#TBT MAIO 2015

O mês de maio de 2015 foi marcado por três corridas de cinco quilômetros.

A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações. O percurso voltou a ser o mesmo de 2013, com a largada no Jockey Clube do Paraná. Cheguei cedo e fui logo pegar o meu chip. Enquanto isto o locutor avisava que corredores não inscritos não poderiam entrar no pelotão de largada.

Encontrei algumas pessoas conhecidas com quem conversei e desejei boa sorte.

Larguei com muito cuidado e preferi me poupar para ter mais energias no último quilômetro. Segui acelerando e nos cem metros finais acelerei as minhas passadas.  Completei o percurso em trinta e sete minutos e quarenta e sete segundos. Fiquei satisfeito com o tempo levando em consideração o frio no início da prova.

Duas semanas depois participei da prova de cinco quilômetros da Meia Maratona Ecológica de Curitiba.

O fato de conhecer o percurso ajudou bastante. A largada foi em frente ao Museu Oscar Niemeyer, um dos belos pontos turísticos de Curitiba.

Apesar do frio consegui manter um bom ritmo no início da prova. Enfrentei alguns problemas na primeira metade do percurso e sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM. Fui controlando o ritmo e nos cem metros finais acelerei as passadas rumo a chegada.

Completei o percurso no tempo de 36 min 21 seg. Valeu a pena participar de mais uma corrida e ganhar mais uma medalha. Encontrei várias pessoas conhecidas antes, durante e depois da prova.

Para encerrar o mês de maio participei da prova de cinco quilômetros da Graciosa Run, promovida pelo Graciosa Country Club e contou com cerca de mil participantes entre corredores de 5 e 10 KM e de caminhantes.

A temperatura era de 11ºC e exigiu um bom aquecimento antes da largada. O primeiro quilômetro foi completado em sete minutos e trinta e cinco segundos. No segundo quilômetro consegui correr um pouco mais rápido e completei em seis minutos e quarenta e cinco segundos, tirei proveito dos trechos de descida para aumentar o meu ritmo e deixar para trás os corredores mais lentos.

Normalmente no meio do terceiro quilômetro fica o posto de hidratação. Como o asfalto fica molhado neste trecho precisei tomar muito cuidado para não escorregar e sofrer um queda.

Fechei o terceiro quilômetro em sete minutos e cinquenta segundos, na sequencia aproveitei os trechos de descida para acelerar o meu ritmo.

Ao passar pela placa que marcava 4 KM olhei para o cronômetro e notei que o tempo decorrido era de vinte e nove minutos e dez segundos. Não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM (34 min 20 seg) e seria difícil de baixar o meu tempo da Graciosa Run de 2013 (35 min 29 seg).

Fui me controlando para ter energia para enfrentar o trecho de subida no final. Completei a prova em trinta e seis minutos cravados, distante do tempo da corrida de 2013 mas o meu melhor tempo em 2015.

 

 

Seis anos de corrida de rua – 2018

Com base na distância percorrida na temporada de 2017 estabeleci para 2018 o desafio de percorrer seiscentos quilômetros até o final do ano.

Como o projeto de correr a Maratona de Curitiba foi adiado para 2019 fiquei mais tranquilo para enfrentar o meu desafio. Foram mantidas no meu calendário a MEIA MARATONA ECOLÓGICA e A MEIA MARATONA UNINTER.

A primeira meia maratona do ano foi uma prova complicada, senti muitas dores e tive que seguir em um ritmo lento até a linha de chegada. No dia seguinte publiquei nas minhas redes sociais algumas fotos do momento da minha chegada mas sem contar nenhum relato dos problemas que enfrentei.

Na sequencia fui procurado por uma pessoa que se impressionou pelas imagens. Perguntou se eu aceitava contar como foi a minha corrida no site Eu Atleta. O meu depoimento foi publicado com o título Memórias do último: corredor supera obstáculos e dores por conquista pessoal.

