#TBT MAIO 2019

O mês de maio foi marcado por três corridas.

 

SENNA DAY FESTIVAL

No dia 1º de maio de 2019 o legado do Ayrton Senna completou vinte e cinco anos. Para marcar a data o Instituto Ayrton Senna promoveu o SENNA DAY FESTIVAL, evento realizado no Autódromo de Interlagos com a presença de diversas atrações.

Tive a oportunidade de participar da corrida de 5 KM. Sabia que aquela seria uma corrida completamente diferente das que participei.

Desde o início não tive a menor preocupação no tempo para completar o percurso pois o mais importante era aproveitar o momento e lembrar do meu ídolo.

Alguns minutos antes da largada o meu coração estava acelerado. Os corredores cantando Olê, Olê, Olê, Senna, Senna.

Segui em um ritmo tranquilo pois queria aproveitar a vista incrível da pista.

Aproveitei cada metro da pista, caminhei, trotei e corri. Também incentivei outros corredores lembrando da primeira vitória do Senna no Brasil quando as últimas voltas ele deu apenas com a sexta marcha.

Foi uma experiência incrível correr na pista de Interlagos. Uma corrida completamente diferente das que tive a oportunidade de participar.

 

MEIA MARATONA INTERNACIONAL DE CURITIBA

No primeiro domingo de maio tive a oportunidade de participar da minha sexta meia maratona.

Um ano depois eu voltei ao local para enfrentar novamente os vinte e um quilômetros. O meu grande desafio era fazer uma meia maratona diferente daquela de 2018.

Decidi seguir em um ritmo tranquilo e confortável. Desde o início fui me preservando para enfrentar os trechos mais complicados.

Duas horas depois da largada passei pela placa dos 14 KM. Mantendo o ritmo conseguiria terminar no tempo limite de três horas. Segui adiante com muito cuidado.

Para me incentivar desde o momento da largada ouvi o Tema da Vitória, música que marcou as conquistas do meu ídolo Ayrton Senna. A cada passo eu ficava mais perto da linha de chegada. Quando faltavam cerca de quinhentos metros senti algumas dores na panturrilha esquerda e depois na direita.

Respirei fundo e lembrei da última volta do Senna no GP do Brasil de 1991 apenas com a sexta marcha.

Quando entrei na reta de chegada percebi várias pessoas aplaudindo e me incentivando. Ouvindo o Tema da Vitória fui com muito cuidado e com passos lentos. Neste momento o choro foi inevitável.

Terminei a minha sexta Meia Maratona com o tempo de três horas e sete minutos. Na maior parte do percurso eu estava sozinho e mantive tranquilo e com foco no meu objetivo.

Não completei os vinte e um quilômetros em menos do que três horas. Mas o mais importante que consegui superar a lembrança do sofrimento da prova de 2018.

 

2ª CORRIDA DA CASA MILITAR

Para encerrar o mês de maio participei da Corrida da Casa Militar, órgão de assessoramento e apoio ao Governo do Estado do Paraná. O local da largada foi o Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado.

O percurso das provas de cinco e de dez quilômetros era bastante conhecido dos corredores apesar de algumas alterações em relação que é utilizado em outras corridas realizadas.

Sem dúvida o grande desafio para os corredores era enfrentar o frio de aproximadamente 8ºC. Larguei com cuidado e procurei fazer algumas ultrapassagens logo no início da corrida.

Segui em um ritmo confortável até chegar na placa que marcava 4 KM, quando então comecei a acelerar o ritmo das minhas passadas,

Completei o percurso em 36:48, o meu melhor tempo no ano em corridas de 5 KM. Fiquei muito contente com o resultado. O frio não atrapalhou a minha corrida.

#TBT MAIO 2018

No dia seis de maio de 2018 participei da Meia Maratona Internacional de Curitiba.

Pela terceira vez enfrentei a distância de 21 KM.

Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade e escolhi seguir em um ritmo confortável.

Tão logo entrei no km 12 as primeiras dores apareceram na panturrilha direita, justamente no trecho do percurso onde poderia desenvolver uma boa velocidade.

Diante daquela situação mudei a minha estratégia de corrida e passei a alternar  a caminhada com o trote lento pois fiquei com medo que a dor voltasse.

Alguns metros depois de iniciar o km 16 foi a vez de doer a panturrilha esquerda. Continuei caminhando lentamente e com muito cuidado conseguia trotar com alguma dificuldade.

