Oito anos de corrida de rua

O dia cinco de agosto marca o meu aniversário no mundo das corridas de rua. Foi lá em 2012 que participei da minha primeira corrida.

A minha estreia foi na Corrida e Caminhada da Esperança, com largada no Centro Cívico em Curitiba. Na ocasião tinha cerca de dez meses de caminhadas quando decidi participar da minha primeira corrida.

O momento da largada mais parecia um estouro de boiada, com os participantes saindo correndo de forma alucinada. Lembro que fiquei muito assustado com aquilo e a minha maior preocupação era não ser atropelado por algum daqueles malucos.

Cheguei na marca do primeiro quilômetro em um tempo de 8min 25 seg. Aumentei um pouco o ritmo na sequencia até encontrar um longo trecho de subida. Preferi caminhar do que forçar o ritmo e ficar cansado.

Sendo assim percorri o terceiro quilômetro em nove minutos. Como caminhei consegui descansar e recuperar as minhas energias. Segui acelerando e quando entrei na reta final olhei para o cronômetro no portal da chegada e percebi a possibilidade de completar os 5 km em 40 minutos.

Procurei espaço para poder ultrapassar e cruzei a linha de chegada com 39 min 51 seg. Por ser a minha primeira corrida cheguei exausto. Valeu a pena pela oportunidade de ter participado de uma corrida de rua, ter enfrentado os meus limites e, é claro, ter conquistado a primeira medalha.

Sendo assim, o primeiro domingo de agosto passou a ser o dia da comemoração do meu aniversário no emocionante e fascinante mundo das corridas de rua.

2012 – Corrida da Esperança

2013 – Corrida da Esperança 5 km

2014 – Circuito das Estações Inverno 5 km

2015 – Circuito das Estações Primavera 5 km

2016 – Barigui Night Run 5 km

2017 – Meia Maratona Uninter – 21 km

2018 – Meia Maratona Uninter – 21 km

2019 – Meia Maratona Uninter – 21 km

2020 – Run The World Etapa Melbourne – 3 km

 

Nestes oito anos enfrentei muitos desafios e superei os meus limites. Sempre procurei compartilhar a minha energia positiva com os corredores que encontrei pelo caminho.

Formei inúmeras amizades e passei a ser considerado inspirador para muitos corredores.

 

 

#TBT JULHO 2017

O mês de julho de 2017 foi marcado por três corridas.

02/07 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

Faltando vinte minutos para a largada a temperatura era de 9ºC e assim deveria permanecer durante toda a prova.  Coloquei os meu fones, conferi se os tênis estavam bem amarrados, fiz o meu alongamento, o aquecimento e iniciei a minha concentração. Neste momento fecho os olhos, me desligo totalmente do que está acontecendo em volta e respiro com calma.

Ao longo do percurso mantive um ritmo de corrida confortável, mas trotei e caminhei sempre que achei necessário.

Em nenhum instante me preocupei com o tempo decorrido. Completei a prova em 1 hora, 17 minutos e 19 segundos. O mais importante foi ter terminado bem e conquistado mais uma medalha para a coleção.

 

22/07 – TRACK & FIELD PATIO BATEL

A segunda corrida da Track & Field em Curitiba em 2017 teve como local de largada o Shopping Pátio Batel. Fiz uma largada bem tranquila com bastante cuidado para evitar me envolver em alguma confusão.

Escolhi um ritmo tranquilo e segui em frente sem me preocupar com o tempo. Afinal de contas as características do percurso não eram favoráveis para bater o meu recorde dos 5 km.

Em um determinado momento percebi na minha frente uma garota que estava falando no celular. Apesar de estar num ritmo lento ela estava se movimentado para o seu lado esquerdo e portanto saindo da área limitada para os corredores.

Neste local estávamos dividindo o espaço com os carros. Acelerei um pouco a minha passada e fiquei ao lado dela. Coloquei a mão no seu ombro esquerdo e puxei na minha direção. Ainda bem que foi só um susto.

Terminei a prova muito bem fisicamente e conquistei mais uma medalha para a minha coleção.

 

28/07 – 2ª CORRIDA SANTOS DUMONT

Foi uma corrida noturna promovida pelo CINDACTA II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) em homenagem a Alberto Santos Dumont (20/07/1873 – 23/07/1932).