Compartilhei o link nas minhas redes sociais mas não fazia ideia da sua repercussão. Imediatamente comecei a receber inúmeras mensagens com uma energia positiva incrível. De pessoas que conheço pessoalmente, de amigos virtuais e de outras que nem conheço mas ficaram muito impressionadas com o meu relato.

Enfim, ganhei muito apoio e conquistei novas amizades.

Em junho participei dos 15 KM DE SANTA FELICIDADE, uma prova com percurso difícil e uma distância intermediária entre os 10 e os 21 km. Serviu como preparação para meia maratona programada para o início de agosto.

Somente alguns dias percebi que a MEIA MARATONA UNINTER seria realizada no mesmo dia da minha primeira corrida de rua. Pois é, iria comemorar correndo o meu aniversário no mundo das corridas.

21/01/18 CORRIDA DA PONTE 00:38:20 5,0
28/01/18 BATEL RUN 00:39:23 5,0
04/02/18 TRACK&FIELD MUELLER 01:24:38 10,0
18/02/18 CORRIDA VERDE 00:38:10 5,0
25/03/18 RELAY YOUR RACE 00:57:59 7,5
08/04/18 ESTAÇÕES OUTONO 00:38:42 5,0
22/04/18 PEQUENO PRÍNCIPE 01:22:41 10,0
06/05/18 MEIA MARATONA ECOLÓGICA 03:08:59 21,0
03/06/18 CIRCUITO BB CURITIBA 00:37:00 5,0
10/06/18 SANTA FELICIDADE 02:09:21 15,0
24/06/18 AIOSHII 00:38:49 5,0
01/07/18 HOSPITAL NAÇÕES 00:01:10 3,0
08/07/18 TRACK&FIELD BATEL 00:35:48 5,0
15/07/18 ESTAÇÕES INVERNO 00:36:15 5,0
05/08/18 MEIA MARATONA UNINTER 03:08:14 21,0

 

Seis anos de corrida de rua – 2017

A temporada de 2017 teria um significado muito especial para mim. Em agosto completaria cinco anos no mundo das corridas de rua e em dezembro os cinquenta anos de idade.

A primeira experiência significativa foi enfrentar os 21 km da MEIA MARATONA ECOLÓGICA. Como estava acostumado com as provas de 10 km tive algumas dificuldades ao longo do percurso. No entanto tirei muitas lições durante as pouco mais de três horas.

Em junho tive a oportunidade maravilhosa de participar da PERNAS PRA QUE TE QUERO, uma prova em que os corredores conduzem crianças cadeirantes.

Em agosto tive a chance de participar de um outra Meia Maratona em um percurso mais tranquilo que a anterior. Tive dificuldades no percurso mas consegui completar em um tempo melhor que a que eu corri em maio.

Ainda tinha pela frente o maior desafio do ano, completar a Maratona de Curitiba, mas enfrentei problemas que prejudicaram bastante a minha corrida.

Infelizmente o sonho de correr os 42 km foi adiado.

22/01/17 CORRIDA DA PONTE 00:36:18 5,0
29/01/17 BATEL RUN 01:20:44 10,0
19/02/17 TRACK&FIELD MUELLER 00:35:34 5,0
12/03/17 BPTRAN 01:17:35 10,0
09/04/17 ESTAÇÕES OUTONO 00:43:04 5,0
30/04/17 UNIDOS PELA VIDA 00:35:09 5,0
07/05/17 MEIA MARATONA ECOLÓGICA 03:14:59 21,0
21/05/17 STADIUM 00:49:44 6,5
04/06/17 PERNAS PRA QUE TE QUERO 00:14:45 2,0
02/07/17 ESTAÇÕES INVERNO 01:17:19 10,0
23/07/17 TRACK&FIELD BATEL 00:37:00 5,0
28/07/17 SANTOS DUMONT 00:34:35 5,0
06/08/17 MEIA MARATONA UNINTER 03:02:08 21,0
27/08/17 BANCÁRIOS 00:37:59 5,0
17/09/17 TRACK&FIELD BARIGUI 00:36:41 5,0
01/10/17 ESTAÇÕES PRIMAVERA 01:23:39 10,0
08/10/17 FOGO 01:26:56 10,0
22/10/17 CIRCUITO BB 01:19:32 10,0
19/11/17 MARATONA DE CURITIBA 02:29:13 16,6
26/11/17 ESTAÇÕES VERÃO 01:20:38 10,0

 

Seis anos de corrida de rua – 2016

 Depois de participar de diversas corridas de cinco quilômetros decidi finalmente mudar para o mundo dos dez quilômetros. Corri a prova de 10 km da Corrida da Ponte e completei em 1 hora, 19 min e 19 seg.

