de semana de agosto participei da Etapa Inverno do Circuito das Estações Mizuno. Por ser esta a minha segunda corrida naquele percurso tive condições de controlar o meu ritmo e completei a prova em 36 min e 36 seg.

Na semana seguinte retornei ao Parque Barigui desta vez para participar da Corrida Contra o Relógio REI DO PARQUE. Cada corredor tinha apenas uma chance para dar uma volta no percurso de 3,3 km e marcar o seu tempo.

Aquele que tivesse o menor tempo seria considerado o REI DO PARQUE. Os corredores tinham a liberdade de escolher o melhor momento para entrar na pista. Por causa do frio muitos preferiram ficar se aquecendo enquanto que outros resolveram enfrentar a pista. Eu fiquei observando os corredores e conversei com alguns após eles completarem a sua volta. Quando me considerei pronto entrei na pista. Desde o início corri em um ritmo forte e completei a minha volta em 23 min e 14 min.

Em setembro participei da Corrida da Polícia Civil do Paraná. Infelizmente mesmo conhecendo o percurso não consegui repetir o desempenho da corrida de 2013 apesar de ter concluído a prova bem fisicamente.

O mês de outubro foi marcado pela corrida do CIRCUITO CAIXA cujo percurso de 5 km era bastante conhecido de outras corridas. Me preservei nos trechos de subida e guardei energias para o final da prova. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 36 min 51 seg.

No início de novembro participei da Barigui Night Run, realizada no Parque Barigui. Por se tratar de uma corrida noturna não me preocupei muito com o ritmo. Completei com tranquilidade o percurso de 5 km no tempo de 36 min e 46 seg.

Na semana seguinte participei da Etapa Primavera do Circuito da Estações. Excepcionalmente esta corrida foi realizada em um percurso diferente das duas etapas anteriores. O percurso utilizado foi aquele das provas de 2013. Fiz uma boa largada e consegui desenvolver um bom ritmo. Completei a prova em 36 min e 02 seg.

Na metade de novembro corri a prova de 5 km da Maratona de Curitiba. Controlei o meu ritmo e me preservei nos trechos de subida. Ao passar pela placa que marcava  os 4 km olhei para o meu relógio e percebi que tinha condições de terminar a prova com um tempo abaixo de 35 minutos. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 34 min 20 seg, que passou a ser o meu novo recorde para a distância de 5 km.

Cheguei na última corrida do ano sem a responsabilidade de bater o meu recorde.Corri a Etapa Verão do Circuito das Estações Mizuno com tranquilidade pois o que mais interessava era terminar bem fisicamente. Completei o percurso em 34 min e 43 seg. Assim terminei mais uma temporada no mundo de corridas de rua.

Retrospectiva 2017 – 1º Semestre

Janeiro

O mês foi marcado por duas corridas. A primeira delas foi a 2ª Corrida da Ponte, realizada nas proximidades da Ponte Estaiada em Curitiba. Por se tratar da primeira corrida do ano eu não tinha nenhuma expectativa com relação ao meu tempo para concluir a prova.

Terminei o percurso de 5 km com o tempo de 36:18. Antes e durante a prova tive a oportunidade de encontrar várias pessoas conhecidas e com um simples aceno trocar energias positivas.

No domingo seguinte participei da prova de 10 km da 3ª Batel Run. Completei o percurso em 1 hora, 20 minutos e 44 segundos. Esta corrida tem um significado especial para mim pelo fato da largada e a chegada serem na Praça da Espanha, local onde passei parte da minha infância.

 

Fevereiro

No dia 19 participei da prova de 5 KM da Corrida Track & Field Mueller. Não me preocupei com o tempo para completar a prova. Larguei com tranquilidade mas fui logo procurando espaço para fazer ultrapassagens. Corri por alguns metros ao lado uma deficiente visual com o seu guia. Falei algumas palavras de incentivo e segui adiante.

Terminei a prova com o tempo de 35:34, longe do meu recorde de 34:20. No entanto me senti bem fisicamente durante toda a prova, algo que me deixou muito satisfeito.

No dia 26 completei 10 anos de BB. Posso dizer que nestes dez anos no Banco do Brasil aprendi bastante mas também sempre que possível ajudei os meus colegas nas suas dificuldades.

