Corrida Maluca

Para encerrar a minha temporada de 2018 participei de uma corrida completamente diferente daquelas que estou acostumado.

Os participantes podiam escolher a bateria em que desejavam largar. Alguns minutos antes da largada recebemos as orientações a respeito do percurso.

Nos foi mostrada uma foto do primeiro local para onde deveríamos ir. Chegando lá conheceríamos qual seria o próximo ponto da nossa corrida maluca.

Não existia percurso definido, ou seja, cada participante poderia escolher qual o caminho a percorrer para chegar no local definido.

Portanto, independente do ritmo de corrida era importante planejar qual o melhor caminho para chegar ao destino indicado.

O meu primeiro destino foi o Teatro Guaíra. Dentre os caminhos disponíveis escolhi aquele que julguei o melhor considerando as características de cada um.

Chegando lá encontrei a equipe de apoio com a foto do próximo destino. Enquanto descansava e me hidratava planejei o caminho até a Praça Vinte e Nove de Março.

Por causa do calor preferi seguir em um ritmo de trote lento. Não me preocupei com a distância percorrida pois o que interessava era chegar com facilidade no destino.

Na Praça Vinte e Nove de Março conheci o destino seguinte: a Arena da Baixada. Em alguns trechos as condições da calçada proporcionaram um ritmo mais rápido.

Ao chegarmos em frente da Arena soubemos que o último trecho da nossa corrida era a volta para o ponto de partida.

Este último trecho foi mais tranquilo. Completei a corrida com a distância de 8,3 KM no tempo de 1:08. Enfim, foi uma corrida muito divertida.




CWB NIGHT RUN

Esta prova teve como percurso as ruas próximas do Estádio Durival de Britto e Silva.

A quantidade de nuvens escuras no céu era preocupante, pois indicava a possibilidade de chuva durante a corrida.

Dez minutos antes da largada iniciou uma chuva muito forte. No entanto, ao contrário do que os corredores esperavam a organização não antecipou o início da prova.

Por causa do asfalto molhado e as inúmeras poças d´água tive que reduzir o meu ritmo pois o risco de sofrer uma queda era grande.

Como a tela do meu Garmin estava molhada eu não consegui ver as informações sobre distância percorrida, tempo decorrido e o ritmo.

Para complicar ainda mais não existiam no percurso placas indicando os quilômetros.

Diante da situação não tinha condições de baixar o meu tempo dos 5 km em 2018. O mais importante era seguir em frente com segurança.

Completei o percurso em 38:04. Fiquei satisfeito com o resultado diante das situações adversas enfrentadas durante a prova.

Retrospectiva 2018 – 1º Semestre

JANEIRO

A temporada de 2018 iniciou com a Corrida da Ponte, nas proximidades da Ponte Estaiada em Curitiba. Em relação a prova de 2017 o local de largada foi mantido mas o percurso de 10 km sofreu alterações na sua segunda metade. Como iria correr a prova de 5 km não me preocupei.

Por se tratar da primeira corrida do ano eu não tinha nenhuma expectativa com relação ao meu tempo para concluir a prova. Completei 38 minutos e 20 segundos, poderia ter sido menos mas fiquei satisfeito.

No domingo seguinte corri a prova de 5 KM da BATEL RUN, uma corrida que tem a largada e a chegada na Praça da Espanha em Curitiba. O local tem um significado especial para mim pois morei perto dali no início da minha infância e brinquei bastante na praça.

Apesar de ter corrido a prova de 10 km em 2016 e 2017 escolhi correr os 5 km em 2018. Como corri esta distância em 2015 estava tranquilo com relação ao percurso.

FEVEREIRO

O mês foi marcado por duas corridas. A primeira delas foi a de dez quilômetros da TRACK & FIELD MUELLER, que tem como local de largada e chegada o Shopping Center Mueller em Curitiba.

Nos anos anteriores corri a prova de 5 km mas em 2018 escolhi a prova de 10 km. Apesar de ter analisado as características do circuito preferi seguir em um ritmo de trote.

Em um determinado momento passei por um corredor e ele me chamou pelo nome. Em uma rápida conversa descobrimos que temos um amigo em comum.

Dali em diante passamos a correr juntos e fomos incentivando um o outro.  Aos poucos fomos superando as dificuldades do percurso.  Não me importei com o tempo final, o mais importante foi ter formado mais uma amizade no mundo das corridas de rua.

A segunda prova do mês foi a CORRIDA VERDE cujo percurso foi a pista do Parque Barigui e uma trilha que corta o bosque.  Mantive um ritmo tranquilo e ao entrar na trilha reduzi o ritmo das passadas pois sabia que ali era estreito e escorregadio. Depois que passei pela linha de chegada me hidratei e comi uma fruta.

MARÇO

No final do mês tive a oportunidade de participar de uma corrida diferente chamada RELAY YOUR RACE. Uma corrida de revezamento individual com as modalidades SHORT (5,0 km + 2,5 km) com duas largadas e LONG (7,5  km + 5,0 km + 2,5 km) com três largadas.