Apenas os corredores que estavam devidamente inscritos poderiam acessar o local de largada, a pista de pouso e decolagem do Aeroporto do Bacacheri. O dia e o horário de realização da prova foram completamente atípicos. Uma sexta-feira às dez horas da noite, enquanto as corridas noturnas são normalmente realizadas nos sábados por volta das oito horas.

A banda U2 Cover CWB animava os presentes cantando sucessos da banda irlandesa enquanto não chegava o momento da largada. Em um determinado local as pessoas podiam tirar fotos ao lado de um sósia do Santos Dumont, o homenageado da noite.

Também estiveram presentes os corredores Marílson Gomes dos Santos (duas vitórias na Maratona de Nova York três vitórias na Corrida de São Silvestre) e Juliana Gomes dos Santos (campeã pan-americana dos 1500 m e dos 5000 metros). Foi um grande prazer conhecê-los e receber um pouco da sua energia positiva.

Por se tratar de uma corrida noturna com cerca de cinco mil participantes procurei uma boa posição para largar com cuidado. No ano passado corri a prova de 10 km e em 2017 escolhi os 5 km.

Sabia que deveria aproveitar o primeiro quilômetro pois a maior parte do percurso usaria a pista do aeroporto. A iluminação se limitava às lanternas dos corredores que estavam na minha frente.

Fui controlando a distância que faltava para o término da prova. Ao passar pela marca dos 4 km passei a acelerar as minhas passadas e fiz algumas ultrapassagens.

O final do percurso foi na pista de pouso do Aeroporto do Bacacheri. Quando fiz a última curva me preparei para a minha arrancada, olhei para o pórtico da chegada e escolhi o caminho que iria percorrer.

Apesar de ter tido alguns problemas no último quilômetro terminei a corrida bem fisicamente. Para a minha grande surpresa o meu tempo de 34:35 ficou bem próximo do meu recorde pessoal dos 5 km.

#TBT JULHO/2018

O mês foi marcado por uma caminhada e duas corridas.

01 – 4ª CAMINHADA PELA SAÚDE

O primeiro domingo do mês de julho não foi marcado por uma corrida mas sim pela minha participação na 4ª Caminhada pela Saúde promovida pelo Hospital das Nações.

Na estrutura montada no estacionamento do hospital os participantes poderiam pegar a sua camiseta, medir a glicemia, verificar a pressão arterial e calcular o IMC (Índice Massa Corporal). Também haviam frutas e água para os participantes.

Nas ruas por onde passamos pudemos notar os moradores na frente de suas casas acenando e mandando a sua energia positiva. Com certeza foi o momento mais emocionante da caminhada.

Percorremos em pouco mais de uma hora a distância de três quilômetros.  Para mim foi uma situação completamente diferente pois neste tempo estou acostumado a percorrer cerca de nove quilômetros correndo.

Sem dúvida participar desta caminhada foi muito gratificante, pois durante a caminhada vi pessoas que estavam ali iniciando uma nova etapa de suas vidas depois de decidir parar de fumar e outras que estavam se recuperando de uma cirurgia.

08 – TRACK & FIELD PATIO BATEL

Cheguei cedo na arena do evento e fui logo retirar o meu chip. A estrutura estava montada no estacionamento do shopping. Havia um espaço exclusivo para os corredores fazerem o seu aquecimento.

Para esta prova o meu principal objetivo era completar o percurso em trinta e sete minutos. Desde o início procurei colocar em prática as dicas que recebi dos meus amigos.

Consegui manter um ritmo confortável durante dois quilômetros. Reduzi um pouco o ritmo das minhas passadas no início do terceiro quilômetro. Em seguida retomei o meu ritmo inicial e fui controlando a distância a ser percorrida.

Ao iniciar o último quilômetro percebi que teria condições de terminar a prova antes dos trinta e sete minutos.

De acordo com a cronometragem da prova completei o percurso de cinco quilômetros em 35:48. Poderia ter conseguido um tempo melhor mas fiquei muito contente por ter concluído em um tempo abaixo daquele que havia estabelecido.

 

15 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

A grande novidade desta prova foi o novo percurso. Particularmente fiquei muito contente com a mudança pois sempre critiquei a arena dos eventos realizados no Jockey Clube do Paraná.

A arena foi montada na Praça Nossa Senhora de Salete. Os percursos de 5 e de 10 km eram conhecidos da maioria dos corredores. O local tem para mim dois momentos significativos. O primeiros deles foi em agosto de 2012 quando fiz a minha estreia no mundo das corridas.

