MEIA DE CURITA

Neste domingo aconteceu a primeira Meia Maratona de 2019 em Curitiba. Batizada de Meia de Curita pela Globalvita ela teve como local de largada e chegada a Praça do Atlético.

A corrida contou com as provas de 5, 10 e 21 KM. A largada dos 21 km aconteceu às 6:30, um horário diferente da maioria das corridas.

Pois é, largamos antes mesmo do dia amanhecer. O meu plano inicial era de concluir a prova em pouco menos de três hora. Fiz uma boa largada e no primeiro quilômetro mantive um ritmo que me permitiria cumprir o que havia planejado.

No entanto, no km 2 passei por uma corredora que estava num ritmo mais lento que o meu e ela comentou que estava com problema no joelho.

No mesmo instante alterei o meu plano e decidi que iria acompanhá-la até o final. Seguimos alternando a caminhada com o trote e uma corrida leve, sempre respeitando o joelho.

Mais adiante encontramos uma corredora da prova de 10 km mas que acabou no percurso dos 21 km. Era possível notar o seu nervosismo mas aos poucos fomos acalmando ela e passando um pouco da nossa energia positiva.

A cada placa mostrando a distância era uma comemoração. Afinal de contas a cada passo dado estamos mais próximos do nosso objetivo. Nos postos de hidratação além da água recebemos a energia incrível dos escoteiros.

Estávamos conscientes de chegaríamos depois do tempo limite de três horas. O mais importante naquele momento era chegar bem.

Ao cruzarmos a linha de chegada compartilhamos a nossa energia num abraço. Foi uma corrida totalmente diferente daquela que eu planejei, mas posso dizer que foi muito emocionante e gratificante.

Esta foi a minha quinta Meia Maratona, cada uma teve os seus momentos, as suas emoções e as suas lembranças. Com certeza a corrida de hoje será lembrada com muito carinho.

Quanto ao meu desafio dos 800 km depois da corrida de hoje alcancei a marca de 152,83 km que representa 19,10% da distância planejada.

Circuito Mundial Etapa Itália

Neste domingo tive a oportunidade de participar da primeira das três etapas de um circuito promovido pela TIMERACE em Curitiba.

Cada uma tem o nome de um país: Itália, Espanha e Grécia com o mesmo percurso. Devo admitir que fiquei em dúvida se me inscrevia na prova, pois não conhecia a empresa organizadora do circuito.

O que pesou na minha decisão foi o local de largada: em frente do Estádio Joaquim Américo. Me inscrevi ma prova de cinco quilômetros.

Não planejei tempo para completar os cinco quilômetros. Como fiz uma doação de sangue não sabia como meu organismo iria reagir durante a corrida.

Completei o primeiro quilômetro em 5:28 mas na sequencia tive que seguir em um ritmo mais lento nos quilômetros seguintes.

Comecei a acelerar quando passei da marca de 4 km. Fechei os 5 km com o tempo de 38:13. Diante das circunstâncias fiquei satisfeito com o resultado. Na etapa Espanha vou tentar melhorar o meu tempo.

Gosto muito do momento pós-prova pois encontro várias pessoas com as quais posso compartilhar uma energia muito boa.

Quanto ao meu desafio de percorrer 800 km até o final do ano após a corrida de hoje atingi a marca de 121,35 km, distância que representa 15,17% da distância planejada.

Desafio cumprido

No início de 2018 estabeleci como desafio percorrer a distância de 600 km entre caminhadas, treinos e corridas.

O número 600 pode assustar mas se ele for dividido pelos doze meses fica mais fácil concluir que o era possível cumprir o desafio.

A cada mês fui percorrendo um distância superior a 50 km. Sendo assim no final do mês de outubro alcancei a marca dos 600 km.

Como tinha pela frente os meses de novembro e dezembro coloquei mais cem quilômetros no meu desafio. Ao final da primeira semana de dezembro atingi a nova marca estabelecida.

O que fazer tendo ainda três semanas para o final do ano? Como marcar a minha conquista?

Completei o ano de 2018 com a distância de 740,23 km percorridos. Para comemorar planejei uma doação de sangue. No entanto, fui convencido por uma amiga a adiar para o início de fevereiro.

O ano de 2019 iniciou com um novo desafio: percorrer 800 km. Já no primeiro dia do ano fiz um treino de 9 km.

Cheguei ao final de janeiro com a distância de 109,81 km, ou seja, com uma sobra de 43,15 km em relação a média mensal projetada.