Me inscrevi na modalidade com duas largadas. A primeira delas aconteceu às 8 horas para a distância de 5 km, equivalente a duas voltas no percurso de 2,5 km. Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade.

Fui controlando o meu ritmo e completei as duas voltas em trinta e oito minutos, portanto teria vinte e dois minutos até a segunda largada, programada para às 9 horas. Aproveitei para me hidratar e conversar com alguns amigos que encontrei.

Decidi seguir em um ritmo de trote lento. Quando me aproximei da chegada vi que o cronômetro marcava 19:56 e acelerei as minhas passadas para cruzar a linha de chegada antes dos vinte minutos.

O resultado final foi a soma dos tempos das duas corridas. De acordo com o meu Garmin o meu tempo foi de 57 min e 59 seg. Foi uma prova desgastante fisicamente mas que deixou muitos ensinamentos.

ABRIL

O mês foi marcado pela Etapa Outono do Circuito das Estações. Larguei com tranquilidade e escolhi correr os cinco quilômetros em um ritmo lento.

No final do mês participei da prova de 10 km da corrida em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe que atende crianças vindas das mais diversas partes do Brasil. Em 2018 o percurso foi alterado em relação as provas realizadas nos anos anteriores.

Como já conhecia novo percurso sabia das dificuldades que enfrentaria ao longo dos dez quilômetros. Terminei com o tempo de 1 hora 24 minutos 45 segundos. Um tempo bem acima do meu recorde dos 10 km , mas o importante foi ter completado mais uma prova.

MAIO

No início do mês enfrentei a corrida mais esperada do primeiro semestre: a Meia Maratona Internacional de Curitiba. Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade e tentando encaixar um ritmo confortável.

Diante dos problemas enfrentados no km 12 e no km 16 decidi continuar caminhando lentamente e com muito cuidado conseguia trotar com alguma dificuldade. Pouco antes do km 18 dois socorristas e um monitor se aproximaram com as suas motos. Um deles me perguntou se eu queria terminar a prova. Eu disse que sim, pois se tinha chegado até ali iria até o fim. Ele falou que eu poderia ficar tranquilo e me acompanharia até o final.

Onde poderia buscar motivação para continuar? Fiz uma breve viagem no tempo até chegar no dia 24 de março de 1991. Naquele domingo em Interlagos Ayrton Senna venceu pela primeira vez o GP do Brasil apenas com a sexta marca do seu carro.

Enfim nada poderia me impedir de terminar a minha terceira meia maratona. Pouco antes de cruzar a linha de chegada fiz questão de agradecer aqueles que me escoltaram ao longo de três quilômetros. Esta não foi a meia maratona que imaginei para mim. Mas tenho a plena certeza que posso contar com a energia e o incentivo de um grande número de pessoas.

JUNHO

O mês foi marcado por três corridas. A primeira delas foi a de 5 km do Circuito Banco do Brasil. Instantes antes da largada encontrei alguns colegas do BB que iriam fazer a sua primeira corrida de 5 KM. Aproveitei a ocasião para conversar um pouco com eles e passar tranquilidade e muita energia positiva.

Apesar de conhecer as características do percurso sabia que seria difícil bater o meu recorde de 34:20. Talvez conseguisse terminar em um tempo próximo dos 37 minutos.

Por causa do frio tive dificuldades para manter a minha frequencia cardíaca no nível adequado. Escolhi um ritmo confortável e segui em frente. Acelerei um pouco as minhas passadas quando faltavam cerca de 500 metros para o final.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de  37 minutos. Depois de pegar a minha medalha entrei na fila para ganhar uma camiseta autografada pelos jogadores de volei Gustavo Endres, André Heller e Emanuel Rego.

Alguns minutos depois fui acompanhar a entrega de troféus para os cinco primeiros colocados da categoria Funcionário BB. Enfim, foi muito gratificante ver colegas de trabalho participando da sua primeira corrida de rua. Sem dúvida é um importante vitória na luta com o sedentarismo.

No domingo seguinte participei da corrida 15 KM de Santa Felicidade. A largada e a chegada aconteceram no Dom Antônio, um dos inúmeros restaurantes do tradicional bairro italiano de Curitiba.

Sabendo que enfrentaria um percurso desafiador escolhi a estratégia de dividir os quinze quilômetros em três partes de 5 km. Procurei sempre ter alguém no meu campo visual para usar como referência e mantive um ritmo confortável.

Como tinha decidido que usaria o percurso como treino não tinha um tempo definido para conclusão. Participar de uma corrida com uma distância entre 10 e 21 km foi uma experiência diferente. Fiquei muito contente por encontrar várias pessoas amigas antes, durante e depois da corrida.