No final de março sofri uma queda durante um treino e fraturei o ombro esquerdo. Fiquei impedido de participar da Corrida Noturna Unimed que estava marcada para o dia quatro de abril.

A minha primeira prova depois da fratura foi a primeira etapa do Circuito de Corridas de Rua da Prefeitura de Curitiba. O abalo psicológico por causa da fratura influenciou bastante o meu rendimento.

Sem dúvida a minha recuperação seria muito lenta. O tempo necessário para retomar o meu ritmo de corrida estava indefinido. Nas corridas seguintes tive grandes dificuldades para evoluir do trote para a corrida. Conseguia correr no máximo uma distância de duzentos metros. Logo em seguida tinha que retornar para o trote.

Passei a aumentar aos poucos a distância que percorria correndo. Logo percebi uma melhora e consegui correr mais de um quilômetro em um ritmo constante.

No percurso de 10 km da Meia Maratona Ecológica de Curitiba percebi que estava melhor psicologicamente. Consegui manter o ritmo de corrida em uma distância maior. Também tinha recuperado a condição de alternar o trote com a corrida. Percorri os dez quilômetros e 1 hora, 17 min e 05 seg, tempo que passou a ser o meu novo recorde para a distância.

Das várias provas que participei ao longo do ano duas se destacaram. A primeira foi a 1ª Corrida Santos Dumont, organizada pelo CINDACTA II em homenagem ao aniversário de Santos Dumont.

Apesar de não gostar muito das corridas noturnas me inscrevi nesta por uma característica especial da prova. Os últimos quilômetros do percurso seriam percorridos na pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri.

A outra prova marcante de 2016 foi a 1ª Corrida do Fogo, em comemoração ao aniversário do Corpo de Bombeiros do Paraná. Completei os dez quilômetros em 1 hora e 10 min, o meu recorde para a distância.

DATA CORRIDA TEMPO DISTÂNCIA
24/01/16 CORRIDA DA PONTE 01:19:19 10,0
31/01/16 BATEL RUN 01:19:59 10,0
21/02/16 TRACK FIELD BATEL 00:39:06 5,0
17/04/16 SMELJ 1 01:20:26 10,0
24/04/16 UNIDOS PELA VIDA 01:18:48 10,0
01/05/16 ESTAÇÕES OUTONO 01:18:38 10,0
15/05/16 ECOLÓGICA 01:17:05 10,0
22/05/16 BPTRAN 01:16:10 10,0
29/05/16 STADIUM 01:33:02 12,0
05/06/16 ARTILHEIRO 01:16:18 10,0
19/06/16 SMELJ 2 01:19:30 10,0
02/07/16 JESAF 00:35:20 5,0
10/07/16 ESTAÇÕES INVERNO 01:15:16 10,0
17/07/16 TRACK FIELD MUELLER 00:36:50 5,0
22/07/16 SANTOS DUMONT 01:18:26 10,0
13/08/16 BARIGUI NIGHT RUN 00:36:55 5,0
14/08/16 PMPR 01:19:52 10,0
21/08/16 SMELJ 3 01:19:43 10,0
28/08/16 ESTAÇÕES PRIMAVERA 01:13:43 10,0
28/08/16 BANCÁRIOS 00:26:52 3,0
25/09/16 POLICIA CIVIL 01:13:47 10,0
12/10/16 CORRIDA DO FOGO 01:10:46 10,0
16/10/16 SMELJ 4 01:20:06 10,0
23/10/16 CAIXA 01:14:39 10,0
20/11/16 MARATONA 01:16:20 10,0
26/11/16 SPORT NIGHT RUN 00:22:53 3,5
11/12/16 ESTAÇÕES VERÃO 01:18:44 10,0

