Férias em MG – Parte 6

23/09 – Sexto Dia

Como não tinha nenhum passeio programado para o sábado dormi até mais tarde. Após o café da manhã fui até a Praça da Liberdade. Caminhei durante cerca de vinte minutos e depois entrei no Memorial de Minas Gerais.

Fui direto para a sala dedicada ao poeta Carlos Drummond de Andrade. Ali é possível ouvir o próprio Drummond declamando os seus poemas. Permaneci ali por alguns minutos ouvindo o poema José.

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?

 

Saindo dali passei por outras salas até chegar aquela dedicada a Inconfidência Mineira. A sala possui  TVs onde aparecem os personagens da Inconfidência: Joaquim Silvério dos Reis, Conde de Assumar, Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga, Marília de Dirceu, Alvarenga Peixoto, Bárbara Heliodora, Tiradentes,  Padre Rolim, Padre Toledo, Escravo Alexandre.

Joaquim Silvério dos Reis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conde de Assumar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cláudio Manuel da Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tomás Antonio Gonzaga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marília de Dirceu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alvarenga Peixoto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bárbara Heliodora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tiradentes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Padre Toledo, Padre Rolim e Escravo Alexandre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta sala os personagens da Inconfidência Mineira apresentam a história desta revolução de forma lúdica e surpreendente.

 

 

 

 

 

 

Saindo do Memorial segui para o Mercado Central onde fiz algumas compras.  Depois de pouco mais de uma hora retornei para o hotel. Agora o meu grande desafio era acomodar todas aquelas compras na mala.

 

 

 

Férias em Minas Gerais – Parte 1

1º Dia – 12/09

Este ano programei uma parte das minhas férias em Belo Horizonte. O voo 3008 da TAM saiu do Aeroporto Internacional Afonso Pena (CWB) pouco depois do meio-dia com destino ao Aeroporto de Congonhas (CGH) em São Paulo.

A viagem foi tranquila e a chegada ocorreu no horário previsto. Logo que desembarquei me dirigi ao local indicado para o embarque do voo 3220 com destino ao Aeroporto Internacional de Confins (CFN) em Belo Horizonte.

Enquanto aguardava ouvi o comunicado que o voo estava atrasado e o portão de embarque tinha sido alterado. Logo tomei conhecimento que seria preciso embarcar em um ônibus que levaria os passageiros até o avião que estava no pátio.

Sendo assim, a chegada em BH teve um atraso de quarenta minutos. Ao chegar na área de desembarque percebi que não tinha ninguém me esperando. Telefonei para a Uai Brazil e em cerca de dez minutos o motorista chegou para me levar até o hotel.

A viagem durou aproximadamente uma hora e no caminho tive a oportunidade de passar pela Cidade Administrativa (sede oficial do Governo do Estado de Minas Gerais), a UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, a Lagoa da Pampulha, entre outros.

2º Dia – 13/09

Pela manhã participei de um passeio turístico pela cidade de Belo Horizonte na companhia de outros turistas. Passamos em frente ao Estádio do Mineirão, cujo nome oficial é Estádio Governador Magalhães Pinto.

Inaugurado em  5 de setembro de 1965 e em 2003 foi tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. Foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e em 17 de julho de 2016, o local passou a ser considerado um Patrimônio da Humanidade após reunião de membros da Unesco. Perto dali fica o Ginásio do Mineirinho, ginásio poliesportivo inaugurado em 1980.

Igreja São Francisco de Assis – Pampulha

Em poucos minutos chegamos onde está localizada a Lagoa da Pampulha. Ela faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, construído entre 1942 e 1944 foi projetada por Oscar Niemeyer sob encomenda do prefeito Juscelino Kubitschek e construído entre 1942 e 1944.

Tivemos a oportunidade de conhecer o interior da Igreja de São Francisco de Assis, projetada por Niemeyer e considerada a obra prima do conjunto.

Ela marca o início do que que seria a diretriz de toda a sua obra: uma arquitetura onde será preponderante a plasticidade da estrutura de concreto armado, em formas ousadas, inusitadas e marcantes.

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O próximo ponto turístico visitado foi o Mirante das Mangabeiras  que está localizado no bairro do mesmo nome e proporciona a visualização da paisagem da capital mineira.

Nas proximidades está o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governadores de Minas Gerais, construído por Juscelino Kubitschek quando era Governador segundo o projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx.

Dali fomos até a Praça da Liberdade a qual foi feita para abrigar a sede do poder mineiro, os prédios do Palácio do Governo e das primeiras Secretarias de Estado. O conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade foi tombado em 2 de junho de 1977 pelo IEPHA/MG – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

Praça da Liberdade
Praça da Liberdade

Com a construção da Cidade Administrativa, em 2010 a Praça da Liberdade perdeu um pouco do seu valor simbólico como a área central de governo. No lugar das instituições públicas  ganha em seu entorno instituições relacionadas à cultura, o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Instalado em prédios públicos do entorno da Praça  o Circuito Cultural, considerado um dos maiores complexos do gênero do país, é formado por dez espaços culturais que integram arte, cultura popular, conhecimento e entretenimento. Dentre eles estão o CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, o Museu das Minas e do Metal (parceria com a Gerdau) e o Memorial Minas Gerais (patrocinado pela Vale do Rio Doce).

O passeio terminou no Mercado Central, lá se encontra de tudo, comida típica mineira, artesanato, flores, brinquedos, roupas, etc. Aproveitei para comprar o famoso Queijo Canastra, produzido na região da Serra da Canastra. Desde maio de 2008 o queijo canastra é patrimônio cultural imaterial brasileiro, título concedido pelo IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Depois de algum tempo circulando no Mercado Central retornei para o hotel  para guardar as minhas compras. Depois de tomar um banho rápido preparei duas garrafas de água para me hidratar durante o passeio.

Fui de táxi até a Praça da Liberdade e chegando lá tirei algumas fotos e depois me dirigi ao Memorial de Minas Gerais. Inaugurado em novembro de 2012 ele está no antigo prédio da Secretaria da Fazenda que foi restaurado e adaptado para mostrar ao público a história de Minas Gerais.

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Memorial de Minas Gerais

Os ambientes misturam o real e o virtual, reconstroem o universo de escritores mineiros, o mundo das fazendas, das tribos indígenas e quilombos, do barroco, das festas populares, do artesanato, da política, e da arqueologia do solo mineiro. Em um mesmo espaço está reunida a riqueza cultural do Estado deste o século XVIII até os tempos atuais.

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Museu das Minas e do Metal

Perto dali está o Museu das Minas e do Metal, no prédio da antiga Secretaria da Educação. Inaugurado em 2010 o museu possui um grande acervo sobre mineração e metalurgia, duas das principais atividades econômicas de Minas Gerais.

Em seguida me dirigi ao outro lado da praça onde está localizado o CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, inaugurado em agosto de 2013. No entanto ele estava fechado para visitação naquele dia.

Enfim, tanto o passeio turístico como as visitas aos museus foram muito gratificantes.