Para encerrar o primeiro semestre participei da A. YOSHII RUNNING, patrocinada pela construtora A. YOSHII e com largada e chegada na Praça da Espanha.

Sabia que enfrentaria vários trechos de subido ao longo do percurso, pois já tive oportunidade de correr outras provas naquele local.

Após passar pela placa que sinaliza a marca dos 4 km passei a aumentar o ritmo das minhas passadas, pois sabia que a partir dali teria um longo trecho de descida.

Segui em um ritmo tranquilo até me aproximar da reta de chegada. Foi então que ouvi o locutor gritar “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Corro usando o boné com as cores do capacete do Senna e cruzar a linha de chegada ouvindo o nome do meu ídolo sem dúvida foi o momento mais emocionante da minha corrida.

Sem dúvida o primeiro semestre de 2018 me proporcionou muitas emoções no mundo das corridas de rua.

DATA CORRIDA TEMPO KM TÊNIS
21/01/18 CORRIDA DA PONTE 00:38:20 5,0 PURE BOOST
28/01/18 BATEL RUN 00:39:23 5,0 PURE BOOST
04/02/18 TRACK&FIELD MUELLER 01:24:38 10,0 PURE BOOST
18/02/18 CORRIDA VERDE 00:38:10 5,0 ULTRA BOOST PRETO
25/03/18 RELAY YOUR RACE 00:57:59 7,5 PURE BOOST
08/04/18 ESTAÇÕES OUTONO 00:38:42 5,0 ULTRA BOOST PRETO
22/04/18 PEQUENO PRÍNCIPE 01:22:41 10,0 ULTRA BOOST VERMELHO
06/05/18 MEIA MARATONA 03:08:59 21,0 ULTRA BOOST PRETO
03/06/18 BANCO DO BRASIL 00:37:00 5,0 ULTRA BOOST VERMELHO
10/06/18 SANTA FELICIDADE 02:09:21 15,0 ULTRA BOOST VERMELHO
24/06/18 AIOSHII 00:38:49 5,0 ULTRA BOOST VERMELHO

Primeira corrida fora de casa

Desde agosto de 2012 tive a oportunidade de participar de corridas de rua nas mais diversas regiões da cidade de Curitiba. Em setembro participei da Etapa Primavera do Circuito das Estações realizada na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Portanto, em seis anos e alguns meses não corri nenhuma fora da minha cidade.

Em meados de 2018 recebi um convite para visitar a cidade de Brasília. Verifiquei o calendário e me programei para o feriado de quinze de novembro, pois no dia dezoito seria realizada uma etapa do Circuito Banco do Brasil de Corrida.

Escolhi o percurso de 10 km e me preparei para enfrentar as condições climáticas de Brasília. Cheguei no dia quinze e aproveitei para fazer o passeio com o ônibus panorâmico que passa por diversos pontos turísticos da Capital Federal.

Na sexta-feira visitei o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, e o Congresso Nacional, onde estão localizados o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.

No sábado pela manhã visitei o Memorial JK e a Catedral de Brasília. No período da tarde visitei o Parque Sarah Kubitschek, local de realização da corrida de domingo, fiz uma caminhada lenta pela pista de cerca de 8 km.

Apreciei com enorme prazer a paisagem e tive a oportunidade de me deparar com o gavião carcará e com a coruja buraqueira.

A minha maior preocupação era como o meu organismo iria reagir durante a corrida no clima seco de Brasília. Mesmo sabendo da existência de quatro postos de hidratação no percurso de dez quilômetros resolvi correr com a minha mochila de hidratação.

Cheguei no Parque Sarah Kubitschek com cerca de uma hora de antecedência. Conversei com algumas pessoas e depois e iniciei o meu ritual de concentração.

Foi então que passou por mim o piloto Felipe Nasr. Fui atrás dele e consegui tirar uma foto.

Depois me dirigi para o local da largada. No caminho encontrei um casal de amigos que mudou recentemente para Brasília. Conversamos rapidamente e trocamos energias positivas.

 

Larguei com muito cuidado e segui em um ritmo tranquilo mas preocupado em me hidratar desde o início.

Logo começou uma chuva fina e refrescante. Mas por causa do asfalto molhado tive que reduzir o meu ritmo.

Realizei algumas ultrapassagens e quando possível aumentava um pouco o ritmo das passadas sempre com muita segurança.

Fui economizando as minhas energias para o final da prova.

 

Cheguei na marca dos sete quilômetros com o tempo de cinquenta e cinco minutos. Portanto, teria vinte e um minutos para percorrer os três quilômetros restantes e repetir o meu melhor tempo no ano nas corridas de dez quilômetros.

Consegui percorrer os dois quilômetros seguintes ewm um ritmo constante e passei pela marca dos nove quilômetros com o tempo de uma hora e dez minutos.

No entanto, com o asfalto molhado seria muito complicado percorrer o último quilômetro em cerca de seis minutos. Acelerei um pouco e fui ultrapassando quem estava no meu caminho. Procurei desviar com segurança das poças d’água e ao entrar na reta de chegada respirei fundo e iniciei a minha arrancada.