 

Março

No início do mês tomei posse pela terceira vez na CIPA do Cenop Operações Curitiba. Fui membro da CIPA nas gestões 2014/2015 e 2015/2016. Uma nova oportunidade de trabalhar com outros colegas em prol de um assunto tão importante bem como de reciclar e compartilhar os meus conhecimentos.

No dia doze participei da 2ª Corrida Solidária Provopar Estadual e BPTRANPreferi seguir no ritmo de trote para me poupar do desgaste provocado pelo calor. Em nenhum momento olhei no relógio para verificar qual era o tempo decorrido.

Terminei a prova com o tempo de 1 hora, 17 minutos e 35 segundos. Independente do resultado foram mais 10 km para a conta e mais uma medalha para a coleção.

O dia vinte e seis marcou o primeiro aniversário da minha fratura no ombro. Desde que comecei a participar de corridas de rua em 2012 sofri poucas quedas e esta foi a que teve consequenciais mais sérias.

Foi um grande susto pois durante a minha vida nunca tinha sofrido uma fratura. Durante algum tempo não conseguia evoluir do trote para a corrida por causa do medo de sofre uma nova queda.

Demorei algumas semanas para retomar o meu ritmo de corrida. Posso dizer que me tornei um corredor mais cuidadoso.

 

Abril

O mês foi marcado por três momentos significativos em um final de semana. O primeiro deles aconteceu no dia oito quando tive a oportunidade de encontrar quatro colegas da faculdade vinte e cinco anos depois da nossa formatura. Foi incrível poder rever colegas tão queridas e relembrar de fatos e pessoas.

O segundo momento marcante aconteceu algumas horas depois. Tive a oportunidade de assistir o show da cantora Luiza Possi. Ela cantou várias músicas do seu repertório e interagiu carinhosamente com o público presente. Depois do show recebeu os seus fãs para tirar fotos.

No dia seguinte ocorreu o terceiro momento significativo. Durante o percurso da corrida do Circuito das Estações percebi uma dificuldade para aumentar o ritmo das minhas passadas. O cérebro mandava acelerar mas as pernas não obedeciam. Apesar de conseguir aumentar o meu ritmo não consegui manter por muito tempo. Resolvi seguir em um ritmo de trote.

Quando me aproximei da placa que marcava os cinco quilômetros reduzi ainda mais o meu ritmo e esperei que a ambulância ficasse do meu lado. Esta foi a primeira corrida que eu não terminei.

No final do mês participei de mais uma edição da corrida Unidos pela Vida. Este ano escolhi o percurso de 5 km, como não estava preocupado com o meu recorde pessoal segui num ritmo tranquilo. Completei a prova com o tempo de 35 minutos e 09 segundos.

Terminei a prova tão bem que resolvi voltar a pé para casa. E lá se foram mais cinco quilômetros em ritmo de caminhada lenta.

 

Maio

No primeiro domingo do mês enfrentei os 21 km da Meia Maratona Ecológica de Curitiba. Conhecendo as características do percurso não estipulei um tempo para a conclusão da prova. A distância de 21 km não significa 10 + 10 + 1, pois tem muitos fatores envolvidos durante a corrida. Sendo assim preferi manter um ritmo de trote lento.

Terminei a corrida exausto com cerca de quinze minutos a mais que o tempo máximo estipulado pela organização. Ao longo do percurso recebi muita energia positiva e posso dizer que aprendi bastante durante os 21 km.

No dia vinte aconteceu o segundo encontro do pessoal da turma da faculdade. Fiquei muito contente com o encontro pois aumentamos o número de participantes. Nos divertimos bastante com muitas lembranças.

No dia seguinte participei da Stadium Marathon, a minha oitava corrida no ano. Apesar de algumas decepções com a organização da prova fiz uma corrida tranquila e acumulei mais 6,5 km para a mina conta e mais uma medalha para a coleção.

 

Junho

No início do mês participei de uma corrida diferente. No Parque Barigui fui um dos voluntários da Corrida Pernas pra que te quero no Circuito Infantil de Corridas de Rua de Curitiba.

