Novembro desafiador

Em agosto de 2012 participei da minha primeira corrida de rua. Naquela ocasião completei o percurso de cinco quilômetros em 39 minutos e 51 segundos. Devo admitir que algumas vezes durante a corrida me questionei sobre o motivo de estar ali.

Cruzei a linha de chegada ofegante mas muito contente com o resultado alcançado. A partir de então o meu desafio passou a ser o de melhorar o meu desempenho.

Durante o ano de 2013 tive a oportunidade de participar de corridas de 5 km em várias regiões de Curitiba. O meu condicionamento foi melhorando e com ele o meu desempenho nas provas.

Foi no mês de novembro que consegui o meu melhor tempo do ano. Completei em 35 minutos  e 29 segundos o percurso de 5 km da Graciosa Run, uma prova promovida pelo Graciosa Country Club .

Foram muitas as tentativas ao longo de 2014 mas o tempo que cheguei mais perto foi de 35 minutos e 39 segundos até o final de outubro.

Chegou novembro e com ele a pressão de bater o meu recorde. No início do mês comprei o Adidas Adizero Adios Boost.  Depois de alguns treinos com ele defini que a sua estreia em corrida seria na prova de 5 km da Maratona de Curitiba.

Na sexta-feira, dia 14, fui até a loja a Procorrer retirar o meu kit. Ao receber o meu número fiquei olhando para ele por alguns instantes: 3143. O número 31 é o inverso de 13 que é o dia do meu nascimento. No número 43, multiplicando 4 por 3 temos o resultado 12, o mês do meu aniversário. Isto mesmo, o meu número estava ligado a data do meu aniversário e logo pensei que ele iria me dar sorte na corrida de domingo.

No domingo cedo cheguei a Praça Nossa Senhora de Salete, quando faltavam cerca de quinze minutos para a largada me dirigi ao pelotão referente ao meu ritmo de corrida. Iniciei a minha concentração e revisei meu plano de corrida.

Larguei com muita calma para não me envolver em nenhuma confusão. Nos primeiros metros já percebi o potencial do Adios Boost e fui aumentando o ritmo das passadas.

Cheguei a marca de quatro quilômetros com o tempo de 28 min e 15 segundos. Diante da possibilidade de marcar um novo recorde usei aquelas energias que havia economizado para aumentar o ritmo das minhas passadas. Neste momento tão importante o Adios Boost respondeu prontamente quando foi solicitado.

Olhei lá na frente e mentalmente tracei um linha por onde deveria fazer as minhas ultrapassagens. Ao fazer a última curva e entrar na reta final chegou a hora de acelerar tudo. Observei atentamente o posicionamento dos corredores e comecei a ultrapassar cada um deles até cruzar a linha de chegada.

É claro que naquele momento com uma carga de adrenalina enorme nem olhei para o meu tempo final. Depois com calma resolvi olhar qual tinha sido o meu tempo final: 34 minutos e 20 segundos. Pois é, tinha acabado de baixar o meu tempo e definir um novo recorde para os cinco quilômetros.

Foi assim que novembro passou a ter um significado especial para mim. Na temporada de 2015 o meu melhor tempo foi de 34 minutos e 42 segundos em uma corrida realizada em agosto.

Em 2016 fiz a minha estreia nas corridas de 10 km. Portanto, participei de poucas provas de 5 km. No final de março sofri um queda que resultou em um fratura no ombro esquerdo. Na sequencia enfrentei problemas para voltar a correr. O meu melhor tempo nos 5 km foi 35 minutos e 20 segundos, ou seja, um minuto acima do meu recorde.

Em 2017 corri oito provas de 5 km e o melhor tempo foi 35 minutos e 35 segundos. Fiquei muito contente por ter chegado muito perto do meu recorde e ter conseguido completar os 5 km abaixo de 35 minutos.

Durante 2018 participei de corridas nas distâncias de 5, 10, 15 e 21 km. Os meses foram passando e o meu melhor tempo foi de 35 minutos e 10 segundos em uma corrida cujo percurso foi semelhante ao de 2014.

Chegou novembro e a pressão de bater o recorde que já dura quatro anos. Tenho apenas uma chance de bater o meu recorde em 2018. Por coincidência a corrida será no mesmo percurso.