Completei a prova com o tempo de 1:17:10, um minuto acima do meu melhor tempo em 2018 nas corridas de 10 km.

Depois de pegar a minha medalha, um copo d’água e duas frutas me dirigi ao local onde os campeões Felipe Nasr (IMSA WeatherTech SportsCar Championship), Robert Scheidt (iatista bicampeão olímpico) e Emanuel Rego (volei de praia / campeão olímpico) autografavam camisetas e tiravam fotos.

Fiquei muito contente com o resultado alcançado.  Não me preocupei como foram as minhas parciais durante a corrida. Resolvi fazer a análise somente depois que chegasse em casa em Curitiba.

KM PARCIAL ACUMULADO
1 0:07:30 0:07:30
2 0:07:47 0:15:17
3 0:08:20 0:23:37
4 0:08:24 0:32:01
5 0:07:42 0:39:43
6 0:07:50 0:47:33
7 0:07:41 0:55:14
8 0:07:23 1:02:37
9 0:07:23 1:10:00
10 0:07:10 1:17:10

 

Apesar da chuva fina e de ter me hidratado me senti desconfortável e não consegui desenvolver um bom ritmo de corrida. Isto acabou se refletindo no meu tempo final.

Depois de analisar o meu desempenho na corrida pude concluir que correr com o Adizero Adios Boost não foi uma boa escolha. Deveria ter corrido com o Ultra Boost preto que tem o melhor tempo dos 10 km em 2018.

Para finalizar a temporada vou participar da prova de 5 km da CWB NIGHT RUN, ocasião em que terei mais uma chance de bater o meu recorde da distância.

Feriado em Brasília – 4ª dia

Finalmente chegou o dia da minha primeira corrida fora de Curitiba. Apesar de correr desde agosto de 2012 nunca tinha participado de uma prova fora da minha cidade.

Acordei um pouco antes do horário de costume e cumpri o meu ritual. Cerca de quinze minutos antes das seis horas da manhã deixei o hotel rumo ao Estacionamento 6 do Parque Sarah Kubitschek.

Logo na chegada deixei os meus pertences no guarda volumes e comecei a caminhar lentamente pelo local que dentro de alguns minutos estaria repleto de corredores.

Aos poucos tentei me acostumar com o clima seco. Como estava com a minha mochila de hidratação aproveitei o momento para me hidratar.

Tive a oportunidade de ver o piloto Felipe Nasr passar por mim e aproveitei para tirar uma foto com ele.

Em seguida fiz o meu alongamento e iniciei a minha concentração minutos antes da largada.

 

Larguei com muito cuidado e segui em um ritmo tranquilo mas preocupado em me hidratar desde o início.

Logo começou uma chuva fina e refrescante. Mas por causa do asfalto molhado tive que reduzir o meu ritmo.

Apesar de estar acostumado a correr com chuva coloquei a minha segurança em primeiro lugar.

Realizei algumas ultrapassagens e quando possível aumentava um pouco o ritmo das passadas sempre com muita segurança.

Ao longo do percurso fui economizando as minhas energias para o final da prova. Cheguei na marca dos sete quilômetros em 55 minutos. Portanto, teria vinte e um minutos para percorrer os três quilômetros restantes e repetir o meu melhor tempo no ano nas corridas de dez quilômetros.

Percorri os dois quilômetros seguintes no mesmo ritmo e passei pela marca dos nove quilômetros com o tempo de 1:10.

No entanto, com o asfalto molhado e com muitas poças d’água seria muito complicado percorrer o último quilômetro em seis minutos.

Acelerei um pouco o meu ritmo e fui ultrapassando quem estava no meu caminho. Ao entrar na reta de chegada respirei fundo e iniciei a minha arrancada.

Completei a prova com o tempo de 1:17:10, um minuto acima do meu melhor tempo em 2018 nas corridas de 10 km.

Depois de pegar a minha medalha, um copo d’água e duas frutas tirei algumas fotos e me dirigi para a fila onde os campeões Felipe Nasr (IMSA WeatherTech SportsCar Championship), Robert Scheidt (iatista bicampeão olímpico) e Emanuel Rego (volei de praia campeão olímpico) autografavam camisetas e tiravam fotos.

Depois acompanhei a chegada da corrida infantil e a caminhada das famílias com os seus cães. Tive a oportunidade de interagir com vários cães que retribuíram o meu carinho com lambidas.

Conversei com alguns colegas do BB e depois iniciei a minha caminhada de retorno para o meu hotel. Fui caminhando lentamente admirando a paisagem do parque e sem nenhuma preocupação com a distância.

Depois de algum tempo chamei um Uber para voltar para o hotel. Ao chegar tomei um banho e em seguida comecei a arrumar a minha mala. Depois aproveitei a tirar uma soneca até por volta do meio dia.