Como estava sozinho não tinha com quem compartilhar as minhas dificuldades e pegar um pouco de energia positiva. Pouco antes de completar a distância de dezoito quilômetros dois socorristas e um monitor se aproximaram com as suas motos.

Um deles me perguntou se eu queria terminar a prova. Respondi que sim, pois se tinha chegado até ali iria até o fim. Ele falou que eu poderia ficar tranquilo e me acompanharia até o final.

Tinha três longos quilômetros pela frente e passei a me questionar onde poderia buscar motivação para continuar.

Fiz uma breve viagem no tempo até chegar no dia 24 de março de 1991. Naquele domingo em Interlagos Ayrton Senna venceu pela primeira vez o GP do Brasil apenas com a sexta marca do seu carro.

Enfim nada poderia me impedir de terminar a minha terceira meia maratona. Os carros que passavam por mim buzinavam e as pessoas gritavam palavras de incentivo.

Os meus pensamentos e energias estavam todos direcionados para a linha de chegada.

Quando faltavam cerca de duzentos metros tentei aumentar um pouco o ritmo das passadas. Mas como não tinha forças segui bem devagar.

Vi várias pessoas me aplaudindo e incentivando.

Algumas gritavam o meu nome, mas eu não conseguia identificar as vozes.

Pouco antes de cruzar a linha de chegada fiz questão de agradecer aqueles que me escoltaram ao longo de três quilômetros.

Esta não foi a meia maratona que imaginei para mim. Mas tenho a plena certeza que contei com a energia e o incentivo de um grande número de pessoas.

Alguns dias depois a minha história foi contada no site  EU ATLETA com o título “Memórias do último: corredor supera obstáculos e dores por conquista pessoal”.

Nos dias seguintes recebi inúmeras mensagens de pessoas ligadas ao mundo das corrida de rua. Fiquei emocionado com a quantidade de carinho e energia positiva.

Por causa do meu exemplo de superação me tornei um inspirador para muitos corredores.

Devo confessar que durante muito tempo me questionei o que tinha feito para ser considerado inspirador.

Hoje me sinto orgulhoso.

#TBT MAIO 2017

MEIA MARATONA ECOLÓGICA DE CURITIBA

Depois de ter enfrentado várias provas de 10 km durante o ano de 2016 e no início de 2017 chegou o momento de encarar os 21 km da Meia Maratona Ecológica de Curitiba.

Passei a aumentar a distância dos meus treinos para me preparar física e mentalmente para a distância que enfrentaria.

No entanto, a distância de 21 km não significa 10 + 10 + 1, pois existem muitos fatores envolvidos durante a corrida. Sendo assim preferi manter um ritmo de trote lento. Ao longo do percurso recebi várias palavras de incentivo, principalmente quando passei da marca dos 17 km.

Ao passar em cada cruzamento procurava cumprimentar quem estava ali para ir recolhendo energias positivas.

Em um certo momento vi uma garota vindo em sentido contrário. Ao bater na minha mão ela resolveu me acompanhar. Seguimos juntos por cerca de dois quilômetros. Como ela não tinha número de inscrição perguntei o seu nome quando nos separamos e agradeci a sua companhia.

Continuei no trote lento e ao chegar na rotatória em frente da Prefeitura vi que tinha cerca de duzentos metros até a linha de chegada. Era o momento de usar o pouco de energia que me restava.

Contornei a rotatória e quando ia acelerar as passadas senti a panturrilha esquerda. Comecei a mancar e logo lembrei do meu ídolo Ayrton Senna nas voltas finais do GP do Brasil de 1991.

Muitos pensamentos passaram pela minha cabeça, olhei para o lado e vi várias pessoas me incentivando e mandando energias positivas. A dor passou e eu consegui completar a prova com o tempo de 3:14:59.

 

#TBT MAIO 2016

O mês de maio de 2016 foi marcado por quatro corridas.

CIRCUITO DAS ESTAÇÕES OUTONO

A corrida tinha um significado muito especial para mim pois teria a oportunidade de homenagear o meu ídolo Ayrton Senna. O boné lembrava o capacete, a camisa de manga comprida preta lembrava a Lotus, a camiseta vermelha representava a McLaren e os três títulos mundiais, o tênis amarelo lembrava a cor do capacete de 1985, ano da primeira vitória na F1.