Hoje, dois de fevereiro, foi o dia da doação de sangue. Junto comigo estavam várias pessoas do grupo de corrida do qual participo.

Aguardei alguns instantes até chegar a minha vez. Doar sangue é um ato de solidariedade que permite salvar quatro vidas.

Junto com os 450 ml do meu sangue também estava um pouco da minha energia positiva. Enfim, foi um momento muito gratificante.


Batel Run 2019

Neste domingo foi realizada a quinta edição da Batel Run, corrida organizada pela GL PROMO. Esta prova tem um significado para mim pois o local de largada e chegada é a Praça da Espanha, que fez parte da minha infância.

Tive a oportunidade de participar das edições anteriores nas distância de cinco quilômetros (2015 e 2018) e de dez quilômetros (2016 e 2017).

Para a edição de 2019 me inscrevi na prova de 10 km. Conhecendo as características do percurso sabia das dificuldades que enfrentaria e onde teria a oportunidade de desenvolver um ritmo mais rápido.

Passei um susto em um trecho da Martin Afonso, uma rua de Curitiba conhecida pelas suas subidas e descidas. Aproveitei uma das descidas para acelerar percebi que um carro furou o bloqueio e cruzou a rua.

Respirei fundo e segui adiante. Sabia que a partir da placa dos nove quilômetros não teria que enfrentar mais subidas.

Quando faltavam cerca trezentos metros olhei para o meu relógio e percebi que o tempo decorrido era de 1 hora e 13 minutos, não consegui visualizar quantos segundos. Teria condições de completar a prova antes do tempo previsto inicialmente.

Cruzei a linha de chegada com 1:14:09. Peguei a minha medalha, um copo d’água e duas frutas.

Tirei algumas fotos e fiquei por alguns instantes conversando com alguns amigos. Em um determinado momento percebi os batedores chegando com a última colocada.

Imediatamente lembrei quando cheguei em último na Meia Maratona de Curitiba em maio de 2018. Corri para perto do pórtico da chegada e comecei a aplaudir.

Enfim, foi uma manhã de domingo com muitas emoções. Fiquei muito contente com o resultado. Foi o meu melhor tempo em três corridas de dez quilômetros da Batel Run.

ANOKMTEMPO
201550:36:36
2016101:19:59
2017101:20:44
201850:39:23
2019101:14:09

A última vez que completei uma corrida de 10 km abaixo de 01:15 foi em outubro de 2016. O meu melhor tempo em 2018 foi de 01:16:10.

Terei a chance de melhorar o meu tempo ao longo do ano.



Corrida da Ponte 2019

Neste domingo teve início a minha temporada de corridas de rua. E nada melhor do que começar com uma corrida bem perto de casa.

Desde 2016 a Corrida Ponte é a minha primeira corrida do ano. Aproveitei para fazer um aquecimento na distância que separa a minha casa do local de realização da prova.

Chegando ao estacionamento do Wal Mart bastaram alguns minutos para encontrar várias pessoas conhecidas e trocar muita energia positiva.

Conhecendo as características do percurso larguei com calma e segui em um ritmo tranquilo. Quando possível realizei algumas ultrapassagens.

Não me preocupei com o tempo decorrido. Nas vezes que olhei para o meu relógio foi para verificar a frequencia cardíaca.

Aumentei o meu ritmo assim que passei pela marca dos 9 km. Quando faltavam cerca de 300 metros ultrapassei alguns corredores que estavam lentos e logo percebi que tinha um que poderia ser ultrapassado antes da linha de chegada.

É algo que estou acostumado a fazer no final das minhas corridas. Olhei fixamente para o meu objetivo, respirei fundo e acelerei.

No entanto, notei duas pessoas tentando atravessar a rua no sentido da minha esquerda para a direita. Neste momento o corredor a ser superado estava menos de dez metros na minha frente.

Tinha que ser muito rápido na tomada da minha decisão. Mantive o meu ritmo e desviei um pouco para minha direita. Assim teria condições de evitar o atropelamento e poderia realizar a minha última ultrapassagem.

Ufa! Completada a primeira corrida do ano em 1 H 16 min 38 seg.

Fiquei satisfeito com o resultado pois ficou dentro daquilo que esperava. No próximo domingo participarei da Batel Run.


