Corrida noturna

IMG_3150Cheguei ao Parque Barigui pouco mais de uma hora antes da largada.  A chuva já tinha passado, mas alguns pingos ainda insistiam em cair. Confesso que estava um pouco preocupado por correr pela primeira vez com o Adidas Springblade no asfalto molhado.

Retirei da minha mochila a lanterna de LEDs que utilizaria durante a corrida e o meu frasco de Gelol.

Encontrei com algumas pessoas conhecidas com quem tive a oportunidade de conversar por alguns instantes. Na sequencia fiz o alongamento e o aquecimento necessários e depois fui para um canto me concentrar, fiquei ali em silêncio até o momento da largada.

Procurei me posicionar no início do pelotão de largada para não me envolver na confusão que normalmente acontece neste momento. Ajustei a minha lanterna para iluminar o chão uns metros na minha frente.

Larguei com calma, apesar da minha iluminação auxiliar sabia que aquele seria um momento muito complicado, pois o risco de alguém cair era muito grande. A pista estreita e o grande número de participantes dificultava um pouco as ultrapassagens.

Vale lembrar que por causa da chuva o asfalto estava úmido e em alguns pontos havia poças de água. Mesmo tomando todo o cuidado completei o meu primeiro quilômetro em 6 minutos 40 segundos. No segundo quilômetro o ritmo foi mais lento em cerca de 53 segundos.

Em um determinado trecho os postes de iluminação estavam apagados, o que dificultava bastante a identificação do que era pista e o que era grama. Uma pisada na grama poderia resultar num escorregão e voltar para a pista seria complicado. Muita gente tentava ultrapassar onde não existia espaço. Outras passavam pela grama mesmo ignorando a possibilidade de sofrer uma queda.

Quando percebia um longo espaço vazio aproveitava para fazer as ultrapassagens com piques de oitenta a cem metros. Mais adiante melhorei um pouco o meu ritmo ao chegar no ponto em que a pista é bem mais larga.

IMG_3156Corri os dois próximos quilômetros no mesmo ritmo: 7 min 31 seg/KM. Completei os quatro quilômetros da prova em vinte e nove minutos e dezenove segundos, um tempo que não permitia que eu chegasse ao final em condições de melhorar a minha marca de trinta e cinco minutos e vinte e nove segundos.

Sendo assim, o meu objetivo era chegar antes dos trinta e sete minutos, levando em consideração as particularidades da prova.

Ao entrar na reta final olhei o posicionamento dos outros corredores, tracei uma linha imaginária e aumentei o ritmo das minhas passadas.

Faltando cerca de vinte metros para o final e vi dois corredores na minha frente. Ao notar o espaço livre e com o incentivo do locutor aumentei ainda mais o ritmo e cruzei a linha de chegada na frente.

De acordo com o meu Garmin o tempo final foi de 36 minutos e 46 segundos. Foram mais cinco quilômetros para a conta e mais uma medalha para a minha coleção.

A mochila com Gatorade facilitou bastante a minha hidratação durante a prova, bem melhor que o cinto que eu usei em outras corridas. Ao passar pelo posto de hidratação peguei um copo para molhar a cabeça e o rosto.

A lanterna sem dúvida foi muito importante, principalmente nos trechos em que os postes do Parque Barigui estavam apagados.