MEIA MARATONA INTERNACIONAL DE CURITIBA 2019

No primeiro domingo de maio tive a oportunidade de participar da minha sexta meia maratona.

Foi a mesma que terminei escoltado por três batedores e acabei virando notícia alguns dias depois. Clique aqui para conhecer a minha história emocionante naquela prova.

Antes de cruzar a linha de chegada fiz questão de agradecer quem me acompanhou no últimos quilômetros da Meia Maratona Internacional de Curitiba

Um ano depois eu voltei ao local para enfrentar novamente os vinte e um quilômetros. O meu grande desafio era fazer uma meia maratona diferente daquela de 2018. Não planejei um tempo para completar o percurso.

Decidi seguir em um ritmo tranquilo e confortável. Desde o início fui me preservando para enfrentar os trechos mais complicados.

Duas horas depois da largada passei pela placa dos 14 KM. Mantendo o ritmo conseguiria terminar no tempo limite de três horas. Segui adiante com muito cuidado. Não tinha ninguém no meu campo visual mas sabia que tinham alguns corredores atrás mas que não me ameaçavam porque estavam bem distantes.

Para me incentivar desde o momento da largada ouvi o Tema da Vitória, música que marcou as conquistas do meu ídolo Ayrton Senna. A cada passo eu ficava mais perto da linha de chegada. Quando faltavam cerca de quinhentos metros senti algumas dores na panturrilha esquerda e depois na direita.

Respirei fundo e lembrei da última volta do Senna no GP do Brasil de 1991 apenas com a sexta marcha.

Quando entrei na reta de chegada percebi várias pessoas aplaudindo e me incentivando. Ouvindo o Tema da Vitória fui com muito cuidado e com passos lentos. Neste momento o choro foi inevitável.

Terminei a minha sexta Meia Maratona com o tempo de três horas e sete minutos. Na maior parte do percurso eu estava sozinho e mantive tranquilo e com foco no meu objetivo.

Seguindo com cuidado para completar a minha sexta Meia Maratona

Não completei os vinte e um quilômetros em menos do que três horas. Mas o mais importante que consegui superar a lembrança do sofrimento da prova de 2018.

Agradeço a todas as pessoas que na minha chegada transmitiram uma energia positiva incrível.

SENNA DAY FESTIVAL

No dia 1º de maio de 2019o legado do Ayrton Senna completou vinte e cinco anos. Para marcar a data o Instituto Ayrton Senna promoveu o SENNA DAY FESTIVAL, evento realizado no Autódromo de Interlagos com a presença de diversas atrações.

Tive a oportunidade de participar da corrida de 5 KM. Sabia que aquela seria uma corrida completamente diferente das que participei.

Desde o início não tive a menor preocupação no tempo para completar o percurso pois o mais importante era aproveitar o momento e lembrar do meu ídolo.

Alguns minutos antes da largada o meu coração estava acelerado. O meu frequencímetro marcava 110 BPM. Os corredores cantando Olê, Olê, Olê, Senna, Senna.

Como não tinha nenhuma preocupação com o tempo para concluir o percurso segui em um ritmo tranquilo pois queria aproveitar a vista incrível da pista.

Aproveitei cada metro da pista, caminhei, trotei e corri. Também incentivei outros corredores lembrando da primeira vitória do Senna no Brasil quando as últimas voltas ele deu apenas com a sexta marcha.

Foi uma experiência incrível correr na pista de Interlagos. Uma corrida completamente diferente das que tive a oportunidade de participar.

Depois de receber a minha medalha, peguei um copo d’água para me hidratar. Fui até o posto médico para verificar a minha pressão arterial depois de tantas emoções. Para a minha surpresa a pressão estava em 12:8.


12ª Corrida e Caminhada do Hospital Pequeno Príncipe

A corrida deste domingo marcou os 100 anos do Hospital Infantil Pequeno Príncipe, hospital pediátrico referência no Brasil.

Cheguei cedo na Praça da Espanha, local da largada e chegada das provas de 5 e de 10 km. Em um primeiro momento aproveitei para fazer uma viagem no tempo. A praça tem um significado especial para mim pois no início da minha infância ia brincar ali.

Depois conversei com várias pessoas e tirei algumas fotos. Apesar de conhecer os percursos de cinco e de dez quilômetros escolhi correr a prova de 5 km.