Desafio para 2019

No início de 2018 estabeleci o desafio de percorrer a distância de 600 km entre caminhadas, treinos e corridas. Montei um planilha no Excel para registrar os quilômetros percorridos a cada mês.

Alcancei a marca no final de outubro. Com dois meses pela frente então defini a distância de 700 km como a nova marca a ser atingida até o final do ano.

Cheguei no meu objetivo no dia sete de dezembro. Fiquei muito contente por ter conseguido superar a distância que havia sido definida inicialmente.

Terminei o ano com 740 km percorridos. E agora qual será o desafio para o ano de 2019?

Aproveitei o primeiro dia do ano para fazer um treino sem preocupação com a distância e o ritmo. Durante o percurso relembrei os muitos momentos vividos durante a temporada de 2018.

Em nenhum momento pensei em uma distância para meu desafio para 2019, segui em um ritmo tranquilo e esperei que o número surgisse naturalmente.

Depois de percorrer nove quilômetros alternando caminhada, trote e corrida escolhi como desafio a distância de 800 km.

Para chegar nesta marca enfrentarei muitos outros desafios durante a temporada.

Corrida Maluca

Para encerrar a minha temporada de 2018 participei de uma corrida completamente diferente daquelas que estou acostumado.

Os participantes podiam escolher a bateria em que desejavam largar. Alguns minutos antes da largada recebemos as orientações a respeito do percurso.

Nos foi mostrada uma foto do primeiro local para onde deveríamos ir. Chegando lá conheceríamos qual seria o próximo ponto da nossa corrida maluca.

Não existia percurso definido, ou seja, cada participante poderia escolher qual o caminho a percorrer para chegar no local definido.

Portanto, independente do ritmo de corrida era importante planejar qual o melhor caminho para chegar ao destino indicado.

O meu primeiro destino foi o Teatro Guaíra. Dentre os caminhos disponíveis escolhi aquele que julguei o melhor considerando as características de cada um.

Chegando lá encontrei a equipe de apoio com a foto do próximo destino. Enquanto descansava e me hidratava planejei o caminho até a Praça Vinte e Nove de Março.

Por causa do calor preferi seguir em um ritmo de trote lento. Não me preocupei com a distância percorrida pois o que interessava era chegar com facilidade no destino.

Na Praça Vinte e Nove de Março conheci o destino seguinte: a Arena da Baixada. Em alguns trechos as condições da calçada proporcionaram um ritmo mais rápido.

Ao chegarmos em frente da Arena soubemos que o último trecho da nossa corrida era a volta para o ponto de partida.

Este último trecho foi mais tranquilo. Completei a corrida com a distância de 8,3 KM no tempo de 1:08. Enfim, foi uma corrida muito divertida.




CWB NIGHT RUN

Esta prova teve como percurso as ruas próximas do Estádio Durival de Britto e Silva.

A quantidade de nuvens escuras no céu era preocupante, pois indicava a possibilidade de chuva durante a corrida.

Dez minutos antes da largada iniciou uma chuva muito forte. No entanto, ao contrário do que os corredores esperavam a organização não antecipou o início da prova.

Por causa do asfalto molhado e as inúmeras poças d´água tive que reduzir o meu ritmo pois o risco de sofrer uma queda era grande.

Como a tela do meu Garmin estava molhada eu não consegui ver as informações sobre distância percorrida, tempo decorrido e o ritmo.

Para complicar ainda mais não existiam no percurso placas indicando os quilômetros.

Diante da situação não tinha condições de baixar o meu tempo dos 5 km em 2018. O mais importante era seguir em frente com segurança.

Completei o percurso em 38:04. Fiquei satisfeito com o resultado diante das situações adversas enfrentadas durante a prova.

Retrospectiva 2018 – 1º Semestre

JANEIRO

A temporada de 2018 iniciou com a Corrida da Ponte, nas proximidades da Ponte Estaiada em Curitiba. Em relação a prova de 2017 o local de largada foi mantido mas o percurso de 10 km sofreu alterações na sua segunda metade. Como iria correr a prova de 5 km não me preocupei.

Por se tratar da primeira corrida do ano eu não tinha nenhuma expectativa com relação ao meu tempo para concluir a prova. Completei 38 minutos e 20 segundos, poderia ter sido menos mas fiquei satisfeito.

No domingo seguinte corri a prova de 5 KM da BATEL RUN, uma corrida que tem a largada e a chegada na Praça da Espanha em Curitiba. O local tem um significado especial para mim pois morei perto dali no início da minha infância e brinquei bastante na praça.