Nos anos seguintes participei de várias provas neste percurso mas sem dúvida o momento mais emocionante foi em novembro de 2014. Na ocasião completei os cinco quilômetros em 34 minutos e 10 segundos, tempo que é o meu recorde.

Larguei com tranquilidade mas procurando espaço para desenvolver um bom ritmo. Na metade do terceiro quilômetro enfrentei um trecho de subida e reduzi o ritmo. Um pouco antes de chegar em frente ao Museu Oscar Niemeyer comecei a acelerar o ritmo das passadas. Não tinha condições de bater o meu recorde mas poderia concluir com um tempo aproximado de 36 minutos.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de 36 minutos e 15 segundos. Mas o melhor momento foi quando após pegar a minha medalha alguém me abordou e disse era leitor do meu blog e contou que depois de ler a reportagem sobre a minha participação na Meia Maratona de Curitiba procurou saber quem eu era. Foi um grande prazer conhecer quem me acompanha nas redes sociais e no blog www.normanbitner.blog.br.

 

 

 

#TBT JULHO 2019

07 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

Quando acordei às cinco horas a primeira coisa que fiz foi conferir a temperatura: 0ºC. Esta seria a temperatura que eu iria enfrentar durante a corrida.

Alguns minutos antes da largada verifiquei a temperatura: -1ªC. A minha estratégia era fazer uma corrida conservadora sem forçar o meu ritmo.

Como a manga da minha camisa cobria o meu relógio não conseguia conferir o meu ritmo e o tempo decorrido. Puxar a manga a todo instante iria tirar a minha concentração. Me senti aquecido próximo do km 6.

Segui em um ritmo lento mas seguro e caminhei nas subidas. Comecei a acelerar quando faltavam cerca de quinhentos metros para o final da prova.

Na chegada travei o meu cronômetro mas não prestei atenção no tempo final. Foi uma corrida muito sofrida em que me mantive bastante concentrado para não cometer nenhum erro.

Ao chegar em casa verifiquei no meu Garmin que completei o percurso em 1 hora, 21 minutos, 07 segundos, algo que me deixou muito surpreso.

 

20 – 80’s NIGHT RUN

Foi uma corrida noturna promovida pela Global Vita tendo como tema os anos 80.

Apesar de não gostar de corridas noturnas pelas suas características procuro participar de pelo menos uma por ano. Cheguei ao local do evento com uma antecedência cerca de uma hora em relação ao horário da largada.

Aproveitei para conversar com algumas pessoas. Faltando cerca de quinze minutos para a largada iniciei o meu ritual: alongamento, aquecimento, ajuste dos tênis e da lanterna de LED.

Sabendo das dificuldades que poderia enfrentar no percurso por causa da iluminação das ruas resolvi usar a minha lanterna. Assim consegui iluminar o meu caminho em torno de dois metros na frente.

Larguei com muito cuidado, demorei um pouco para encontrar o ajuste ideal da lanterna mas mantive um ritmo rápido e completei o primeiro quilômetro em em 6:04.

No km 3 reduzi o ritmo para enfrentar um subida. Depois fu me controlando até quando faltavam cerca de duzentos metros para o final. Pouco antes da última curva fui ofuscado pelo flash de um fotógrafo.

Por alguns segundos não consegui ver nada. Observei quem estava no meu caminho, tracei um linha a ser percorrida e acelerei. Estava tão rápido que quase atropelei uma fotógrafa que estava bem próxima da linha de chegada.

Desviei dela quando estava cerca de três metros. Fiquei muito preocupado depois, pois certamente ela deve ter se assustado.

Peguei a minha medalha, tomei água e caminhei um pouco para me recuperar do susto. Não pude conversar com a fotógrafa, pois ela estava na linha de chegada tirando fotos dos corredores.

Então procurei por alguém da equipe dela para explicar o que aconteceu e pedir desculpas pelo susto.

De acordo com o meu Garmin completei os 5 km em 37:27, o meu terceiro melhor tempo em corridas noturnas.

 

28 – A. YOSHII RUNING

A corrida patrocinada pela construtora A.YOSHII tem um significado muito especial para mim por causa do local de largada e chegada: a Praça da Espanha.

A praça fez parte do início da minha infância, pois morei a cerca de duas quadras dali. Portanto, a viagem no tempo é inevitável.

