Pernas pra que te quero – 10ª edição

Na manhã deste domingo tive a oportunidade de participar de uma corrida diferente.  Fui um dos voluntários da Corrida Pernas pra que te quero no Circuito Corridas de Rua de Curitiba.

Participaram desta corrida crianças cadeirantes portadoras de necessidades especiais. Para cada uma delas foi montada uma equipe de quatro voluntários.

Pouco antes da largada instalamos um dispositivo para dar mais segurança e estabilidade para a cadeira.  Também conversamos por alguns instantes com os pais para passar tranquilidade.

Dos quatro integrantes da equipe eu era o mais experiente por ter participado desta corrida em 2017. O mais importante era transmitir segurança para a criança já nos primeiros metros da corrida. Não poderíamos demonstrar a nossa preocupação com o momento da largada.

Assumi a condução da cadeira de rodas no início da corrida, pois estou acostumado com a largada das corridas de rua e sabia que seria preciso tomar muito cuidado. Segui lentamente para não me envolver em nenhuma confusão. Os outros integrantes da minha equipe se posicionaram ao meu lado para me proteger.

Em um determinado ponto do percurso nos separamos dos demais corredores da prova e seguimos um caminho para os cadeirantes. Enfim, foi uma corrida desafiadora para nós e muito divertida para o João.

Missão cumprida! Ficamos muito contentes por termos proporcionado este momento de muita alegria e emoção. Depois que recebemos a nossa medalha dei o meu boné de presente para ele. Notei  no seu olhar o quanto ficou contente. Nos abraçamos e trocamos nossa energia positiva.

A corrida deste domingo foi completamente diferente daquelas que estou acostumado a participar. Não me interessava qual seria o meu ritmo e muito menos em quanto tempo percorreria o percurso.

O que importava era poder proporcionar ao João um momento de muita emoção e do qual ele guardará boas lembranças. Fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de fazer parte deste momento.

Foram apenas dois quilômetros que com certeza valem muito mais do aqueles outros que percorri ao longo deste ano. Conversei com os integrantes de outras equipes . Todos muitos emocionados com a experiência gratificante.

Também conversei por alguns instantes com os pais do João. Eles me agradeceram por ter feito o filho feliz.

Depois de me despedir deles resolvi voltar para casa. Poderia ir correndo ao longo dos cerca de seis quilômetros mas acabei escolhendo a caminhada lenta. Aproveitei o tempo de uma hora e alguns minutos para refletir bastante tanto pelo momento que vivi na manhã deste domingo como nos desafios que ainda tenho pela frente.

No início de 2018 estabeleci como desafio percorrer até o final do ano a distância de 600 km. Com a distância percorrida neste domingo alcancei a marca de 461,60 km, representando cerca de 77% do meu desafio.

Esta é a minha medalha nº 118 e tem um significado muito especial para mim e será guardada com muito carinho.