Participam desta corrida crianças cadeirantes portadoras de necessidades especiais. Cada equipe era formada por quatro ou cinco corredores voluntários que deveriam se revezar na condução do cadeirante ao longo do percurso de dois quilômetros.

Fiz parte da equipe que tinha a responsabilidade de levar uma bela menina chamada Laura. Enfim, participar desta corrida foi uma experiência incrível. Foi muito emocionante e gratificante conhecer esta pessoinha linda e especial chamada Laura.

O primeiro semestre de 2017 me permitiu enfrentar desafios e viver experiências gratificantes.

Cinco anos de corridas de rua – Parte 8

Temporada de 2017 – 1º Semestre

A temporada começou no dia 22 de janeiro com a prova de cinco quilômetros da Corrida da Ponte. Desde o início resolvi manter um ritmo forte e sempre procurando fazer o melhor traçado.

Seria complicado bater o recorde de 34 min e 20 seg. Sendo assim esperava completar a prova em torno dos trinta e seis minutos. Cruzei a linha de chegada com 36 min e 18 seg.

No domingo seguinte enfrentei a minha primeira prova de dez quilômetros do ano. Alguns dias antes tive a oportunidade de analisar o percurso e estimei um tempo de cerca de uma hora e vinte minutos.

Larguei com calma e fui controlando o ritmo de acordo com as características do percurso. Terminei a prova com 1 hora, 20 min e 44 seg. Esta corrida foi muito significativa para mim pois o local da largada e da chegada era a Praça da Espanha. Um local em que brincava na minha infância.

A praça foi reformada recentemente e está diferente daquela do início dos anos 70. Mas em poucos minutos fiz uma viagem no tempo.

Algumas quadras dali fica o prédio onde morei naquela época. Parei em frente ao portão e fiquei olhando para o corredor. Foi muito bom relembrar daquele tempo mesmo que por poucos minutos.

O mês de fevereiro foi marcado pela prova de 5 km da Track&Field Mueller. O percurso conhecido ajudou bastante na elaboração da estratégia. Me poupei na primeira metade para depois aumentar o ritmo das passadas.

De acordo com a minha estratégia o tempo estimado para a conclusão da prova era entre 35 e 36 minutos. Segui num ritmo forte de de olho no relógio. Assim completei os 5 km em 35 min e 34 seg.

No mês de março foi a vez de enfrentar os dez quilômetros da Corrida do BPTRAN. Completei o percurso em 1 hora, 17 min 35 min.

Em abril participei de duas provas. A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações. No entanto percebi desde o início que não estava conseguindo evoluir do trote para a corrida. Após passar pela placa que marcava os três quilômetros vi que não teria condições de ir até o final.

Então decidi que na placa dos 4 km faria uma nova avaliação. Segui em um ritmo bem lento ma com contato visual com um grupo de corredores que estava um pouco na frente. Ao passar pelos 4 km o objetivo era o de chegar até os 5 km.

O ritmo era cada vez mais lento. Não tinha mais contato visual com ninguém. Assim que vi a placa dos 5 km decidi parar. Me aproximei da calçada, olhei para trás e vi a ambulância que estava me acompanhando.

A socorrista me questionou sobre como eu estava me sentindo. Respondi que estava com uma leve tontura e estava parando para evitar uma queda mais adiante. Ela verificou a minha pressão arterial e os batimentos cardíacos.

Sendo assim a segunda parte da minha corrida foi dentro da ambulância. No caminho eu e a socorrista fomos conversando. Poucos metros antes da linha de chegada desci da ambulância e segui para o ambulatório.

Um enfermeira verificou novamente a pressão arterial e os batimentos cardíacos e logo em seguida me liberou. Sem dúvida passei por um susto muito grande mas soube ficar atento ao sinais que o meu corpo estava dando.

No final de abril enfrentei os cinco quilômetros da corrida Unidos pela Vida. As características do percurso eram favoráveis para conseguir um tempo em torno de trinta e cinco minutos. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 35 min e 09 seg.

Quando defini o meu calendário de provas para 2017 resolvi que deveriam haver pelo menos duas provas importantes para comemorar o meu aniversário de cinquenta anos. As provas escolhidas foram a 1/2 Maratona Ecológica de Curitiba e a Maratona Internacional de Curitiba. No dia sete de maio chegou a hora de enfrentar o meu primeiro desafio.

