Férias em Minas Gerais – Parte 1

1º Dia – 12/09

Este ano programei uma parte das minhas férias em Belo Horizonte. O voo 3008 da TAM saiu do Aeroporto Internacional Afonso Pena (CWB) pouco depois do meio-dia com destino ao Aeroporto de Congonhas (CGH) em São Paulo.

A viagem foi tranquila e a chegada ocorreu no horário previsto. Logo que desembarquei me dirigi ao local indicado para o embarque do voo 3220 com destino ao Aeroporto Internacional de Confins (CFN) em Belo Horizonte.

Enquanto aguardava ouvi o comunicado que o voo estava atrasado e o portão de embarque tinha sido alterado. Logo tomei conhecimento que seria preciso embarcar em um ônibus que levaria os passageiros até o avião que estava no pátio.

Sendo assim, a chegada em BH teve um atraso de quarenta minutos. Ao chegar na área de desembarque percebi que não tinha ninguém me esperando. Telefonei para a Uai Brazil e em cerca de dez minutos o motorista chegou para me levar até o hotel.

A viagem durou aproximadamente uma hora e no caminho tive a oportunidade de passar pela Cidade Administrativa (sede oficial do Governo do Estado de Minas Gerais), a UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, a Lagoa da Pampulha, entre outros.

2º Dia – 13/09

Pela manhã participei de um passeio turístico pela cidade de Belo Horizonte na companhia de outros turistas. Passamos em frente ao Estádio do Mineirão, cujo nome oficial é Estádio Governador Magalhães Pinto.

Inaugurado em  5 de setembro de 1965 e em 2003 foi tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte. Foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e em 17 de julho de 2016, o local passou a ser considerado um Patrimônio da Humanidade após reunião de membros da Unesco. Perto dali fica o Ginásio do Mineirinho, ginásio poliesportivo inaugurado em 1980.

Igreja São Francisco de Assis – Pampulha

Em poucos minutos chegamos onde está localizada a Lagoa da Pampulha. Ela faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, construído entre 1942 e 1944 foi projetada por Oscar Niemeyer sob encomenda do prefeito Juscelino Kubitschek e construído entre 1942 e 1944.

Tivemos a oportunidade de conhecer o interior da Igreja de São Francisco de Assis, projetada por Niemeyer e considerada a obra prima do conjunto.

Ela marca o início do que que seria a diretriz de toda a sua obra: uma arquitetura onde será preponderante a plasticidade da estrutura de concreto armado, em formas ousadas, inusitadas e marcantes.

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O próximo ponto turístico visitado foi o Mirante das Mangabeiras  que está localizado no bairro do mesmo nome e proporciona a visualização da paisagem da capital mineira.

Nas proximidades está o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governadores de Minas Gerais, construído por Juscelino Kubitschek quando era Governador segundo o projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx.

Dali fomos até a Praça da Liberdade a qual foi feita para abrigar a sede do poder mineiro, os prédios do Palácio do Governo e das primeiras Secretarias de Estado. O conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade foi tombado em 2 de junho de 1977 pelo IEPHA/MG – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

Praça da Liberdade
Praça da Liberdade

Com a construção da Cidade Administrativa, em 2010 a Praça da Liberdade perdeu um pouco do seu valor simbólico como a área central de governo. No lugar das instituições públicas  ganha em seu entorno instituições relacionadas à cultura, o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Instalado em prédios públicos do entorno da Praça  o Circuito Cultural, considerado um dos maiores complexos do gênero do país, é formado por dez espaços culturais que integram arte, cultura popular, conhecimento e entretenimento. Dentre eles estão o CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, o Museu das Minas e do Metal (parceria com a Gerdau) e o Memorial Minas Gerais (patrocinado pela Vale do Rio Doce).

O passeio terminou no Mercado Central, lá se encontra de tudo, comida típica mineira, artesanato, flores, brinquedos, roupas, etc. Aproveitei para comprar o famoso Queijo Canastra, produzido na região da Serra da Canastra. Desde maio de 2008 o queijo canastra é patrimônio cultural imaterial brasileiro, título concedido pelo IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Depois de algum tempo circulando no Mercado Central retornei para o hotel  para guardar as minhas compras. Depois de tomar um banho rápido preparei duas garrafas de água para me hidratar durante o passeio.

Fui de táxi até a Praça da Liberdade e chegando lá tirei algumas fotos e depois me dirigi ao Memorial de Minas Gerais. Inaugurado em novembro de 2012 ele está no antigo prédio da Secretaria da Fazenda que foi restaurado e adaptado para mostrar ao público a história de Minas Gerais.

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Memorial de Minas Gerais

Os ambientes misturam o real e o virtual, reconstroem o universo de escritores mineiros, o mundo das fazendas, das tribos indígenas e quilombos, do barroco, das festas populares, do artesanato, da política, e da arqueologia do solo mineiro. Em um mesmo espaço está reunida a riqueza cultural do Estado deste o século XVIII até os tempos atuais.

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Museu das Minas e do Metal

Perto dali está o Museu das Minas e do Metal, no prédio da antiga Secretaria da Educação. Inaugurado em 2010 o museu possui um grande acervo sobre mineração e metalurgia, duas das principais atividades econômicas de Minas Gerais.

Em seguida me dirigi ao outro lado da praça onde está localizado o CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, inaugurado em agosto de 2013. No entanto ele estava fechado para visitação naquele dia.

Enfim, tanto o passeio turístico como as visitas aos museus foram muito gratificantes.