Sabendo das características do percurso de 5 km larguei com tranquilidade e fui controlando o meu ritmo até completar a distância de quatro quilômetros

A partir dali poderia acelerar o ritmo das minhas passadas, pois até o final teria somente descida.

De acordo com o meu Garmin completei o percurso em 37:27, o meu melhor tempo no ano para os 5 km.

 

#TBT JUNHO 2015

21/06 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES INVERNO

No sábado verifiquei qual seria a previsão do tempo. Para o horário da prova a temperatura era de 10ºC, condição climática que indicava que seria uma corrida difícil.

Por causa do frio resolvi sair em um ritmo lento e tomando cuidado para não me envolver em confusões. Aproveitei os trechos de descida para acelerar um pouco permaneci no mesmo ritmo por dois quilômetros.

Desde o início sabia que não teria condições de bater o meu recorde dos cinco quilômetros, mas poderia melhorar o meu tempo de 2015. Procurei os espaços vazios para realizar as ultrapassagens e acelerar rumo a linha de chegada.

Para a minha surpresa terminei o percurso em 35 min 15 seg. Antes da corrida a minha intenção era baixar de 36 minutos, que era o melhor este ano.

 

28/06 – STADIUM MARATHON

Esta é uma corrida temática nas distâncias de cinco e onze quilômetros com largada e chegada no Estádio Durival Britto e Silva pertencente ao Paraná Clube. A corrida conta com a passagem em frente dos estádios Joaquim Américo Guimarães (Atlético Paranaense) e Major Antonio Couto Pereira (Coritiba).

Por causa da temperatura de 8ºC me mantive com o agasalho até cerca de meia hora antes da largada. Fiz meu alongamento e depois fiquei aquecendo por alguns minutos.

A largada aconteceu dentro do estádio, percorremos cerca de 200 metros da pista até chegar a saída. Mantive um ritmo tranquilo sem forçar ultrapassagens pois sabia que tinha um longo trecho de subida pela frente.

Após passar pela Arena da Baixada iniciou o trecho de descida em que finalmente teria a chance de aumentar o meu ritmo. Logo adiante passei por um dos momentos mais emocionantes de todas as corridas de que participei. Quando passava ao lado de um cadeirante que era conduzido pelo seu pai ele me estendeu a mão como se estivesse me convidando para correr ao seu lado.

Depois de passar pela marca dos 3 KM passei a alternar o ritmo entre a corrida e o trote, com o intuito de guardar energias para o final da prova.

Ao entrar na reta de chegada percebi um cadeirante poucos metros na minha frente. Era aquele mesmo que tinha corrido ao lado dele. Naquele instante o meu objetivo era alcançá-lo para cruzarmos a linha de chegada juntos. Consegui, olhei para o pai e dei os parabéns.

Não cheguei a ver o meu tempo de conclusão da prova, o objetivo era o de baixar o melhor tempo do ano (35 min 15 seg) e se possível terminar a prova num tempo melhor que a do ano passado (35 min 39 seg).

Para a minha surpresa percorri o percurso no tempo de 34 min 41 seg, que passou a ser o melhor de 2015.

#TBT JUNHO 2017

Na manhã do dia quatro de junho de 2017 tive a oportunidade de participar de uma corrida diferente.  No Parque Barigui fui um dos voluntários da Corrida Pernas pra que te quero no Circuito Infantil de Corridas de Rua de Curitiba.

Participaram desta corrida crianças cadeirantes portadoras de necessidades especiais. Em um primeiro momento os voluntários se organizam para instalar a terceira roda nas cadeiras das crianças.

Cada equipe era formada por quatro ou cinco corredores voluntários que deveriam se revezar na condução do cadeirante ao longo do percurso de dois quilômetros. Pouco antes da largada recebemos algumas orientações sobre como deveríamos conduzir a criança bem como tivemos a oportunidade de conversar com o pais.

Fiz parte da equipe que tinha a responsabilidade de levar uma bela menina chamada Laura. A nossa maior preocupação era como ela se comportaria ao longo do percurso longe da sua mãe.

Para a nossa enorme surpresa a Laura se comportou muito bem e ficou animada durante todo o tempo. Pouco importava qual era o nosso ritmo, pois o que interessava era que a Laura se divertisse.