Apesar de ter corrido a prova de 10 km em 2016 e 2017 escolhi correr os 5 km em 2018. Como corri esta distância em 2015 estava tranquilo com relação ao percurso.

FEVEREIRO

O mês foi marcado por duas corridas. A primeira delas foi a de dez quilômetros da TRACK & FIELD MUELLER, que tem como local de largada e chegada o Shopping Center Mueller em Curitiba.

Nos anos anteriores corri a prova de 5 km mas em 2018 escolhi a prova de 10 km. Apesar de ter analisado as características do circuito preferi seguir em um ritmo de trote.

Em um determinado momento passei por um corredor e ele me chamou pelo nome. Em uma rápida conversa descobrimos que temos um amigo em comum.

Dali em diante passamos a correr juntos e fomos incentivando um o outro.  Aos poucos fomos superando as dificuldades do percurso.  Não me importei com o tempo final, o mais importante foi ter formado mais uma amizade no mundo das corridas de rua.

A segunda prova do mês foi a CORRIDA VERDE cujo percurso foi a pista do Parque Barigui e uma trilha que corta o bosque.  Mantive um ritmo tranquilo e ao entrar na trilha reduzi o ritmo das passadas pois sabia que ali era estreito e escorregadio. Depois que passei pela linha de chegada me hidratei e comi uma fruta.

MARÇO

No final do mês tive a oportunidade de participar de uma corrida diferente chamada RELAY YOUR RACE. Uma corrida de revezamento individual com as modalidades SHORT (5,0 km + 2,5 km) com duas largadas e LONG (7,5  km + 5,0 km + 2,5 km) com três largadas.

Me inscrevi na modalidade com duas largadas. A primeira delas aconteceu às 8 horas para a distância de 5 km, equivalente a duas voltas no percurso de 2,5 km. Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade.

Fui controlando o meu ritmo e completei as duas voltas em trinta e oito minutos, portanto teria vinte e dois minutos até a segunda largada, programada para às 9 horas. Aproveitei para me hidratar e conversar com alguns amigos que encontrei.

Decidi seguir em um ritmo de trote lento. Quando me aproximei da chegada vi que o cronômetro marcava 19:56 e acelerei as minhas passadas para cruzar a linha de chegada antes dos vinte minutos.

O resultado final foi a soma dos tempos das duas corridas. De acordo com o meu Garmin o meu tempo foi de 57 min e 59 seg. Foi uma prova desgastante fisicamente mas que deixou muitos ensinamentos.

ABRIL

O mês foi marcado pela Etapa Outono do Circuito das Estações. Larguei com tranquilidade e escolhi correr os cinco quilômetros em um ritmo lento.

No final do mês participei da prova de 10 km da corrida em prol do Hospital Infantil Pequeno Príncipe que atende crianças vindas das mais diversas partes do Brasil. Em 2018 o percurso foi alterado em relação as provas realizadas nos anos anteriores.

Como já conhecia novo percurso sabia das dificuldades que enfrentaria ao longo dos dez quilômetros. Terminei com o tempo de 1 hora 24 minutos 45 segundos. Um tempo bem acima do meu recorde dos 10 km , mas o importante foi ter completado mais uma prova.

MAIO

No início do mês enfrentei a corrida mais esperada do primeiro semestre: a Meia Maratona Internacional de Curitiba. Conhecendo as características do percurso larguei com tranquilidade e tentando encaixar um ritmo confortável.

Diante dos problemas enfrentados no km 12 e no km 16 decidi continuar caminhando lentamente e com muito cuidado conseguia trotar com alguma dificuldade. Pouco antes do km 18 dois socorristas e um monitor se aproximaram com as suas motos. Um deles me perguntou se eu queria terminar a prova. Eu disse que sim, pois se tinha chegado até ali iria até o fim. Ele falou que eu poderia ficar tranquilo e me acompanharia até o final.

Onde poderia buscar motivação para continuar? Fiz uma breve viagem no tempo até chegar no dia 24 de março de 1991. Naquele domingo em Interlagos Ayrton Senna venceu pela primeira vez o GP do Brasil apenas com a sexta marca do seu carro.

Enfim nada poderia me impedir de terminar a minha terceira meia maratona. Pouco antes de cruzar a linha de chegada fiz questão de agradecer aqueles que me escoltaram ao longo de três quilômetros. Esta não foi a meia maratona que imaginei para mim. Mas tenho a plena certeza que posso contar com a energia e o incentivo de um grande número de pessoas.