 

 

Retrospectiva 2017 – 1º Semestre

Janeiro

O mês foi marcado por duas corridas. A primeira delas foi a 2ª Corrida da Ponte, realizada nas proximidades da Ponte Estaiada em Curitiba. Por se tratar da primeira corrida do ano eu não tinha nenhuma expectativa com relação ao meu tempo para concluir a prova.

Terminei o percurso de 5 km com o tempo de 36:18. Antes e durante a prova tive a oportunidade de encontrar várias pessoas conhecidas e com um simples aceno trocar energias positivas.

No domingo seguinte participei da prova de 10 km da 3ª Batel Run. Completei o percurso em 1 hora, 20 minutos e 44 segundos. Esta corrida tem um significado especial para mim pelo fato da largada e a chegada serem na Praça da Espanha, local onde passei parte da minha infância.

 

Fevereiro

No dia 19 participei da prova de 5 KM da Corrida Track & Field Mueller. Não me preocupei com o tempo para completar a prova. Larguei com tranquilidade mas fui logo procurando espaço para fazer ultrapassagens. Corri por alguns metros ao lado uma deficiente visual com o seu guia. Falei algumas palavras de incentivo e segui adiante.

Terminei a prova com o tempo de 35:34, longe do meu recorde de 34:20. No entanto me senti bem fisicamente durante toda a prova, algo que me deixou muito satisfeito.

No dia 26 completei 10 anos de BB. Posso dizer que nestes dez anos no Banco do Brasil aprendi bastante mas também sempre que possível ajudei os meus colegas nas suas dificuldades.

 

Março

No início do mês tomei posse pela terceira vez na CIPA do Cenop Operações Curitiba. Fui membro da CIPA nas gestões 2014/2015 e 2015/2016. Uma nova oportunidade de trabalhar com outros colegas em prol de um assunto tão importante bem como de reciclar e compartilhar os meus conhecimentos.

No dia doze participei da 2ª Corrida Solidária Provopar Estadual e BPTRANPreferi seguir no ritmo de trote para me poupar do desgaste provocado pelo calor. Em nenhum momento olhei no relógio para verificar qual era o tempo decorrido.

Terminei a prova com o tempo de 1 hora, 17 minutos e 35 segundos. Independente do resultado foram mais 10 km para a conta e mais uma medalha para a coleção.

O dia vinte e seis marcou o primeiro aniversário da minha fratura no ombro. Desde que comecei a participar de corridas de rua em 2012 sofri poucas quedas e esta foi a que teve consequenciais mais sérias.

Foi um grande susto pois durante a minha vida nunca tinha sofrido uma fratura. Durante algum tempo não conseguia evoluir do trote para a corrida por causa do medo de sofre uma nova queda.

Demorei algumas semanas para retomar o meu ritmo de corrida. Posso dizer que me tornei um corredor mais cuidadoso.

 

Abril

O mês foi marcado por três momentos significativos em um final de semana. O primeiro deles aconteceu no dia oito quando tive a oportunidade de encontrar quatro colegas da faculdade vinte e cinco anos depois da nossa formatura. Foi incrível poder rever colegas tão queridas e relembrar de fatos e pessoas.

O segundo momento marcante aconteceu algumas horas depois. Tive a oportunidade de assistir o show da cantora Luiza Possi. Ela cantou várias músicas do seu repertório e interagiu carinhosamente com o público presente. Depois do show recebeu os seus fãs para tirar fotos.

No dia seguinte ocorreu o terceiro momento significativo. Durante o percurso da corrida do Circuito das Estações percebi uma dificuldade para aumentar o ritmo das minhas passadas. O cérebro mandava acelerar mas as pernas não obedeciam. Apesar de conseguir aumentar o meu ritmo não consegui manter por muito tempo. Resolvi seguir em um ritmo de trote.