Conduzi a cadeira nos cerca de trezentos metros finais. Era muito fácil perceber o quanto ela estava contente. Ao cruzarmos a linha de chegada ela ficou ainda mais alegre ao ver os pais.

Enfim, participar desta corrida foi uma experiência incrível. Foi muito emocionante e gratificante conhecer esta pessoinha linda e especial chamada Laura.

#TBT JUNHO 2018

No mês de junho de 2018 tive a oportunidade de participar de três provas: BANCO DO BRASIL, 15 KM DE SANTA FELICIDADE e A. YOSHII.

03/06 – Circuito Banco do Brasil de Corrida

Instantes antes da largada tive a oportunidade de encontrar colegas do BB que iriam fazer a sua primeira corrida de 5 KM. Aproveitei a ocasião para conversar um pouco com eles e passar tranquilidade e muita energia positiva.

Apesar de conhecer as características do percurso sabia que seria difícil bater o meu recorde de 34:20. Talvez conseguisse terminar em um tempo próximo dos 37 minutos.

Por causa do frio tive dificuldades para manter a minha frequencia cardíaca no nível adequado. Escolhi um ritmo confortável e segui em frente sem nenhuma preocupação com o tempo. Acelerei um pouco as minhas passadas quando faltavam cerca de 500 metros para o final.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de  37 minutos e alguns segundos. O mais importante foi ter terminado a prova bem fisicamente.

Depois de pegar a minha medalha realizei o teste de bioimpedância cujo resultado possibilita o cálculo de volume exato que há de água no organismo, sendo assim computadas com exatidão a quantidade de massa magra e gorda contida no corpo. No meu caso os resultados apresentados foram considerados normais.

Em seguida entrei na fila para ganhar uma camiseta autografada pelos jogadores de volei Gustavo Endres, André Heller e Emanuel Rego.

Alguns minutos depois fui acompanhar a entrega de troféus para os cinco primeiros colocados da categoria Funcionário BB. Enfim, foi muito gratificante ver colegas de trabalho participando da sua primeira corrida de rua. Sem dúvida é um importante vitória na luta com o sedentarismo.

 

10/06 – 15 KM de Santa Felicidade

A largada e a chegada aconteceram no Dom Antônio, um dos inúmeros restaurantes do tradicional bairro italiano de Curitiba.

Sabendo que enfrentaria muitas subidas ao longo do percurso desafiador escolhi a estratégia de dividir os quinze quilômetros em três partes de 5 km.

Procurei sempre ter alguém no meu campo visual para usar como referência e mantive um ritmo confortável.

Em determinado momento percebi alguns metros na minha frente duas corredoras que seguiam num ritmo bem lento. Em vez de simplesmente ultrapassar e seguir adiante preferi acompanhá-las por algum tempo. Foi então que uma delas contou que estava voltando de uma lesão no quadril. Foi muito bom conversar e trocar energia positiva com elas.

Como tinha decidido que usaria o percurso como treino não tinha um tempo definido para conclusão. Participar de uma corrida com uma distância entre 10 e 21 km foi uma experiência diferente.

 

24/06 – A. YOSHII

A corrida foi patrocinada pela A. YOSHII, uma construtora de Curitiba. Sabia que enfrentaria vários trechos de subida ao longo do percurso, pois já tive oportunidade de correr outras provas naquele local.

Desde a largada me preocupei em controlar a minha frequencia cardíaca. Após passar pela placa que sinaliza a marca dos 4 km passei a aumentar o ritmo das minhas passadas, pois sabia que a partir dali teria um longo trecho de descida.

Segui em um ritmo tranquilo. Não acelerei muito pois não tinha ninguém que pudesse ultrapassar antes da linha de chegada e atrás de mim não tinha alguém que pudesse me ultrapassar.

Foi então que ouvi o locutor gritar “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Corro usando o boné com as cores do capacete do Senna e cruzar a linha de chegada ouvindo o nome do meu ídolo sem dúvida foi o momento mais emocionante da minha corrida.

 

 

#TBT JUNHO 2019

02/06 – 2ª ETAPA SMELJ

O início de junho foi marcado pela segunda etapa do Circuito de Corridas da Prefeitura de Curitiba promovido pela SMELJ Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude.

O céu estava cinzento e a principal preocupação dos corredores era a chuva. Felizmente ela deu uma trégua. Larguei com tranquilidade e fui me preparando para as subidas que teria que enfrentar mais adiante.