Larguei com tranquilidade e ciente das dificuldades que enfrentaria durante o percurso. Sabia que a partir da placa dos 4 km poderia aumentar o meu ritmo.

Não tinha definido um tempo para concluir a prova. Em um determinado momento percebi a aproximação da moto do batedor que acompanhava o primeiro colocado da prova de 10 km.

Faltavam cerca de 500 metros para o final. Olhei para trás e não percebi ninguém vindo em um ritmo rápido e que poderia ser o segundo colocado.

Então me senti desafiado a cruzar a linha de chegada antes do segundo colocado dos 10 km. No mesmo instante comecei a ouvir nos meus fones a música que marcou as vitórias do meu ídolo Ayrton Senna.

Segui adiante ultrapassando que estava no meu caminho. Ao entrar na reta final respirei fundo e iniciei a minha arrancada. Assim que cruzei a linha de chegada ouvi quando o locutor anunciou a chegada do segundo colocado dos 10 km.

Fiquei muito contente por ter participado de mais uma corrida. Agora tenho acumulados no ano 326 km, o que representa cerca de pouco mais de 40% do meu desafio de percorrer 800 km em 2019.


ZOO RUN

Para marcar o início do mês de abril participei neste domingo da ZOO RUN, a primeira etapa do Circuito Adulto de Corridas de Rua da Prefeitura de Curitiba.

A prova de cinco quilômetros foi realizada no Parque Náutico, criado em 1976 e situado na divisa entre os municípios de Curitiba e São José dos Pinhais.

A prova de dez quilômetros teve como local de largada o Jardim Zoológico de Curitiba, criado em 1982. A chegada estava programada para o Parque Náutico.

Hoje tive a oportunidade de participar de uma corrida em um local diferente daqueles onde estou acostumado a correr.

O início foi complicado por causa das subidas no percurso. No entanto logo adiante passamos por dentro do Zoológico e pudemos ver os animais observando a nossa passagem.

Enfim, poder estar em contato com a natureza foi uma experiência muito gratificante. Não me preocupei com o meu ritmo e aproveitei para curtir o percurso.

Quando iniciei o último quilômetro aumentei o ritmo das minhas passadas e comecei a ultrapassar quem estava no meu caminho.

Poucos metros antes da última curva ouvi alguém gritando o meu nome e me incentivando. Olhei para a chegada, respirei fundo e iniciei a minha arrancada.

Completei o percurso em 01:22:22 e fiquei muito contente com o resultado apesar das dificuldades enfrentadas.

Hoje foi o quarto domingo seguido correndo provas de dez quilômetros: 17/03 – CORRIDA DO BPTRAN, 24/03 – FURACÃO RUNNERS, 31/03 – CIRCUITO DAS ESTAÇÕES OUTONO E 07/04 – ZOO RUN.

Agora as atenções estão voltadas para a prova de 5 KM da Corrida do Hospital Pequeno Príncipe no dia 14/04.


CIRCUITO DAS ESTAÇÕES 2019 OUTONO

Para encerrar o mês de março participei da prova de 10 km da Etapa Outono do Circuito das Estações.

O percurso era diferente dos anos anteriores. Mas uma boa parte dele era conhecida pois participei de outras corridas realizadas naquela região.

Cheguei em frente do Shopping Mueller. Aproveitei para conversar com algumas pessoas e depois fui para o local de largada.

Segui em um ritmo tranquilo e completei a metade do percurso em cerca de trinta e sete minutos. Dali em diante começou a parte mais difícil do percurso com muitas subidas.

O meu ritmo diminuiu bastante por causa das muitas subidas. Fui me controlando até chegar ao Museu Oscar Niemeyer. Sabia que dali em diante o percurso seria mais tranquilo.

Um pouco depois dali começou a tocar nos meus fones o Tema da Vitória, música que marcou as vitórias do meu ídolo Ayrton Senna.

Com esta motivação aumentei o ritmo das minhas passadas e fui ultrapassando quem estava no meu caminho. Quando percebia quer a música estava terminando retornava para o início.

Faltando cerca de 200 m para o final notei apenas duas corredoras na minha frente. Respirei fundo e iniciei a minha arrancada em direção a linha de chegada.

Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do percurso fiquei satisfeito com o resultado alcançado.