No momento da largada a temperatura era de 2ºC. Segui num ritmo de trote lento e com muito cuidado para não me envolver em confusão. Fui me controlando até passar pela marca do três quilômetros.

Como estava me sentindo confiante resolvi aumentar o ritmo das minhas passadas e mantive controlado nos próximos três quilômetros. Caminhei nos trechos de subida do sétimo quilômetro.

Ao iniciar o quilômetro oito acelerei o ritmo e procurei reservar as energias para os instantes finais da prova.

Completei o percurso em 1 hora 18 minutos 38 segundos, o meu novo recorde para a distância de 10 km. Fiquei muito surpreso e feliz com o resultado, afinal de contas estava me recuperando de uma lesão e corri me inspirando no eterno ídolo Ayrton Senna.

 

MEIA MARATONA ECOLÓGICA DE CURITIBA

Esta é uma das provas tradicionais de Curitiba com corridas nas distâncias de 5, 10 e 21 quilômetros e conta com a participação de cerca de três mil corredores das mais diversas idades, inclusive cadeirantes.

A temperatura era de 11ºC, perfeitamente compatível com a nossa cidade. Cheguei cedo ao local de largada no Centro Cívico. Fiz os exercícios de alongamento e aquecimento e procurei um canto para ficar sozinho me concentrando.

A primeira largada aconteceu às 6:50 para os corredores cadeirantes. Dez minutos depois largaram os corredores que enfrentariam os 21 km da meia maratona. Os demais corredores, das distâncias de 5 e 10 km, largaram vinte minutos depois.

Larguei com cuidado para não me envolver em confusões. Procurei manter o mesmo ritmo pela maior distância possível e alternei um pouco de trote com caminhada. Poupei as minhas energias para o final da prova.

Como estava me recuperando de uma lesão no ombro esquerdo não tinha nenhuma preocupação com o tempo em que terminaria os 10 km. A maior preocupação era correr sem dores e concluir a prova bem fisicamente.

Fiquei muito contente por ter completado mais uma corrida de dez quilômetros. Corri com muita calma e sempre inspirado no meu ídolo Ayrton Senna.

Para a minha surpresa o tempo final foi de 1 hora 17 minutos e 05 segundos, o meu novo recorde pessoal para a distância de dez quilômetros.

 

1ª CORRIDA SOLIDÁRIA PROVOPAR ESTADUAL E BPTRAN

Logo que acordei às cinco horas da manhã percebi que estava chovendo e fiquei preocupado com a realização do evento. Mesmo assim segui com a minha rotina normal dos dias em que vou participar de uma corrida.

A chuva deu uma trégua algum tempo depois mas voltou a cair por volta das 6:30 quando saí de casa rumo ao local da largada. Chegando lá percebi uma chuva fraca apesar das muitas nuvens escuras no céu. Sem dúvida a preocupação era em relação ao momento da largada que estava prevista para às 8:10 horas.

Durante todo o tempo procurei me manter calmo e aguardei pelo momento da largada apesar da expectativa em torno da chuva. A única certeza era que em algum momento da prova ela estaria presente.

Antes mesmo da marca do primeiro quilômetro começou uma chuva forte. Muitos corredores preferiram aumentar o seu ritmo mas eu escolhi manter um ritmo seguro tomando cuidado com as inúmeras poças d’água.

Nos momentos em que a chuva deu uma trégua tive a oportunidade de correr um pouco mais e realizar algumas ultrapassagens. Mas a segurança estava sempre em primeiro lugar. Desta forma segui até o final da prova.

Ao cruzar a linha de chegada travei o cronômetro mas não me preocupei em ver qual tinha sido o tempo decorrido para completar o percurso. Depois que cheguei em casa tomei um bom banho quente e então passei a analisar as minhas parciais da corrida.

Foi então que para a minha enorme surpresa verifiquei que completei os dez quilômetros em uma hora, dezesseis minutos e dez segundos, o meu novo recorde pessoal.

 

STADIUM MARATHON

A Stadium Marathon é uma corrida em cujo percurso estão os estádios Durival Britto e Silva (Vila Capanema), Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada) e Major Antonio Couto Pereira (Alto da Glória).

Às 7:30 horas os corredores saíram para as provas de cinco e onze quilômetros. A largada foi com chuva e exigiu muito cuidado. Como conhecia uma parte do percurso procurei manter um ritmo constante e sem tentar fazer ultrapassagens arriscadas.