Quando me aproximei da placa que marcava os cinco quilômetros reduzi ainda mais o meu ritmo e esperei que a ambulância ficasse do meu lado. Esta foi a primeira corrida que eu não terminei.

No final do mês participei de mais uma edição da corrida Unidos pela Vida. Este ano escolhi o percurso de 5 km, como não estava preocupado com o meu recorde pessoal segui num ritmo tranquilo. Completei a prova com o tempo de 35 minutos e 09 segundos.

Terminei a prova tão bem que resolvi voltar a pé para casa. E lá se foram mais cinco quilômetros em ritmo de caminhada lenta.

 

Maio

No primeiro domingo do mês enfrentei os 21 km da Meia Maratona Ecológica de Curitiba. Conhecendo as características do percurso não estipulei um tempo para a conclusão da prova. A distância de 21 km não significa 10 + 10 + 1, pois tem muitos fatores envolvidos durante a corrida. Sendo assim preferi manter um ritmo de trote lento.

Terminei a corrida exausto com cerca de quinze minutos a mais que o tempo máximo estipulado pela organização. Ao longo do percurso recebi muita energia positiva e posso dizer que aprendi bastante durante os 21 km.

No dia vinte aconteceu o segundo encontro do pessoal da turma da faculdade. Fiquei muito contente com o encontro pois aumentamos o número de participantes. Nos divertimos bastante com muitas lembranças.

No dia seguinte participei da Stadium Marathon, a minha oitava corrida no ano. Apesar de algumas decepções com a organização da prova fiz uma corrida tranquila e acumulei mais 6,5 km para a mina conta e mais uma medalha para a coleção.

 

Junho

No início do mês participei de uma corrida diferente. No Parque Barigui fui um dos voluntários da Corrida Pernas pra que te quero no Circuito Infantil de Corridas de Rua de Curitiba.

Participam desta corrida crianças cadeirantes portadoras de necessidades especiais. Cada equipe era formada por quatro ou cinco corredores voluntários que deveriam se revezar na condução do cadeirante ao longo do percurso de dois quilômetros.

Fiz parte da equipe que tinha a responsabilidade de levar uma bela menina chamada Laura. Enfim, participar desta corrida foi uma experiência incrível. Foi muito emocionante e gratificante conhecer esta pessoinha linda e especial chamada Laura.

O primeiro semestre de 2017 me permitiu enfrentar desafios e viver experiências gratificantes.

Cinco anos de corridas de rua – Parte 8

Temporada de 2017 – 1º Semestre

A temporada começou no dia 22 de janeiro com a prova de cinco quilômetros da Corrida da Ponte. Desde o início resolvi manter um ritmo forte e sempre procurando fazer o melhor traçado.

Seria complicado bater o recorde de 34 min e 20 seg. Sendo assim esperava completar a prova em torno dos trinta e seis minutos. Cruzei a linha de chegada com 36 min e 18 seg.

No domingo seguinte enfrentei a minha primeira prova de dez quilômetros do ano. Alguns dias antes tive a oportunidade de analisar o percurso e estimei um tempo de cerca de uma hora e vinte minutos.

Larguei com calma e fui controlando o ritmo de acordo com as características do percurso. Terminei a prova com 1 hora, 20 min e 44 seg. Esta corrida foi muito significativa para mim pois o local da largada e da chegada era a Praça da Espanha. Um local em que brincava na minha infância.

A praça foi reformada recentemente e está diferente daquela do início dos anos 70. Mas em poucos minutos fiz uma viagem no tempo.

Algumas quadras dali fica o prédio onde morei naquela época. Parei em frente ao portão e fiquei olhando para o corredor. Foi muito bom relembrar daquele tempo mesmo que por poucos minutos.

O mês de fevereiro foi marcado pela prova de 5 km da Track&Field Mueller. O percurso conhecido ajudou bastante na elaboração da estratégia. Me poupei na primeira metade para depois aumentar o ritmo das passadas.