Fechei a minha conta e me dirigi para o Aeroporto Internacional de Brasília.

 

 

 

 

Feriado em Brasília – 3º dia

Na manhã do meu terceiro dia em Brasília visitei o Memorial JK. Foi projetado por Oscar Niemeyer, inaugurado em 12 de setembro de 1981 e é dedicado ao ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek fundador da cidade de Brasília.

Logo que cheguei me deparei com o Ford Galaxie 500 ano 1974, o último carro particular de JK e que foi restaurado pelo Exército Brasileiro entre 19 de maio e 24 de agosto de 2010.

Na entrada um funcionária me orientou a respeito dos espaços do Memorial e que não era permitido tirar fotos com o uso de flash. Caminhei lentamente pela galeria com fotos e objetos que marcaram a vida de JK.

A galeria termina em um local com TVs que mostram a história de Brasília. Não existe um roteiro de visita, o visitante decide para qual espaço ele irá em seguida.

Na Sala de Metas há fotos que representam as metas definidas para o governo: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação. Em destaque estão um retrato em tamanho natural do Presidente pintado por Cândido Portinari em 1956 e a ampliação a carta escrita por JK em 1961, dirigida ao povo brasileiro na sua despedida do governo.

Em um outro espaço está a reprodução da biblioteca particular do antigo apartamento no Rio de Janeiro. Entre as inúmeras obras há uma coleção de Shaekespeare presenteada pela Rainha Elizabeth II.

Perto dali está o gabinete onde Dona Sarah trabalhou desde a inauguração do Memorial.

No segundo piso e no centro do memorial me deparei com a câmara mortuária que recebe luz natural através de um vitral concebido por Marianne Peretti, que reflete tonalidades de cor de acordo com a posição do sol.

Também no segundo piso o memorial conta com inúmeras fotos, comendas, objetos de JK e Dona Sarah. Em destaque estão os trajes que eles usaram no baile da posse em 1956.

Retornando ao piso térreo me dirigi ao Café JK onde tive a oportunidade de saborear uma fatia de torta alemã e suco de morango.

Ao sair do Memorial percebi que permaneci pouco mais de duas horas ali dentro e tive a oportunidade de fazer uma fantástica viagem no tempo.

As informações eram tantas que em nenhum momento olhei no relógio e não tinha nenhuma vontade de sair dali.

Para finalizar a minha visita a este local incrível tirei uma foto ao lado de um casal muito simpático que estava sentado em um banco.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em seguida fui visitar a Catedral de Brasília que estava fechada na quinta-feira. É a catedral católica que serve a Brasília e é a sede da Arquidiocese de Brasília.

Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958 e a sua estrutura ficou pronta em 1960, onde apareciam somente a área circular de setenta metros de diâmetro, da qual se elevam dezesseis colunas de concreto (pilares de secção parabólica) num formato hiperboloide, que pesam noventa toneladas.

Foi concluída e dedicada em 31 de maio de 1970. Seus vitrais são de autoria da artista plástica Marianne Peretti.

Entrei lentamente e passei a admirar a beleza interna da Catedral. Olhei para um lado, para o outro e depois para cima.

Fiquei impressionado com toda aquela maravilha. Sentei em um dos bancos e fiz as minhas orações.

Inúmeras pessoas das mais diversas regiões do Brasil e até de outros países tiravam muitas fotos daquele local maravilhoso e repleto de energia positiva.

 

Ao deixar a Catedral resolvi ir caminhando em um ritmo lento até a Torre de TV de Brasília, torre de transmissão televisiva inaugurada em 1967 e com 224 metros de altura.

Foi projetada por Lúcio Costa e é um dos poucos edifícios de Brasília que não são criação do Niemeyer.

Como o mirante está em reforma o acesso não é permitido.

 

 

Perto dali está o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, inaugurado em 1974 e faz parte do Complexo Esportivo Ayrton Senna, que engloba o Ginásio de Esportes Nilson Nelson e o Autódromo Internacional Nelson Piquet.

 

 

 

 

 

 

 

Depois retornei para o meu hotel e após tomar um banho fui almoçar no Pátio Brasil Shopping.  Fui até o cinema mas como não tinha nenhum filme interessante para assistir resolvi ir até o Parque Sarah Kubitschek.

A minha intenção era fazer uma caminhada pelo parque e perceber a energia positiva do local de realização da corrida de domingo. Há pistas específicas para caminhantes, corredores, ciclistas, patinadores e skatistas.

Segui lentamente e fui admirando a paisagem. Em um determinado momento me deparei com um gavião carcará atravessando a pista.  Me aproximei com muito cuidado para tirar um foto dele.

Trata-se de uma espécie de ave de rapina da família dos falconídeos. Mede cerca de 60 cm de altura e a sua envergadura chega a 123 cm.

Pode ser encontrado no centro e no sul da América do Sul.