1ª Corrida Furacão Runners

Em comemoração ao 95º aniversário do Atlético Paranaense foi realizada neste domingo a primeira corrida Furacão Runners.

Furacão Runners é o nome de um grupo de corredores que conta com o apoio do Atlético Paranaense. O grupo foi idealizado para troca de experiências sobre treinos, provas e demais assuntos relacionados à prática da corrida.

Desde o início um grande sonho era realizar uma corrida com largada e chegada no estádio do nosso time. Depois de muita negociação com a Diretoria o sonho se tornou uma realidade.

Na manhã do dia 24 de março de 2019 em um evento realizado pela Thomé e Santos 3.600 corredores se reuniram em frente da Arena da Baixada.

Para muitos que estavam ali seria mais uma corrida em uma manhã de domingo. Mas para os integrantes do grupo Furacão Runners seria uma corrida especial.

Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade e segui em um ritmo rápido nos primeiros quilômetros.

Reduzi o ritmo nos trechos de subida pois sabia que no último quilômetro seria de descida até o final.

Faltando poucos metros para a chegada entramos na Arena, passamos por dentro do estádio e saímos próximo do local da largada. Sem dúvida este trecho foi o momento mais emocionante da prova.

Completei o percurso de 10 km em 01:18, um pouco acima do pretendido mas foi muito emocionante ter participado desta corrida tão importante e significativa para o grupo Furacão Runners.

AYRTON SENNA ÍDOLO ETERNO

Conheci o Ayrton Senna através de uma reportagem publicada na Revista Quatro Rodas da Editora Abril. Não me lembro da data mas falava a respeito de um brasileiro que se destacava no kart.

O tempo passou e aquele jovem piloto foi para a Inglaterra. Lá ele correu na Fórmula Ford e na Fórmula 3 nas quais conquistou vitórias e títulos.

Por ter sido campeão na F3 em 1983 Senna foi convidado para participar de testes em algumas equipes da Fórmula 1.

O seu primeiro teste foi na equipe Williams. Em poucas voltas no circuito de Donington Park ele surpreendeu o chefe Frank Williams.

Posteriormente ele participou dos testes na McLaren, na Toleman e na Brabham. Assinou contrato com a modesta Toleman para a temporada de 1984.

Não tinha condições de brigar pela vitória por causa das limitações do seu carro. No entanto conseguiu alguns resultados expressivos.

Um deles foi o segundo lugar no GP de Mônaco, disputado debaixo de muita chuva nas ruas do Principado.

Era o dia três de junho de 1984. Neste dia ficou definido que Ayrton Senna seria o meu novo ídolo na F1.

Mas o carro da Toleman estava muito aquém do talento do Senna. Então ele anunciou no final da temporada o seu contrato com a equipe Lotus.

Na sua segunda corrida na temporada, debaixo de muita chuva no circuito do Estoril ele superou os pilotos mais experientes e conquistou a sua primeira vitória na F1.

Também venceu em Spa-Francorchamps na Bélgica. Terminou a temporada de 1985 em quarto lugar.

Em 1986 venceu em Jerez de La Frontera na Espanha e em Detroit nos EUA. Ao final da temporada chegou em quarto lugar.

A Lotus anunciou que em 1987 contaria com o motor Honda, mais potente que o Renault. A primeira vitória de Senna em 1987 foi nas ruas de Mônaco.

A outra vitória na temporada foi nas ruas de Detroit. Senna terminou a temporada em terceiro lugar e anunciou a sua mudança para a equipe McLaren, com a qual teria maiores chances de conquistar o seu primeiro título.

Foram seis anos na McLaren, muitas vitórias e três títulos. Seriam quatro se não fosse a manobra de Balestre que favoreceu Prost em 1989.

No final de 1993 Ayrton Senna anunciou o seu contrato a equipe Williams que tinha se mostrado superior às demais nas últimas temporadas.

A grande expectativa era o quarto título mundial. No entanto, o que aconteceu no início da temporada todos nós sabemos.

Perdi o interesse pelas corridas de F1. Passei a colecionar objetos que ajudassem a manter viva a memória do meu ídolo: revistas, posters, recortes de jornal, documentários em vídeo, miniaturas de carros, capacetes, etc.

Em 2012 passei a participar de corridas de rua. Para lembrar do meu ídolo uso o boné com o S do Senna. Corro ouvindo músicas e entre elas está o Tema da Vitória.