Além disso, como sabia das dificuldades que enfrentaria na segunda metade da prova procurei poupar as minhas energias. Mesmo nos locais onde tinha a oportunidade de correr num ritmo mais rápido escolhi dar prioridade para a segurança, afinal de contas o asfalto molhado exige um cuidado redobrado.

De acordo com a organização da prova o percurso teria a distância de onze quilômetros, ou seja, um a mais que os habituais dez quilômetros da maioria das provas. Procurei manter no meu campo visual os corredores que iam cerca de cinquenta metros na minha frente.

Ao passar pela marca de 10 km acelerei um pouco o meu ritmo com o objetivo de reduzir a distância que me separava deles. No entanto, para a minha surpresa atingi os 11 km bem antes da entrada do estádio da Vila Capanema.

Sem saber qual a distância que tinha a percorrer acelerei o ritmo das minhas passadas, ultrapassei os dois corredores que estavam poucos metros adiante e segui sem olhar para trás. Após cruzar a linha de chegada a distância percorrida era de doze quilômetros, um a mais do que o previsto.

 

Posso dizer que as quatro corridas foram muito importantes para a minha recuperação. Aos poucos comecei a recuperar o meu ritmo de corrida .

#TBT MAIO 2015

O mês de maio de 2015 foi marcado por três corridas de cinco quilômetros.

A primeira delas foi a Etapa Outono do Circuito das Estações. O percurso voltou a ser o mesmo de 2013, com a largada no Jockey Clube do Paraná. Cheguei cedo e fui logo pegar o meu chip. Enquanto isto o locutor avisava que corredores não inscritos não poderiam entrar no pelotão de largada.

Encontrei algumas pessoas conhecidas com quem conversei e desejei boa sorte.

Larguei com muito cuidado e preferi me poupar para ter mais energias no último quilômetro. Segui acelerando e nos cem metros finais acelerei as minhas passadas.  Completei o percurso em trinta e sete minutos e quarenta e sete segundos. Fiquei satisfeito com o tempo levando em consideração o frio no início da prova.

Duas semanas depois participei da prova de cinco quilômetros da Meia Maratona Ecológica de Curitiba.

O fato de conhecer o percurso ajudou bastante. A largada foi em frente ao Museu Oscar Niemeyer, um dos belos pontos turísticos de Curitiba.

Apesar do frio consegui manter um bom ritmo no início da prova. Enfrentei alguns problemas na primeira metade do percurso e sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM. Fui controlando o ritmo e nos cem metros finais acelerei as passadas rumo a chegada.

Completei o percurso no tempo de 36 min 21 seg. Valeu a pena participar de mais uma corrida e ganhar mais uma medalha. Encontrei várias pessoas conhecidas antes, durante e depois da prova.

Para encerrar o mês de maio participei da prova de cinco quilômetros da Graciosa Run, promovida pelo Graciosa Country Club e contou com cerca de mil participantes entre corredores de 5 e 10 KM e de caminhantes.

A temperatura era de 11ºC e exigiu um bom aquecimento antes da largada. O primeiro quilômetro foi completado em sete minutos e trinta e cinco segundos. No segundo quilômetro consegui correr um pouco mais rápido e completei em seis minutos e quarenta e cinco segundos, tirei proveito dos trechos de descida para aumentar o meu ritmo e deixar para trás os corredores mais lentos.

Normalmente no meio do terceiro quilômetro fica o posto de hidratação. Como o asfalto fica molhado neste trecho precisei tomar muito cuidado para não escorregar e sofrer um queda.

Fechei o terceiro quilômetro em sete minutos e cinquenta segundos, na sequencia aproveitei os trechos de descida para acelerar o meu ritmo.

Ao passar pela placa que marcava 4 KM olhei para o cronômetro e notei que o tempo decorrido era de vinte e nove minutos e dez segundos. Não teria condições de bater o meu recorde dos 5 KM (34 min 20 seg) e seria difícil de baixar o meu tempo da Graciosa Run de 2013 (35 min 29 seg).

Fui me controlando para ter energia para enfrentar o trecho de subida no final. Completei a prova em trinta e seis minutos cravados, distante do tempo da corrida de 2013 mas o meu melhor tempo em 2015.