Continuei caminhando e mais adiante me deparei com um exemplar da  coruja-buraqueira. O nome é devido ao fato de viver em buracos cavados no chão.

Apesar de ser capaz de cavar o próprio buraco ela prefere buracos abandonados de outros animais, como os tatus. Tem hábitos diurnos e pode ser encontrada do Canadá à Terra do Fogo, bem como em todo o Brasil com exceção da Amazônia.

 

 

 

 

 

 

 

Enfim, o passeio de sábado foi bastante gratificante e enriquecedor. Saindo do parque fui ao shopping fazer um lanche e em seguida retornei para o hotel.

Tomei um banho relaxante e me preparei para escolher o tênis que usaria no domingo. Decidi pelo Adizero Adios Boost e deixei tudo preparado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Feriado em Brasília – 2º dia

O meu segundo dia em Brasília iniciou com uma visita no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, considerada a obra-prima de Oscar Niemeyer.

Com o projeto de Niemeyer, cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo e o projeto executivo desenvolvido pelo arquiteto Milton Ramos, o palácio foi inaugurado oficialmente em 20 de abril de 1970 pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.

Atualmente, três edifícios compõem o complexo do Ministério: o Palácio, o Anexo I e o Anexo II, este conhecido popularmente como “Bolo de Noiva”.

O palácio possui o maior hall sem colunas da América Latina, com área de 2.800 metros quadrados, sendo também considerado o prédio mais rico artisticamente e mais bem conservado da Esplanada dos Ministérios.

O Itamaraty é o local onde o chefe de Estado recepciona seus pares e demais autoridades estrangeiras, sendo, assim, um espaço cerimonial por excelência.

A visita teve início no horário marcado. O acervo do palácio integra elementos antigos e modernos, sendo sua decoração praticamente a mesma de sua inauguração oficial em 1970.

Observando o mobiliário nota-se a presença de peças coloniais, barrocas, neoclássicas, do início da indústria moveleira brasileira a ícones da década de 80.

Nos gabinetes o mobiliário combina com tapetes persas comprados em Beirute e Londres. Móveis, quadros e tapeçarias históricos, trazidos do Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro, completam a decoração. Há, ainda, os jardins do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) nas áreas externas e internas, do térreo ao terraço do terceiro andar.

Saindo do Itamaraty seguimos para o Congresso Nacional, sede do Poder Legislativo. É composto pelo Senado Federal (integrado por 81 senadores que representam os 26 Estados e o Distrito Federal) e pela Câmara dos Deputados (integrada por 513 deputados federais).

No Senado as unidades federativas são representadas por três senadores cada. Na Câmara dos Deputados a quantidade de deputados de cada unidade federativa varia conforme a sua população.

Inicialmente passamos pelo sistema de segurança do Congresso e depois ficamos aguardando no Salão Negro pelo início da nossa visita guiada. Dentro de alguns instantes um guia se aproximou do nosso grupo e orientou como seria a nossa visita.

Começamos pelo Senado. Em um primeiro momento o nosso guia mostrou na maquete a estrutura do Congresso. Como a maioria das construções de Brasília  o edifício do Congresso foi projetado por Oscar Niemeyer, e segue o estilo da arquitetura brasileira moderna.

A semiesfera à esquerda é o assento do Senado, e o hemisfério à direita é o assento da Câmara dos Deputados. Entre eles há duas torres dos escritórios.

O Congresso ocupa também outros edifícios vizinhos, alguns deles interconectados por um túnel.

Seguimos em direção ao plenário do Senado e ocupamos uma parte das galerias. Como na sexta-feira não são realizadas sessões o plenário estava vazio.

Tivemos a oportunidade de conhecer a estrutura que estamos acostumados a ver pela televisão.

Em seguida seguimos para o plenário da Câmara dos Deputados, composta por 513 deputados eleitos por voto proporcional e com um mandato de quatro anos.

O número de cadeiras por Estado é distribuído conforme o número de habitantes de acordo com a medição oficial feita pelo IBGE, através do Censo.

Assim como o Senado a Câmara dos Deputados estava vazia. A Câmara dos Deputados é composta pela Mesa da Câmara dos Deputados do Brasil, pelo Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados do Brasil e pelas Comissões, que podem ser permanentes, temporárias, especiais ou de inquérito.

A visita foi muito interessante e permitiu conhecer melhor o funcionamento do Congresso Nacional. Saindo dali fomos almoçar no Patio Brasil Shopping, local onde posteriormente retiraria o meu kit da corrida do Circuito Banco do Brasil.

Enquanto almoçava podia ver algumas pessoas carregando a sacola com o kit da corrida. Aproveitava para desejar uma boa corrida e passar a minha energia positiva.

Quando retiro o meu kit da corrida logo tento encontrar um significado para o meu número. Ao me deparar com o 5649 comecei a brincar com os números 5, 6, 4 e 9.