De acordo com a minha estratégia o tempo estimado para a conclusão da prova era entre 35 e 36 minutos. Segui num ritmo forte de de olho no relógio. Assim completei os 5 km em 35 min e 34 seg.

No mês de março foi a vez de enfrentar os dez quilômetros da Corrida do BPTRAN. Completei o percurso em 1 hora, 17 min 35 min.

Em abril participei de duas provas. A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações. No entanto percebi desde o início que não estava conseguindo evoluir do trote para a corrida. Após passar pela placa que marcava os três quilômetros vi que não teria condições de ir até o final.

Então decidi que na placa dos 4 km faria uma nova avaliação. Segui em um ritmo bem lento ma com contato visual com um grupo de corredores que estava um pouco na frente. Ao passar pelos 4 km o objetivo era o de chegar até os 5 km.

O ritmo era cada vez mais lento. Não tinha mais contato visual com ninguém. Assim que vi a placa dos 5 km decidi parar. Me aproximei da calçada, olhei para trás e vi a ambulância que estava me acompanhando.

A socorrista me questionou sobre como eu estava me sentindo. Respondi que estava com uma leve tontura e estava parando para evitar uma queda mais adiante. Ela verificou a minha pressão arterial e os batimentos cardíacos.

Sendo assim a segunda parte da minha corrida foi dentro da ambulância. No caminho eu e a socorrista fomos conversando. Poucos metros antes da linha de chegada desci da ambulância e segui para o ambulatório.

Um enfermeira verificou novamente a pressão arterial e os batimentos cardíacos e logo em seguida me liberou. Sem dúvida passei por um susto muito grande mas soube ficar atento ao sinais que o meu corpo estava dando.

No final de abril enfrentei os cinco quilômetros da corrida Unidos pela Vida. As características do percurso eram favoráveis para conseguir um tempo em torno de trinta e cinco minutos. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 35 min e 09 seg.

Quando defini o meu calendário de provas para 2017 resolvi que deveriam haver pelo menos duas provas importantes para comemorar o meu aniversário de cinquenta anos. As provas escolhidas foram a 1/2 Maratona Ecológica de Curitiba e a Maratona Internacional de Curitiba. No dia sete de maio chegou a hora de enfrentar o meu primeiro desafio.

Como esta era a minha primeira meia maratona não fiz nenhuma estimativa do tempo para a conclusão da prova. Devo admitir que em dois ou três momentos pensei “O que eu estou fazendo aqui?”. Mas jamais pensei em desistir, andei nos trechos de subida e segui adiante.

A distância de 21 km não significa 10 + 10 + 1, pois tem muitos fatores envolvidos durante a corrida.  Ao longo do percurso recebi várias palavras de incentivo, principalmente quando passei da marca dos 17 km.

Ao passar em cada cruzamento procurava cumprimentar quem estava ali para ir recolhendo energias positivas. Em um certo momento vi uma garota vindo em sentido contrário. Ao bater na minha mão ela resolveu me acompanhar.

Seguimos juntos por cerca de dois quilômetros. Como ela não tinha número de inscrição perguntei o seu nome quando nos separamos e agradeci a sua companhia. Continuei no trote lento acelerando um pouco nas descidas.

Faltando cerca de duzentos metros até a linha de chegada era o momento de usar o pouco de energia que ainda me restava. Mas quando ia acelerar as passadas senti a panturrilha esquerda. Comecei a mancar e logo lembrei do meu ídolo Ayrton Senna nas voltas finais do GP do Brasil de 1991.

Muitos pensamentos passaram pela minha cabeça naquele momento. Olhei para o lado e vi várias pessoas me incentivando e mandando energias positivas. A dor passou e eu consegui cruzar a linha de chegada. Enfim, é muito descrever o que senti depois de concluir a prova. Completei os 21 km em 3 horas, 14 min e 59 min.

No final do mês corri a prova de 6,5 km da Stadium Marathon. Não me preocupei com o tempo e segui num ritmo confortável. Terminei a prova em 49 min 44 seg.