Nos últimos anos muito se especulou a respeito dos motivos do acidente e o que o Ayrton Senna estaria fazendo nos dias atuais depois de ter encerrado a sua carreira.

Com certeza ele estaria envolvido com o automobilismo, seja com alguma equipe ou então cuidando da carreira do sobrinho Bruno.

Muito obrigado Ayrton pela inúmeras alegrias nos proporcionou ao longo da sua carreira.




IV CORRIDA BPTRAN

Neste domingo tive a oportunidade de participar da quarta edição da corrida promovida pelo BPTRAN – BATALHÃO DE POLÍCIA DE TRÂNSITO e pelo PROVOPAR – PROGRAMA DO VOLUNTARIADO PARANAENSE.

Assim que cheguei ao BPTRAN me lembrei da corrida de 2016 que foi realizada em maio daquele ano. A corrida foi muito importante na minha recuperação de uma fratura no ombro esquerdo.

A minha maior dificuldade era evoluir do trote para a corrida pois tinha medo de sofrer uma queda e me machucar. Para complicar ainda mais a situação a prova foi debaixo de chuva.

Mas apesar de todos os problemas enfrentados ao longo do percurso e consegui correr os dez quilômetros.

Fiz uma largada tranquila e segui em um ritmo confortável. Não defini um tempo para finalizar a prova. Conhecendo as características do percurso sabia das dificuldades que teria que enfrentar.

Após relembrar destes momentos fiz o meu aquecimento e iniciei o meu ritual de concentração. As nuvens cinzentas indicavam a possibilidade de chuva durante a corrida.

Um chuvisco começou cerca de dez minutos antes da largada. Mas parou em poucos instantes.

Conhecendo as características do percurso escolhi seguir em um ritmo confortável e poupas as minhas energias para o final.

Foram mais 10 km para a conta e a 132ª medalha para a coleção.

Corrida Verde 2019

A Corrida Verde é organizada pela Thomé e Santos e tem provas de 5, 8 e 16 quilômetros com um percurso que passa pelos parques Barigui, Tanguá e Tingui.

Em 2018 participei da prova de cinco quilômetros que tinha o seu percurso no Parque Barigui. Em 2019 resolvi encarar as subidas do percurso da prova de oito quilômetros, com largada no Parque Tanguá, passagem pelo Tingui e chegada no Barigui.

Cheguei cedo no Tanguá e aproveitei para tirar algumas fotos neste que é um dos muitos parques de Curitiba.

Estava ciente das subidas que enfrentaria ao longo dos oito quilômetros e larguei com tranquilidade. O meu objetivo era terminar com um tempo em torno de uma hora.

Completei o percurso em 1:06:43 e fiquei muito satisfeito com o resultado alcançado. Esta foi a minha quinta corrida do ano e terei muitas outras ao longo de 2019.

Old & Low Car – Curitiba

Nos dias 16 e 17 de fevereiro tive a oportunidade de visitar o Old & Low Car realizado no Expo Renault Barigui.

O evento reuniu vários carros antigos além de carros e caminhões personalizados. Passear entre os carros foi uma viagem no tempo pois cada um deles representa uma parte da história da indústria automobilística brasileira.

Tirei várias fotos dos carros e depois me dirigi a um local onde estava uma coleção com inúmeros objetos relacionados ao meu ídolo Ayrton Senna.

Conheci a coleção em 2018 no Old & Low Car e sabia que iria me emocionar bastante. Entrei na fila e aguardei a minha vez de visitar a coleção.

Devido ao pequeno espaço entravam cinco pessoas por vez. Quando entrei fui logo fotografando tudo o que via sem muita preocupação com o enquadramento.

Eu não tinha vontade de sair dali, pois estava em contato com a energia positiva do meu ídolo. Mas outras pessoas estavam lá fora esperando para entrar e ter esta mesma sensação.

Perto dali estava a réplica da McLaren Honda MP4/4, carro com o qual Ayrton Senna conquistou o seu primeiro título na F1.

Observei atentamente cada detalhe do carro e ao olhar para o espelho retrovisor tive uma enorme surpresa. Consegui ver o Ayrton Senna olhando para mim.

É muito difícil descrever o que eu senti naquele momento mágico. Mas posso dizer que foi muito emocionante e ficará guardado na minha memória.