Como esta era a minha primeira meia maratona não fiz nenhuma estimativa do tempo para a conclusão da prova. Devo admitir que em dois ou três momentos pensei “O que eu estou fazendo aqui?”. Mas jamais pensei em desistir, andei nos trechos de subida e segui adiante.

A distância de 21 km não significa 10 + 10 + 1, pois tem muitos fatores envolvidos durante a corrida.  Ao longo do percurso recebi várias palavras de incentivo, principalmente quando passei da marca dos 17 km.

Ao passar em cada cruzamento procurava cumprimentar quem estava ali para ir recolhendo energias positivas. Em um certo momento vi uma garota vindo em sentido contrário. Ao bater na minha mão ela resolveu me acompanhar.

Seguimos juntos por cerca de dois quilômetros. Como ela não tinha número de inscrição perguntei o seu nome quando nos separamos e agradeci a sua companhia. Continuei no trote lento acelerando um pouco nas descidas.

Faltando cerca de duzentos metros até a linha de chegada era o momento de usar o pouco de energia que ainda me restava. Mas quando ia acelerar as passadas senti a panturrilha esquerda. Comecei a mancar e logo lembrei do meu ídolo Ayrton Senna nas voltas finais do GP do Brasil de 1991.

Muitos pensamentos passaram pela minha cabeça naquele momento. Olhei para o lado e vi várias pessoas me incentivando e mandando energias positivas. A dor passou e eu consegui cruzar a linha de chegada. Enfim, é muito descrever o que senti depois de concluir a prova. Completei os 21 km em 3 horas, 14 min e 59 min.

No final do mês corri a prova de 6,5 km da Stadium Marathon. Não me preocupei com o tempo e segui num ritmo confortável. Terminei a prova em 49 min 44 seg.

Em junho fui convidado para participar de uma prova diferente. Tratava-se de uma corrida de crianças cadeirantes onde eu seria um dos voluntários que conduziriam as crianças em percurso de 1 km. Me senti muito feliz tanto como corredor como ser humano. Sem dúvida foi uma experiência muito emocionante e gratificante.

E assim terminou o meu primeiro semestre da temporada 2017 de corridas.

 

 

Cinco anos de corridas de rua – Parte 7

Temporada de 2016 – 1º Semestre

A primeira corrida do ano foi realizada no terceiro domingo de janeiro. Depois de participar de muitas corridas de cinco quilômetros decidi finalmente mudar para o mundo doa dez quilômetros.

Completei os 10 km da Corrida da Ponte em 1 hora, 19 min e 19 seg. A partir de agora esta seria a marca a ser batida.

No domingo seguinte enfrentei os 10 km da Batel Run. Larguei com calma e resolvi seguir num ritmo lento na primeira metade do percurso. Não me preocupei com o tempo decorrido e cruzei a linha de chegada com o tempo de 1 hora, 19 min e 59 seg.

Em fevereiro participei da Track & Field Pátio Batel. Como tinha conhecimento de que o percurso de 10 km era de duas voltas de 5 km escolhi a distância menor. Sendo assim completei a prova em 39 min 06 seg.

No final de março sofri uma queda durante um treino e fraturei o ombro. Fiquei impedido de participar da Corrida Noturna Unimed que estava marcada para o dia quatro de abril.

A minha primeira prova depois da fratura foi em meados de abril, ocasião em que participei da primeira etapa do Circuito de Corridas de Rua da Prefeitura de Curitiba. Enfrentei muitas dificuldades ao longo do percurso, pois não conseguia passar do ritmo do trote.

Completei os 10 km em 1 hora, 20 min e 26 seg. Sabia que este meu fraco desempenho era devido ao abalo psicológico por causa da fratura no ombro.

Sem dúvida a minha recuperação seria muito lenta. O tempo necessário para retomar o meu ritmo de corrida estava indefinido.

Na corrida Unidos pela Vida consegui melhorar um pouco e percorri os 10 km em 1 hora, 18 min e 48 seg. No entanto tinha grandes dificuldades para evoluir do trote para a corrida.