Agora faltava apenas definir qual seria o tênis que eu usaria no domingo. O Adidas Adizero Adios Boost, recordista dos 5 km, ou o Adidas Ultra Boost, melhor tempo dos 5 km em 2018. Mas esta decisão seria tomada no início da noite do sábado.

Aproveitei a tarde de sexta-feira para conhecer o Edifício Sede do Banco do Brasil e visitar alguns colegas.

Com a forte chuva que caiu no final da tarde o meu retorno para o hotel foi complicado.

Apesar deste contratempo posso dizer que a sexta-feira foi um dia muito gratificante e produtivo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Feriado em Brasília – 1º dia

Há alguns meses fui convidado para visitar a cidade de Brasília. Observando o calendário escolhi o feriado de quinze de novembro para a minha viagem, pois no dia dezoito participaria da corrida de dez quilômetros do Circuito Banco do Brasil de Corrida.

Embarquei no voo das 08:50 rumo ao Distrito Federal. Foi uma viagem bastante tranquila, pela janela observei as mudanças na paisagem sobrevoando os estados do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais e de Goiás.

No horário previsto o avião chegou no Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek. Depois de retirar a minha bagagem me dirigi até a sala de desembarque onde uma amiga me aguardava.

No caminho até o hotel tive a oportunidade de ver alguns pontos turísticos de Brasília: Lago Paranoá, Ponte JK, Embaixadas, Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes, entre outros.

Depois de acomodar a minha bagagem e tomar um bom banho saímos para almoçar. No trajeto até o restaurante vi alguns lugares que visitaria posteriormente.

No período da tarde fiz o passeio com o ônibus panorâmico. O ponto de partida é o estacionamento do Brasília Shopping. No entanto, o ônibus só sai com o mínimo de cinco passageiros.

Pouco antes do horário programado o grupo tinha cerca de dez pessoas e então o ônibus poderia iniciar o passeio.

A primeira parada foi na Catedral de Brasília.

Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo, foi o primeiro monumento a ser criado em Brasília.

Na praça encontram-se quatro esculturas em bronze com três metros de altura, representando os Quatro Evangelistas, de Alfredo Ceschiatti, com a colaboração de Dante Croce em 1970.

Um campanário de vinte metros de altura sustenta quatro grandes sinos doados por moradores espanhóis do Brasil e trazidos de Miranda de Ebro na parte externa da catedral.

Como a parada era de apenas dez minutos tirei algumas fotos e voltei para o ônibus.

Logo em seguida começou a chover, mas isto não foi motivo para preocupação pois a parte superior do ônibus possuía cobertura.

O ônibus seguiu pela Esplanada dos Ministérios, e pudemos ver o  Palácio do Itamaraty e o Congresso Nacional. A nossa segunda parada aconteceu na Praça dos Três Poderes, um amplo espaço aberto entre os três edifícios monumentais que representam os três poderes da República: o Palácio do Planalto (Executivo), o Supremo Tribunal Federal (Judiciário) e o Congresso Nacional (Legislativo). A parte urbanística foi idealizada por Lúcio Costa e as construções foram projetadas por Oscar Niemeyer.

Mas com um tempo de apenas dez minutos  tiver que ser muito rápido para conseguir tirar algumas fotos e depois voltar para o ônibus. Saindo dali seguimos em direção ao Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente do Brasil.

No caminho passamos próximo do CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, onde está a equipe de transição do Presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

Enquanto tirava fotos do Palácio da Alvorada alguém do meu lado perguntou o que poderia acontecer se alguém pisasse na grama.

Então disse que antes de chegar na grama a pessoa deveria ultrapassar o espelho d’água de cerca de 4,5 m e com certeza seria logo interceptada pelos seguranças. Um gramado de 350 metros nos separavam do Alvorada.

Faltando poucos minutos para  o nosso ônibus partir consegui fotografar a Ponte JK, inaugurada em dezembro de 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

A última parada do nosso passeio aconteceu no Quartel General do Exército onde foi possível contemplar o monumento a Duque de Caxias, conhecido como Concha Acústica, mais uma obra peculiar de Niemeyer.

Inaugurado em 1973, é um palanque ao ar livre, com uma cobertura em forma de concha.

A composição entre a Concha Acústica e o Obelisco faz referência ao copo e à espada de Duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro.

 

Dali seguimos para o ponto inicial do passeio. Ao chegar no Shopping Brasília fiz um lanche rápido e depois retornei para o meu hotel.

Apesar da chuva que caiu durante a maior parte do tempo o passeio foi gratificante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Circuito das Estações Verão 2018

Neste domingo participei da Etapa Verão do Circuito das Estações. Seria mais uma corrida se nela não tivessem envolvidos alguns desafios pessoais.

Ao analisar o percurso alguns dias antes da prova notei que tinha muitas semelhanças com aquele em que obtive em novembro de 2014 o meu recorde nas corridas de 5 km.

