Corrida de superação

Hoje aconteceu a primeira etapa do Circuito de Corridas de Rua de Curitiba promovido pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude. Seria apenas mais uma corrida de 10 km mas para mim ela tinha um desafio muito grande.

Durante um treino no dia vinte e seis de março sofri uma queda. O resultado foi uma fratura de três centímetros na cabeça do úmero na intersecção com o manguito rotador. Para completar o quadro também uma bursite acromial.

O úmero é um osso longo e o maior do membro superior articulando com a escápula, o rádio e com a ulna através das articulações do ombro e do cotovelo. A cabeça do úmero articula-se com a cavidade glenóide da escápula.

O manguito rotador é um grupo de músculos e seus tendões que age para estabilizar o ombro. No meu caso os tendões e os ligamentos foram preservados.

Na terça-feira questionei o ortopedista a respeito da fratura e se ela me impedia de correr. Ele me respondeu que não havia nenhum comprometimento e que eu poderia correr normalmente. A única recomendação era de que o movimento dos braços fossem suaves.

Não estabeleci nenhuma estratégia de corrida principalmente com relação ao tempo de conclusão da prova. Larguei com cuidado e segui num ritmo lento, não fiz ultrapassagens arriscadas e mesmo quando tinha espaço disponível não acelerei.

Preferi alternar o trote lento com a caminhada passei a acelerar as minhas passadas quando entrei no último quilômetro. Sem dúvida o que mais me incentivou durante o percurso foi quando ouvi a Marcha da Vitória nos meus fones. Lembrei dos momentos dramáticos vividos pelo ídolo Ayrton Senna nas voltas finais da sua primeira vitória no Brasil.

Terminei a prova em 1 hora 26 minutos 23 segundos, mas o tempo pouco importou pois o que mais interessava era chegar bem ao final do percurso. Sei que nas próximas corridas ainda não terei condições para acelerar as minhas passadas. Vou precisar de um tempo para adquirir uma segurança para voltar a correr.