Em junho fui convidado para participar de uma prova diferente. Tratava-se de uma corrida de crianças cadeirantes onde eu seria um dos voluntários que conduziriam as crianças em percurso de 1 km. Me senti muito feliz tanto como corredor como ser humano. Sem dúvida foi uma experiência muito emocionante e gratificante.

E assim terminou o meu primeiro semestre da temporada 2017 de corridas.

 

 

Cinco anos de corridas de rua – Parte 7

Temporada de 2016 – 1º Semestre

A primeira corrida do ano foi realizada no terceiro domingo de janeiro. Depois de participar de muitas corridas de cinco quilômetros decidi finalmente mudar para o mundo doa dez quilômetros.

Completei os 10 km da Corrida da Ponte em 1 hora, 19 min e 19 seg. A partir de agora esta seria a marca a ser batida.

No domingo seguinte enfrentei os 10 km da Batel Run. Larguei com calma e resolvi seguir num ritmo lento na primeira metade do percurso. Não me preocupei com o tempo decorrido e cruzei a linha de chegada com o tempo de 1 hora, 19 min e 59 seg.

Em fevereiro participei da Track & Field Pátio Batel. Como tinha conhecimento de que o percurso de 10 km era de duas voltas de 5 km escolhi a distância menor. Sendo assim completei a prova em 39 min 06 seg.

No final de março sofri uma queda durante um treino e fraturei o ombro. Fiquei impedido de participar da Corrida Noturna Unimed que estava marcada para o dia quatro de abril.

A minha primeira prova depois da fratura foi em meados de abril, ocasião em que participei da primeira etapa do Circuito de Corridas de Rua da Prefeitura de Curitiba. Enfrentei muitas dificuldades ao longo do percurso, pois não conseguia passar do ritmo do trote.

Completei os 10 km em 1 hora, 20 min e 26 seg. Sabia que este meu fraco desempenho era devido ao abalo psicológico por causa da fratura no ombro.

Sem dúvida a minha recuperação seria muito lenta. O tempo necessário para retomar o meu ritmo de corrida estava indefinido.

Na corrida Unidos pela Vida consegui melhorar um pouco e percorri os 10 km em 1 hora, 18 min e 48 seg. No entanto tinha grandes dificuldades para evoluir do trote para a corrida.

No início de maio participei da Etapa Outono do Circuito da Estações. Consegui correr no máximo uma distância de duzentos metros. Logo em seguida tinha que retornar para o trote.

Passei a aumentar aos poucos a distância que percorria correndo. Completei o percurso em 1 hora, 18 min e 38 seg.

No percurso de 10 km da Meia Maratona Ecológica de Curitiba percebi que estava melhor psicologicamente. Consegui manter o ritmo de corrida em uma distância maior. Também tinha recuperado a condição de alternar o trote com a corrida.

Percorri os dez quilômetros e 1 hora, 17 min e 05 seg, tempo que passou a ser o meu novo recorde para a distância.

Na semana seguinte participei da Corrida do BPTRAN e logo no início percebi uma melhora significativa. Mantive o ritmo de corrida por cerca de dois quilômetros. Enfim tinha perdido o medo de correr e sofrer uma nova queda.

Terminei a prova no tempo de 1 hora, 16 min 10 seg correndo na chuva durante a maior parte do tempo.

No final de maio corri a Stadium Marathon desta vez em um percurso de 12 km com direito a passar pelos estádios Antonio Couto Pereira, Durival Brito e Silva e Joaquim Américo Guimarães. Terminei a prova em 1 hora, 33 min e 02 seg.

Para encerrar o primeiro semestre do ano corri duas provas em junho. A primeira delas foi a Corrida do Artilheiro, ocasião em que tive um bom desempenho durante o percurso de 10 km. Terminei a prova em 1 hora, 16 min e 18 seg.

A outra prova do mês foi a segunda etapa do Circuito da Prefeitura. Devido ao grande número de participantes não tive condições de manter um bom ritmo de corrida. Completei os 10 km e 1h, 19 min e 30 seg.