 

 

#TBT SENNA DAY FESTIVAL

No dia 1º de maio de 2019 o legado do Ayrton Senna completou vinte e cinco anos. Para marcar a data o Instituto Ayrton Senna promoveu o SENNA DAY FESTIVAL, evento realizado no Autódromo de Interlagos com a presença de diversas atrações.

Tive a oportunidade de participar da corrida de 5 KM. Sabia que aquela seria uma corrida completamente diferente das que participei.

Desde o início não tive a menor preocupação no tempo para completar o percurso pois o mais importante era aproveitar o momento e lembrar do meu ídolo.

Alguns minutos antes da largada o meu coração estava acelerado. O meu frequencímetro marcava 110 BPM. Os corredores cantando Olê, Olê, Olê, Senna, Senna.

Como não tinha nenhuma preocupação com o tempo para concluir o percurso segui em um ritmo tranquilo pois queria aproveitar a vista incrível da pista.

Aproveitei cada metro da pista, caminhei, trotei e corri. Também incentivei outros corredores lembrando da primeira vitória do Senna no Brasil quando as últimas voltas ele deu apenas com a sexta marcha.

Foi uma experiência incrível correr na pista de Interlagos. Uma corrida completamente diferente das que tive a oportunidade de participar.

Depois de receber a minha medalha, peguei um copo d’água para me hidratar. Fui até o posto médico para verificar a minha pressão arterial depois de tantas emoções. Para a minha surpresa a pressão estava em 12:8.

TBT 35 ANOS DA PRIMEIRA VITÓRIA NA F1

No final da temporada de 1984 o Ayrton Senna anunciou a sua mudança para a Lotus, equipe pela qual teria condições de brigar pela vitória. A sua estreia foi no GP do Brasil no Autódromo de Jacarepaguá. Abandonou na volta 48 com problemas elétricos.

A próxima etapa do campeonato estava programada para o GP de Portugal no Autódromo do Estoril. O circuito era conhecido pois ele correu lá em 1984 e chegou em terceiro lugar.

No primeiro treino classificatório fez o melhor tempo: 1:21.708 . No segundo treino ele foi ainda mais rápido e conquistou a sua primeira pole position com o tempo de 1:21:007.

No domingo ele dividiria a primeira fila com o francês Alain Prost da McLaren, vice campeão em 1984.

Uma forte chuva caiu no autódromo português. O que esperar da combinação Senna e Chuva?

Saindo na pole o brasileiro conseguiu abrir uma boa vantagem em relação aos demais pilotos.

Pouco a pouco os mais experientes foram abandonando a prova enquanto Senna seguia tranquilo na liderança com a sua Lotus preta e dourada. No tempo limite de duas horas ele conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1.

Completaram o podium o italiano Michele Alboreto da Ferrari (único a terminar na mesma volta do líder) e o francês Patrick Tambay da Renault (uma volta atrás).

Também terminaram a prova o italiano Elio de Angelis da Lotus (uma volta), o inglês Nigel Mansell da Williams (duas voltas), o alemão Stefan Belof da Tyrrel (duas voltas), o inglês Derek Warwik da Renault (duas voltas), o sueco Stefan Johansson da Ferrari (cinco voltas) e o italiano Piercarlo Ghinzani da Osella (seis voltas).

Para o esporte esta foi a data definitiva para a formação de um mito na história da Fórmula 1. Esta seria a primeira das 41 vitórias de Ayrton Senna, mostrando que marcaria o seu nome na história do automobilismo.

 

 

TBT ABRIL 2015

O mês de abril de 2015 foi marcado pela minha participação na  3ª Corrida Unidos Pela Vida, realizada em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe.

Larguei no final do pelotão com o intuito de evitar a tradicional confusão do momento da largada.

Alternei o trote e a caminhada e quando faltavam cerca de trezentos metros para o final acelerei as minhas passadas.

Nem me preocupei em ver em quantos minutos completei o percurso.

Depois de algum tempo notei que percorri os cinco quilômetros em trinta e sete minutos e dezesseis segundos, melhor que o tempo da corrida de 2014.

No entanto o mais importante foi ter participado de um evento de uma causa tão nobre. Além disso tive a oportunidade de reencontrar várias pessoas conhecidas.

 

TBT ABRIL 2016

No final de março de 2016 durante um treino sofri uma queda e fraturei a cabeça do úmero esquerdo.

