Primeira corrida fora de casa

Desde agosto de 2012 tive a oportunidade de participar de corridas de rua nas mais diversas regiões da cidade de Curitiba. Em setembro participei da Etapa Primavera do Circuito das Estações realizada na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Portanto, em seis anos e alguns meses não corri nenhuma fora da minha cidade.

Em meados de 2018 recebi um convite para visitar a cidade de Brasília. Verifiquei o calendário e me programei para o feriado de quinze de novembro, pois no dia dezoito seria realizada uma etapa do Circuito Banco do Brasil de Corrida.

Escolhi o percurso de 10 km e me preparei para enfrentar as condições climáticas de Brasília. Cheguei no dia quinze e aproveitei para fazer o passeio com o ônibus panorâmico que passa por diversos pontos turísticos da Capital Federal.

Na sexta-feira visitei o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, e o Congresso Nacional, onde estão localizados o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.

No sábado pela manhã visitei o Memorial JK e a Catedral de Brasília. No período da tarde visitei o Parque Sarah Kubitschek, local de realização da corrida de domingo, fiz uma caminhada lenta pela pista de cerca de 8 km.

Apreciei com enorme prazer a paisagem e tive a oportunidade de me deparar com o gavião carcará e com a coruja buraqueira.

A minha maior preocupação era como o meu organismo iria reagir durante a corrida no clima seco de Brasília. Mesmo sabendo da existência de quatro postos de hidratação no percurso de dez quilômetros resolvi correr com a minha mochila de hidratação.

Cheguei no Parque Sarah Kubitschek com cerca de uma hora de antecedência. Conversei com algumas pessoas e depois e iniciei o meu ritual de concentração.

Foi então que passou por mim o piloto Felipe Nasr. Fui atrás dele e consegui tirar uma foto.

Depois me dirigi para o local da largada. No caminho encontrei um casal de amigos que mudou recentemente para Brasília. Conversamos rapidamente e trocamos energias positivas.

 

Larguei com muito cuidado e segui em um ritmo tranquilo mas preocupado em me hidratar desde o início.

Logo começou uma chuva fina e refrescante. Mas por causa do asfalto molhado tive que reduzir o meu ritmo.

Realizei algumas ultrapassagens e quando possível aumentava um pouco o ritmo das passadas sempre com muita segurança.

Fui economizando as minhas energias para o final da prova.

 

Cheguei na marca dos sete quilômetros com o tempo de cinquenta e cinco minutos. Portanto, teria vinte e um minutos para percorrer os três quilômetros restantes e repetir o meu melhor tempo no ano nas corridas de dez quilômetros.

Consegui percorrer os dois quilômetros seguintes ewm um ritmo constante e passei pela marca dos nove quilômetros com o tempo de uma hora e dez minutos.

No entanto, com o asfalto molhado seria muito complicado percorrer o último quilômetro em cerca de seis minutos. Acelerei um pouco e fui ultrapassando quem estava no meu caminho. Procurei desviar com segurança das poças d’água e ao entrar na reta de chegada respirei fundo e iniciei a minha arrancada.

Completei a prova com o tempo de 1:17:10, um minuto acima do meu melhor tempo em 2018 nas corridas de 10 km.

Depois de pegar a minha medalha, um copo d’água e duas frutas me dirigi ao local onde os campeões Felipe Nasr (IMSA WeatherTech SportsCar Championship), Robert Scheidt (iatista bicampeão olímpico) e Emanuel Rego (volei de praia / campeão olímpico) autografavam camisetas e tiravam fotos.

Fiquei muito contente com o resultado alcançado.  Não me preocupei como foram as minhas parciais durante a corrida. Resolvi fazer a análise somente depois que chegasse em casa em Curitiba.

KM PARCIAL ACUMULADO
1 0:07:30 0:07:30
2 0:07:47 0:15:17
3 0:08:20 0:23:37
4 0:08:24 0:32:01
5 0:07:42 0:39:43
6 0:07:50 0:47:33
7 0:07:41 0:55:14
8 0:07:23 1:02:37
9 0:07:23 1:10:00
10 0:07:10 1:17:10

 

Apesar da chuva fina e de ter me hidratado me senti desconfortável e não consegui desenvolver um bom ritmo de corrida. Isto acabou se refletindo no meu tempo final.

Depois de analisar o meu desempenho na corrida pude concluir que correr com o Adizero Adios Boost não foi uma boa escolha. Deveria ter corrido com o Ultra Boost preto que tem o melhor tempo dos 10 km em 2018.

Para finalizar a temporada vou participar da prova de 5 km da CWB NIGHT RUN, ocasião em que terei mais uma chance de bater o meu recorde da distância.