No início de maio participei da Etapa Outono do Circuito da Estações. Consegui correr no máximo uma distância de duzentos metros. Logo em seguida tinha que retornar para o trote.

Passei a aumentar aos poucos a distância que percorria correndo. Completei o percurso em 1 hora, 18 min e 38 seg.

No percurso de 10 km da Meia Maratona Ecológica de Curitiba percebi que estava melhor psicologicamente. Consegui manter o ritmo de corrida em uma distância maior. Também tinha recuperado a condição de alternar o trote com a corrida.

Percorri os dez quilômetros e 1 hora, 17 min e 05 seg, tempo que passou a ser o meu novo recorde para a distância.

Na semana seguinte participei da Corrida do BPTRAN e logo no início percebi uma melhora significativa. Mantive o ritmo de corrida por cerca de dois quilômetros. Enfim tinha perdido o medo de correr e sofrer uma nova queda.

Terminei a prova no tempo de 1 hora, 16 min 10 seg correndo na chuva durante a maior parte do tempo.

No final de maio corri a Stadium Marathon desta vez em um percurso de 12 km com direito a passar pelos estádios Antonio Couto Pereira, Durival Brito e Silva e Joaquim Américo Guimarães. Terminei a prova em 1 hora, 33 min e 02 seg.

Para encerrar o primeiro semestre do ano corri duas provas em junho. A primeira delas foi a Corrida do Artilheiro, ocasião em que tive um bom desempenho durante o percurso de 10 km. Terminei a prova em 1 hora, 16 min e 18 seg.

A outra prova do mês foi a segunda etapa do Circuito da Prefeitura. Devido ao grande número de participantes não tive condições de manter um bom ritmo de corrida. Completei os 10 km e 1h, 19 min e 30 seg.

 

Cinco anos de corridas de rua – Parte 5

Para o ano de 2015 programei um número maior de corridas em relação aos anos anteriores.

 

Temporada de 2015 – 1º Semestre

A primeira corrida no ano foi realizada no final de janeiro no Parque Barigui.  A Barigui Race foi uma prova bastante tranquila principalmente pelo fato do percurso ser plano e conhecido. Completei os cinco quilômetros em 36 min e 49 seg.

A corrida seguinte foi em meados de março. Mais uma vez enfrentei os 5 km da Corrida Noturna Unimed.

Corri com muito cuidado e completei a prova em 37 min e 46 seg.

No final de semana seguinte participei da primeira etapa do Circuito de Corridas de Rua da Prefeitura de Curitiba.

Corri a prova de 5 km e completei o percurso em 37 min e 57 min.

No mês de abril corri mais uma edição da corrida Unidos pela Vida. Foi uma corrida bastante tranquila e terminei o percurso com 37 min e 16 seg.

No mês de maio tive a oportunidade de participar de três corridas. A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações, que voltou ao percurso de 2013.

Larguei com cuidado e fui me livrando da confusão entre os corredores. Demorei um pouco para conseguir desenvolver um bom ritmo de corrida. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 37 min e 47 seg.

Duas semanas depois corri a prova de 5 km da 1/2 Maratona Ecológica de Curitiba. Mantive um bom ritmo ao longo do percurso e terminei em 36 min e 21 seg.

Para encerrar o mês de maio participei de mais uma edição da Graciosa Run. A grande expectativa era de concluir a prova em um tempo menor que a do ano passado. Enfrentei alguns problemas e terminei a prova em 36 min 00 seg.

O mês de junho foi marcado por três corridas. A primeira delas foi a segunda etapa do Circuito de Corridas promovido pela Prefeitura de Curitiba. Esta foi realizada em um percurso diferente da anterior. Tive um bom desempenho e percorri os 5 km em 36 min.

No domingo seguinte foi a vez da Etapa Inverno do Circuito das Estações. Fiz uma boa corrida e completei a prova em 35 min e 15 seg, bem melhor que o tempo da Etapa Outono.

O primeiro semestre do ano foi encerrado com a corrida Stadium Marathon. Foi uma prova bem tranquila que completei no tempo de 34 min e 42 seg, bem próximo do meu recordo dos 5 km.