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Férias em Brasília – Dia 4

A manhã do meu quarto dia em Brasília foi dedicada a uma visita no Memorial JK.

O Memorial JK é um museu, mausoléu e centro cultural brasileiro construído para homenagear o 21º presidente do Brasil, Juscelino Kubistchek de Oliveira.

Ele está localizado no canteiro central do Eixo Monumental, em Brasília, na Zona Cívico-Administrativa, na Praça do Cruzeiro, a região mais alta do Plano Piloto.

O projeto do Memorial foi do arquiteto Oscar Niemeyer, responsável pelos principais prédios da capital brasileira, a pedido da viúva de Juscelino e ex-primeira-dama Sarah Kubitschek.

A neta de Juscelino e Sarah, Anna Christina Kubitschek Barbará Pereira, é a atual diretora da Sociedade Civil Memorial Juscelino Kubitschek, que gere o Memorial JK.

Em seu interior os visitantes podem ver fotos e objetos da vida de Juscelino e Sarah, como a faixa presidencial e as roupas usadas por eles na posse, além do túmulo do ex-presidente. Obras de artistas como Athos Bulcão e Marianne Peretti complementam o ambiente interno do memorial.

No exterior do memorial fica aquela que possivelmente é a mais famosa estátua de Juscelino, feita por Honório Peçanha, que se ergue em um pedestal a quase trinta metros do solo.

O prédio, visto de fora, é um bloco de mármore branco com poucas aberturas. O local fica aberto de terça a domingo, entre 9 e 18 horas.

Após a trágica morte de Juscelino Kubitschek em um acidente no dia 22 de agosto de 1976, sua esposa Sarah Kubitschek passa a trabalhar para a construção de um memorial que perpetuasse a história do ex-presidente.

No mesmo ano, ela encomenda a Oscar Niemeyer um projeto para o memorial, iniciativa que teve o apoio do então governador do Distrito Federal, Aimé Alcebíades Silveira Lamaison.

Entretanto, o presidente Ernesto Geisel não autorizou a obra, tendo sido liberada apenas quando João Baptista Figueiredo assumiu o governo, em 1979.

A obra levou 17 meses e foi finalmente inaugurada em 12 de setembro de 1981, data que seria o aniversário de 79 anos de Juscelino.

Além do edifício, a paisagem tem espelhos d’água, gramados e os jardins. No jardim, ficam estátuas de Juscelino e Sarah, sentados, além de esculturas de Darlan Rosa.

Quatro espelhos d’água em níveis diferentes ficam próximas a rampa de acesso que leva ao edifício, cujo exterior é feito de mármore branco, com estética propositalmente feita para estabelecer um contraste com o céu azul da cidade e a estátua de Juscelino. Lá, uma placa em granito negro tem a frase de JK: “Tudo se transforma em alvorada nesta cidade que se abre para o amanhã“.

Logo que cheguei me deparei com o Ford Galaxie 500 ano 1974, o último carro particular de JK e que foi restaurado pelo Exército Brasileiro entre 19 de maio e 24 de agosto de 2010.

Na entrada um funcionária me orientou a respeito dos espaços do Memorial e alertou que não era permitido tirar fotos com o uso de flash. Não existe um roteiro de visita, o visitante decide para qual espaço ele irá em seguida.

Na Sala de Metas há fotos que representam as metas definidas para o governo: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação.

Em destaque estão um retrato em tamanho natural do Presidente pintado por Cândido Portinari em 1956 e a ampliação a carta escrita por JK em 1961, dirigida ao povo brasileiro na sua despedida do governo.

Em um outro espaço está a reprodução da biblioteca particular do antigo apartamento no Rio de Janeiro. Entre as inúmeras obras há uma coleção de Shaekespeare presenteada pela Rainha Elizabeth II.

Perto dali está o gabinete onde Dona Sarah trabalhou desde a inauguração do Memorial.

No segundo piso e no centro do Memorial me deparei com a câmara mortuária que recebe luz natural através de um vitral concebido por Marianne Peretti, que reflete tonalidades de cor de acordo com a posição do sol.

Também no segundo piso o Memorial conta com inúmeras fotos, comendas, objetos de JK e Dona Sarah. Em destaque estão os trajes que eles usaram no baile da posse em 1956.

Ao sair do Memorial percebi que permaneci pouco mais de duas horas ali dentro e tive a oportunidade de fazer uma fantástica viagem no tempo.As informações eram tantas que em nenhum momento olhei no relógio e não tinha nenhuma vontade de sair dali.

Para finalizar a minha visita a este local incrível tirei uma foto ao lado de um casal muito simpático que estava sentado em um banco.

Norman Bitner
Nascido em Curitiba - PR. Administrador, bancário, atleticano, corredor de rua, canhoto.

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