Portanto, o meu primeiro desafio era bater o recorde de 34:20 que no dia dezesseis de novembro completou quatro anos.  O fato do percurso ser conhecido ajudou bastante na definição da estratégia.

Na hipótese de não conseguir atingir a marca desejada o desafio seria terminar com o tempo mais próximo possível do melhor tempo do ano: 35:10.

Larguei com cuidado e consegui manter um bom ritmo no primeiro quilômetro. Tive dificuldades para realizar ultrapassagens e reduzi o meu ritmo. Passei pela marca dos 2 km com o tempo de 13: 38 e que ainda me colocava em condições de buscar o recorde.

O calor incomodou e não consegui desenvolver um bom ritmo de corrida. Ao completar a distância de três quilômetros e verificar o tempo decorrido percebi que não teria condições de bater o meu recorde.

A estratégia passou a correr para terminar a prova com um tempo próximo de trinta e cinco minutos. Sabia que depois de passar em frente do Museu Oscar Niemeyer poderia acelerar o ritmo as minhas passadas até cruzar a linha de chegada.

Quando visualizei a chegada respirei fundo, iniciei a minha arrancada e fui ultrapassando os corredores que estavam no meu caminho.

Travei o meu relógio mas não olhei para o tempo. Peguei as frutas, o copo d’água e a garrafa de isotônico.

Depois de me hidratar peguei uma carona até o Parque Barigui onde aconteceria mais uma ação do Pernas Pra Que Te Quero, desta vez em uma etapa do Circuito Infantil de Corrida da Prefeitura de Curitiba.

Como não estava inscrito não poderia participar da corrida com as crianças cadeirantes. Mas eu não poderia ficar ali apenas olhando, me aproximei de uma equipe e passei a auxiliar na instalação do dispositivo de segurança na cadeira de rodas.

Ajudei as demais equipes e ao mesmo tempo ia passando a minha energia positiva para os seus integrantes.

Depois me dirigi para o local da largada e foi possível notar a ansiedade dos corredores.  Em seguida escolhi um ponto do percurso para acompanhar a passagem dos cadeirantes.

Enfim foi uma experiência emocionante e gratificante poder fazer parte de um momento muito feliz da vida destas crianças.

Ao chegar em casa tomei um bom banho e depois fui analisar os dados registrados pelo meu Garmin. Completei o percurso de cinco quilômetros em 35:17, o meu segundo melhor tempo no ano e o melhor tempo nas quatro estações de 2018.

No meu desafio de percorrer 600 km em 2018 atingi a marca estabelecida no final de outubro. Com dois meses pela frente defini uma nova marca a ser alcançada: 700 km.

Hoje cheguei na marca de 695,40 km e fiquei mais perto do meu desafio. Não tenho nenhuma corrida definida para o mês de dezembro mas com alguns treinos poderei facilmente superar os 700 km antes do final do ano.

 

 

 

Lembranças de uma corrida na chuva

Em uma corrida de rua existem itens que podem ser definidos com antecedência: distância, percurso e altimetria por exemplo. No entanto, não podemos definir se no dia vai estar fazendo frio, calor ou chovendo.

Sendo assim os corredores devem estar preparados para enfrentar as mais diversas condições climáticas. Existem aqueles corredores que gostam de correr na chuva e os que não gostam.

Em seis anos e alguns meses tive a oportunidade de experimentar a sensação de correr com calor, frio, neblina e chuva.

Particularmente não gosto de correr na chuva principalmente dos riscos envolvidos. Mas posso dizer que tenho boas lembranças de algumas corridas que participei em condições desfavoráveis.

Uma delas foi a 1ª Corrida Solidária Provopar Estadual e Bptran. Antes mesmo da largada já existia uma grande expectativa em torno da chuva.

No primeiro quilômetro começou uma chuva forte. Muitos corredores preferiram aumentar o seu ritmo mas eu escolhi manter um ritmo seguro tomando cuidado com as inúmeras poças d’água.

No final de março sofri uma queda durante um treino e fraturei o meu ombro esquerdo. Apesar de ter me recuperado bem da fratura fiquei com dificuldade para correr por ter medo de sofrer uma queda e me machucar com gravidade.

Nos momentos em que a chuva dava uma trégua aproveitava para correr um pouco mais e realizar algumas ultrapassagens. Mas a segurança estava sempre em primeiro lugar. Desta forma segui até o final da prova.

Ao cruzar a linha de chegada travei o meu relógio mas não me preocupei em ver qual tinha sido o tempo decorrido para completar o percurso. Depois que cheguei em casa tomei um bom banho quente e então passei a analisar as minhas parciais da corrida.

Foi então que para a minha enorme surpresa verifiquei que completei os dez quilômetros em uma hora, dezesseis minutos e dez segundos, o meu novo recorde pessoal.

Fiquei muito contente com o resultado alcançado pois o meu desempenho mostrou que eu tinha recuperado a segurança para voltar a correr.