JUNHO

O mês foi marcado por três corridas. A primeira delas foi a de 5 km do Circuito Banco do Brasil. Instantes antes da largada encontrei alguns colegas do BB que iriam fazer a sua primeira corrida de 5 KM. Aproveitei a ocasião para conversar um pouco com eles e passar tranquilidade e muita energia positiva.

Apesar de conhecer as características do percurso sabia que seria difícil bater o meu recorde de 34:20. Talvez conseguisse terminar em um tempo próximo dos 37 minutos.

Por causa do frio tive dificuldades para manter a minha frequencia cardíaca no nível adequado. Escolhi um ritmo confortável e segui em frente. Acelerei um pouco as minhas passadas quando faltavam cerca de 500 metros para o final.

Cruzei a linha de chegada com o tempo de  37 minutos. Depois de pegar a minha medalha entrei na fila para ganhar uma camiseta autografada pelos jogadores de volei Gustavo Endres, André Heller e Emanuel Rego.

Alguns minutos depois fui acompanhar a entrega de troféus para os cinco primeiros colocados da categoria Funcionário BB. Enfim, foi muito gratificante ver colegas de trabalho participando da sua primeira corrida de rua. Sem dúvida é um importante vitória na luta com o sedentarismo.

No domingo seguinte participei da corrida 15 KM de Santa Felicidade. A largada e a chegada aconteceram no Dom Antônio, um dos inúmeros restaurantes do tradicional bairro italiano de Curitiba.

Sabendo que enfrentaria um percurso desafiador escolhi a estratégia de dividir os quinze quilômetros em três partes de 5 km. Procurei sempre ter alguém no meu campo visual para usar como referência e mantive um ritmo confortável.

Como tinha decidido que usaria o percurso como treino não tinha um tempo definido para conclusão. Participar de uma corrida com uma distância entre 10 e 21 km foi uma experiência diferente. Fiquei muito contente por encontrar várias pessoas amigas antes, durante e depois da corrida.

Para encerrar o primeiro semestre participei da A. YOSHII RUNNING, patrocinada pela construtora A. YOSHII e com largada e chegada na Praça da Espanha.

Sabia que enfrentaria vários trechos de subido ao longo do percurso, pois já tive oportunidade de correr outras provas naquele local.

Após passar pela placa que sinaliza a marca dos 4 km passei a aumentar o ritmo das minhas passadas, pois sabia que a partir dali teria um longo trecho de descida.

Segui em um ritmo tranquilo até me aproximar da reta de chegada. Foi então que ouvi o locutor gritar “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Corro usando o boné com as cores do capacete do Senna e cruzar a linha de chegada ouvindo o nome do meu ídolo sem dúvida foi o momento mais emocionante da minha corrida.

Sem dúvida o primeiro semestre de 2018 me proporcionou muitas emoções no mundo das corridas de rua.

DATA CORRIDA TEMPO KM TÊNIS
21/01/18 CORRIDA DA PONTE 00:38:20 5,0 PURE BOOST
28/01/18 BATEL RUN 00:39:23 5,0 PURE BOOST
04/02/18 TRACK&FIELD MUELLER 01:24:38 10,0 PURE BOOST
18/02/18 CORRIDA VERDE 00:38:10 5,0 ULTRA BOOST PRETO
25/03/18 RELAY YOUR RACE 00:57:59 7,5 PURE BOOST
08/04/18 ESTAÇÕES OUTONO 00:38:42 5,0 ULTRA BOOST PRETO
22/04/18 PEQUENO PRÍNCIPE 01:22:41 10,0 ULTRA BOOST VERMELHO
06/05/18 MEIA MARATONA 03:08:59 21,0 ULTRA BOOST PRETO
03/06/18 BANCO DO BRASIL 00:37:00 5,0 ULTRA BOOST VERMELHO
10/06/18 SANTA FELICIDADE 02:09:21 15,0 ULTRA BOOST VERMELHO
24/06/18 AIOSHII 00:38:49 5,0 ULTRA BOOST VERMELHO

Primeira corrida fora de casa

Desde agosto de 2012 tive a oportunidade de participar de corridas de rua nas mais diversas regiões da cidade de Curitiba. Em setembro participei da Etapa Primavera do Circuito das Estações realizada na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Portanto, em seis anos e alguns meses não corri nenhuma fora da minha cidade.