Fiquei com os movimentos do braço esquerdo limitados

A primeira corrida do mês de abril estava programada para o dia nove. Era a prova de cinco quilômetros da Corrida Noturna UNIMED.

Como não estava em condições de correr e por se tratar de uma corrida noturna eu não fui.

A minha primeira corrida depois da fratura foi a prova de 10 km da primeira etapa do Circuito Adulto de Corrida de Rua de Curitiba.

Não estabeleci nenhuma estratégia de corrida principalmente com relação ao tempo de conclusão da prova. Larguei com cuidado e segui num ritmo lento, não fiz ultrapassagens arriscadas e mesmo quando tinha espaço disponível não acelerei.

Preferi alternar o trote lento com a caminhada passei a acelerar as minhas passadas quando entrei no último quilômetro. Sem dúvida o que mais me incentivou durante o percurso foi quando ouvi a Marcha da Vitória nos meus fones. Lembrei dos momentos dramáticos vividos pelo ídolo Ayrton Senna nas voltas finais da sua primeira vitória no Brasil.

Terminei a prova em 1 hora 26 minutos 23 segundos, mas o tempo pouco importou pois o que mais interessava era chegar bem ao final do percurso. Sei que nas próximas corridas ainda não terei condições para acelerar as minhas passadas.

No domingo seguinte participei da Corrida Unidos Pela Vida, uma prova beneficente em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe.

Para mim seria uma prova desafiadora porque pouco antes da marca de 1 km eu passaria pelo local onde sofri a queda que me rendeu uma fratura. Devo confessar que não fazia a mínima ideia de qual seria o meu comportamento ao chegar no local.

Esta foi a minha segunda corrida depois da fratura, larguei com cuidado e segui num ritmo de trote. Tentei não pensar na queda e quando me aproximei do lugar reduzi um pouco o meu ritmo e dei uma olhada ao mesmo tempo rápida e detalhada.

Segui adiante procurando manter o ritmo. Pouco depois da marca dos dois quilômetros acelerei um pouco a minha passada e consegui correr por cerca de trezentos metros. Como não tinha definido nenhuma estratégia para a prova preferi manter um ritmo confortável alternando o trote com um pouco de caminhada.

Assim fui me preservando para os últimos quilômetros da prova. Fiquei contente por ter conseguido superar um momento importante.

TBT ABRIL 2017

Em abril de 2017 participei de duas corridas, mas a que me marcou mais e ficará gravada na minha memória foi a Etapa Outono do Circuito das Estações.

Larguei com tranquilidade e fui buscando espaço para poder desenvolver um ritmo confortável de corrida. Como conhecia o percurso sabia que tinha que controlar o meu ritmo para poder enfrentar o percurso de dez quilômetros.

Ao longo do terceiro quilômetro percebi uma dificuldade para aumentar o ritmo das minhas passadas. Conseguia trotar por distâncias bem curtas e logo voltava a caminhar. Fui num ritmo bem lento, com uma respiração tranquila e me hidratando com o copo de água que tinha comigo.

Quando me aproximei da placa que marcava os cinco quilômetros reduzi ainda mais o meu ritmo e esperei que a ambulância ficasse do meu lado.

A enfermeira desceu da ambulância e perguntou como eu estava me sentindo. Expliquei que tinha um pouco de tontura e que as pernas não me obedeciam.

O primeiro procedimento foi verificar a minha pressão arterial e os batimentos cardíacos. Ambos estavam normais e eu preferi seguir dentro da ambulância até o final da prova. Durante o trajeto fomos conversando e fui ficando mais tranquilo.

A ambulância parou alguns metros antes da linha de chegada. Cruzei a linha para fechar o meu tempo e fui até o ambulatório onde foram verificadas a frequencia cardíaca, a pressão arterial e a oximetria. Como estavam todos bem fui logo liberado.

Peguei a medalha, me hidratei e comi duas frutas. Esperei um pouco e fui embora para casa.

O que aconteceu foi o resultado de uma noite de pouco sono. Mas felizmente eu soube reconhecer que não estava bem e tomei a decisão certa ao parar.

Claro que fiquei muito triste com o que aconteceu pois desejava cruzar a linha de chegada vibrando com mais um prova completada.

Mas e se decidisse continuar até o final o que poderia acontecer nos próximos cinco quilômetros? Os riscos de sofrer uma queda e se machucar com gravidade seriam cada vez maiores.