Passei pela placa dos 5 KM com o tempo de 37:36 e sabia que dali pra frente o percurso seria mais difícil. Não tinha preocupação com o tempo que terminaria a prova e reduzi bastante o ritmo nas subidas.

Ao longo dos 10 KM encontrei várias pessoas conhecidas com quem compartilhei a minha energia. Quando entrei no último quilômetro comecei a acelerar o meu ritmo.

Passei a linha de chegada com o tempo de 1:23:35″. Fiquei muito satisfeito com o resultado alcançado diante das dificuldades enfrentadas no percurso.

 

09/06 – INCLUSIVE CORRENDO

Esta corrida foi um pouco diferente daquelas que estou acostumado a participar. Organizada pela Thomé e Santos a corrida tinha por finalidade incluir as pessoas com necessidades especiais no mundo da corrida de rua.

Como doei sangue no sábado sabia que não teria condições de forçar o meu ritmo ao longo do percurso de cinco quilômetros. No caminho passei por corredores deficientes visuais e cadeirantes, aproveitei para transmitir para eles a minha energia positiva.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de 37:56 e fiquei muito satisfeito com o resultado.

 

16/06 – 15 KM de Santa Felicidade

Também conhecida pelo nome de 15 KM DE SANTA esta corrida tem como principal característica o seu percurso desafiador com muitas subidas.

Participei em 2018 e completei em 02 h 09 min. Portanto o meu desafio era baixar este tempo. Desde a largada fui controlando o meu ritmo para enfrentar as subidas mais adiante.

No entanto perto do km 5 encontrei duas corredoras que estavam em um ritmo mais lento que o meu. Naquele momento decidi mudar completamente a minha estratégia de corrida.

Abandonei a ideia de correr pelo recorde pessoal. Dali em diante acompanharia aquelas duas jovens corredoras até o final.

Seguimos alternando a caminhada com a corrida, conversando e compartilhando a nossa energia. Por volta do km 8 uma delas seguiu adiante pois estava melhor fisicamente. Eu segui acompanhando a outra corredora.

Terminei com o tempo de 02 h 17 min. Não bati o meu recorde mas me senti extremamente contente por ter compartilhado a minha energia positiva.

 

#TBT MAIO 2019

O mês de maio foi marcado por três corridas.

 

SENNA DAY FESTIVAL

No dia 1º de maio de 2019 o legado do Ayrton Senna completou vinte e cinco anos. Para marcar a data o Instituto Ayrton Senna promoveu o SENNA DAY FESTIVAL, evento realizado no Autódromo de Interlagos com a presença de diversas atrações.

Tive a oportunidade de participar da corrida de 5 KM. Sabia que aquela seria uma corrida completamente diferente das que participei.

Desde o início não tive a menor preocupação no tempo para completar o percurso pois o mais importante era aproveitar o momento e lembrar do meu ídolo.

Alguns minutos antes da largada o meu coração estava acelerado. Os corredores cantando Olê, Olê, Olê, Senna, Senna.

Segui em um ritmo tranquilo pois queria aproveitar a vista incrível da pista.

Aproveitei cada metro da pista, caminhei, trotei e corri. Também incentivei outros corredores lembrando da primeira vitória do Senna no Brasil quando as últimas voltas ele deu apenas com a sexta marcha.

Foi uma experiência incrível correr na pista de Interlagos. Uma corrida completamente diferente das que tive a oportunidade de participar.

 

MEIA MARATONA INTERNACIONAL DE CURITIBA

No primeiro domingo de maio tive a oportunidade de participar da minha sexta meia maratona.

Um ano depois eu voltei ao local para enfrentar novamente os vinte e um quilômetros. O meu grande desafio era fazer uma meia maratona diferente daquela de 2018.

Decidi seguir em um ritmo tranquilo e confortável. Desde o início fui me preservando para enfrentar os trechos mais complicados.

Duas horas depois da largada passei pela placa dos 14 KM. Mantendo o ritmo conseguiria terminar no tempo limite de três horas. Segui adiante com muito cuidado.

Para me incentivar desde o momento da largada ouvi o Tema da Vitória, música que marcou as conquistas do meu ídolo Ayrton Senna. A cada passo eu ficava mais perto da linha de chegada. Quando faltavam cerca de quinhentos metros senti algumas dores na panturrilha esquerda e depois na direita.