Em meados de 2018 recebi um convite para visitar a cidade de Brasília. Verifiquei o calendário e me programei para o feriado de quinze de novembro, pois no dia dezoito seria realizada uma etapa do Circuito Banco do Brasil de Corrida.

Escolhi o percurso de 10 km e me preparei para enfrentar as condições climáticas de Brasília. Cheguei no dia quinze e aproveitei para fazer o passeio com o ônibus panorâmico que passa por diversos pontos turísticos da Capital Federal.

Na sexta-feira visitei o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, e o Congresso Nacional, onde estão localizados o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.

No sábado pela manhã visitei o Memorial JK e a Catedral de Brasília. No período da tarde visitei o Parque Sarah Kubitschek, local de realização da corrida de domingo, fiz uma caminhada lenta pela pista de cerca de 8 km.

Apreciei com enorme prazer a paisagem e tive a oportunidade de me deparar com o gavião carcará e com a coruja buraqueira.

A minha maior preocupação era como o meu organismo iria reagir durante a corrida no clima seco de Brasília. Mesmo sabendo da existência de quatro postos de hidratação no percurso de dez quilômetros resolvi correr com a minha mochila de hidratação.

Cheguei no Parque Sarah Kubitschek com cerca de uma hora de antecedência. Conversei com algumas pessoas e depois e iniciei o meu ritual de concentração.

Foi então que passou por mim o piloto Felipe Nasr. Fui atrás dele e consegui tirar uma foto.

Depois me dirigi para o local da largada. No caminho encontrei um casal de amigos que mudou recentemente para Brasília. Conversamos rapidamente e trocamos energias positivas.

 

Larguei com muito cuidado e segui em um ritmo tranquilo mas preocupado em me hidratar desde o início.

Logo começou uma chuva fina e refrescante. Mas por causa do asfalto molhado tive que reduzir o meu ritmo.

Realizei algumas ultrapassagens e quando possível aumentava um pouco o ritmo das passadas sempre com muita segurança.

Fui economizando as minhas energias para o final da prova.

 

Cheguei na marca dos sete quilômetros com o tempo de cinquenta e cinco minutos. Portanto, teria vinte e um minutos para percorrer os três quilômetros restantes e repetir o meu melhor tempo no ano nas corridas de dez quilômetros.

Consegui percorrer os dois quilômetros seguintes ewm um ritmo constante e passei pela marca dos nove quilômetros com o tempo de uma hora e dez minutos.

No entanto, com o asfalto molhado seria muito complicado percorrer o último quilômetro em cerca de seis minutos. Acelerei um pouco e fui ultrapassando quem estava no meu caminho. Procurei desviar com segurança das poças d’água e ao entrar na reta de chegada respirei fundo e iniciei a minha arrancada.

Completei a prova com o tempo de 1:17:10, um minuto acima do meu melhor tempo em 2018 nas corridas de 10 km.

Depois de pegar a minha medalha, um copo d’água e duas frutas me dirigi ao local onde os campeões Felipe Nasr (IMSA WeatherTech SportsCar Championship), Robert Scheidt (iatista bicampeão olímpico) e Emanuel Rego (volei de praia / campeão olímpico) autografavam camisetas e tiravam fotos.

Fiquei muito contente com o resultado alcançado.  Não me preocupei como foram as minhas parciais durante a corrida. Resolvi fazer a análise somente depois que chegasse em casa em Curitiba.

KM PARCIAL ACUMULADO
1 0:07:30 0:07:30
2 0:07:47 0:15:17
3 0:08:20 0:23:37
4 0:08:24 0:32:01
5 0:07:42 0:39:43
6 0:07:50 0:47:33
7 0:07:41 0:55:14
8 0:07:23 1:02:37
9 0:07:23 1:10:00
10 0:07:10 1:17:10

 

Apesar da chuva fina e de ter me hidratado me senti desconfortável e não consegui desenvolver um bom ritmo de corrida. Isto acabou se refletindo no meu tempo final.

Depois de analisar o meu desempenho na corrida pude concluir que correr com o Adizero Adios Boost não foi uma boa escolha. Deveria ter corrido com o Ultra Boost preto que tem o melhor tempo dos 10 km em 2018.

Para finalizar a temporada vou participar da prova de 5 km da CWB NIGHT RUN, ocasião em que terei mais uma chance de bater o meu recorde da distância.