Respirei fundo e lembrei da última volta do Senna no GP do Brasil de 1991 apenas com a sexta marcha.

Quando entrei na reta de chegada percebi várias pessoas aplaudindo e me incentivando. Ouvindo o Tema da Vitória fui com muito cuidado e com passos lentos. Neste momento o choro foi inevitável.

Terminei a minha sexta Meia Maratona com o tempo de três horas e sete minutos. Na maior parte do percurso eu estava sozinho e mantive tranquilo e com foco no meu objetivo.

Não completei os vinte e um quilômetros em menos do que três horas. Mas o mais importante que consegui superar a lembrança do sofrimento da prova de 2018.

 

2ª CORRIDA DA CASA MILITAR

Para encerrar o mês de maio participei da Corrida da Casa Militar, órgão de assessoramento e apoio ao Governo do Estado do Paraná. O local da largada foi o Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado.

O percurso das provas de cinco e de dez quilômetros era bastante conhecido dos corredores apesar de algumas alterações em relação que é utilizado em outras corridas realizadas.

Sem dúvida o grande desafio para os corredores era enfrentar o frio de aproximadamente 8ºC. Larguei com cuidado e procurei fazer algumas ultrapassagens logo no início da corrida.

Segui em um ritmo confortável até chegar na placa que marcava 4 KM, quando então comecei a acelerar o ritmo das minhas passadas,

Completei o percurso em 36:48, o meu melhor tempo no ano em corridas de 5 KM. Fiquei muito contente com o resultado. O frio não atrapalhou a minha corrida.

#TBT MAIO 2018

No dia seis de maio de 2018 participei da Meia Maratona Internacional de Curitiba.

Pela terceira vez enfrentei a distância de 21 KM.

Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade e escolhi seguir em um ritmo confortável.

Tão logo entrei no km 12 as primeiras dores apareceram na panturrilha direita, justamente no trecho do percurso onde poderia desenvolver uma boa velocidade.

Diante daquela situação mudei a minha estratégia de corrida e passei a alternar  a caminhada com o trote lento pois fiquei com medo que a dor voltasse.

Alguns metros depois de iniciar o km 16 foi a vez de doer a panturrilha esquerda. Continuei caminhando lentamente e com muito cuidado conseguia trotar com alguma dificuldade.

Como estava sozinho não tinha com quem compartilhar as minhas dificuldades e pegar um pouco de energia positiva. Pouco antes de completar a distância de dezoito quilômetros dois socorristas e um monitor se aproximaram com as suas motos.

Um deles me perguntou se eu queria terminar a prova. Respondi que sim, pois se tinha chegado até ali iria até o fim. Ele falou que eu poderia ficar tranquilo e me acompanharia até o final.

Tinha três longos quilômetros pela frente e passei a me questionar onde poderia buscar motivação para continuar.

Fiz uma breve viagem no tempo até chegar no dia 24 de março de 1991. Naquele domingo em Interlagos Ayrton Senna venceu pela primeira vez o GP do Brasil apenas com a sexta marca do seu carro.

Enfim nada poderia me impedir de terminar a minha terceira meia maratona. Os carros que passavam por mim buzinavam e as pessoas gritavam palavras de incentivo.

Os meus pensamentos e energias estavam todos direcionados para a linha de chegada.

Quando faltavam cerca de duzentos metros tentei aumentar um pouco o ritmo das passadas. Mas como não tinha forças segui bem devagar.

Vi várias pessoas me aplaudindo e incentivando.

Algumas gritavam o meu nome, mas eu não conseguia identificar as vozes.

Pouco antes de cruzar a linha de chegada fiz questão de agradecer aqueles que me escoltaram ao longo de três quilômetros.

Esta não foi a meia maratona que imaginei para mim. Mas tenho a plena certeza que contei com a energia e o incentivo de um grande número de pessoas.

Alguns dias depois a minha história foi contada no site  EU ATLETA com o título “Memórias do último: corredor supera obstáculos e dores por conquista pessoal”.

Nos dias seguintes recebi inúmeras mensagens de pessoas ligadas ao mundo das corrida de rua. Fiquei emocionado com a quantidade de carinho e energia positiva.

Por causa do meu exemplo de superação me tornei um inspirador para muitos corredores.

Devo confessar que durante muito tempo me questionei o que tinha feito para ser considerado inspirador.

Hoje me sinto orgulhoso.